Eleição suplementar para governador do Amazonas em 2017

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Eleição suplementar para governador do  Amazonas em 2017
6 de agosto de 2017
(Primeiro turno)
27 de agosto de 2017
(Segundo turno)
Amazonino Mendes em agosto de 2017.jpg Eduardobraga28112006.jpg
Candidato Amazonino Mendes Eduardo Braga
Partido PDT PMDB
Natural de Eirunepé, AM Belém, PA
Vice Bosco Saraiva Marcelo Ramos
Votos 782.933 539.318
Porcentagem 59,21% 40,79%


Brasão do Amazonas.svg
Governador do Amazonas

Titular
David Almeida
PSD

A eleição suplementar para governador do Amazonas em 2017 foi convocada pelo Tribunal Superior Eleitoral mediante o veredicto que cassou a chapa vitoriosa ao governo estadual no pleito de 2014 sob a acusação de compra de votos. Diante de tal sentença, o presidente da Assembleia Legislativa comandou interinamente o Estado até que um novo pleito decidisse quem ocuparia o Palácio Rio Negro. Ao todo nove candidaturas foram registradas para esse fim. Como nenhum candidato a governador assegurou metade mais um dos votos válidos, houve um segundo turno em 27 de agosto entre Amazonino Mendes e Eduardo Braga com a vitória daquele. Segundo a Constituição o novo mandatário completaria o período iniciado por seus antecessores.[1][2][3][4][5][6][7][8][9][10][11][12]

Desde a promulgação da Constituição de 1988 a Justiça Eleitoral cassou meia dúzia de governadores a começar por Mão Santa, retirado do poder no Piauí em 6 de novembro de 2001. A seguir veio uma sentença alusiva a Roraima em 2004 e em 2009 Paraíba, Maranhão e Tocantins tiveram seus governadores cassados antes do presente caso amazonense. O sucessor designado na maioria dos casos foi apontado graças a uma interpretação na qual a nulidade de votos decretada pela corte eleitoral teria efeito apenas sobre os infratores preservando a votação de seus adversários e assim o segundo colocado no pleito surgia como o vencedor graças aos sufrágios da "maioria remanescente" que lhe apoiou, exceto no caso do Tocantins onde a decisão do TSE levou a uma eleição indireta, pois a chapa cassada fora eleita em primeiro turno. Entretanto, desde as alterações no Código Eleitoral em 2015, a impugnação de mandatos pela Justiça Eleitoral terá como resultante a eleição direta, exceto se a vacância ocorrer a menos de seis meses do fim do mandato.[13][14]

Estreantes na vida pública após as eleições de 1982, Amazonino Mendes e Eduardo Braga eram adversários políticos: o primeiro compunha as hostes do PMDB e fora nomeado prefeito biônico de Manaus[11] pelo governador Gilberto Mestrinho enquanto o outro se elegeu à Assembleia Legislativa do Amazonas via PDS. Em 1986 eles estavam no partido de Ulysses Guimarães com Mendes eleito governador e Braga reeleito deputado estadual numa aliança onde ambos seguiram juntos para o PDC e em 1990 foram eleitos para o Congresso Nacional.[15] Em 1992 Amazonino Mendes renunciou ao mandato de senador para assumir a prefeitura de Manaus e Eduardo Braga renunciou ao mandato de deputado federal para assumir a vice-prefeitura e com a renúncia do alcaide em 1994 para disputar e vencer a eleição para o Palácio Rio Negro, Eduardo Braga tornou-se prefeito da capital amazonense e nesse interregno transitaram por legendas como PPR e PPB, surgidas após a extinção do PDC em 1993.[16]

A aliança entre os políticos em questão foi rompida em 1998 quando Amazonino Mendes foi reeleito governador ao vencer Eduardo Braga, situação inversa à de 2006 quando Braga assegurou sua recondução ao governo estadual ao suplantar Mendes. O pleito extraordinário de 2017 marcou, portanto, o terceiro embate entre os aliados de outrora. Nascido em Eirunepé o advogado Amazonino Mendes graduou-se em 1969 pela Universidade Federal do Amazonas e antes de começar a advogar trabalhara junto ao Departamento de Estradas de Rodagem do referido estado. Não obstante o currículo exposto acima, Amazonino Mendes pertenceu também ao PFL e nele perdeu a eleição para a prefeitura manauara em 2004. Após sair do partido foi eleito prefeito de Manaus via PTB em 2008 não disputando a reeleição.[17] Afastado do meio político durante algum tempo, ingressou no PDT e foi eleito para o quarto mandato como governador do Amazonas em 2017.[11]

Resultado da eleição para governador[editar | editar código-fonte]

Primeiro turno[editar | editar código-fonte]

Com informações colhidas junto ao Tribunal Superior Eleitoral.[18]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Amazonino Mendes
PDT
Bosco Saraiva
PSDB
12
Movimento pela reconstrução do Amazonas
(PDT, PSDB, PSD, DEM, PRB, PV, PSC)
577.397
38,77%
Eduardo Braga
PMDB
Marcelo Ramos
PR
15
União pelo Amazonas
(PMDB, PR, PTB, SD, PCdoB, PSDC)
377.680
25,36%
Rebecca Garcia
PP
Felipe Souza
PODE
11
Coragem para renovar
(PP, PODE, PTdoB)
268.922
18,06%
José Ricardo Wendling
PT
Sinésio Campos
PT
13
PT
(sem coligação)
181.257
12,17%
Luiz Castro
REDE
João Victor Tayah
PSOL
18
O começo de uma grande mudança
(REDE, PSOL)
39.240
2,63%
Wilker Barreto
PHS
Jacqueline Pinheiro
PHS
31
Por um novo Amazonas
(PHS, PEN, PMB, PTC, PRTB)
22.623
1,52%
Marcelo Serafim
PSB
Sirlan Cohen
PMN
40
Coragem e atitude para mudar o Amazonas
(PSB, PMN)
18.877
1,27%
Jardel Deltrudes
PPL
Fabiana Wilkens
PPL
54
PPL
(sem coligação)
3.362
0,23%
Liliane Araújo[nota 1]
PPS
Jeverson Lobo
PPS
23
PPS
(sem coligação)
indeferida
indeferida
  Segundo turno

Segundo turno[editar | editar código-fonte]

Com informações colhidas junto ao Tribunal Superior Eleitoral.[18]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Amazonino Mendes
PDT
Bosco Saraiva
PSDB
12
Movimento pela reconstrução do Amazonas
(PDT, PSDB, PSD, DEM, PRB, PV, PSC)
782.933
59,21%
Eduardo Braga
PMDB
Marcelo Ramos
PR
15
União pelo Amazonas
(PMDB, PR, PTB, SD, PCdoB, PSDC)
539.318
40,79%

Votação por município[editar | editar código-fonte]

Aspectos da campanha[editar | editar código-fonte]

Debates televisionados no 1º turno[editar | editar código-fonte]

Data Organizador(es) Mediador Eduardo Braga
(PMDB)
Amazonino Mendes
(PDT)
Liliane Araujo
(PPS)
Rebecca Garcia
(PP)
Luiz Castro
(REDE)
Marcelo Serafim
(PSB)
José Ricardo
(PT)
Wilker Barreto
(PHS)
Jardel Deltrudes
(PPL)
1º turno
17 de julho Band Amazonas[19][20] Otávio Ceschi Jr. Ausente Ausente Presente Presente Presente Presente Presente Presente Não convidado
3 de agosto TV Amazonas
Rede Globo[21]
Carlos Tramontina Presente Presente Presente Presente Presente Presente Presente Presente Não convidado

Debates televisionados no 2º turno[editar | editar código-fonte]

Data Organizador(es) Mediador Eduardo Braga
(PMDB)
Amazonino Mendes
(PDT)
2º turno
25 de agosto TV Amazonas
Rede Globo[22]
José Roberto Burnier Presente Ausente

Notas

  1. Liliane Araújo teve a candidatura indeferida com recurso mas caso a mesma seja aprovada pelo TRE-AM será contabilizado 64.013 votos,sendo a 5ª colocada.

Referências

  1. «Agência Brasil: TSE confirma cassação do governador do Amazonas e decide por novas eleições». Consultado em 26 de julho de 2017 
  2. «Convenção confirma Amazonino e Bosco Saraiva como candidatos ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  3. «Convenção confirma Eduardo Braga e Marcelo Ramos como candidatos ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  4. «Convenção confirma Rebecca Garcia e Abdala Fraxe como candidatos ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  5. «Convenção confirma José Ricardo e Sinésio Campos como candidatos ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  6. «Convenção confirma Liliane Araújo como candidata do PPS ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  7. «Convenção confirma Luiz Castro e João Victor Tayah como candidatos ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  8. «Convenção confirma Wilker Barreto e professora Jacqueline como candidatos ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  9. «Convenção confirma Marcelo Serafim e Sirlan Cohen como candidatos ao governo do AM (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  10. «Cabeleireiro do Parque 10 é o 9° candidato na disputa ao governo do Amazonas (amazonasatual.com.br)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  11. a b c «Amazonino Mendes, do PDT, é eleito governador do AM (g1.globo.com)». Consultado em 28 de agosto de 2017 
  12. «BRASIL. Presidência da República: Constituição de 1988». Consultado em 26 de julho de 2017 
  13. «Carlos Henrique Gaguim é eleito governador do Tocantins (Casa Civil do Tocantins)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  14. «BRASIL. Presidência da República: Lei n.º 4.737 de 15/07/1965 (Código Eleitoral)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  15. «Senado Federal do Brasil: senador Amazonino Mendes». Consultado em 29 de agosto de 2017 
  16. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Eduardo Braga». Consultado em 29 de agosto de 2017 
  17. «UOL eleições municipais em Manaus 2008». Consultado em 29 de agosto de 2017 
  18. a b «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 28 de agosto de 2017 
  19. «Debate Band Amazonas 2017 (band.uol.com.br)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  20. «Amazonino Mendes e Eduardo Braga não comparecem em debate na Band Amazonas (acritica.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  21. «Candidatos ao governo do AM participam de último debate na TV (g1.globo.com)». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  22. «G1 transmite último debate de candidatos ao governo antes de 2º turno no AM (g1.globo.com)». Consultado em 25 de agosto de 2017