Eleições estaduais no Rio Grande do Sul em 2006

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2002 Brasil 2010
Eleições estaduais no  Rio Grande do Sul em 2006
29 de outubro de 2006
Segundo Turno
Yeda Crusius em 2007.jpeg Olivio Dutra em setembro de 2004.jpg
Candidato Yeda Crusius Olívio Dutra
Partido PSDB PT
Natural de São Paulo, SP Bossoroca, RS
Vice Paulo Feijó Jussara Cony
Votos 3.377.973 2.884.092
Porcentagem 53,95% 46,05%
Mapa Eleitoral Governo RS 2006 (2º Turno).svg
  Municípios onde Yeda obteve maior votação
  Municípios onde Olívio obteve maior votação


Brasão do Rio Grande do Sul.svg
Governador do Rio Grande do Sul

As eleições estaduais no Rio Grande do Sul em 2006 aconteceram juntamente com as eleições federais no Brasil, em 1 de outubro e em 29 de outubro. Desde 1994, como resultado de uma emenda constitucional que reduziu o mandato presidencial para quatro anos, todas as eleições federais e estaduais no Brasil coincidiram. As eleições estaduais decidem governadores e os deputados estaduais para as Assembleias Legislativas. Também os membros do Congresso Nacional são eleitos por estado.

O atual governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, depois de uma tentativa frustrada de candidatura em nível federal, tentou a reeleição no estado. Contra ele, entre outros, dois ex-governadores: Olívio Dutra (PT), ex-ministro das Cidades, já governou o estado entre 1999 e 2002; e Alceu de Deus Collares, deputado federal, foi governador entre 1991 e 1994. A vencedora foi a candidata Yeda Crusius.

Candidatos[editar | editar código-fonte]

Frente de Esquerda (PSOL, PCB, PSTU)[editar | editar código-fonte]

Roberto Robaina, ex-marido de Luciana Genro, foi o candidato do PSOL, criado por dissidentes do PT, insatisfeitos com os rumos do governo federal. Além da cláusula de barreira, visa confirmar o apoio popular que o partido recebeu quando da sua fundação. Coligado com o PSTU (também uma dissidência do PT) e com o PCB.

Roberto Robaina (PSOL): Governador - nº 50
Humberto Sório (PCB): Vice
Vera Guasso (PSTU): Senadora - nº 161

Frente Popular - A Força do Povo (PT, PCdoB)[editar | editar código-fonte]

O Partido dos Trabalhadores teve como candidato Olívio Dutra, governador em 1999 e 2002. Após perder a hegemonia de 16 anos em Porto Alegre, em 2004, o partido lançou seu principal nome no estado para voltar ao Piratini e recuperar a imagem do partido, abalada pelo Mensalão, no governo federal. Coligado com PCdoB.

Olívio Dutra (PT): Governador - nº 13
Jussara Cony (PCdoB): Vice
Miguel Rossetto (PT): Senador - nº 131

Partido da Causa Operária (PCO)[editar | editar código-fonte]

Lançou Guilherme Giordano a governador.

Guilherme Giordano (PCO): Governador - nº 29
Luiz Delvair Martins Barros (PCO): Vice
Oscar Jorge de Souza (PCO): Senador - nº 290

Partido Democrático Trabalhista (PDT)[editar | editar código-fonte]

O partido concorreu com Alceu Collares, governador entre 1991 e 1994, em busca do prestígio que já gozaram no estado, terra natal do líder máximo e fundador da legenda, Leonel Brizola. Em chapa pura, além de governar em 1991 e 1994, o PDT participou do primeiro ano do governo Olívio Dutra (1999) e fizeram parte do governo Germano Rigotto da posse até o início de 2006.

Alceu de Deus Collares (PDT): Governador - nº 12
Pery Coelho (PDT): Vice
Valmir Batista (PDT): Senador - nº 123

Partido Progressista (PP)[editar | editar código-fonte]

Teve como candidato Francisco Turra. Usar a força eleitoral que tem no interior do estado, principalmente na região sul, onde possui a maioria dos prefeitos. Fez parte do governo Rigotto, ao qual abandonou para lançar candidatura própria. Já havia governado o estado durante a ditadura militar, quando se chamava ARENA, e, pelo voto direto, entre 1983 e 1987, com Jair Soares, à época denominado PDS.

Francisco Turra (PP): Governador - nº 11
João Dib (PP): Vice
Mônica Leal (PP): Senadora - nº 111

Partido Social Democrata Cristão (PSDC)[editar | editar código-fonte]

Pedro Couto foi o candidato.

Pedro Couto (PSDC): Governador - nº 27
Daniela Buchholz (PSDC): Vice
Odette Gonçalves (PSDC): Senadora - nº 272

Partido Socialista Brasileiro (PSB)[editar | editar código-fonte]

Beto Grill que já foi Deputado Estadual e Prefeito das cidades de São Lourenço do Sul e Cristal por dois mandatos, foi o candidato socialista. O partido buscou uma identidade eleitoral própria, se desvinculando do PT, tradicional aliado no estado.

Beto Grill (PSB): Governador - nº 40
Irani Medeiros (PSB): Vice
João Batista Conceição (PSB): Senador - nº 401

Partido Verde (PV)[editar | editar código-fonte]

Os verdes lançaram Edison Pereira ao Palácio Piratini, numa eleição onde seu principal objetivo e vencer a cláusula de barreira.

Edison Pereira (PV): Governador - nº 43
Roberto Winkler (PV): Vice
Nelson Vasconcelos (PV): Senador - nº 430

Rio Grande Afirmativo (PSDB/PFL/PPS/PSC/PL/PAN/PRTB/PHS/PTC/PRONA/PTdoB)[editar | editar código-fonte]

O PSDB teve como candidata ao governo a deputada federal Yeda Crusius, que venceu a eleição. Coligou-se com DEM e PPS. O PPS almejava a candidatura própria, mas apoiou o PSDB no contexto das alianças nacionais de seu partido em torno da candidatura de Geraldo Alckmin. Nelson Proença, pré-candidato do PPS desistiu da candidatura na véspera do registro oficial. Junto com o Partido Popular Socialista, juntaram-se a coligação 8 partidos menores, que apoiavam a pré-candidatura de Proença, e formam uma coligação paralela denominada Levante Rio Grande. PSDB e PFL são constantes aliados, não só em nível federal como estadual. A participação do PPS, novidade na esfera nacional, não surpreende no estado: formado principalmente por dissidentes do ASAS PMDB, o PPS já esteve coligado com o PFL na última eleição estadual. O PSDB fez parte do governo Rigotto, o qual abandonou para lançar uma candidatura alternativa. PPS e o PFL se mantiveram neutros na atual legislatura.

Yeda Crusius (PSDB): Governadora - nº 45
Paulo Feijó (PFL): Vice
Mário Bernd (PPS): Senador - nº 234

União Pelo Rio Grande (PMDB/PTB/PMN)[editar | editar código-fonte]

No governo, tentou mais quatro anos no Palácio Piratini. O PMDB, que encabeçava a chave, já governou o estado entre 1987 e 1991, com Pedro Simon, e entre 1995 e 1998, com Antônio Britto. Coligou-se com o PMN e o PTB - partido da candidata a vice-governadora Sônia Santos.

Germano Antônio Rigotto (PMDB): Governador - nº 15
Sônia Santos (PTB): Vice
Pedro Simon (PMDB): Senador - nº 151

Resultado da eleição[editar | editar código-fonte]

1º Turno[editar | editar código-fonte]

Governador[editar | editar código-fonte]

P Candidato Part. Coligação Votos Porc.
1 Yeda Crusius PSDB Rio Grande Afirmativo 2.037.923 30,51%
2 Olívio Dutra PT Frente Popular - A Força do Povo 1.696.243 25,40%
3 Germano Rigotto PMDB União pelo Rio Grande 1.679.902 25,16%
4 Turra PP 412.767 6,18%
5 Alceu Collares PDT 229.639 3,44%
6 Roberto Robaina PSOL Frente de Esquerda 68.676 1,03%
7 Beto Grill PSB 36.846 0,55%
8 Edison Pereira PV 27.321 0,41%
9 Guilherme Giordano PCO 03.018 0,05%
10 Pedro Couto PSDC 01.261 0,02%

Senador[editar | editar código-fonte]

P Candidato Part. Coligação Votos Porc.
1 Pedro Simon PMDB União pelo Rio Grande 1.862.560 33,93%
2 Miguel Rosseto PT Frente Popular - A Força do Povo 1.549.768 28,23%
3 Mônica Leal PP 854.700 15,54%
4 Mário Bernd PPS Rio Grande Afirmativo 810.853 12,14%
5 Valmir Batista PDT 204.408 3,06%
6 Batista Conceição PSB 110.857 1,66%
7 Vera Guasso PSTU Frente de Esquerda 48.390 0,72%
8 Nelson Vasconcelos PV 42.877 0,64%
9 Odette Gonçalves PSDC 03.495 0,05%
10 Oscar de Souza PCO 02.198 0,03%

2º Turno[editar | editar código-fonte]

Boletim 29 de outubro de 2006 21h30 UTC — (100% das urnas apuradas):

Gráfico com os resultados da eleição (Votos válidos)

Fonte:TSE

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