Eleições estaduais no Tocantins em 2006

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2002 Brasil 2010
Eleições estaduais no  Tocantins em 2006
1º de outubro de 2006
(Decisão em primeiro turno)
Marcelomiranda06032007.jpg Siqueira Campos (cropped).jpg
Candidato Marcelo Miranda Siqueira Campos
Partido PMDB PSDB
Natural de Goiânia, GO Crato, CE
Vice Paulo Sidney Ronaldo Dimas
Votos 340.824 310.068
Porcentagem 51,49% 46,84%


Brasão do Tocantins.svg
Governador do Tocantins

As eleições estaduais no Tocantins em 2006 ocorreram em 1º de outubro, como parte das eleições daquele ano em 26 estados e no Distrito Federal. Foram eleitos o governador Marcelo Miranda, o vice-governador Paulo Sidney, a senadora Kátia Abreu, oito deputados federais e vinte e quatro deputados estaduais.[1]

Quatro anos após chegar ao Palácio Araguaia com o apoio de Siqueira Campos, o governador Marcelo Miranda assegurou sua permanência no cargo ao romper com seu antigo aliado. Curiosamente, o governador reeleito do Tocantins foi membro do PMDB e nele elegeu-se deputado estadual em 1990 e 1994, quando Siqueira Campos combatia o seu partido. Filho do também político Brito Miranda, o agropecuarista Marcelo Miranda nasceu em Goiânia e radicou-se em Araguaína durante a infância, quando a cidade ainda pertencia ao antigo norte goiano.[2] A história da aliança entre Campos e Miranda começou em 1998 quando o último foi reeleito deputado estadual pelo PFL e depois chegou à presidência da Assembleia Legislativa do Tocantins[2] na última escala antes de conquistar o governo em 2002. A reeleição do governador foi também a primeira vitória do PMDB ao governo desde Moisés Avelino em 1990.[1]

Para vice-governador foi eleito o arquiteto e urbanista Paulo Sidney. Formado na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, ele nasceu em Inhumas (GO), cidade onde foi Secretário de Planejamento, Secretário de Viação e Obras e vice-presidente do PMDB.[3] Coordenador de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Planejamento e superintendente do Instituto de Desenvolvimento Urbano em Goiânia, saiu deste cargo para assumir a interventoria na prefeitura de Araguaína.[3] Criado o Tocantins, foi eleito deputado federal em 1988 e vice-governador na chapa de Moisés Avelino em 1990. Vencido na eleição para senador em 1994, foi eleito prefeito de Araguaína em 1996. Após deixar sua antiga legenda ingressou no PPS.

Na eleição para senador a vitória foi da psicóloga, Kátia Abreu. Nascida em Goiânia e graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, tornou-se agropecuarista após a morte do marido. Em 1994 foi eleita presidente do Sindicato Rural de Gurupi e em 1996 assumiu o comando da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins.[4] Após militar no extinto PPB, mudou para o PFL elegendo-se deputada federal em 2002 e agora conseguiu uma cadeira no Senado Federal[5] ao derrotar Eduardo Siqueira Campos.

Resultado da eleição para governador[editar | editar código-fonte]

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, houve 661.947 votos nominais, assim distribuídos:[6]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Marcelo Miranda
PMDB
Paulo Sidney
PPS
15
Tocantins mais forte
(PMDB, PPS, PFL, PRONA)
340.824
51,49%
Siqueira Campos
PSDB
Ronaldo Dimas
PSDB
45
União do Tocantins
(PSDB, PP, PTB, PSC, PL, PSB, PV, PTdoB)
310.068
46,84%
Leomar Quintanilha
PCdoB
Zaíra Miranda
PT
65
Frente Popular do Tocantins
(PCdoB, PT, PDT, PMN, PRB, PSL, PHS)
9.206
1,39%
Elísio Gonçalves
PSOL
Silvalino Araújo
PSOL
50
PSOL (sem coligação)
1.622
0,25%
Célio de Azevedo
PSDC
Ângela Araújo
PSDC
27
PSDC (sem coligação)
227
0,03%
  Eleito

Cassação dos eleitos[editar | editar código-fonte]

Inconformada com o resultado do pleito, a coligação que apoiou Siqueira Campos ingressou na Justiça Eleitoral com uma ação de impugnação de mandato eletivo por abuso de poder econômico e político em desfavor de Marcelo Miranda e Paulo Sidney, cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral em 26 de setembro de 2009. Tal desfecho, porém, frustrou os autores da ação, pois como a eleição foi decidida em primeiro turno, o Judiciário entendeu que, ao invés de empossar o segundo colocado, o novo governador seria eleito via Assembleia Legislativa do Tocantins que escolheu Carlos Henrique Gaguim, eleito no dia 8 de outubro junto com o vice-governador Eduardo Machado. Como o novo governador pertencia ao grupo político de Marcelo Miranda, os "siqueiristas" permaneceram na oposição.[7]

Resultado da eleição para senador[editar | editar código-fonte]

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, houve 636.604 votos nominais, assim distribuídos:.[6]

Candidatos a senador da República
Primeiro suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Kátia Abreu
PFL
Marco Antônio Costa
PFL
255
Tocantins mais forte
(PMDB, PPS, PFL, PRONA)
325.051
51,08%
Eduardo Siqueira Campos
PSDB
Igue do Vale
PSDB
456
União do Tocantins
(PSDB, PP, PTB, PSC, PL, PSB, PV, PTdoB)
280.999
44,16%
Célio Moura
PT
Osvaldo Mota
PCdoB
131
Frente Popular do Tocantins
(PCdoB, PT, PDT, PMN, PRB, PSL, PHS)
28.043
4,41%
Cláudio Dallabrida
PSOL
Débora Gutierrez
PSOL
500
PSOL (sem coligação)
1.637
0,26%
Weder Santos
PSDC
Antônio Amorim
PSDC
270
PSDC (sem coligação)
574
0,09%
  Eleita

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[8][9]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Moisés Avelino PMDB 43.150 6,25% Santa Filomena  Piauí
Osvaldo Reis PMDB 40.752 5,91% Floriano  Piauí
Lázaro Botelho PP 36.540 5,30% Loreto  Maranhão
Eduardo Gomes PSDB 33.664 4,88% Estância  Sergipe
Vicentinho Alves PSDB 32.793 4,75% Porto Nacional  Tocantins
João Oliveira PFL 32.704 4,74% Loreto  Maranhão
Nilmar Ruiz PFL 32.056 4,65% Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Laurez Moreira PFL 28.626 4,15% Dueré  Tocantins

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

Estavam em jogo 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Tocantins.[1]

Deputados estaduais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Josi Nunes PMDB 21.444 3,12% Porto Nacional  Tocantins
Valuar Barros PFL 20.414 2,97% São Félix de Balsas  Maranhão
Luana Ribeiro PL 17.961 2,61% Goiânia  Goiás
César Halum PFL 17.204 2,50% Anápolis  Goiás
Eduardo do Dertins PPS 16.071 2,34% Cravinhos  São Paulo
Ângelo Agnolin PFL 14.219 2,07% Palmeira das Missões  Rio Grande do Sul
Amélio Cayres PL 14.118 2,05% Érico Cardoso Bahia Bahia
Júnior Coimbra PMDB 13.694 1,99% Filadélfia  Tocantins
Sandoval Cardoso PMDB 12.640 1,84% Goiânia  Goiás
Fabion Gomes PL 12.341 1,80% Tocantinópolis  Tocantins
Fábio Martins PDT 12.251 1,78% General Salgado  São Paulo
Eli Borges PMDB 11.911 1,73% Ipameri  Goiás
Marcelo Lelis PV 11.857 1,73% Inhumas  Goiás
Solange Duailibe PT 11.834 1,72% São Miguel do Tocantins  Tocantins
Raimundo Moreira PSDB 11.759 1,71% Nazaré  Tocantins
Carlos Gaguim PMDB 11.607 1,69% Ceres  Goiás
Stalin Bucar PSDB 11.179 1,63% Tocantínia  Tocantins
Iderval Silva PMDB 11.133 1,62% Anápolis  Goiás
José Geraldo PTB 10.710 1,56% Tiros  Minas Gerais
Cacildo Vasconcelos PP 10.303 1,49% Ipameri  Goiás
Raimundo Palito PP 7.757 1,13% Exu  Pernambuco
José Viana PSC 7.457 1,09% Paranã  Tocantins
Manoel Queiroz PT 6.985 1,02% Porto Franco  Maranhão
Paulo Roberto PFL 6.931 1,01% Goiânia  Goiás

Referências

  1. a b c «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 30 de agosto de 2015 
  2. a b «Marcelo Miranda, do PMDB, é eleito governador do Tocantins (g1.com)». Consultado em 30 de agosto de 2015 
  3. a b «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Paulo Sidnei». Consultado em 30 de agosto de 2015 
  4. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputada Kátia Abreu». Consultado em 30 de agosto de 2015 
  5. «Senado Federal do Brasil: senadora Kátia Abreu». Consultado em 26 de novembro de 2019 
  6. a b «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins». Consultado em 30 de agosto de 2015 
  7. «Acervo digital de Veja». Consultado em 3 de setembro de 2015. Arquivado do original em 19 de novembro de 2013 
  8. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 30 de agosto de 2015. Arquivado do original em 2 de outubro de 2013 
  9. «BRASIL. Presidência da República: Lei nº 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 30 de agosto de 2015 
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