Eleições gerais no Paraguai em 2013

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Eleição presidencial de 2013
Presidente para o período 2013-2018
21 de abril de 2013
Tipo de eleição:  Presidencial e legislativa
Demografia eleitoral
Votantes : 3516273
  
68.52% Green Arrow Up.svg 4.5%
Red flag waving.svg
Horacio CartesColorado
Votos: 1104169  
  
45.83%
Blue flag waving.svg
Efraín AlegreAliança Paraguai
Votos: 889451  
  
36.92%
Orange flag waving.svg
Mario FerreiroAvança País
Votos: 141716  
  
5.88%
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Anibal CarrilloFrente Guasú
Votos: 79573  
  
3.30%

Flag of the President of Paraguay (1990-2013).svg
Presidente do Paraguai

As Eleições gerais no Paraguai em 2013 foram realizadas em 21 de abril. Foi o sexto pleito geral no país desde o golpe de estado que pôs fim à ditadura de Alfredo Stroessner em fevereiro de 1989.

Segundo o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), o número total de eleitores inscritos e aptos ao voto foi de 3.516.273.[1]
Votaram 2.409.437 eleitores ou 68,52 % do total. Os votos em branco representaram 2,99% e os nulos 2,48%.

O candidato vitorioso foi o empresário e dirigente desportivo Horacio Cartes, do partido Colorado, que assumiu o cargo em 15 de agosto de 2013, com mandato até agosto de 2018, sem possibilidade de reeleição para o mesmo cargo.[nota 1]
Cartes obteve 1.104.169 votos (45,83%). Foi a primeira vez na história política do Paraguai que um candidato conseguiu superar um milhão de votos. Seu vice é o ex-governador de Itapúa, Juan Afara.
Os outros candidatos foram o advogado e político Efraín Alegre (2º colocado com 36,92%), o jornalista Mario Ferreiro (3º colocado com 5,88%) e o médico Anibal Carrillo (4º colocado com 3,30%).[2]

Também assumiram os cargos em 15 de agosto de 2013, os 17 governadores eleitos. Já os 45 senadores mais 30 suplentes e os 80 deputados mais 80 suplentes assumiram seus cargos em 1 de julho de 2013. Todos cumprirão um mandato de cinco anos.
O partido Colorado, de Cartes, conseguiu eleger a maioria dos senadores, com 865.206 votos. O PLRA ficou em segundo lugar, com 588.054 votos. Em terceiro lugar ficou o partido esquerdista Frente Guasú, com 238.313 votos, partido pelo qual se candidatou o ex-presidente deposto em 2012 Fernando Lugo, sendo eleito para ocupar uma das cadeiras no Senado.[3]

Desde a volta da democracia ao país, estas foram as eleições com o maior número de candidatos a todos os cargos eletivos, um total de mais de dois mil candidatos.
Além disso, despertaram um interesse especial para os demais países, por terem sido as primeiras realizadas depois da crise política de 2012, que teve como consequência a suspensão do Paraguai do Mercosul e da Unasul desde junho daquele ano, sob a acusação de rompimento da ordem democrática. Com a suspensão, a Venezuela passou a fazer parte do Mercosul, já que o Paraguai era o único país do bloco que se opunha à entrada dos bolivarianos.[4]

Perfis dos candidatos à presidência[editar | editar código-fonte]

Horacio Cartes[editar | editar código-fonte]

Horacio Manuel Cartes Jara, nascido na capital paraguaia de Assunção em 5 de julho de 1956 é empresário, político e dirigente desportivo. Possui empresas nos ramos de tabaco, bebidas, financeiro, pecuária, citricultura, transporte e comércio, onde emprega mais de dois mil funcionários, com uma das maiores fortunas do país. É também dirigente esportivo, desde 2001.
Ingressou na carreira política em 2009, filiando-se ao Partido Colorado.[5]
Em 2000, seu nome foi vinculado a uma rede de narcotráfico e lavagem de dinheiro.
Em 2004, a Receita Federal do Brasil passou a investigar Cartes, por suposto contrabando (remessas ilegais de cigarros do Paraguai para o Brasil), através de sua empresa "Tabacalera del Este" (TABESA).
Em 2012, a fabricante de cigarros brasileira Souza Cruz denunciou Cartes formalmente ao governo paraguaio, acusando-o de concorrência desleal, ao ser o responsável por cerca de 42 % dos cigarros que entram por contrabando no país.[6]

Efraín Alegre[editar | editar código-fonte]

Mario Ferreiro[editar | editar código-fonte]

Anibal Carrillo[editar | editar código-fonte]

Resultados da corrida presidencial[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TSJE_Paraguai. «Estadísticas del Padrón» (em espanhol). Consultado em 1 de agosto de 2013 
  2. TSJE_Paraguai. «Resultados de Elecciones 2013» (em espanhol). Consultado em 16 de julho de 2013 
  3. TSJE_Paraguai. «Resultados de Elecciones 2013 para Senadores» (em espanhol). Consultado em 16 de julho de 2013 
  4. Veja_Economia. «Mercosul e Unasul avaliam reintegrar Paraguai, diz Patriota». 4/3/13. Consultado em 16 de julho de 2013 
  5. Portal Guarany. «Horacio Cartes» (em espanhol). maio de 2011. Consultado em 19 de julho de 2013 
  6. IstoÉ_Mundo. «A ficha secreta do presidente do Paraguai». 1/8/13 

Notas

  1. O Presidente da República e o Vice-presidente permanecerão por cinco anos improrrogáveis no exercício de suas funções, a partir de 15 de agosto, seguinte às eleições. Não poderão ser reeleitos em nenhum caso. O Vice-presidente só poderá ser eleito Presidente para o período posterior, se deixar o cargo seis meses antes das eleições gerais. Quem tiver exercido o cargo de Presidente por mais de doze meses, não poderá ser eleito Vice-presidente da República. Constituição da República do Paraguai, Artigo 229 - Da duração do mandato (em espanhol)