Eleições estaduais em São Paulo em 2002

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Eleições estaduais em São Paulo em 2002
6 de outubro de 2002
(Primeiro turno)
27 de outubro de 2002
(Segundo turno)
Alckmingeraldo2006.jpg José Genoino-2.jpg
Candidato Geraldo Alckmin José Genoino
Partido PSDB PT
Vice Cláudio Lembo Luiz Marinho
Votos 12.008.819 8.470.863
Porcentagem 58,64% 41,36%


Brasão do estado de São Paulo.svg
Governador de São Paulo

As eleições estaduais em São Paulo em 2002 ocorreram em 6 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal e em 26 estados.[1] Foram eleitos o governador, o vice-governador, dois senadores, setenta deputados federais e 94 estaduais. Como nenhum candidato a governador obteve metade mais um dos votos válidos, houve um segundo turno em 27 de outubro e, conforme a Constituição, a posse do governador e de seu vice-governador eleitos se daria em 1º de janeiro de 2003 para quatro anos de mandato.[2][3][nota 1]

O governador eleito em 1998, Mário Covas (PSDB), faleceu em março de 2001. O vice-governador, Geraldo Alckmin (PSDB), foi empossado governador e concorreu à reeleição em 2002. No primeiro turno, Alckmin recebeu 38,2% dos votos, superando José Genoino (PT), com 32,4%, e Paulo Maluf (PPB), com 21,3%. No segundo turno, Alckmin foi reeleito com 58,6% dos votos, obtendo 3,5 milhões de votos a mais que Genoino. Cláudio Lembo (PFL) elegeu-se vice-governador.

Nas eleições para o Congresso Nacional, Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PFL) foram eleitos senadores da República com 29,8% e 20,7% dos votos, respectivamente. Para a Câmara dos Deputados, o PT elegeu dezoito deputados federais e o PSDB, onze. Oito deputados federais eleitos eram filiados ao PFL, seis ao PRONA, cinco ao PTB e cinco ao PSB. A Assembleia Legislativa ficou composta por 23 deputados do PT, dezoito do PSDB, oito do PPB, seis do PTB, seis do PFL, cinco do PPS e cinco do PV, com as demais 23 vagas sendo ocupadas por políticos filiados a outros nove partidos.

Eleição para o governo estadual[editar | editar código-fonte]

Governador eleito[editar | editar código-fonte]

Geraldo Alckmin, vice-governador que assumiu o governo após a morte de Mário Covas, foi reeleito em 2002.

Médico formado na Universidade de Taubaté, Geraldo Alckmin nasceu em Pindamonhangaba, onde chefiou o Departamento de Anestesiologia da Santa Casa de Misericórdia e em Lorena foi professor no Centro Universitário Salesiano de São Paulo e no Instituto Santa Teresa. Eleito vereador em sua cidade natal pelo MDB em 1972, assumiu a presidência da Câmara Municipal no curso da legislatura e em 1976 foi eleito prefeito de Pindamonhangaba. Com a restauração do pluripartidarismo no governo do presidente João Figueiredo, ingressou no PMDB e por esta legenda foi eleito deputado estadual em 1982 e deputado federal em 1986. Dois anos depois foi um dos fundadores do PSDB e subscreveu a Constituição de 1988, reelegendo-se deputado federal em 1990.[4][5][6][2] Voto favorável ao impeachment de Fernando Collor em 1992,[7] foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa de Mário Covas em 1994 e reeleito em 1998. Candidato à prefeitura de São Paulo no ano 2000, sequer chegou ao segundo turno. No início do ano seguinte tornou-se governador interino por conta do afastamento do titular e, após a morte de Covas em 6 de março de 2001, foi efetivado governador.[8] Alckmin concorreu à reeleição em 2002, sendo reeleito no segundo turno após derrotar o petista José Genoino.[9]

Vice-governador eleito[editar | editar código-fonte]

Cláudio Lembo, eleito vice-governador.

Advogado natural de São Paulo e formado pela Universidade de São Paulo, Cláudio Lembo trabalhou no Banco Itaú, onde permaneceu por quase quarenta anos. Professor da Universidade Mackenzie, nela chegou ao Doutorado e depois foi reitor. Membro da ARENA, foi Secretário de Negócios Extraordinários na gestão de Olavo Setúbal como prefeito de São Paulo e assumiu a presidência estadual do partido. Derrotado por Franco Montoro na eleição para senador em 1978, retornou à vida política ao ingressar no PFL. Ligado a Marco Maciel, foi chefe de gabinete do referido político no Ministério da Educação e o assessorou na vice-presidência da República. Serviu à prefeitura da capital paulista como secretário de Assuntos Jurídicos na segunda gestão de Jânio Quadros e foi candidato a vice-presidente na chapa de Aureliano Chaves em 1989. Secretário de Planejamento na segunda administração Paulo Maluf na prefeitura paulistana, foi eleito vice-governador na chapa de Alckmin após deixar a reitoria da Mackenzie em 2002 e após quatro anos assumiu o governo quando o titular renunciou para disputar o Palácio do Planalto.[10]

Resultados[editar | editar código-fonte]

Primeiro turno[editar | editar código-fonte]

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral houve 19.606.699 votos nominais.[1]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Geraldo Alckmin
PSDB
Cláudio Lembo
PFL
45
São Paulo em boas mãos
(PSDB, PFL, PSD)
7.505.486
38,28%
José Genoino
PT
Luiz Marinho
PT
13
São Paulo quer mudança
(PT, PCdoB, PCB, PMN)
6.361.747
32,45%
Paulo Maluf
PPB
Heitor Pinto e Silva Filho
PPB
11
Resolve São Paulo
(PPB, PL, PSDC, PTN)
4.190.706
21,37%
Carlos Apolinário
PGT
Egeferson Craveiro
PGT
30
São Paulo nas mãos de Deus
(PGT, PHS, PST)
703.858
3,59%
Lamartine Posella[nota 2]
PMDB
Alda Marco Antônio
PMDB
15
PMDB (sem coligação)
259.317
1,32%
Carlos Roberto Pittoli
PSB
Raimundo dos Santos Oliveira
PSB
40
PSB (sem coligação)
216.369
1,10%
Antônio Cabrera
PTB
Celso Jatene
PTB
14
Frente Trabalhista
(PTB, PDT, PPS)
200.839
1,03%
Antonio Pinheiro Pedro
PV
Cláudio Turtelli
PV
43
PV (sem coligação)
52.068
0,27%
Robson Malek
PRONA
Adalton Nimtz
PRONA
56
PRONA (sem coligação)
38.545
0,20%
Dirceu Travesso
PSTU
Cidinha Lamas
PSTU
16
PSTU (sem coligação)
35.556
0,18%
Ciro Moura
PTC
Eduardo Souza Costa
PTC
36
Bandeira paulista
(PTC, PRP, PSC, PTdoB)
17.854
0,09%
Levy Fidelix
PRTB
Luís Roberto Brunello
PRTB
28
PRTB (sem coligação)
8.654
0,04%
Roberto Siqueira Gomes
PSL
Roberto Siqueira Gomes
PSL
17
PSL (sem coligação)
7.648
0,04%
Anaí Caproni
PCO
Edinaldo Augusto
PCO
29
PCO (sem coligação)
4.634
0,02%
Osmar Lins
PAN
Roberto Machioni
PAN
26
PAN (sem coligação)
3.418
0,02%
  Segundo turno

Segundo turno[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral houve 20.479.682 votos nominais.[1]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Geraldo Alckmin
PSDB
Cláudio Lembo
PFL
45
São Paulo em boas mãos
(PSDB, PFL, PSD)
12.008.819
58,64%
José Genoino
PT
Luiz Marinho
PT
13
São Paulo quer mudança
(PT, PCdoB, PCB, PMN)
8.470.863
41,36%
  Eleito

Eleição para o Senado Federal[editar | editar código-fonte]

Senadores eleitos[editar | editar código-fonte]

Aloizio Mercadante, eleito senador em 2002.
Romeu Tuma foi reeleito para o Senado.

Filho do general reformado Osvaldo Muniz Oliva,[13] o economista Aloizio Mercadante nasceu em Santos e fez oposição ao Regime Militar de 1964 quando estudava na Universidade de São Paulo, onde se formou em 1976. Dois anos mais tarde obteve o Mestrado pela Universidade de Campinas e passou a lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, chefiando o Departamento de Economia e coordenadno o Núcleo de Pesquisas. Doutor em Economia pela Universidade de Campinas em 1988, antes presidira a Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (ANDES) no governo João Figueiredo e figurou entre os fundadores da Central Única dos Trabalhadores.[14] Membro do diretório nacional do PT, elegeu-se deputado federal em 1990, votou pela abertura do processo de impeachment de Fernando Collor em 1992 e foi candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 1994, porém não se elegeu.[7] Em 1998, foi eleito deputado federal.[15]

Nascido em São Paulo e Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Romeu Tuma ingressou na polícia civil em 1951 e ocupou os cargos de agente, investigador e delegado de polícia antes de ser nomeado assessor de Sérgio Fleury no Departamento de Ordem Política e Social. Quando Paulo Egídio Martins era governador de São Paulo, Tuma assumiu a direção do DOPS por desígnio do secretário de Segurança, Erasmo Dias. Superintendente da Polícia Federal em São Paulo no governo do presidente João Figueiredo, foi diretor-geral do órgão por escolha de José Sarney. Mantido no cargo por Fernando Collor, acumulou-o com o de secretário da Receita Federal e em 1991 assumiu uma das vice-presidências da Interpol.[16] Dono de uma carreira policial onde atuou nos casos dos nazistas Gustav Wagner e Josef Mengele e do mafioso Tommaso Buscetta, foi assessor especial do governador Luiz Antônio Fleury Filho. Primo de Nicolau Tuma e pai de Robson Tuma, foi eleito senador pelo PL em 1994. Após uma rápida incursão no PSL mudou para o PFL e disputou, sem sucesso, a eleição para prefeito de São Paulo no ano 2000, porém renovou o mandato de senador em 2002. Faleceu em outubro de 2010, mês em que tentara, sem êxito, mais uma reeleição. Pelo restante do mandato, até o início de fevereiro de 2011, foi substituído por Alfredo Cotait, seu primeiro suplente.[17][16]

Resultados[editar | editar código-fonte]

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral houve 35.138.195 votos nominais.[1]

Candidatos a senador da República
Candidatos a suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Aloizio Mercadante
PT
José Baccarin
PT
João Vaccari Neto
PT
131
São Paulo quer mudança
(PT, PCdoB, PCB, PMN)
10.491.345
29,86%
Romeu Tuma
PFL
Alfredo Cotait[nota 3]
PFL
Alexandre Thiollier
PFL
252
São Paulo em boas mãos
(PSDB, PFL, PSD)
7.278.185
20,71%
Orestes Quércia
PMDB
Nildo Masini
PMDB
Sebastião Biazzo
PMDB
151
PMDB (sem coligação)
5.550.803
15,80%
José Aníbal
PSDB
Não disponível
451
São Paulo em boas mãos
(PSDB, PFL, PSD)
4.957.173
14,11%
Wagner Gomes
PCdoB
Maria José Jandreice
PCdoB
Davi Gonçalves
PCdoB
651
São Paulo quer mudança
(PT, PCdoB, PCB, PMN)
3.473.198
9,88%
Cunha Bueno
PPB
Marino Pazzaglini
PPB
Adalberto Camargo
PPB
111
Resolve São Paulo
(PPB, PL, PSDC, PTN)
1.794.415
5,11%
Eliseu Gabriel
PDT
Evaldo Pereira
PDT
Evaldo Vicentini
PPS
123
Frente Trabalhista
(PTB, PDT, PPS)
259.142
0,74%
José Luiz Penna
PV
Carlos Gilberto
PV
Vera Lúcia
PV
434
PV (sem coligação)
226.029
0,64%
Rubens Calvo
PSB
Beltrami
PSB
Antônio Francisco
PSB
401
PSB (sem coligação)
220.738
0,63%
Willians Rafael
PTB
João Zangrandi
PPS
Manoel Coelho
PTB
147
Frente Trabalhista
(PTB, PDT, PPS)
149.606
0,43%
Mohamad Said Mourad
PSB
João Paulo Galvez
PSB
Vicente Augusto
PSB
402
PSB (sem coligação)
133.925
0,38%
Paulo César Corrêa
PRONA
Aurino Rocha
PRONA
Lindete Almeida
PRONA
561
PRONA (sem coligação)
101.371
0,29%
Ademar Barros Bezerra
PGT
Aziz Gabriel
PGT
Odyr Rodrigues
PGT
301
São Paulo nas mãos de Deus
(PGT, PHS, PST)
80.617
0,23%
Mauro Puerro
PSTU
Ary Blinder
PSTU
Marisa Mendes
PSTU
161
PSTU (sem coligação)
75.779
0,22%
Floriano Leandrini
PMDB
PMDB
152
PMDB (sem coligação)
72.909
0,21%
Thereza Ruiz
PTN
João Dárcio
PTN
Valdemar dos Santos
PTN
190
PTN (sem coligação)
67.802
0,19%
José Maria Marin
PSC
Dirceu Resende
PRP
Carlos Alberto da Silva
PTdoB
200
Bandeira paulista
(PTC, PRP, PSC, PTdoB)
63.659
0,18%
José Raul Brasiliense
PHS
Rubens Cascaldi
PHS
Antônio Carlos Inácio
PHS
312
São Paulo nas mãos de Deus
(PGT, PHS, PST)
41.395
0,12%
Renato Bento Luiz
PSTU
Alfredo Silva
PSTU
Marcus Vinícius
PSTU
162
PSTU (sem coligação)
37.732
0,11%
Lucas Albano
PMN
Terezinha Carvalho
PMN
Davi Gonçalves
PMN
333
São Paulo quer mudança
(PT, PCdoB, PCB, PMN)
22.934
0,06%
Paulo Fortunato
PSDC
Gobatti
PSDC
José Alfredo
PSDC
270
Resolve São Paulo
(PPB, PL, PSDC, PTN)
17.888
0,05%
Wlamisa Feltrim
PCO
Afrânio Raes
PCO
Consuelo dos Santos
PCO
291
PCO (sem coligação)
6.939
0,02%
Firmino Rosa
PCO
Elza Costa
PCO
Silvia Quirino
PCO
292
PCO (sem coligação)
5.327
0,01%
Carlos Henrique Darde
PRTB
Daniel Oltramari
PRTB
Aldinéa Fidelix
PRTB
281
PRTB (sem coligação)
4.845
0,01%
José Costa
PAN
Ivonete Pasternack
PAN
Rezende Neto
PAN
266
PAN (sem coligação)
4.439
0,01%
  Eleito

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

Composição da representação de São Paulo na Câmara dos Deputados eleita em 2002:
  PT: 18 assentos
  PSDB: 11 assentos
  PFL: 8 assentos
  PRONA: 6 assentos
  PTB: 5 assentos
  PSB: 5 assentos
  PPB: 3 assentos
  PMDB: 3 assentos
  PL: 3 assentos
  PPS: 3 assentos
  Outros: 5 assentos

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[18] Enéas Carneiro, do PRONA, elegeu-se deputado federal com 1,5 milhão de votos. Enéas tornou-se, assim, o deputado federal mais votado da história do Brasil. Sua votação efetivamente elegeu outros cinco deputados de seu partido que, juntos, receberam 20.235 votos.[19][20]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Enéas Carneiro PRONA 1.573.642 8,02% Rio Branco  Acre
José Dirceu[nota 4] PT 556.768 2,83% Passa Quatro  Minas Gerais
José Eduardo Cardozo PT 303.033 1,54% São Paulo  São Paulo
Celso Russomanno PPB 261.635 1,33% São Paulo  São Paulo
Vicentinho PT 254.221 1,29% Santa Cruz  Rio Grande do Norte
Michel Temer PMDB 252.229 1,28% Tietê  São Paulo
Aloysio Nunes PSDB 250.936 1,27% São José do Rio Preto  São Paulo
Gilberto Nascimento PSB 240.664 1,22% São Paulo  São Paulo
Gilberto Kassab[nota 5] PFL 234.509 1,19% São Paulo  São Paulo
José Pinotti PMDB 209.105 1,06% São Paulo  São Paulo
Luíza Erundina PSB 207.396 1,05% Uiraúna  Paraíba
Salvador Zimbaldi PSDB 199.930 1,01% Campinas  São Paulo
João Paulo Cunha PT 196.945 1,00% Caraguatatuba  São Paulo
Walter Feldman PSDB 186.216 0,94% São Paulo  São Paulo
José Mentor PT 182.956 0,93% Santa Isabel  São Paulo
Vanderval Santos PL 177.456 0,90% Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Robson Tuma PFL 175.366 0,89% São Paulo  São Paulo
Arnaldo Madeira PSDB 175.312 0,89% Santos  São Paulo
Iara Bernardi PT 166.138 0,84% Sorocaba  São Paulo
Alberto Goldman[nota 6] PSDB 165.381 0,84% São Paulo  São Paulo
Telma de Souza PT 161.198 0,82% Santos  São Paulo
Carlos Sampaio PSDB 160.963 0,82% Campinas  São Paulo
Valdemar Costa Neto[nota 7] PL 158.510 0,80% São Paulo  São Paulo
Ângela Guadagnin PT 153.931 0,78% Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Jefferson Campos PSB 153.622 0,78% Ourinhos  São Paulo
Corauci Sobrinho PFL 149.971 0,78% Ribeirão Preto  São Paulo
Luiz Eduardo Greenhalgh PT 147.819 0,75% São Paulo  São Paulo
Mendes Thame PSDB 143.313 0,73% Piracicaba  São Paulo
Professor Luizinho PT 142.812 0,72% Cândido Mota  São Paulo
Júlio Semeghini PSDB 138.907 0,70% Fernandópolis  São Paulo
Arlindo Chinaglia PT 136.402 0,69% Serra Azul  São Paulo
Zulaiê Cobra PSDB 134.776 0,69% São José do Rio Pardo  São Paulo
Aldo Rebelo PCdoB 134.241 0,68% Viçosa  Alagoas
Ricardo Berzoini PT 132.176 0,67% Juiz de Fora  Minas Gerais
Delfim Neto PPB 131.399 0,67% São Paulo  São Paulo
Devanir Ribeiro PT 130.574 0,66% Getulina  São Paulo
Milton Monti PMDB 130.235 0,66% São Manuel  São Paulo
Paulo Lima PFL 130.158 0,66% Presidente Prudente  São Paulo
Neuton Lima PFL 127.677 0,65% São Paulo  São Paulo
Antonio Carlos Pannunzio PSDB 125.570 0,64% Sorocaba  São Paulo
Orlando Fantazzini PT 123.163 0,63% Guarulhos  São Paulo
João Batista PFL 121.255 0,61% Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Edna Macedo PTB 118.474 0,60% Rio das Flores  Rio de Janeiro
Dimas Ramalho PPS 116.581 0,59% Taquaritinga  São Paulo
Luiz Carlos Santos PFL 116.286 0,59% Araxá  Minas Gerais
Luciano Zica PT 115.341 0,59% Biquinhas  Minas Gerais
Lobbe Neto PSDB 114.586 0,58% São Paulo  São Paulo
Roberto Gouveia PT 113.494 0,57% Ituiutaba  Minas Gerais
Ivan Valente PT 110.034 0,56% São Paulo  São Paulo
Marcos Roberto Abramo PFL 109.468 0,55% Porto Ferreira  São Paulo
Vadão Gomes PPB 108.533 0,55% Populina  São Paulo
Luiz Antônio de Medeiros PL 108.474 0,55% Eirunepé  Amazonas
Vicente Cascione PSB 108.094 0,55% Santos  São Paulo
Jovino Cândido PV 99.357 0,50% Florínea  São Paulo
Ricardo Izar PTB 99.320 0,50% São Paulo  São Paulo
Durval Orlato PT 95.591 0,48% Jundiaí  São Paulo
Jamil Murad PCdoB 95.301 0,48% José Bonifácio  São Paulo
Nelson Marquezelli PTB 89.531 0,45% Pirassununga  São Paulo
João Herrmann Neto PPS 87.090 0,44% Campinas  São Paulo
Arnaldo Faria de Sá PTB 86.490 0,44% São Paulo  São Paulo
Claudio Magrão PPS 86.108 0,43% Osasco  São Paulo
Luiz Antônio Fleury Filho PTB 82.429 0,42% São José do Rio Preto  São Paulo
Hélio Santos[nota 8] PDT 74.213 0,37% Corumbá  Mato Grosso do Sul
Evilásio Farias[nota 9] PSB 63.710 0,32% Cabaceiras  Paraíba
Marcelo Ortiz PV 36.486 0,18% Penápolis  São Paulo
Amauri Gasques PRONA 18.421 0,09% São Paulo  São Paulo
Irapuan Teixeira PRONA 673 zero Porto Alegre  Rio Grande do Sul
Elimar Damasceno PRONA 484 zero Santa Maria do Suaçuí  Minas Gerais
Ildeu Araujo PRONA 382 zero Serrania  Minas Gerais
Vanderlei Assis PRONA 275 zero Rio de Janeiro  Rio de Janeiro

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

Composição da Assembleia Legislativa de São Paulo eleita em 2002:
  PT: 23 assentos
  PSDB: 18 assentos
  PPB: 8 assentos
  PTB: 6 assentos
  PFL: 6 assentos
  PPS: 5 assentos
  PV: 5 assentos
  PRONA: 4 assentos
  PSB: 4 assentos
  PMDB: 4 assentos
  PDT: 4 assentos
  Outros: 7 assentos

Foram escolhidos 94 deputados estaduais para a Assembleia Legislativa de São Paulo.[1][3]

Deputados estaduais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Havanir Nimtz PRONA 682.219 3,48% Itabaiana  Sergipe
Conte Lopes PPB 207.006 1,06% São Paulo  São Paulo
Afanásio Jazadji PFL 157.602 0,80% São Paulo  São Paulo
Edson Aparecido PSDB 148.650 0,76% São Paulo  São Paulo
Campos Machado PTB 145.647 0,74% Cerqueira César  São Paulo
Rodrigo Garcia PFL 137.738 0,70% Tanabi  São Paulo
Vaz de Lima PSDB 132.427 0,68% Fernandópolis  São Paulo
Hamilton Pereira PT 131.637 0,67% Sorocaba  São Paulo
Waldir Agnello PSB 130.069 0,67% Santos  São Paulo
Pedro Tobias PSDB 123.960 0,63% Bekarzla Líbano
Ricardo Tripoli PSDB 120.746 0,62% São Paulo  São Paulo
Antonio Mentor PT 120.470 0,62% São Paulo  São Paulo
Ênio Tatto PT 118.233 0,61% Frederico Westphalen  Rio Grande do Sul
Edson Ferrarini PTB 144.597 0,59% São Paulo  São Paulo
Eli Corrêa Filho PFL 114.039 0,58% São Paulo  São Paulo
Carlinhos Almeida PT 111.602 0,57% Santa Rita de Jacutinga  Minas Gerais
Célia Leão PSDB 109.741 0,56% São Paulo  São Paulo
Celino Cardoso PSDB 108.274 0,55% Terra Rica  Paraná
Mauro Menuchi PT 107.248 0,55% Caieiras  São Paulo
Maria Lúcia Prandi PT 106.444 0,54% Potirendaba  São Paulo
João Caramez PSDB 104.649 0,53% Itapevi  São Paulo
Vanderlei Macris PSDB 104.223 0,53% Americana  São Paulo
Duarte Nogueira PSDB 103.851 0,53% Ribeirão Preto  São Paulo
Emídio de Souza PT 102.331 0,52% Inúbia Paulista  São Paulo
Analice Fernandes PSDB 100.134 0,51% Jales  São Paulo
Roberto Morais PPS 97.372 0,50% Charqueada  São Paulo
Geraldo Tenuta Filho PSDB 96.857 0,50% São Paulo  São Paulo
Simão Pedro PT 94.089 0,48% Tapira  Paraná
Renato Simões PT 93.886 0,48% Campinas  São Paulo
Ítalo Cardoso PT 91.206 0,47% Araçuaí  Minas Gerais
Edmir Chedid PFL 88.021 0,45% Campinas  São Paulo
Vicente Cândido PT 86.901 0,44% Bom Jesus do Galho  Minas Gerais
Donisete Braga PT 86.877 0,44% Flora Rica  São Paulo
Alberto Hiar PSDB 86.474 0,44% São Paulo  São Paulo
Luiz Gonzaga Camargo PSDB 86.366 0,44% Tatuí  São Paulo
Adriano Diogo PT 85.515 0,44% São Paulo  São Paulo
Valdomiro Lopes PPB 84.918 0,43% São José do Rio Preto  São Paulo
Ary Fossen PSDB 84.354 0,43% Jundiaí  São Paulo
Wagner Salustiano PPB 82.793 0,42% São Paulo  São Paulo
Cândido Vaccarezza PT 82.793 0,42% Senhor do Bonfim Bahia Bahia
Rodolfo da Costa e Silva PSDB 81.576 0,42% Goiânia  Goiás
Sidney Beraldo PSDB 81.328 0,42% São João da Boa Vista  São Paulo
Vanderlei Siraque PT 81.089 0,42% Santa Cruz do Rio Pardo  São Paulo
Jorge Luis Caruso PMDB 80.502 0,41% São Paulo  São Paulo
José Zico Prado PT 77.707 0,40% Macaubal  São Paulo
Baleia Rossi PMDB 77.641 0,40% São Paulo  São Paulo
Arnaldo Jardim PPS 76.708 0,39% Altinópolis  São Paulo
Mário Reali PT 75.656 0,39% São Paulo  São Paulo
Maria Lúcia Amary PSDB 75.456 0,39% São Paulo  São Paulo
Sebastião Almeida PT 73.864 0,38% Guaporema  Paraná
Benedito Roberto Alves PTB 73.059 0,37% Taubaté  São Paulo
Souza Santos PL 72.635 0,37% Nova Londrina  Paraná
Milton Vieira PFL 70.781 0,36% Iepê  São Paulo
Geraldo Vinholi PDT 69.927 0,36% Itápolis  São Paulo
Marquinho Tortorello PPS 69.440 0,36% São Joaquim da Barra  São Paulo
Ana do Carmo PT 67.752 0,35% São Paulo  São Paulo
Vitor Sapienza PPS 67.531 0,34% São Paulo  São Paulo
Ana Martins[nota 10] PCdoB 67.278 0,34% São Paulo  São Paulo
José Caldini Crespo PFL 67.027 0,34% Sorocaba  São Paulo
Maria de Jesus PTN 66.067 0,34% São Paulo  São Paulo
Marcelo Cândido[nota 11] PT 65.611 0,34% Marília  São Paulo
José Carlos Stangarlini PSDB 65.478 0,33% São Paulo  São Paulo
Romeu Tuma Júnior PPS 63.523 0,33% São Paulo  São Paulo
Rafael Silva PSB 62.498 0,32% Jardinópolis  São Paulo
Paschoal Thomeu PTB 61.646 0,31% São Paulo  São Paulo
Fausto Figueira PT 61.387 0,31% São Paulo  São Paulo
Roque Barbiere PTB 61.092 0,31% Coroados  São Paulo
Beth Sahão PT 60.042 0,31% Urupês  São Paulo
Adilson Rossi PTB 60.019 0,31% Itatiba  São Paulo
Rogério Nogueira PDT 59.097 0,30% Indaiatuba  São Paulo
Vinícius Camarinha PSB 58.409 0,30% Marília  São Paulo
José Dilson de Carvalho PDT 58.198 0,30% São Paulo  São Paulo
Tião Arcanjo PT 57.174 0,29% Campinas  São Paulo
Luiz Carlos Gondim PV 56.967 0,29% Fortaleza  Ceará
Nivaldo Santana Silva PCdoB 56.708 0,29% São Paulo  São Paulo
Ubiratan Guimarães PPB 56.155 0,29% São Paulo  São Paulo
Aldo Demarchi PPB 55.995 0,29% Rio Claro  São Paulo
Antônio Salim Curiati PPB 54.333 0,28% Avaré  São Paulo
Marcelo Siqueira Bueno PDT 52.508 0,27% São Paulo  São Paulo
Orlando Morando PSB 50.400 0,26% São Bernardo do Campo  São Paulo
Gilson de Souza[nota 12] PPB 48.723 0,25% Delfinópolis  Minas Gerais
Artur Alves Pinto PL 45.732 0,23% São Paulo  São Paulo
Rosmary Corrêa PMDB 44.648 0,23% São Paulo  São Paulo
Edson Gomes PPB 43.821 0,22% Fernandópolis  São Paulo
Zuza Abdul Massih PRP 43.716 0,22% Beirute Líbano
Geraldo Lopes PMDB 43.017 0,22% São Miguel do Anta  Minas Gerais
José Afonso Lobato PV 41.334 0,21% Redenção da Serra  São Paulo
Paulo César Neme PV 39.154 0,20% Cotia  São Paulo
José Bittencourt PGT 35.778 0,18% Tobias Barreto  Sergipe
Giba Marson PV 34.895 0,18% São Bernardo do Campo  São Paulo
Ricardo Castilho PV 28.662 0,15% Glicério  São Paulo
Ahmad Said Mourad PRONA 13.137 0,07% São Paulo  São Paulo
Paulo Sérgio Rodrigues Alves PRONA 11.616 0,06% Guarulhos  São Paulo
Adilson Barroso PRONA 9.928 0,05% Leme do Prado  Minas Gerais

Notas

  1. A posse dos parlamentares eleitos ocorreria em 1º de fevereiro de 2003 para os deputados federais e em 15 de março de 2003 para os estaduais.
  2. Substituiu o escritor Fernando Morais, que desistiu de concorrer ao governo de São Paulo[11] alegando que não queria dar tempo de televisão para Orestes Quércia[12].
  3. Foi efetivado após o falecimento do titular, conforme relatado acima.
  4. A princípio licenciou-se do mandato parlamentar a fim de ocupar a chefia da Casa Civil, mas tão logo deixou o Executivo teve o mandato cassado em 1º de dezembro de 2005 por quebra de decoro parlamentar e assim foi efetivada Mariângela Duarte.
  5. Eleito vice-prefeito de São Paulo em 2004, renunciou ao mandato parlamentar em prol de Paulo Kobayashi.
  6. Eleito vice-governador de São Paulo em 2006, renunciou ao mandato parlamentar no último mês da legislatura em prol de Xico Graziano.
  7. Renunciou ao mandato parlamentar em 1º de agosto de 2005 e assim foi efetivado Fernando Estima.
  8. Eleito prefeito de Campinas em 2004, renunciou ao mandato parlamentar em prol de Ary Kara.
  9. Eleito prefeito de Taboão da Serra em 2004, renunciou ao mandato parlamentar em prol de Edinho Montemor.
  10. Homônima da cantora Ana Martins e da jornalista Ana Martins.
  11. Renunciou ao mandato em prol do suplente Carlos Neder ao eleger-se prefeito de Suzano em 2004.
  12. Homônimo do cantor e compositor Gilson de Souza.

Referências

  1. a b c d e «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 28 de outubro de 2017. 
  2. a b «BRASIL. Presidência da República. Constituição de 1988». Consultado em 28 de outubro de 2017. 
  3. a b «BRASIL. Presidência da República. Lei nº. 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 28 de outubro de 2017. 
  4. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Geraldo Alckmin». Consultado em 30 de outubro de 2017. 
  5. Novo partido faz encontro e formaliza hoje sua criação (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 25/06/1988. Política, p. A-5. Página visitada em 30 de outubro de 2017.
  6. Parlamentares do Sudeste e Sul são a base no Congresso (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 25/06/1988. Política, p. A-5. Página visitada em 30 de outubro de 2017.
  7. a b «Governistas tentaram evitar implosão (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 30/09/1992. Brasil, p. 1-8.». Consultado em 30 de outubro de 2017. 
  8. «Morre em SP o governador Mário Covas». Diário de Cuiabá. 7 de março de 2001. Consultado em 12 de janeiro de 2018. 
  9. Luiz Caversan (29 de outubro de 2002). «Alckmin vence em redutos petistas». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de janeiro de 2018. 
  10. «Cláudio Lembo assume governo e promete "relação total" com prefeitura (Folha Online)». Consultado em 30 de outubro de 2017. 
  11. «Fernando Morais abandona a sucessão paulista». Consultado em 5 de dezembro de 2017. 
  12. «Morais não quis dar tempo de TV para Quércia». Consultado em 5 de dezembro de 2017. 
  13. «O general de Mercadante (istoegente.com)». Consultado em 30 de outubro de 2017. 
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  15. «Senado Federal do Brasil: senador Aloizio Mercadante». Consultado em 30 de outubro de 2017. 
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  18. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 28 de outubro de 2017. 
  19. «Dos cinco eleitos ligados a Enéas, 4 estão sob suspeita». Folha de S. Paulo. 28 de julho de 2006. Consultado em 13 de janeiro de 2018. 
  20. «Enéas Carneiro é o campeão de votos para deputado federal». Perfil News. 7 de outubro de 2002. Consultado em 13 de janeiro de 2018.