Eleições estaduais em Mato Grosso em 1998

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1994 Brasil 2002
Eleições estaduais em  Mato Grosso em 1998
4 de outubro de 1998
(Decisão em primeiro turno)
Dante de Oliveira.jpg Júlio campos MT Senador.jpg
Candidato Dante de Oliveira Júlio Campos
Partido PSDB PFL
Natural de Cuiabá, MT Várzea Grande, MT
Vice Rogério Sales Rodrigues Palma
Votos 472.409 332.023
Porcentagem 53,95% 37,91%


Brasão de Mato Grosso.png

Governador de Mato Grosso

As eleições estaduais em Mato Grosso em 1998 ocorreram à 4 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal e em 26 estados. Foram eleitos o governador Dante de Oliveira, o vice-governador Rogério Sales, o senador Antero Paes de Barros, além de oito deputados federais e vinte e quatro estaduais num pleito decidido em primeiro turno.[1]

Nascido em Cuiabá o governador Dante de Oliveira militou no Movimento Revolucionário Oito de Outubro antes de formar-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Filiado ao MDB foi derrotado na eleição para vereador de Cuiabá em 1976, elegeu-se deputado estadual em 1978 e com o fim do bipartidarismo entrou no PMDB sendo eleito deputado federal em 1982. Adversário do Regime Militar de 1964 apresentou uma emenda restaurando a eleição direta para presidente[2] cuja repercussão levou à campanha pelas Diretas Já.

Com a rejeição da emenda a oposição se organizou para as eleições presidenciais indiretas de 1985 e nelas a vitória de Tancredo Neves encerrou os governos militares. No mesmo ano Dante de Oliveira foi eleito prefeito de Cuiabá tendo que pedir licença do cargo para assumir o Ministério da Reforma Agrária a convite do presidente José Sarney. Ao sair da prefeitura trocou o PMDB pelo PDT e mesmo perdendo a eleição para deputado federal em 1990 por falta de quociente eleitoral, conquistou um novo mandato de prefeito de Cuiabá em 1992 ao qual renunciou para disputar o Palácio Paiaguás sendo reeleito pelo PSDB.[3]

O novo vice-governador é o economista Rogério Sales. Nascido em Francisco Beltrão e formado à Universidade Federal do Paraná, reside em Rondonópolis desde 1970 e após militar no MDB ingressou no PMDB onde ficou quase vinte anos elegendo-se vice-prefeito de Rondonópolis em 1992 sendo efetivado quando Carlos Bezerra renunciou em 1994 para disputar uma cadeira de senador. Filiado ao PSDB foi eleito na chapa que reelegeu o governador Dante de Oliveira.

Na eleição para senador a vitória de Antero Paes de Barros sobre Carlos Bezerra reverteu os acontecimentos de 1994 quando este último obteve a segunda cadeira em disputa sendo punido agora pelo eleitor por buscar um novo mandato com o antigo ainda vigente.[3]

Resultado da eleição para governador[editar | editar código-fonte]

Com informações oriundas do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.[1]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Dante de Oliveira
PSDB
Rogério Salles
PSDB
45
Frente Cidadania e Desenvolvimento
(PSDB, PSB, PV, PMN)
472.409
53,95%
Júlio Campos
PFL
Rodrigues Palma
PTB
25
Unidade Democrática
(PFL, PTB, PMDB, PPB, PL, PSD, PSC, PST, PRP, PSDC, PSL, PAN)
332.023
37,91%
Carlos Abicalil
PT
José Afonso Botura Portocarrero
PT
13
Muda Mato Grosso
(PT, PCdoB)
64.619
7,38%
Ivanildo Oliveira
PRONA
Ana Maria Daltro
PRONA
56
PRONA
(sem coligação)
3.904
0,45%
Jacques Carvalho
PRTB
José Campos
PRTB
28
PRTB
(sem coligação)
2.753
0,31%
  Eleito(a)

Resultado da eleição para senador[editar | editar código-fonte]

Com informações oriundas do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso que apurou 846.001 votos.[1][4]

Candidatos a senador da República
Candidatos a suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Antero Paes de Barros
PSDB
Luiz Soares
PSDB
45
Frente Cidadania e Desenvolvimento
(PSDB, PSB, PV, PMN)
469.179
55,46%
Carlos Bezerra
PMDB
Elói Almeida
PMDB
15
Unidade Democrática
(PFL, PTB, PMDB, PPB, PL, PSD, PSC, PST, PRP, PSDC, PSL, PAN)
275.297
32,54%
Wanderley Pignati
PT
Luiz Scaloppe
PT
13
Muda Mato Grosso
(PT, PCdoB)
69.251
8,19%
Carlos Rezende
PRN
Leonardo Bortolin
PRN
36
PRN
(sem coligação)
32.274
3,81%

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[5] Ressalte-se que os votos em branco eram considerados válidos para fins de cálculo do quociente eleitoral nas disputas proporcionais até 1997[6] quando essa anomalia foi banida de nossa legislação.

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Wellington Fagundes PL 81.625 9,94% Rondonópolis  Mato Grosso
Lino Rossi PSDB 78.434 9,55% Astorga  Paraná
Pedro Henry PSDB 71.348 8,69% Santo André  São Paulo
Murilo Domingos PTB 51.680 6,29% Jardinópolis  São Paulo
Celcita Pinheiro PFL 51.584 6,28% Santo Antônio de Leverger  Mato Grosso
Antônio Joaquim[7] PSDB 48.125 5,86% Goiânia  Goiás
Wilson Santos PMDB 43.054 5,24% Dracena  São Paulo
Tetê Bezerra PMDB 42.591 5,19% Pirajuí  São Paulo

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

Estavam em jogo as vinte e quatro vagas disponíveis na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.[1]

Referências

  1. a b c d «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso». Consultado em 18 de setembro de 2014. 
  2. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Dante de Oliveira». Consultado em 18 de setembro de 2014. 
  3. a b «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 18 de setembro de 2014. 
  4. Embora cada senador deva ser eleito com dois suplentes (Art. 46 § 3º– CF), mencionamos apenas o primeiro sem prejuízo de citar o outro quando necessário.
  5. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 18 de setembro de 2014. 
  6. «Presidência da República: Lei nº 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 18 de setembro de 2014. 
  7. Renunciou ao mandato em 07/04/2000 para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e em sua vaga assumiu Ricarte de Freitas.