Eleições estaduais na Paraíba em 1962

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Eleição parlamentar na  Paraíba em 1962
7 de outubro de 1962
Senadores eleitos
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Líder João Agripino Argemiro de Figueiredo
Partido UDN PTB
Natural de Brejo do Cruz, PB Campina Grande, PB
Votos 137.373 110.835
Porcentagem 27,04% 21,82%


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Senador da Paraíba

As eleições estaduais na Paraíba em 1962 ocorreram em 7 de outubro como parte das eleições gerais em 22 estados e nos territórios federais do Amapá, Rondônia e Roraima. Foram eleitos os senadores João Agripino e Argemiro de Figueiredo, além de 13 deputados federais e 40 deputados estaduais.[1]

Coube ao advogado João Agripino a maior votação na disputa para senador. Gruaduado em 1937 pela Universidade Federal de Pernambuco, sua carreira jurídica começou nos tempos de estudante quando foi procurador e promotor de justiça adjunto em Brejo do Cruz, onde nasceu. Sua vida política teve início quando o Estado Novo agonizava e nisso filiou-se à UDN e não obstante presidir o diretório paraibano foi chamado para compor a direção nacional da legenda. Eleito deputado federal em 1945, assinou a Constituição de 1946.[2] Reeleito em 1950, 1954 e 1958, afastou-se do mandato para assumir o cargo de ministro das Minas e Energia durante o governo Jânio Quadros como o primeiro titular da pasta e em 1962 foi eleito senador pela Paraíba..[3][nota 1][4][5]

Natural de Campina Grande Argemiro de Figueiredo formou-se advogado pela Universidade Federal de Pernambuco em 1924 e cinco anos depois elegeu-se deputado estadual. Partidário da Aliança Liberal e da Revolução de 1930, foi secretário de Justiça da Paraíba durante a interventoria de Gratuliano Brito. Correligionário de José Américo de Almeida, foi eleito governador por via indireta em 1935[nota 2] e com a decretação do Estado Novo foi mantido no cargo até 1940 sob a denominação de interventor federal.[6] Retornou à vida política ao filiar-se à UDN e por esta legenda foi eleito deputado federal em 1945.[7] Signatário da Constituição de 1946,[2] foi derrotado por José Américo de Almeida ao disputar o governo paraibano em 1950 e no ano seguinte perdeu a prefeitura de Campina Grande, não obstante foi eleito senador em 1954 e reeleito em 1962 quando já pertencia ao PTB.[8]

Resultado da eleição para senador[editar | editar código-fonte]

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral houve 508.004 votos nominais.[1][nota 3]

Candidatos a senador da República
Primeiro suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
João Agripino
UDN
Domício Gondim
PDC
-
UDN, PDC
137.373
27,04%
Argemiro de Figueiredo
PTB
Augusto Gonçalves de Abrantes
PTB
-
PTB (sem coligação)
110.835
21,82%
Aluizio Campos
UDN
Francisco Seráfico da Nóbrega
UDN
-
UDN, PDC
109.286
21,51%
Drault Ernani
PSD
Severino Cabral
PSD
-
PSD (sem coligação)
105.162
20,70%
José Joffily
PSB
Cláudio Santa Cruz Costa
PSB
-
PSB (sem coligação)
45.348
8,93%
  Eleito

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[9][10]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Teotônio Neto PSD 25.693 Santana dos Garrotes  Paraíba
Humberto Lucena PSD 23.193 João Pessoa  Paraíba
Milton Cabral PTB 20.064 Umbuzeiro  Paraíba
Vital do Rego UDN 19.945 Campina Grande  Paraíba
Abelardo Jurema[nota 4] PSD 19.943 Itabaiana  Paraíba
Janduhy Carneiro PSD 19.441 Pombal  Paraíba
Flaviano Ribeiro UDN 16.546 João Pessoa  Paraíba
Arnaldo Lafayette PTB 12.479 Monteiro  Paraíba
Plínio Lemos UDN 12.429 Areia  Paraíba
Ernani Sátiro UDN 9.899 Patos  Paraíba
Raul de Góes UDN 9.844 Natal  Rio Grande do Norte
Luís Bronzeado[nota 5] UDN 9.822 Remígio  Paraíba
Bivar Olinto PSD 5.834 Serra Negra do Norte  Rio Grande do Norte

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

As 40 cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba foram assim distribuídas: PSD dez, PDC oito, PSB sete, UDN seis, PTB seis, PL dois, PR um.[1]

Notas

  1. O referido ministério fora criado nos últimos meses do governo Juscelino Kubitschek por força da Lei n.º 3.782 que criaria também o Ministério da Indústria e Comércio e fixava data para a instalação dos mesmos.
  2. O Art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias determinava que 90 dias após a promulgação da Carta Magna de 1934 seriam escolhidos os membros da Câmara dos Deputados e das Assembleias Estaduais Constituintes e estas elegeriam o governador do estado e dois senadores, convertendo-se a seguir no Poder Legislativo estadual.
  3. A partir desta eleição a escolha dos suplentes passaria a ocorrer na mesma eleição ou chapa que o titular.
  4. Foi ministro da Justiça nos últimos nove meses do governo João Goulart e logo após reassumir seu mandato foi cassado pelo Ato Institucional Número Um baixado nos primeiros dias do Regime Militar de 1964 e assim foi efetivado João Fernandes.
  5. A legislação vigente permitiu que João Agripino fosse eleito senador e deputado federal no mesmo pleito e como fez opção pelo Senado Federal sua cadeira na Câmara dos Deputados foi entregue a Luís Bronzeado.

Referências