Eleição presidencial nos Estados Unidos em 2020

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Eleição presidencial nos Estados Unidos em 2020
 

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3 de novembro de 2020
Donald Trump official portrait (cropped).jpg Joe Biden 2013.jpg
Candidato Donald Trump Joe Biden
Partido Republicano Democrata
Domicílio eleitoral Flórida Delaware
Companheiro de chapa Mike Pence Kamala Harris
ElectoralCollege2020.svg
Mapa indicando a quantidade de votos que cada estado e Washington, D.C. possuem no Colégio Eleitoral

Seal of the President of the United States.svg
Presidente dos Estados Unidos

Eleito

A eleição presidencial nos Estados Unidos em 2020 será realizada em 3 de novembro, uma terça-feira. Será a 59.ª eleição presidencial do país. Os eleitores escolherão os integrantes do Colégio eleitoral, que se reunirá em 14 de dezembro para eleger oficialmente o presidente e o vice-presidente. Entre fevereiro e agosto de 2020 os partidos realizaram as primárias nos estados e territórios. Após, cada agremiação designou seus candidatos através das convenções partidárias. A eleição presidencial ocorrerá simultaneamente com as eleições para a Câmara dos Representantes e o Senado, além de várias disputas estaduais e locais.

Eleito na última eleição, Donald Trump candidatou-se à reeleição e em março de 2020 atingiu a quantidade de delegados necessária para ser nomeado o candidato republicano para a presidência. Na oposição democrata, as primárias contaram com dezenas de candidatos relevantes e, em abril de 2020, o ex-vice-presidente Joe Biden se tornou o presumível candidato do partido com a desistência do senador Bernie Sanders. Outros partidos menores, como o Libertário e o Verde, também escolheram seus candidatos presidenciais.

Biden e Trump são os candidatos presidenciais mais idosos já designados pelos maiores partidos dos EUA; se Biden for eleito e tomar posse, também se tornará o presidente mais idoso a ocupar o cargo. O vencedor desta eleição presidencial será empossado em 20 de janeiro de 2021 para um mandato de quatro anos.

Processo eleitoral

O Artigo II da Constituição dos Estados Unidos estabelece os critérios de elegibilidade para o cargo de presidente, exigindo que este deve ser um cidadão nato, ter ao menos 35 anos de idade e ser residente nos EUA por ao menos 14 anos.[1] Embora candidaturas independentes sejam permitidas, todos os presidentes desde George Washington pertenciam a um partido político,[2] que utilizam métodos próprios para escolher seus candidatos.[3] Os principais partidos, Democrata e Republicano, realizam eleições primárias nos estados e territórios em que os eleitores votam em uma lista de delegados comprometidos a apoiar um determinado candidato na convenção partidária. O candidato a presidente normalmente escolhe um vice-presidente para compor a chapa, com a decisão sendo posteriormente ratificada pelos delegados.[4]

A eleição geral em novembro também é indireta.[4] Os candidatos vencedores em cada estado e em Washington, D.C. ganham o número de votos que estes possuem no Colégio Eleitoral, onde é necessário reunir 270 votos para vencer a eleição. A quantidade de votos no Colégio Eleitoral é definida pelo número de representantes e senadores eleitos pelos estados.[5] Como cada estado conta com dois senadores e o número de representantes é determinado pela quantidade de habitantes, estados mais populosos possuem mais votos. Assim, enquanto o candidato vencedor na Califórnia garante 55 votos no Colégio Eleitoral, o que for vitorioso em Wyoming recebe apenas 3.[6][7] Se nenhum candidato reunir os 270 votos necessários, a Câmara dos Representantes determina o presidente dentre os três candidatos que receberam o maior número de votos no Colégio Eleitoral, e o Senado seleciona o vice-presidente entre os dois candidatos que receberam mais votos.[8]

A Vigésima Segunda Emenda à Constituição estabelece que ninguém pode ser eleito para o cargo de presidente mais do que duas vezes;[9] não há limites de mandato para vice-presidentes.[10] Deste modo, os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama eram inelegíveis para disputarem a eleição presidencial de 2020; Jimmy Carter, que cumpriu apenas um mandato, era o único ex-presidente elegível. Ademais, a eleição presidencial de 2020 ocorreu simultaneamente com as eleições legislativas, para a Câmara dos Representantes e o Senado, bem como para governos e legislaturas de alguns estados.[11]

Contexto

O presidente eleito Donald Trump cumprimentando Barack Obama, ao lado de Joe Biden, em janeiro de 2017

O empresário republicano Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos na eleição de 2016 após derrotar a democrata Hillary Clinton, um resultado considerado surpreendente pela maioria dos analistas, imprensa e políticos.[12] Embora tenha recebido 2,8 milhões de votos a menos que Clinton,[nota 1] Trump conseguiu 306 votos no Colégio Eleitoral, ante 232 da rival.[14] O Partido Republicano também manteve o controle do Congresso.[15] Empossado em janeiro de 2017, Trump sancionou um corte de impostos,[16] indicou dois juristas conservadores para a Suprema Corte,[17] retirou os EUA da Parceria Transpacífica e do Acordo de Paris,[18] engajou-se em uma guerra comercial com a China[19] e buscou revogar o Obamacare,[20] assim como diversas políticas de Obama.[21]

De acordo com a Gallup, a popularidade de Trump durante seu mandato variou de 35-49%, com 40% de média.[22] Nas eleições de 2018, os democratas recuperaram a maioria na Câmara pela primeira vez desde 2011.[23] Em 2019, o conselheiro especial Robert Mueller reafirmou a interferência russa nas eleições de 2016 e não isentou Trump de responsabilidade.[24] Em dezembro, o inquérito conduzido pela Câmara concluiu que Trump havia solicitado ajuda da Ucrânia para interferir na eleição presidencial de 2020 de modo a favorecer sua candidatura à reeleição.[25] Em dezembro, a Câmara aprovou dois artigos de impeachment contra o presidente, acusando-o de abuso de poder e obstrução do Congresso.[26][27] No início de 2020, Trump foi absolvido pelo Senado de ambas as acusações.[nota 2]

Vários eventos relacionados à eleição presidencial de 2020 foram alterados ou adiados por conta da pandemia de COVID-19. Em março de 2020, Trump, Biden e Sanders anunciaram uma pausa nos eventos de campanha presenciais,[30] dando lugar a uma campanha realizada virtualmente pela internet.[31][32] A Convenção Nacional Democrata foi adiada de julho para agosto,[33] bem como 16 estados adiaram suas primárias.[34] A legislação sancionada para minorar os efeitos da pandemia estabeleceu recursos financeiros aos estados para que ampliassem a votação por correspondência; a campanha de Trump se opôs fortemente à medida, argumentando que esta propicia fraudes, o que foi rejeitado por especialistas.[35] No final de junho, Trump retomou os eventos de campanha presenciais.[36]

Nomeações

Partido Republicano

Primárias

Trump durante comício em Orlando, Flórida, em junho de 2019

A campanha à reeleição de Donald Trump esteve essencialmente em andamento desde sua vitória em 2016, levando especialistas a descrever sua tática de realizar comícios continuamente durante toda a presidência como uma "campanha sem fim."[37] Às 17h11min de 20 de janeiro de 2017, dia em que foi empossado, Trump submeteu a documentação necessária para legalmente declarar sua candidatura para 2020.[38] Como ocorre nas primárias em que os presidentes incumbentes são candidatos a um novo mandato, a disputa pela nomeação partidária é geralmente pró-forma, com uma oposição simbólica que não apresenta candidaturas adversárias fortes.[39][40] No caso de Trump, o aparato republicano, a níveis estadual e nacional, mobilizou-se para implementar mudanças que dificultassem qualquer candidatura dissidente.[41][42] Em janeiro de 2019, o Comitê Nacional Republicano endossou Trump.[43]

Vários comitês estaduais republicanos cancelaram suas respectivas primárias ou caucuses.[44] Como justificativa, as agremiações citaram o fato de que os republicanos cancelaram várias primárias estaduais quando George H. W. Bush e George W. Bush buscaram um segundo mandato em 1992 e 2004, respectivamente, bem como que os democratas fizeram o mesmo quando Bill Clinton e Barack Obama foram candidatos à reeleição em 1996 e 2012, respectivamente.[45][46] Após cancelarem suas prévias, alguns desses estados, como Havaí e Nova Iorque, imediatamente comprometeram seus delegados a apoiar Trump,[47][48] enquanto outros estados como Kansas e Nevada realizaram formalmente uma convenção ou reunião para distribuir oficialmente seus delegados.[49][50]

A partir do segundo semestre de 2017, surgiram relatos de que republicanos, particularmente das alas moderadas e do establishment, estavam preparando uma campanha contra Trump. O senador John McCain, do Arizona, disse: "Os republicanos vêem fraqueza neste presidente."[51][52] Os senadores Susan Collins (Maine) e Rand Paul (Kentucky) e o ex-governador Chris Christie (Nova Jersey) expressaram dúvidas sobre se Trump seria o candidato republicano em 2020; Collins declarou que era "muito difícil dizer."[53][54] Ao mesmo tempo, o senador Jeff Flake (Arizona) argumentou que Trump estava instigando uma candidatura republicana opositora pela maneira como governava.[55]

Bill Weld em 2016. Nas prévias de 2020, Weld foi o opositor republicano a Trump que recebeu a maior quantidade de votos populares

Em abril de 2019, Bill Weld declarou sua candidatura à nomeação republicana;[56] Weld foi governador de Massachusetts e o candidato a vice-presidente do Partido Libertário em 2016. A chance de sua candidatura ser exitosa era vista como improvável por conta da popularidade do presidente entre os republicanos e as visões políticas de Weld em questões como aborto, controle da venda de armas e casamento entre pessoas do mesmo sexo, que conflitavam com as posições conservadoras em relação a estes temas.[57] Também ex-governador, Mark Sanford, da Carolina do Sul, declarou-se candidato em setembro de 2019,[58] mas desistiu 65 dias depois.[59]

Em agosto de 2019, Joe Walsh, ex-representante pelo Illinois, anunciou sua candidatura, declarando: "Vou fazer o que puder. Não quero que [Trump] vença. O país não pode permitir que ele vença. Se não tiver sucesso, não vou votar nele."[60] Walsh desistiu em fevereiro de 2020, depois de obter cerca de 1% de apoio no caucus de Iowa. Após anunciar sua decisão, Walsh afirmou que "ninguém poderia derrotar Trump nas primárias republicanas" porque o Partido Republicano era agora "um culto" a Trump. Para Walsh, os apoiadores do presidente se tornaram "seguidores" pois, após absorverem informações erradas "da mídia conservadora", creem que Trump "não pode fazer nada errado": "Eles não sabem o que é a verdade e — mais importante — eles não se importam."[61]

Durante seu mandato, Trump manteve um alto nível de aprovação entre os republicanos.[62] Em fevereiro de 2020, a Gallup informou que 94% dos republicanos aprovavam sua gestão.[63] Neste contexto, Trump venceu todas as prévias republicanas, atingindo em 17 de março de 2020 a quantidade necessária de delegados para ganhar a nomeação.[64] Weld desistiu de sua candidatura no dia seguinte.[65] Até julho, Trump recebeu 17,2 milhões de votos (94%), ante 412 mil de Weld (2,2%) e 173 mil de Walsh (0,9%).[66] Do total de 2.550 delegados, Trump obteve 2.236 (87,69%); a votação popular de Weld lhe garantiu apenas um delegado.[66]

Chapa

Trump confirmou que Pence seria novamente seu companheiro de chapa em novembro de 2018.[67]

Republican Disc.png
Donald Trump Mike Pence
para Presidente para Vice-Presidente
TrumpPenceKAG.png

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Donald Trump official portrait.jpg
Mike Pence official Vice Presidential portrait.jpg
Presidente dos Estados Unidos
(desde 2017)
Vice-presidente dos Estados Unidos
(desde 2017)

Outros candidatos

Os candidatos listados nesta seção foram considerados principais pois cumpriram um dos seguintes requisitos: a) ocuparam cargos públicos; b) foram incluídos em pelo menos cinco pesquisas nacionais independentes; ou c) receberam cobertura significativa da mídia.[68][69][70]

Candidatos pela data de desistência
Bill Weld Joe Walsh Rocky De La Fuente Mark Sanford
Bill Weld campaign portrait.jpg
Rep Joe Walsh.jpg
Rocky De La Fuente1 (2) (cropped).jpg
Mark Sanford, Official Portrait, 113th Congress.jpg
Governador de Massachusetts
(1991–1997)
Representante por Illinois
(2011–2013)
Empresário e candidato perene Representante pela Carolina do Sul
(1995–2001, 2013–2019)
Governador da Carolina do Sul
(2003-2011)
Bill Weld campaign 2020.png Joe Walsh 2020 Logo-black.svg Rocky De La Fuente 2020 presidential campaign logo.png Mark Sanford 2020.png
18 de março de 2020[71]
412.325 votos (2,25%)[66]
1 delegado[66]
7 de fevereiro de 2020[72]
173.519 votos (0,95%)[66]
25 de abril de 2020[73]
90.893 votos (0,50%)[66]
12 de novembro de 2019[74]
4.258 votos (0,02%)[66]

Partido Democrata

Primárias

Biden no primeiro comício de sua campanha, em maio de 2019. Em abril de 2020, Biden garantiu a nomeação presidencial democrata

Depois que Hillary Clinton perdeu a presidência para Trump, muitos passaram a acreditar que o Partido Democrata não possuía uma clara liderança a nível nacional.[75] As divisões permaneceram no partido após as primárias de 2016, que colocaram Clinton, representante da ala centrista, contra Bernie Sanders, visto como líder da ala mais progressista.[76][77] Na eleição para a presidência do Comitê Nacional Democrata em 2017, Tom Perez derrotou Keith Ellison, o que foi visto à época como uma vitória do establishment do partido contra a ala mais à esquerda.[78] Em 2018, representantes das duas correntes disputaram a nomeação democrata em vários distritos decisivos da Câmara dos Representantes; tais confrontos foram descritos como uma "guerra civil democrata."[79]

Em agosto de 2018, os membros do Comitê Nacional Democrata (DNC) aprovaram reformas no processo das primárias presidenciais, alegadamente para aumentar a participação[80] e garantir a transparência.[81] Entre as mudanças, o DNC proibiu que os superdelegados tivessem direito ao voto na primeira votação da Convenção. Consequentemente, o presidenciável democrata precisaria ganhar uma maioria dos delegados nas prévias estaduais. Se isso não ocorresse, os superdelegados teriam poder decisivo nas votações seguintes da Convenção, que seria considerada "contestada"; no entanto, a última convenção democrata contestada ocorreu em 1952.[82]

No decorrer da disputa pela nomeação democrata, um recorde de 29 candidaturas principais foram apresentadas.[68] Tal número era maior do que de qualquer prévia presidencial democrata ou republicana desde 1972, quando o sistema em uso foi introduzido, superando os 17 republicanos que concorreram à indicação do partido em 2016.[83] Além disso, conforme referido pela CBS News, foi o "mais diversificado grupo de candidatos democratas na história moderna",[84] incluindo seis candidatas, como as senadoras Amy Klobuchar, Elizabeth Warren, Kamala Harris e Kirsten Gillibrand e a representante Tulsi Gabbard.[68]

Mapa dos resultados das prévias democratas por condados: Biden venceu nos em azul e Sanders nos em verde

Considerado desde o início como o candidato favorito para ser designado pelos democratas para a presidência, Joe Biden, que ocupou a vice-presidência durante todo o governo Obama, teve sua liderança questionada no segundo semestre de 2019.[85][86] Em novembro, o ex-prefeito nova-iorquino e bilionário Michael Bloomberg apresentou-se candidato de última hora, afirmando que era o democrata com maior capacidade para derrotar Trump.[87][88] Em poucos meses, Bloomberg gastou US$ 935 milhões da própria fortuna em sua campanha,[89] estabelecendo um recorde de campanha primária mais cara da história do país.[90] Ainda antes do final de 2019, a lista de presidenciáveis democratas foi reduzida com a desistência de 13 candidatos, incluindo Gillibrand, Harris, Beto O'Rourke, Bill de Blasio e John Hickenlooper.[68]

Nas primeiras prévias realizadas, de Iowa e Nova Hampshire, sagraram-se vencedores Pete Buttigieg e Sanders, respectivamente.[91] Os maus resultados obtidos por Biden nestes estados intensificaram os questionamentos quanto a sua candidatura,[92] com Bloomberg o superando tecnicamente nas pesquisas de opinião e Sanders passando a liderá-las.[93] Entretanto, Biden venceu a primária da Carolina do Sul por uma grande margem e buscou frisar a mensagem de que era a alternativa mais forte contra Sanders e o candidato mais viável contra Trump.[94][95] Nos dias seguintes e às vésperas da Super Terça, Klobuchar e Buttigieg desistiram e prontamente endossaram Biden, ajudando-o a unir o voto moderado.[96]

Em 3 de março, Biden venceu em 10 dos 14 estados da Super Terça,[97] registrando, segundo a CNN, uma "volta por cima histórica e inacreditável na política."[98] Nos dias seguintes, Warren e Bloomberg também desistiram de suas candidaturas.[99] Biden consolidou sua liderança sobre Sanders nas prévias a seguir,[100] vencendo na Flórida, em Illinois e Michigan, além de outros estados.[101][102] Em 8 de abril, Sanders anunciou sua desistência, fazendo de Biden o presumível candidato democrata a presidente;[103] Sanders, Warren e Bloomberg endossaram Biden.[104][105] Em 5 de junho, ele atingiu formalmente o número de delegados necessários para garantir a indicação.[106]

Chapa

Em meados de março de 2020, Biden comprometeu-se a, caso fosse designado como o presidenciável democrata, escolher uma mulher como sua candidata a vice-presidente.[107] Em abril, Biden anunciou a formação de um comitê responsável pela verificação dos currículos das potenciais candidatas para o cargo.[108] A partir de junho, os protestos pela morte de George Floyd levaram personalidades a instarem Biden a escolher como sua vice uma mulher de cor.[109][110][111] Entre elas, a senadora Klobuchar descartou publicamente a possibilidade de ser vice de Biden, urgindo-o a optar por uma mulher de cor;[112] antes dos protestos, Klobuchar era uma das favoritas para juntar-se à chapa.[113] Em agosto, Biden anunciou a senadora Kamala Harris como candidata a vice.[114] Considerada uma escolha segura para Biden,[115] Harris se tornou a primeira mulher negra e sul-asiática a integrar a chapa presidencial de um grande partido político norte-americano.[116]

US Democratic Party Logo.svg
Joe Biden Kamala Harris
para Presidente para Vice-Presidente
Biden Harris logo.svg

Biden 2020 1Q9T0J8o 400x400.png
Joe Biden 2013.jpg
Senator Harris official senate portrait.jpg
Vice-presidente dos Estados Unidos
(2009-2017)
Senadora pela Califórnia
(desde 2017)

Outros candidatos

Os candidatos listados nesta seção foram considerados principais pois cumpriram um dos seguintes requisitos: a) ocuparam cargos públicos; b) foram incluídos em pelo menos cinco pesquisas nacionais independentes; ou c) receberam cobertura significativa da mídia.[68][69][70]

Candidatos pela data de desistência
Bernie Sanders Tulsi Gabbard Elizabeth Warren Michael Bloomberg Amy Klobuchar Pete Buttigieg Tom Steyer
Bernie Sanders March 2020 (cropped).jpg
Tulsi Gabbard (48011616441) (cropped).jpg
Elizabeth Warren by Gage Skidmore (cropped).jpg
Michael Bloomberg by Gage Skidmore (cropped).jpg
Amy Klobuchar by Gage Skidmore (cropped).jpg
Pete Buttigieg by Gage Skidmore.jpg
Tom Steyer by Gage Skidmore.jpg
Senador por Vermont
(desde 2007
Representante por Vermont
(1991-2007
Representante pelo Havaí
(desde 2013
Senadora por Massachusetts
(desde 2013
Prefeito de Nova Iorque
(2002-2013
CEO da Bloomberg L.P.
Senadora por Minnesota
(desde 2007
Prefeito de South Bend
(2012-2020
Bilionário, filantropo, ex-gerente de fundo de investimento
Bernie Sanders 2020 logo.svg Tulsi Gabbard logo.svg Elizabeth Warren 2020 presidential campaign logo.svg Mike Bloomberg 2020 presidential campaign logo.svg Amy Klobuchar 2020 presidential campaign logo.svg Pete for America logo (Strato Blue).svg Tom Steyer 2020 logo (black text).svg
8 de abril de 2020[117]
9.329.619 votos (27,11%)[118]
1.113 delegados[118]
19 de março de 2020[119]
259.205 votos (0,75%)[118]
2 delegados[118]
5 de março de 2020[120]
2.774.178 votos (8,06%)[118]
78 delegados[118]
4 de março de 2020[121]
2.469.922 votos (7,18%)[118]
49 delegados[118]
2 de março de 2020[122]
521.923 votos (1,52%)[118]
7 delegados[118]
1 de março de 2020[123]
909.665 votos (2,64%)[118]
26 delegados[118]
29 de fevereiro de 2020[124]
257.885 votos (0,75%)[118]
Deval Patrick Michael Bennet Andrew Yang John Delaney Cory Booker Marianne Williamson Julián Castro
Deval Patrick 2016.jpg
Michael Bennet by Gage Skidmore.jpg
Andrew Yang by Gage Skidmore.jpg
John Delaney by Gage Skidmore.jpg
Cory Booker by Gage Skidmore.jpg
Marianne Williamson November 2019.jpg
Julian Castro 2019 crop.jpg
Governador de Massachusetts
(2007–2015)
Senador pelo Colorado
(desde 2009)
Empreendedor e fundador da Venture for America Representante por Maryland
(2013-2019)
Senador por New Jersey
(desde 2013)
Prefeito de Newark
(2006-2013)
Autora Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano
(2014–2017)
Prefeito de San Antonio, Texas
(2009–2014)
Devallogo2020.png Michael Bennet 2020 presidential campaign logo.svg Andrew Yang 2020 logo.svg John Delaney 2020 logo.svg Cory Booker 2020 Logo.svg Marianne Williamson 2020 presidential campaign logo.svg Julian Castro 2020 presidential campaign logo.svg
12 de fevereiro de 2020[125]
26.259 votos (0,08%)[118]
11 de fevereiro de 2020[126]
56.102 votos (0,16%)[118]
11 de fevereiro de 2020[127]
155.605 votos (0,45%)[118]
31 de janeiro de 2020[128]
17.461 votos (0,05%)[118]
13 de janeiro de 2020[129]
31.575 votos (0,09%)[118]
10 de janeiro de 2020[130]
22.334 votos (0,06%)[118]
2 de janeiro de 2020[131]
37.037 votos (0,11%)[118]
Kamala Harris Steve Bullock Joe Sestak Wayne Messam Beto O'Rourke Tim Ryan Bill de Blasio
Kamala Harris April 2019.jpg
Steve Bullock by Gage Skidmore.jpg
Joe Sestak August 2019 (3) (cropped).jpg
Wayne Messam by Marc Nozell (cropped).jpg
Beto O'Rourke April 2019.jpg
Tim Ryan by Gage Skidmore.jpg
Bill de Blasio by Gage Skidmore.jpg
Senadora pela Califórnia
(desde 2017)
Procuradora-geral da Califórnia
(2011–2017)
Governador de Montana
(desde 2013)
Procurador-geral de Montana
(2009-2013)
Representante pela Pensilvânia
(2007-2011)
Prefeito de Miramar
(desde 2015)
Representante pelo Texas
(2013-2019)
Representante por Ohio
(desde 2013)
Prefeito de Nova Iorque
(desde 2013)
Kamala Harris 2020 presidential campaign logo.svg Steve Bullock 2020 presidential campaign logo.svg Wayne Messam 2020 presidential campaign logo.png Beto O'Rourke 2020 presidential campaign logo.svg Timryan2020.png Bill de Blasio 2020 presidential campaign logo.svg
3 de dezembro de 2019[132]
844 votos (0,00%)[118]
2 de dezembro de 2019[133]
549 votos (0,00%)[118]
1 de dezembro de 2019[134]
5.251 votos (0,02%)[118]
19 de novembro de 2019[135] 1 de novembro de 2019[136] 24 de outubro de 2019[137] 20 de setembro de 2019[138]
Kirsten Gillibrand Seth Moulton Jay Inslee John Hickenlooper Mike Gravel Eric Swalwell Richard Ojeda
Kirsten Gillibrand August 2019.jpg
Seth Moulton August 2019.jpg
Jay Inslee by Gage Skidmore.jpg
John Hickenlooper by Gage Skidmore.jpg
Mike Gravel cropped.png
Eric Swalwell (48016282941) (cropped).jpg
MAJ Richard Ojeda.jpg
Senadora por Nova Iorque
(desde 2009)
Representante por Nova Iorque
(2007-2009)
Representante por Massachusetts
(desde 2015)
Governador de Washington
(desde 2013)
Representante por Washington
(1993-1995; 1999-2012)
Governador do Colorado
(2011-2019)
Prefeito de Denver
(2003-2011)
Senador pelo Alaska
(1969-1981)
Representante pela Califórnia
(desde 2013)
Senador estadual da Virgínia Ocidental
(2016-2019)
Gillibrand 2020 logo.png Seth Moulton 2020 presidential campaign logo.svg Jay Inslee 2020 logo3.png John Hickenlooper 2020 presidential campaign logo.png Gravel Mg web logo line two color.svg Eric Swalwell 2020 presidential campaign logo.svg
28 de agosto de 2019[139] 23 de agosto de 2019[140] 21 de agosto de 2019[141] 15 de agosto de 2019[142] 6 de agosto de 2019[143] 8 de julho de 2019[144] 25 de janeiro de 2019[145]

Partido Libertário

LPF-torch-logo (cropped).png
Jo Jorgensen Spike Cohen
para Presidente para Vice-Presidente
Jo Jorgensen 2020 campaign logo 2.png

Jo Jorgensen 2020 campaign logo.png
Jo Jorgensen (cropped).jpg
Spike Cohen headshot 404 (cropped).jpg
Professora na Universidade Clemson[146] Podcaster e empresário[147]

Partido Verde

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Howie Hawkins Angela Walker
para Presidente para Vice-presidente
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Hawkins 2010 (1).jpg
Angela Walker (cropped).jpg
Co-fundador do Partido Verde[148] Ativista e motorista[149]

Partido da Constituição

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Don Blankenship William Mohr
para Presidente para Vice-presidente
Don Blankenship 20210 (75220642).jpg
Don Blankenship Image (cropped).jpeg
Executivo da Virgínia Ocidental[150] Presidente do partido

Convenções partidárias

Eleição presidencial nos Estados Unidos em 2020 (Estados Unidos)
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Milwaukee
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Jacksonville
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Virtual
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Virtual
  Partido Democrata
  Partido Republicano
  Partido Libertário (virtual)
  Partido Verde (virtual)

A Convenção Nacional Democrata estava originalmente programada para ocorrer entre 13 a 16 de julho em Milwaukee, Wisconsin,[151][152] mas foi postergada para 17 a 20 de agosto por conta da pandemia do novo coronavírus.[153] Em 24 de junho de 2020, foi anunciado que a maioria dos delegados participaria remotamente do evento, mas que alguns ainda assim estariam fisicamente presentes.[154]

A Convenção Nacional Republicana foi inicialmente planejada para os dias 24 e 27 de agosto,[155] sendo sediada em Charlotte, Carolina do Norte. No entanto, diante de divergências sobre as regras de distanciamento social, os discursos e celebrações foram transferidos para Jacksonville, Flórida, ainda que algumas atividades permaneceram em Charlotte.[156][157]

A Convenção Nacional Libertária seria em princípio realizada em Austin, Texas, no fim de semana do Memorial Day, de 22 a 25 de maio,[158] mas todas as reservas no JW Marriott Downtown Austin para a convenção foram canceladas em 26 de abril devido à pandemia em curso.[159] O partido escolheu seus candidatos virtualmente entre 22 a 24 de maio, com uma convenção presencial ocorrendo em Orlando, Flórida, de 8 a 12 de julho.[160]

A Convenção Nacional Verde foi organizada para ocorrer em Detroit, Michigan entre 9 a 12 de julho.[161] O partido optou, também em decorrência da COVID-19, por fazer uma convenção virtual, mantendo a data.[162]

A Convenção Nacional do Partido da Constituição de 2020 seria realizada em St. Louis, Missouri, de 29 de abril a 2 de maio, mas devido à pandemia de coronavírus, o partido decidiu realizar uma convenção por meio de uma videoconferência de 1º de maio a 2 de maio. Don Blankenship foi nomeado candidato a presidente na segunda votação, enquanto William Mohr foi nomeado candidato a vice-presidente.[163]

Debates

Eleição presidencial nos Estados Unidos em 2020 (Estados Unidos)
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Case Western Reserve University
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Universidade de Utah
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Centro Adrienne Arsht
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Universidade Belmont
Locais dos debates da eleição geral

Em outubro de 2019, a Comissão de Debates Presidenciais anunciou que três debates seriam realizados no outono de 2020 entre os presidenciáveis democrata e republicano.[164] O primeiro foi agendado para 29 de setembro na Case Western Reserve University, em Cleveland, Ohio, o segundo em 15 de outubro no Centro Adrienne Arsht, em Miami, Flórida, e o último em 22 de outubro na Universidade de Belmont, em Nashville, Tennessee.[165][166][167] Em virtude da pandemia, duas instituições desistiram de sediar os eventos: a Universidade de Notre Dame desistiu de ser a anfitriã do primeiro[168] e a Universidade de Michigan, em Ann Arbor, do segundo.[169] Além destes, foi marcado um debate dos candidatos à vice-presidência na Universidade de Utah, em Salt Lake City, em 7 de outubro.[170]

Debates entre os candidatos a presidente e vice-presidente
Data Local Cidade Moderador(es) Participantes Audiência (em milhões)
29 de setembro Case Western Reserve University Cleveland, Ohio Trump
Biden
7 de outubro Universidade de Utah Salt Lake City, Utah Harris
Pence
15 de outubro Centro Adrienne Arsht Miami, Flórida Trump
Biden
22 de outubro Universidade de Belmont Nashville, Tennessee Trump
Biden

Pesquisas de opinião

     Joe Biden
     Donald Trump
Donald Trump vs. Joe Biden
Fonte Datas Atualizado Joe Biden Donald Trump Outros/Indecisos Margem
270 to Win 2-11 de setembro de 2020 12 de setembro de 2020 49,2% 41,3% 9,5% Biden +7,9
RealClear Politics 28 de agosto – 8 de setembro de 2020 12 de setembro de 2020 50,5% 43,0% 6,5% Biden +7,5
FiveThirtyEight até 11 de setembro de 2020 12 de setembro de 2020 50,5% 42,9% 6,6% Biden +7,6
Média 50,1% 42,4% 7,5% Biden +7.7

Notas

  1. Embora Trump tenha sido o quinto presidente eleito a receber menos votos populares, a diferença entre ele e Clinton foi a maior já registrada.[13]
  2. O Senado, de maioria republicana, absolveu Trump por 52 a 48 votos da acusação de abuso de poder e por 53 a 47 da acusação de obstrução do Congresso.[28] Todos senadores democratas e independentes consideraram o presidente culpado. Um único republicano, Mitt Romney, votou a favor da acusação de abuso de poder.[29]

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