Eleições estaduais na Paraíba em 2002

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Eleições estaduais na  Paraíba em 2002
6 de outubro de 2002
(Primeiro turno)
27 de outubro de 2002
(Segundo turno)
Cassiocunhalima2006.jpg Roberto Paulino.jpg
Candidato Cássio Cunha Lima Roberto Paulino
Partido PSDB PMDB
Natural de Campina Grande, PB Guarabira, PB
Vice Lauremília Lucena Gervásio Maia
Votos 889.922 843.127
Porcentagem 51,40% 48,60%


Brasão da Paraíba.svg
Governador da Paraíba

As eleições estaduais na Paraíba aconteceram em 6 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal e em 26 estados. Foram escolhidos o governador Cássio Cunha Lima, a vice-governadora Lauremília Lucena, os senadores José Maranhão e Efraim Morais, 12 deputados federais e 36 estaduais. Como nenhum candidato a governador obteve metade mais um dos votos válidos, houve um segundo turno em 27 de outubro e conforme a Constituição a posse do governador e de sua vice-governadora se daria em 1º de janeiro de 2003 para quatro anos de mandato já sob a égide da reeleição.[1][2][3][4][nota 1]

Nascido em Campina Grande o governador Cássio Cunha Lima graduou-se advogado em 1991 pela Universidade Federal da Paraíba. Nessa época já exercia a atividade política posto que fora eleito deputado federal pelo PMDB em 1986. Membro da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988 elegeu-se prefeito de sua cidade natal no mesmo ano, contudo renunciou em 3 de dezembro de 1992 a fim de assumir a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste por escolha do presidente Itamar Franco após indicação de seu partido.[5][6][7] Sua gestão à frente do órgão durou treze meses e foi alvo denúncias e críticas por parte de adversários políticos e suscitou o rumoroso episódio onde seu pai, o então governador Ronaldo Cunha Lima, atirou duas vezes à queima-roupa contra Tarcísio Burity num restaurante em João Pessoa.[8][9][10] Eleito deputado federal em 1994, retornou à prefeitura de Campina Grande em 1996 sendo reeleito no ano 2000. Após migrar para o PSDB foi eleito governador da Paraíba em 2002.[nota 2]

Em meio aos resultados do pleito a odontóloga Lauremília Lucena chamou a atenção por ser a primeira mulher eleita para um cargo executivo na seara estadual. Natural de Sousa, ela foi eleita vice-governadora e é esposa de Cícero Lucena, prefeito de João Pessoa na época da eleição.[11]

Advogado nascido em Araruna e formado na Universidade Federal da Paraíba, José Maranhão começou sua vida política no PTB onde foi eleito deputado estadual em 1954, 1958 e 1962 ocupando a Secretaria de Agricultura no governo José Fernandes de Lima. Adversário do Regime Militar de 1964 obteve um novo mandato pelo MDB em 1966, mas foi cassado pelo Ato Institucional Número Cinco em 1969.[12] Ficou então alheio à política até ingressar no PMDB e ser eleito deputado federal em 1982, 1986 e 1990.[13] Favorável à emenda Dante de Oliveira, eleitor de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, esteve presente na elaboração da Constituição de 1988 e votou a favor do impeachment de Fernando Collor em 1992.[14][15][3][16] Eleito vice-governador na chapa de Antônio Mariz em 1994, foi efetivado em setembro de 1995 após a morte do titular. Reeleito governador da Paraíba em 1998, renunciou ao cargo em 2002 e foi eleito senador.[17]

Engenheiro civil diplomado em 1977 na Universidade Federal da Paraíba, o professor Efraim Morais nasceu em Santa Luzia. Chefe da Carteira de Habitação do Instituto de Previdência do Estado da Paraíba em Campina Grande durante o governo Ivan Bichara e diretor-técnico da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado da Paraíba no primeiro governo Tarcísio Burity, ingressou no PDS e foi eleito deputado estadual em 1982. Criado o PFL, trocou de legenda e foi reeleito em 1986. Em 1990 foi eleito deputado federal ausentando-se na votação sobre a abertura do impeachment de Fernando Collor em 1992, fato que não o impediu de ser reeleito em 1994 e 1998. Sua primeira experiência numa disputa majoritária aconteceu em 2002 quando obteve o mandato de senador.[18][19]

Resultado da eleição para governador[editar | editar código-fonte]

Primeiro turno[editar | editar código-fonte]

Candidatos a governador do estado Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Cássio Cunha Lima
PSDB
Lauremília Lucena
PSDB
45
Por Amor à Paraíba
(PSDB, PFL, PSD, PV, PST, PRTB, PPS, PRP)
752.297
47,20%
Roberto Paulino
PMDB
Gervásio Maia
PMDB
15
Pra Frente Paraíba
(PMDB, PPB, PSDC, PHS, PDT, PTB, PSL)
637.239
39,98%
Avenzoar Arruda
PT
Carlos Pedrosa Júnior
PL
13
Um Novo Caminho
(PT, PL, PCdoB, PMN, PSC)
14.090
12,57%
Alexandre Arruda
PSTU
Hipólito Rodrigues
PSTU
16
PSTU (sem coligação)
1.632
0,10%
Lourdes Sarmento
PCO
Manuel Vieira
PCO
29
PCO (sem coligação)
1.434
0,09%
Maria José Mendes
PGT
Manuel Araújo
PGT
30
PGT (sem coligação)
844
0,05%
Ana Mangueira[nota 3][20]
PSB
Rosângela Alves
PSB
40
Frente de Oposição Popular
(PSB, PAN, PTdoB, PTC, PTN)
01
0%
  Segundo turno


Eleições estaduais na Paraíba em 2002 - Governador
Primeiro turno
Partido Candidato Votos Votos (%)
  PSDB Cássio Cunha Lima 752 297
 
53,45%
  PMDB Roberto Paulino 637 239
 
45,27%
  PT Avenzoar Arruda 14 090
 
1%
  PSTU Alexandre Arruda 1 632
 
0,12%
  PCO Lourdes Sarmento 1 434
 
0,1%
  PGT Maria José Mendes 844
 
0,06%
  PSB Ana Mangueira 0
 
0%
Totais 1 407 536  

Segundo turno[editar | editar código-fonte]

Candidatos a governador do estado Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Cássio Cunha Lima
PSDB
Lauremília Lucena
PSDB
45
Por Amor à Paraíba
(PSDB, PFL, PSD, PV, PST, PRTB, PPS, PRP)
889.922
51,35%
Roberto Paulino
PMDB
Gervásio Maia
PMDB
15
Pra Frente Paraíba
(PMDB, PPB, PSDC, PHS, PDT, PTB, PSL)
843.127
48,65%
  Eleito(a)


Eleições estaduais na Paraíba em 2002 - Governador
Segundo turno
Partido Candidato Votos Votos (%)
  PSDB Cássio Cunha Lima 889 922
 
51,35%
  PMDB Roberto Paulino 843 127
 
48,65%
Totais 1 733 049  

Resultado da eleição para senador[editar | editar código-fonte]

Candidatos a senador da República
Candidatos a suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
José Maranhão
PMDB
Roberto Cavalcanti
PMDB
Antônio Sobrinho
PMDB
151
Pra Frente Paraíba
(PMDB, PPB, PSDC, PHS, PDT, PTB, PSL)
831.083
28,71%
Efraim Morais
PFL
Fernando Catão
PSDB
Marta Ramalho
PFL
251
Por Amor à Paraíba
(PSDB, PFL, PSD, PV, PST, PRTB)
594.191
20,53%
Wilson Braga
PFL
Othamar Gama
PFL
Cassiano Pereira
PFL
252
Por Amor à Paraíba
(PSDB, PFL, PSD, PV, PST, PRTB)
591.390
20,43%
Tarcísio Burity
PMDB
Luiz Gonzaga Burity
PMDB
Alberto Paulino
PMDB
152
Pra Frente Paraíba
(PMDB, PPB, PSDC, PHS, PDT, PTB, PSL)
510.734
17,64%
Lígia Feliciano
PSC
Marconi Oliveira
PSC
Carlos Bezerra
PT
203
Um Novo Caminho
(PT, PL, PCdoB, PMN, PSC)
169.895
5,87%
Simão Almeida
PCdoB
Joaquim Neto
PT
Edivan da Silva
PT
654
Um Novo Caminho
(PT, PL, PCdoB, PMN, PSC)
113.405
3,91%
Bala Barbosa
PSB
Geraldo Amorim
PSB
Albenor Nunes
PSB
400
Frente de Oposição Popular
(PSB, PAN, PTdoB, PTC, PTN)
60.290
2,08%
Hermano Nepomuceno
PPS
Maria do Carmo
PPS
Oliveiros Cavalcanti
PPS
231
Frente Trabalhista Paraibana
(PDT, PTB, PPS, PRP, PSL)
14.576
0,54%
Tânia Brito
PSTU
Antônio Ferreira
PSTU
Marcelino Rodrigues
PSTU
161
PSTU (sem coligação)
6.543
0,22%
Joseilson Freitas
PCO
Josefa Cassiano
PCO
Paulo Rodrigues
PCO
299
PCO (sem coligação)
2.061
0,07%
  Eleito(a)


Eleições estaduais na Paraíba em 2002 - Senador
Partido Candidato Votos Votos (%)
  PMDB José Maranhão 831 083
 
28,72%
  PFL Efraim Morais 594 191
 
20,53%
  PFL Wilson Braga 591 390
 
20,43%
  PMDB Tarcísio Burity 510 734
 
17,65%
  PSC Lígia Feliciano 169 895
 
5,87%
  PCdoB Simão Almeida 113 405
 
3,92%
  PSB Bala Barbosa 60 290
 
2,08%
  PPS Hermano Nepomuceno 14 576
 
0,5%
  PSTU Tânia Brito 6 543
 
0,23%
  PCO Joseilson Freitas 2 061
 
0,07%
Totais 2 894 168  

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[21] Ressalte-se que os votos em branco eram considerados válidos para fins de cálculo do quociente eleitoral nas disputas proporcionais até 1997, quando essa anomalia foi banida de nossa legislação.[22]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Wilson Santiago PMDB 99.941 5,80% Uiraúna  Paraíba
Ronaldo Cunha Lima PSDB 95.537 5,54% Guarabira  Paraíba
Benjamin Maranhão PMDB 95.151 5,52% João Pessoa  Paraíba
Carlos Dunga PTB 82.228 4,77% Pombal  Paraíba
Armando Abílio PSDB 80.245 4,65% Itaporanga  Paraíba
Luiz Couto PT 77.432 4,49% Soledade  Paraíba
Wellington Roberto PTB 76.526 4,44% São José de Piranhas  Paraíba
Adauto Pereira[nota 4] PPB 76.356 4,43% Pombal  Paraíba
Enivaldo Ribeiro PPB 74.680 4,33% Campina Grande  Paraíba
Lúcia Braga PSD 72.449 4,20% João Pessoa  Paraíba
Domiciano Cabral PSDB 69.668 4,04% João Pessoa  Paraíba
Filemon Rodrigues PL 37.224 2,16% Mamanguape  Paraíba

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

Estavam em jogo 36 vagas na Assembleia Legislativa da Paraíba.[1][2]

Deputados estaduais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Ricardo Coutinho PT 47.912 2,77% João Pessoa  Paraíba
Manoel Junior PMDB 35.160 2,03% Pedras de Fogo  Paraíba
Olenka Maranhão PMDB 33.740 1,95% João Pessoa  Paraíba
Ruy Carneiro PSDB 33.648 1,94% Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Edina Wanderley PSDB 30.536 1,76% Patos  Paraíba
Rômulo Gouveia PSDB 28.996 1,67% Campina Grande  Paraíba
Aguinaldo Ribeiro PPB 28.229 1,63% Campina Grande  Paraíba
Trocolli Júnior PMDB 27.651 1,6% João Pessoa  Paraíba
Vital do Rego Filho PDT 27.473 1,59% Campina Grande  Paraíba
Arthur Cunha Lima PSDB 26.935 1,55% Campina Grande  Paraíba
Gervásio Filho PMDB 26.152 1,51% São Paulo  São Paulo
Fábio Nogueira PSDB 24.390 1,41% Campina Grande  Paraíba
Chica Motta PMDB 24.163 1,39% Catolé do Rocha  Paraíba
Antônio Mineral PSDB 23.687 1,37% Patos  Paraíba
Zenóbio Toscano PSDB 38.265 1,95% Guarabira  Paraíba
Ariano Fernandes PMDB 23.670 1,37% João Pessoa  Paraíba
Fabiano Lucena PSB 23.358 1,35% João Pessoa  Paraíba
Frei Anastácio PT 22.354 1,29% Esperança  Paraíba
Pastor Fausto Oliveira PL 22.012 1,27% Ponta Porã  Mato Grosso do Sul
José Lacerda Neto PFL 21.836 1,26% São José de Piranhas  Paraíba
Rodrigo Soares PT 21.442 1,24% João Pessoa  Paraíba
Biu PSDB 21.338 1,23% Catolé do Rocha  Paraíba
Walter Brito PMDB 21.068 1,22% Campina Grande  Paraíba
Lucinha PFL 20.782 1,2% Esperança  Paraíba
Jacó Maciel PPB 20.627 1,19% Campina Grande  Paraíba
Iraê Lucena PMDB 20.370 1,18% Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Tião Gomes PSDB 20.307 1,17% Pombal  Paraíba
Pedro Medeiros PMDB 20.248 1,17% São João do Cariri  Paraíba
Djaci Brasileiro PMDB 20.230 1,17% Igaracy  Paraíba
Quintans PSDB 19.521 1,13% Sumé  Paraíba
José Aldemir PSB 19.359 1,12% Cajazeiras  Paraíba
Manoel Ludgério PTB 19.132 1,1% Catolé do Rocha  Paraíba
Ricardo Marcelo PTB 18.568 1,07% João Pessoa  Paraíba
Valdecir Amorim PSDB 17.670 1,02% Teixeira  Paraíba
Giannina PT 11.310 0,65% João Pessoa  Paraíba
João Bosco Carneiro Júnior PPS 9.565 0,55% João Pessoa  Paraíba

Aspectos da campanha[editar | editar código-fonte]

Punições ao Sistema Correio[editar | editar código-fonte]

Durante a campanha eleitoral de 2002 a TV Correio (afiliada da RecordTV) e as rádios que integram o Sistema Correio de Comunicação receberam punições entre setembro e outubro. A primeira sanção do TRE foi a suspensão, por 24 horas, da programação da TV Correio após um agravo regimental interposto pela "Frente de Oposição Popular" (PSB, PAN, PTdoB, PTC e PTN) ter sido aceito por unanimidade. A acusação é de que o canal não havia convidado a candidata do PSB, Ana Mangueira, no primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado.[23]

Em 6 de outubro as rádios Correio FM e Correio AM foram punidas pela Justiça Eleitoral. A coligação "Por Amor à Paraíba" (PSDB, PFL, PV, PSD, PST e PRTB) acusou as emissoras de favorecer os outros postulantes ao Palácio da Redenção. A TV Correio e a Correio FM voltaram a sair do ar nos dias 24 e 25, desta vez sob a acusação feita pelo candidato do PSDB, Cássio Cunha Lima, de exibir declarações favoráveis a Roberto Paulino e desfavoráveis ao tucano. Ao contrário da primeira suspensão, a TV Correio ficou sem exibição durante 48 horas, e durante o período, exibia a cada quinze minutos a frase "Suspenso por determinação da Justiça Eleitoral". Em 26 de outubro, as 8 emissoras de rádio que integravam o Sistema Correio na época foram sancionadas com a retirada de suas programações, voltando ao ar somente no dia da eleição.[24][25][26][27]

Programa eleitoral censurado[editar | editar código-fonte]

Em 4 de setembro, o departamento jurídico da campanha da coligação "Pra Frente Paraíba" (PMDB, PPB, PSDC e PHS) entrou com representação no TRE e no TSE contra a TV Cabo Branco (afiliada da Rede Globo em João Pessoa e geradora do guia eleitoral), acusando-a de não ter exibido um programa do ex-governador e candidato ao Senado pelo PMDB, Tarcísio Burity, que descreve o atentado que sofrera em 1993, quando levou 2 tiros no restaurante Gulliver, disparados por seu sucessor no cargo, Ronaldo Cunha Lima. Neste mesmo programa, seria exibida uma foto de Cássio Cunha Lima e declarações dele afirmando que a tentativa de assassinato de Burity fora "um erro" de Ronaldo. Para o PMDB, o ato fora interpretado como "censura"[28]

Segundo o jornalista Edmilson Lucena, o programa de Burity não fora exibido de propósito, apenas para que o candidato do PSDB pudesse fazer sua defesa. Na época, um dos suplentes de Ronaldo Cunha Lima era José Carlos da Silva Júnior, diretor-presidente da TV Cabo Branco.

Uma semana depois das denúncias feitas pela coligação, a Justiça Eleitoral obrigou a emissora a exibir o programa censurado antes do guia eleitoral exibido à noite[29].

Curiosidades da eleição[editar | editar código-fonte]

A eleição de 2002 marcou as estreias de PTdoB, PTN, PGT, PHS e PRTB, que não participaram do pleito de 1998 (no caso do PHS, que estrearia no pleito de 2000, o partido ainda era conhecido como PSN). Com 2 candidatos a deputado federal (Francisquinho e Brito) e um para deputado estadual (Anchieta Melo), o PTdoB não teve um desempenho satisfatório nas urnas; já o PTN, que apoiou Ana Mangueira na disputa pelo governo da Paraíba, e o PRTB, que integrou a coligação "Por Amor à Paraíba", não lançaram nenhum candidato. O PGT, que disputara as eleições municipais de 2000, lançou Américo Gomes como candidato a deputado federal, tendo recebido apenas 1.279 votos. Esta foi, também, a última participação da legenda, que fundiu-se com o PL em 2003, juntamente com o PST. Além de PGT e PST, outro partido disputou sua última eleição: o PSD, que foi incorporado ao PTB, lançou apenas 2 candidatos (Lúcia Braga, eleita deputada federal, e Zerinho para deputado estadual).

Dois partidos ficaram de fora da disputa eleitoral: o PRONA, que participou da eleição de 1998, e o PCB.

Sem candidatos a uma vaga na Câmara dos Deputados, o PSTU lançou apenas o professor Lissandro Saraiva como postulante a deputado estadual, obtendo apenas 680 votos. O PCO, que em 1998 teve apenas Lourdes Sarmento (candidata a governadora em 3 eleições) na citada disputa, teve 18 postulantes a deputado federal e estadual, e nenhum deles conquistou votações expressivas. O candidato a senador pelo partido, Joseilson Freitas, foi o menos votado, com 2.061 sufrágios.

Taciano Wanderley, Chico Matica (ambos do PDT), Veríssimo (PSC), Giovanni Montini (PST), Ivaldo Filho, Maurício Leite, Ivaldo Filho (todos do PFL), Júnior (PT), Alcindor Villarim, Gilbran Asfora, Antonio Aladim (todos do PMDB), Carla da Nóbrega (PSL), Jardes (PHS), Paulo Vassourão (PTC) e Djacyr Arruda (PSB) não receberam nenhum voto para deputado federal, pois renunciaram ou tiveram suas candidaturas indeferidas. Outros 20 candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa ficaram zerados na disputa pelo mesmo motivo: Elizabeth Alves (PTC), Elisabete Sarmento (PCO), Fernando Melo (PSDB), Carlos José (PTB), Rociberg (PPB), Guga Silva (PT), Dr. Juca (PSL), Bruno Gaudêncio (PST), Dr. João Leite (PL), Carlos Koury (PPS), Zarinha (PFL), Noaldo (PAN), Nelson Lira (PSDC), Neném, Celina Tábila, Adriano Ferreira (todos do PCO), Sheylla Mendes (PGT), Antonio Mariz Maia (PSB), Alberto Magno (PSD) e João Máximo (PSDB).

Notas

  1. A posse dos parlamentares eleitos ocorreria em 1º de fevereiro de 2003.
  2. Nas duas vezes que Cássio Cunha Lima renunciou ao mandato de deputado federal foi substituído por Francisco Rolim e Ricardo Rique e quando renunciou à prefeitura de Campina Grande deu lugar a Tico Lira e Cozete Barbosa, respectivamente.
  3. Ana Mangueira renunciou à sua candidatura ao governo da Paraíba já na reta final da campanha.
  4. Faleceu em Chapecó em 27 de dezembro de 2003 vítima de infarto fulminante e em seu lugar foi efetivado Marcondes Gadelha.

Referências

  1. a b «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 21 de julho de 2017 
  2. a b «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba». Consultado em 21 de julho de 2017 
  3. a b «BRASIL. Presidência da República. Constituição de 1988». Consultado em 21 de julho de 2017 
  4. «BRASIL. Presidência da República. Lei nº. 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 21 de julho de 2017 
  5. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Cássio Cunha Lima». Consultado em 21 de julho de 2017 
  6. PMDB ganha superintendência da Sudene (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 23/10/1992. Política e Governo, p. 04. Página visitada em 21 de julho de 2017.
  7. Sudene perde verbas e cai no descrédito de governadores (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 03/12/1992. Brasil, p. 07. Página visitada em 21 de julho de 2017.
  8. «UOL notícias: Morre o ex-governador da Paraíba Ronaldo Cunha Lima.». Consultado em 21 de julho de 2017 
  9. Governador é preso depois de balear rival (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 06/11/1993. Brasil, p. 1-9. Página visitada em 21 de julho de 2017.
  10. General toma posse na Sudene e defende Finor (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 15/01/1994. Brasil, p. 05. Página visitada em 21 de julho de 2017.
  11. «Após oito anos, Paraíba volta a ter uma mulher como vice-governadora (g1.globo.com)». Consultado em 21 de julho de 2017 
  12. Governador da PB quer rejeição do FSE (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 19/09/1995. Brasil, p. 1-5. Página visitada em 21 de julho de 2017.
  13. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado José Maranhão». Consultado em 21 de julho de 2017 
  14. A nação frustrada! Apesar da maioria de 298 votos, faltaram 22 para aprovar diretas (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 26/04/1984. Capa. Página visitada em 21 de julho de 2017.
  15. Sai de São Paulo o voto para a vitória da Aliança (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 16/01/1985. Primeiro caderno, p. 06. Página visitada em 21 de julho de 2017.
  16. «Governistas tentaram evitar implosão (online). Folha de S. Paulo, São Paulo (SP), 30/09/1992. Brasil, p. 1-8.». Consultado em 21 de julho de 2017 
  17. «Senado Federal do Brasil: senador José Maranhão». Consultado em 21 de julho de 2017 
  18. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Efraim Morais». Consultado em 21 de julho de 2017 
  19. «Senado Federal do Brasil: senador Efraim Morais». Consultado em 21 de julho de 2017 
  20. «Portal Terra: Jornal diz que Ana Mangueira abandonou a disputa na PB». Consultado em 21 de julho de 2017 
  21. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 21 de julho de 2017 
  22. «BRASIL. Presidência da República: Lei nº 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 21 de julho de 2017 
  23. «Portal Terra: TRE-PB suspende afiliada da TV Record por 24 horas». Consultado em 21 de julho de 2017 
  24. «Portal Terra: Justiça Eleitoral tira do ar duas rádios na PB». Consultado em 21 de julho de 2017 
  25. «Portal Terra: TRE-PB retira TV do ar por 48 horas». Consultado em 21 de julho de 2017 
  26. «Portal Terra: Justiça tira do ar emissoras de rádio e TV na PB». Consultado em 21 de julho de 2017 
  27. «Portal Terra: Justiça tira oito emissoras do ar na Paraíba». Consultado em 21 de julho de 2017 
  28. «Portal Terra: PMDB da PB denuncia censura por parte de afiliada da Globo». Consultado em 14 de agosto de 2018 
  29. «Portal Terra: Juiz obriga TV da PB a exibir guia de Burity censurado». Consultado em 14 de agosto de 2018