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Eleições gerais no Peru em 2026

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Eleições gerais no Peru em 2026
Peru
 2021 12–13 de abril (primeiro turno)
7 de junho (segundo turno)
2031 
Registrado27.325.432
Participação73,81% (primeiro turno) Aumento 3,76%
72,03% (segundo turno) Baixa 2,54%
 
260406-MITIN-KEIKO-PIURA-064 (cropped).jpg
Congresista Roberto S. Palomino.jpg
Candidato Keiko Fujimori Roberto Sánchez
Partido FP JP
Vice-presidente Luis Galarreta
Miki Torres
Analí Márquez
Brígida Curo
Voto popular 9.223.396 9.173.755
Porcentagem 50,13% 49,87%


O primeiro turno das eleições gerais do Peru em 2026 foi realizado entre 12 e 13 de abril[1] e o segundo turno ocorreu em 7 de junho. Os eleitores votaram para os cargos de presidente da República, vice-presidentes e os membros do Congresso. O Poder Legislativo voltou a adotar o sistema bicameral, com a recriação do Senado e a manutenção da Câmara dos Deputados, integrados por 130 deputados e 60 senadores.[2] A disputa presidencial ocorreu em um contexto de elevada fragmentação política e registrou um número recorde de 35 candidatos aptos,[3][4] cenário associado à persistente desconfiança da população em relação às instituições políticas e aos partidos tradicionais.[5]

No primeiro turno, a direitista Keiko Fujimori ficou em primeiro lugar. O candidato de esquerda Roberto Sánchez ficou em segundo, superando por pouco o empresário de direita Rafael López Aliaga.[6][7] Devido a atrasos em diversas seções eleitorais, as autoridades eleitorais prorrogaram a votação por um dia para os eleitores que não puderam comparecer.[8] Após a ascensão de Sánchez na apuração dos votos, López Aliaga iniciou uma campanha de desinformação contra as autoridades eleitorais, acusando a existência de fraude.[9] Observadores eleitorais da União Europeia e autoridades peruanas negaram que tenham ocorrido irregularidades na votação.[10][11] O Júri Nacional de Eleições (JNE) decidiu que não anularia o primeiro turno das eleições e que um segundo turno ocorreria na data prevista.[12]

Nas eleições legislativas, nenhuma legenda obteve maioria em qualquer das casas do Congresso. O partido de direita Força Popular, liderado por Keiko Fujimori, conquistou a maior representação parlamentar, elegendo 41 deputados e 22 senadores. O esquerdista Juntos pelo Peru, de Roberto Sánchez, formou a segunda maior bancada, com 32 deputados e 14 senadores. Também obtiveram representação o Partido do Bom Governo (18 deputados e 7 senadores), o Renovação Popular (15 deputados e 8 senadores), o Partido Cívico Obras (14 deputados e 5 senadores) e o Agora Nação (10 deputados e 4 senadores).[13][14]

Em 23 de junho, Keiko Fujimori alcançou uma vantagem de votos superior ao número de votos ainda pendentes de apuração, assegurando sua eleição para a Presidência. No entanto, a proclamação oficial do resultado depende da apreciação, por parte do Júri eleitoral, dos recursos apresentados por seu adversário.[15] A apuração foi concluída em 29 de junho, com Keiko à frente por aproximadamente cinquenta mil votos.[16] A vitória de Keiko foi oficializada pelo JNE em 3 de julho.[17]

Os presidentes desde a última eleição de 2021: Pedro Castillo, Dina Boluarte, José Jerí e José María Balcázar

O processo eleitoral foi conduzido após um prolongado período de instabilidade política, iniciado cerca de uma década antes. Durante as presidências de Ollanta Humala, Pedro Pablo Kuczynski e Martín Vizcarra, o Congresso foi dominado pela oposição Força Popular — partido criado pela filha do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, Keiko Fujimori —, a qual se opôs a diversas medidas adotadas pelo Executivo.[18][19][20]

Após a eleição geral de 2021, partidos de direita e de extrema-direita, incluindo Avança País, Força Popular e Renovação Popular, passaram a controlar o Congresso.[21][22][23] Com a vitória do esquerdista Pedro Castillo com 50,1% dos votos no segundo turno, Fujimori e seus apoiadores alegaram a ocorrência de fraude eleitoral e visaram anular a votação.[24][25][26][27][28] Muitos grupos empresariais e políticos se recusaram a reconhecer a ascensão de Castillo à presidência, com setores mais abastados, incluindo ex-militares e famílias ricas, exigindo novas eleições, promovendo pedidos de golpe militar e utilizando retórica para sustentar alegações de fraude.[29] Desde o início de seu governo, Castillo foi alvo do Congresso,[30] que deixou claro o desejo de removê-lo do cargo por meio de impeachment.[31]

Devido à interpretação ampla do mecanismo de impeachment previsto na Constituição, o Congresso pode destituir o presidente por meio de procedimento célere,[32] inclusive com fundamento na alegação genérica de "incapacidade moral",[33] tornando, na prática, o Legislativo mais poderoso que o Executivo.[34][35][36][37] O Congresso, que já havia tentado destituir Castillo duas vezes, iniciou um terceiro processo no final de 2022. Em 7 de dezembro de 2022, Castillo tentou dissolver o Congresso, argumentando que o Legislativo, responsável por obstruir muitas de suas políticas, servia a interesses oligopolistas e havia conspirado com o Tribunal Constitucional para enfraquecer o Executivo, criando uma "ditadura congressual."[38] A medida foi rejeitada pelas instituições peruanas, e ele foi removido do cargo e preso.[39] Dois meses depois, o Congresso passou a exercer controle quase absoluto sobre o governo após decisão do Tribunal Constitucional que retirou a supervisão judicial sobre o Legislativo.[40]

A vice-presidente Dina Boluarte assumiu a presidência em meio a protestos generalizados contra seu governo. Durante seu mandato, Boluarte alinhou-se ao Congresso dominado pela direita.[41] Foi descrita como autoritária devido à repressão a protestos,[42] sendo criticada por organizações de direitos humanos, especialmente após os massacres de Ayacucho e Juliaca.[43] Nesse contexto, sua administração passou a enfrentar crescente isolamento político e social, marcado por denúncias de uso excessivo da força pelas autoridades de segurança e pela deterioração da confiança pública nas instituições democráticas. Relatórios internacionais apontaram para possíveis violações de direitos humanos durante as manifestações, incluindo mortes e detenções arbitrárias, o que intensificou a pressão interna e externa por investigações independentes e responsabilização.[44] Em meados de 2025, uma pesquisa conduzida pelo Ipsos indicou que a aprovação da presidente era de 2%.[45]

Embora propostas para antecipar as eleições de 2026 tenham sido apresentadas, estas foram rejeitadas pelo Congresso. Em outubro de 2025, Boluarte foi destituída por "incapacidade moral." O presidente do Congresso, José Jerí, assumiu interinamente, tornando-se o sétimo presidente em nove anos.[46][47] No entanto, Jerí foi igualmente destituído em fevereiro de 2026. O Congresso elegeu José María Balcázar para sucedê-lo até a posse do presidente eleito em 2026.[48][49]

A campanha transcorreu em meio a uma intensificação da preocupação pública com a segurança pública, crime organizado, desconfiança persistente nas instituições políticas e debates contínuos sobre corrupção e governança econômica.[50] Preocupações sobre o poder que o Congresso detinha sobre os poderes Executivo e Judiciário também foram apontadas por observadores; Will Freeman, do Conselho de Relações Exteriores, alertou que o Congresso estava tentando construir um "Estado mafioso" no período que antecedia as eleições.[51][52] De forma semelhante, a Human Rights Watch alertou para a ocorrência de um retrocesso democrático, com a diretora da divisão das Américas, Juanita Goebertus Estrada, afirmando que "o Congresso tomou medidas para minar a independência e a capacidade dos tribunais, promotores e instituições governamentais chaves" e que "à medida que o Congresso permanece sem controle, muitos peruanos apontam seu papel no enfraquecimento do Estado de Direito como a razão para a expansão do crime organizado no país."[53]

O retorno a um sistema legislativo bicameral também foi estabelecido pelo Congresso que, após o pleito de 2026, passaria a 130 deputados e 60 senadores. Os deputados compõem a câmara baixa, responsável por apresentar projetos de lei e fiscalizar o Conselho de Ministros do Peru, tendo maior responsabilidade sobre os objetivos políticos. Os senadores representam a [câmara alta]] e detêm maior controle institucional; eles revisam os projetos apresentados pelos deputados e são responsáveis por eleger os diretores do Banco Central da Reserva, os membros do Tribunal Constitucional, o controlador-geral, o defensor do povo (ouvidor) e outros líderes institucionais. Além disso, aos senadores foi conferido o poder de aprovar determinadas funções do Executivo, como viagens ao exterior, e a capacidade de destituir o presidente.[54] O presidente não pode dissolver a câmara alta do Congresso, o que garante ao Senado uma grande quantidade de poder.[55]

Sistema eleitoral

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Congresso do Peru

O presidente é eleito por meio do sistema de dois turnos.[56] A votação no primeiro turno permite que os eleitores aptos votem em qualquer candidato presidencial elegível.[56] Caso nenhum atinja a maioria absoluta, os dois candidatos mais votados avançam para a votação final.[56] O vencedor do segundo turno é o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos.[56][57]

O Poder Legislativo é bicameral. A Câmara dos Deputados possui 130 membros, eleitos a partir de 27 circunscrições plurinominais por meio de representação proporcional com lista aberta.[58] Para ingressar no Congresso, os partidos devem atingir a cláusula de barreira de 5% dos votos em nível nacional ou conquistar ao menos sete cadeiras em uma circunscrição. As cadeiras são distribuídas pelo Método D'Hondt.[59]

Os 60 senadores são eleitos por dois sistemas: 30 em uma circunscrição nacional única por meio de representação proporcional e 30 nas 27 circunscrições utilizadas para a Câmara dos Deputados, sendo que a província de Lima elege quatro senadores e as demais 26 circunscrições elegem um cada.[60] O Peru possui ainda cinco assentos no Parlamento Andino, eleitos em circunscrição nacional única por representação proporcional de lista aberta.[61]

Candidatos à Presidência

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Partido ou aliança Candidato 1.º vice-presidente 2.º vice-presidente Lema Plano de governo Referências
sinmarco
sinmarco

Agora Nação

Alfonso López-Chau

Economista
Professor universitário

Luis Villanueva Carbajal Ruth Buendía Salvemos o Peru 1 [62]

Aliança para o Progresso

César Acuña

Engenheiro químico
Empresário

Jessica Tumi Rivas Alejandro Soto Se Acuña diz, Acuña faz[63] 2 [64]

Avança País

José Williams

Militar
Empresário

Fernán Altuve Adriana Tudela Uma mudança com força 3 [65]

Cooperação Popular|Cooperación Popular

Yonhy Lescano

Advogado

Carmela Salazar Jáuregui Vanesa Lazo Valles Por um Governo com Verdade e Honestidade 4 [66]

Fé no Peru|Fe en el Perú

Álvaro Paz de la Barra

Advogado
Empresário

Yessika Arteaga Shella Palacios Antes de tudo, nossa nação 5 [67]

Frente da Esperança

Fernando Olivera

Administrador de empresas

Elizabeth León Carlos Cuaresma 6 [68]

Força Popular

Keiko Fujimori

Administradora

Luis Galarreta Miguel Torres Peru com ordem 7 [69]

Força e Liberdade

Fiorella Molinelli

Economista

Gilbert Violeta María Pariona Um Estado que sirva, não que atrapalhe 8 [70]

Integridade Democrática

Wolfgang Grozo

Ex-militar
Professor

Bertha Azabache Wellington Prada Nem de esquerda nem de direita, o Peru é de quem madruga 9 [71]

Juntos pelo Peru

Roberto Sánchez

Psicólogo

Analí Márquez Brígida Curo Irmãos, caminhemos juntos até vencer! 10 [72]

Liberdade Popular

Rafael Belaúnde Llosa

Empresário
Consultor

Pedro Cateriano Tania Porles Agora! 11 [73]

País para Todos

Carlos Álvarez

Comediante
Roteirista

María Chambizea Reyes Diego Guevara Vivando Colocar a pessoa no centro de todas as decisões públicas 12 [74]

Aliança Popular Revolucionária Americana

Enrique Valderrama

Advogado

María Inés Valdivia Lucio Antonio Vásquez Renovemos o Peru 13 [75]
sinmarco
sinmarco

Partido Cívico OBRAS

Ricardo Belmont

Empresário
Locutor de rádio

Daniel Barragán Dina Hancco O povo o quer! 14 [76]

Partido do Bom Governo

Jorge Nieto

Sociólogo

Susana Matute Charún Carlos Caballero León Governar é unir! 15 [77]

Partido Democrata Unido do Peru

Charlie Carrasco

Advogado
Catedrático

María Paredes Verci Wilbert Segovia Quin Mudança radical e a grande transformação 17 [78]

Partido Democrata Verde

Álex Gonzales

Administrador de empresas

Maritza Sánchez Perales Félix Murazzo Os peruanos que não desistem já o escolheram 18 [79]

Partido Democrático Federal

Armando Massé

Médico
Advogado
Cantautor

Virgilio Acuña Lidia Lourdes Díaz Uma mudança profunda para o Peru, sim é possível! [80]

Partido Morado

Mesías Guevara

Engenheiro eletrônico

Herber Cueva Marisol Liñán Sim, é possível governar sem corrupção 20 [67]

Partido Patriótico do Peru

Herbert Caller

Advogado
Ex-marinheiro

Rossana Montes Tello Jorge Carcovich Cartolezzi Por um Peru produtivo, próspero e potente 21 [81]

Partido Regionalista de Integração Nacional

Walter Chirinos

Contador

Julio Vega Ybáñez Mayra Vargas Gil Por um Peru sem medo 22 [67]

Partido SíCreo

Carlos Espá

Advogado
Jornalista

Alejandro Santa María Melitza Yanzich SíCreo em um Peru melhor 23 [82]
sinmarco
sinmarco

Peru Ação

Francisco Diez-Canseco

Advogado
Jornalista

Diego Koster Clara Quispe O Estado unicamente a serviço dos cidadãos 24 [83]

Peru Livre

Vladimir Cerrón

Médico neurocirurgião (foragido)

Flavio Cruz Bertha Rojas #PelaRevanche 25 [84]

Peru Primeiro

Mario Vizcarra

Engenheiro civil

Carlos Illanes Calderón Judith Mendoza Díaz Voltemos a sorrir 26 [85]

Peru Moderno

Carlos Jaico

Advogado

Miguel Almenara Liz Quispe Santos Construamos pontes rumo ao desenvolvimento do Peru 27 [86]

Podemos Peru

José Luna Gálvez

Empresário
Economista

Cecilia García Raúl Noblecilla Um governo do povo e para o povo! 28 [87]

Primeiro o Povo
Marisol Pérez Tello

Advogada

Raúl Molina Manuel Ato del Avellanal 29 [88]

Progridamos

Paul Jaimes

Advogado

Mónica Guillén Jorge Caloggero Encina Por aqueles que não têm voz 30 [67]

Renovação Popular

Rafael López Aliaga

Engenheiro industrial
Empresário

Norma Yarrow Jhon Ramos Malpica Os pobres vêm primeiro 31 [89]

Salvemos o Peru

Antonio Ortiz

Engenheiro industrial

Jaime Freundt Giovanna Demurtas 32 [90]

Somos Peru

George Forsyth

Ex-futebolista
Empresário

Johanna Lozada Balvin Herbe Olave Ugarte 33 [91]

Um Caminho Diferente

Rosario Fernández

Professora

Arturo Fernández Carlos Pinillos Vinces 34 [92]

Unidad Nacional

Roberto Chiabra

Ex-militar

Javier Bedoya Denegri Neldy Mendoza 35 [88]

Venceremos

Ronald Atencio

Advogado

Elena Rivera Alberto Quintanilla Com Ronald Atencio, venceremos 36 [93]

Pesquisas de opinião

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  Contagens rápidas realizadas a nível nacional após a votação
  Pesquisas realizadas após a proibição legal de divulgação

Primeiro turno

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Pesquisas de opinião para o primeiro turno presidencial
Instituto/Veículo Data Amostra Belmont Fujimori Aliaga Álvarez Sánchez López Chau Nieto Branco/nulo NS/NR Dif.
Resultados oficiais 12/04/2026 10,1 17,1 11,9 7,9 12,0 7,3 11,0 17,0 5,1
IPSOS/Transparencia[94] 13/04/2026 95,7% das atas 10,2 17,1 11,3 8 12,4 7,4 10,7 - - 4,7
Datum / América TV[95] 13/04/2026 100% das atas 10,1 16,8 12,9 8,1 9,4 7,7 11,6 - - 3,9
IEP[96] 8-9/04/2026 1 219 10,9 10,8 9,3 7,2 7,2 5,4 6,1 8,4 14,9 0,1
Datum[97] 7 - 8/04/2026 3 000 8,1 12,7 7,5 9,1 5,2 4,3 4,7 26,7 3,6
Ipsos/Yahoo[98] 6 - 7/04/2026 1 205 9,0 16,0 7,0 8,0 7,0 4,0 3,0 11,0 12,0 7,0
CPI/RPP[99] 3 - 4/04/2026 2 000 4,9 13,3 10,6 9,7 4,3 6,8 5,3 2,7
IEP/La República[100] 28-31/03/2026 1 203 5,2 10,0 8,7 6,9 6,7 6,3 6,7 14,5 2,2 1,2
Ipsos[101] 27/03/2026 1 212 11,0 9,0 7,0 4,0 4,0 5,0 21,0 2,0
CPI[102] 21-23/03/2026 1 300 2,9 13,1 13,5 4,3 3,5 7,9 5,1 24,2 0,4
Ipsos / Perú21[103] 21-22/03/2026 1 203 2,2 12,3 12,2 5,2 5,4 5,6 3,8 23,9 0,1
Datum / El Comercio[104] 13 - 17/03/2026 1 500 2,4 11,9 11,7 5,0 2,0 6,5 4,6 17,7 18,1 0,2
IDICE/La Razón[105] 08/03/2026 - 11/03/2026 1 207 1,1 8,4 14,2 3,5 3,5 4,8 9,8 19,4 5,8
Datum/El Comercio[106] 06/03/2026 - 10/03/2026 1 207 1,6 10,9 11,4 4,0 1,4 6,5 2,4 0,5
IEP/La República[107] 06/03/2026 - 11/03/2026 1 207 2,3 9,4 11,7 3,9 3,7 6,8 19,0 16,2 2,3
Ipsos Perú/Perú21[108] 05/03/2026 - 06/03/2026 1 182 3,0 10,0 11,0 6,0 2,0 4,0 2,0 34,8 2
Ipsos Perú/Perú21[109] 19/02/2026 - 20/02/2026 1 300 2,0 9,0 10,0 3,0 2,0 4,0 28,0 14,0 1,0
CPI / RPP[110] 14/02/2026 - 18/02/2026 1 300 1,4 7,0 13,9 4,0 1,7 5,1 18,0 29,1 6,9
CPI / RPP[111] 29/01/2026 - 02/02/2026 1 200 1,5 6,6 14,6 3,7 1,8 3,6 8,0

Segundo turno

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Pesquisas de opinião para o segundo turno presidencial
Instituto/Veículo Data Amostra Keiko Fujimori Roberto Sánchez Dif. Branco/nulo NS/NR
Resultados oficiais 7 de junho de 2026 50,12 49,88 0,24 6,53
Ipsos Perú/Asociación Civil Transparencia[112] 7 de junho de 2026 1 037 mesas 49,7 50,3 0,6
Datum Internacional/América/El Comercio[113] 7 de junho de 2026 ? 49,86 50,14 0,28
Ipsos Perú/Latina/Perú21[114] 7 de junho de 2026 18 000 50,7 49,3 1,4
Datum Internacional/América/El Comercio[115] 7 de junho de 2026 52 343 50,53 49,47 1,06
Rubikon Intel[116] 6 de junho de 2026 ? 43,2 40,1 3,1 11,3 5,3
Ipsos Perú[117] 3 de junho de 2026 1 231 43,2 43,8 0,6 13,0
CB Global Data[118] 25–30 de maio de 2026 1 595 38,6 36,5 2,1 15,1 9,8
Imasolu[119] 23–26 de maio de 2026 1 200 39,58 33,08 6,5 14,25 13,08
IEP/La República[120] 22–26 de maio de 2026 1 204 36,0 30,0 6,0 6,0 26,0
Datum Internacional/América[121] 17–20 de maio de 2026 1 200 39,5 36,1 3,4 15,9 8,5
Ipsos Perú/Perú21[122] 16–17 de maio de 2026 1 210 39,0 35,0 4,0 14,0 12,0
IEP/La República[123] 21–25 de abril de 2026 1 197 31,0 32,0 1,0 24,0 13,0
Ipsos Perú/Perú21[124] 23–24 de abril de 2026 1 208 38,0 38,0 17,0 7,0

Resultados

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Presidente

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CandidatoCompanheiro de chapaPartidoPrimeiro turnoSegundo turno
Votos%Votos%
Keiko FujimoriLuis Galarreta
Miki Torres
Força Popular2 877 67817,1919 223 39650,131
Roberto Sánchez PalominoAnalí Márquez
Brígida Curo
Juntos pelo Peru2 015 11412,0419 173 75549,871
Rafael López AliagaNorma Yarrow
Jhon Ramos Malpica
Renovação Popular1 993 90511,911
Jorge NietoSusana Matute Charún
Carlos Caballero Leom
Partido do Bom Governo1 837 51710,981
Ricardo BelmontDaniel Barragán
Dina Hancco
Partido Cívico OBRAS1 698 90310,151
Carlos ÁlvarezMaría Chambizea Reyes
Diego Guevara Vivando
País para Todos1 326 7177,931
Alfonso López ChauLuis Villanueva Carbajal
Ruth Buendía
Agora Nação1 221 2727,301
Marisol Pérez TelloRaúl Molina
Manuel Ato del Avellanal
Povo Primeiro571 1703,411
Carlos EspáAlejandro Santa María
Melitza Yanzich
SíCreo560 7923,351
Fernando OliveraElizabeth León
Carlos Cuaresma
Frente da Esperança 2021307 8801,841
José LunaCecilia García
Raúl Noblecilla
Podemos Peru266 7681,591
Yonhy LescanoCarmela Salazar Jáuregui
Vanesa Lazo Valles
Cooperação Popular214 7791,281
César AcuñaJessica Tumi Rivas
Alejandro Soto
Aliança para o Progresso192 5161,151
Enrique ValderramaMaría Inés Valdivia
Lucio Antonio Vásquez
Partido Aprista Peruano161 2480,961
George ForsythJohanna Lozada Balvin
Herbe Olave Ugarte
Somos Peru153 0730,911
Herbet CallerRossana Montes Tello
Jorge Carcovich Cartolezzi
Partido Patriota do Peru144 1830,861
Mario VizcarraCarlos Illanes Calderón
Judith Mendoza Díaz
Peru Primeiro143 9080,861
Ronald AtencioElena Rivera
Alberto Quintanilla
Venceremos140 1740,841
Rosario FernándezArturo Fernández
Carlos Pinillos Vinces
Um Caminho Diferente128 0090,761
Charlie CarrascoMaría Paredes Verci
Wilbert Segovia Quin
Partido Democrático Unido do Peru119 0280,711
Vladimir CerrónFlavio Cruz
Bertha Rojas
Peru Livre100 0730,601
Mesías GuevaraHerber Cueva
Marisol Liñán
Partido Morado82 1960,491
Roberto ChiabraJavier Bedoya Denegri
Neldy Mendoza
Unidade Nacional67 9390,411
Paul JaimesMónica Guillén
Jorge Caloggero Encina
Progredimos66 0460,391
Álex GonzalesMaritza Sánchez Perales
Félix Murazzo
Partido Democrático Verde63 9240,381
Wolfgang GrozoBertha Azabache
Wellington Prada
Integridade Democrática63 7510,381
Rafael Belaúnde LlosaPedro Cateriano
Tania Porles
Liberdade Popular40 8700,241
José WilliamsFernán Altuve
Adriana Tudela
Avança País32 5850,191
Francisco Diez CansecoDiego Koster
Clara Quispe
Peru Ação31 7100,191
Fiorella MolinelliGilbert Violeta
María Pariona
Força e Liberdade27 2170,161
Álvaro Paz de la BarraYessika Arteaga
Shella Palacios
Fé no Peru23 3350,141
Armando MasséVirgilio Acuña
Lidia Lourdes Díaz
Partido Democrático Federal21 7440,131
Antonio OrtizJaime Freundt
Giovanna Demurtas
Vamos Salvar o Peru17 6480,111
Walter ChirinosJulio Vega Ybáñez
Mayra Vargas Gil
Partido Político PRIN14 5660,091
Carlos JaicoMiguel Almenara
Liz Quispe Santos
Peru Moderno9 8010,061
Total16 738 039100,00118 397 151100,001
Votos válidos16 738 03982,99118 397 15193,471
Votos inválidos1 056 8115,2411 167 8365,931
Votos brancos2 372 89511,771118 3960,601
Total de votos20 167 745100,00119 683 383100,001
Eleitores registrados/comparecimento27 325 43273,8127 325 43272,03
Fonte: ONPE[125][126]
Partido ou coligação Circunscrição única (nacional) Circunscrição múltipla (regional) Total de
assentos
Votos % Assentos Votos % Assentos
Força Popular 2 227 962 15,06
7 / 30
2 166 895 15,84
15 / 30
22 / 60
Juntos pelo Peru 1 808 783 12,23
5 / 30
1 357 453 9,92
9 / 30
14 / 60
Renovação Popular 1 633 110 11,04
5 / 30
1 620 141 11,84
3 / 30
8 / 60
Partido do Bom Governo 1 549 920 10,48
5 / 30
1 574 317 11,51
2 / 30
7 / 60
Partido Cívico OBRAS 1 307 340 8,84
4 / 30
1 237 374 9,05
1 / 30
5 / 60
Agora Nação 1 210 147 8,18
4 / 30
1 157 790 8,46
0 / 30
4 / 60
Outros partidos 5 057 979 34,19
0 / 30
4 565 777 33,38
0 / 30
0 / 60
Total de votos válidos 14 795 241 73,26 13 679 747 67,75
Votos em branco 2 275 639 11,27 3 244 035 16,07
Votos nulos 3 123 742 15,47 3 268 589 16,19
Total de votos emitidos 20 194 622 73,90 20 192 371 73,90
Abstenção 7 130 810 26,10 7 133 061 26,10
Eleitores registrados 27 325 432 27 325 432
Fontes: ONPE[127][128] e Decide Perú[129]

Câmara dos Deputados

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Partido ou coligação Votos % Assentos
Força Popular 2 114 389 14,66
41 / 130
Juntos pelo Peru 1 553 154 10,77
32 / 130
Partido do Bom Governo 1 509 987 10,47
18 / 130
Renovação Popular 1 593 041 11,04
15 / 130
Partido Cívico OBRAS 1 199 888 8,32
14 / 130
Agora Nação 1 224 556 8,49
10 / 130
Outros partidos 5 231 443 36,26
0 / 130
Total de votos válidos 14 426 458 71,45
Votos em branco 2 629 017 13,02
Votos nulos 3 135 238 15,53
Total de votos emitidos 20 190 713 73,89
Abstenção 7 134 719 26,11
Eleitores registrados 27 325 432
Fontes: ONPE[130] e Decide Perú[14]

Repercussões

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Primeiro turno

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No primeiro turno, dezenas de locais de votação abriram com atraso ou sequer foram instalados, o que inicialmente impediu que mais de 60 mil eleitores exercessem seu direito ao voto. Em virtude disso, o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) ampliou o horário de votação até as 18h e prorrogou o processo eleitoral até 13 de abril nas áreas afetadas.[131][132] Verificou-se que a empresa responsável pelo transporte do material eleitoral descumpriu o contrato firmado, deixando diversas seções eleitorais impossibilitadas de funcionar. Posteriormente, a polícia realizou buscas na sede da companhia.[133] Uma investigação revelou que o governo havia penalizado a empresa em três ocasiões anteriores por descumprimento de contratos relacionados a processos eleitorais.[134] Também foi constatado que, ainda em março, autoridades haviam alertado a ONPE sobre os riscos decorrentes da contratação da empresa para a distribuição do material eleitoral.[135] Como consequência, José Samamé Blas, diretor de gestão eleitoral da ONPE, foi preso e acusado de omissão funcional e recusa no cumprimento de deveres oficiais.[136]

Nas semanas que antecederam a eleição, o jornal El País noticiou que Rafael López Aliaga havia começado a levantar alegações de fraude eleitoral.[137] Segundo o jornal La República, López Aliaga promoveu uma campanha de desinformação com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral, acusando as autoridades eleitorais de fraude. O periódico informou que ex-agentes de inteligência da polícia que auxiliavam o partido Renovação Popular afirmaram a jornalistas que havia um plano para destituir o chefe da ONPE, Piero Corvetto, e o presidente do Júri Nacional de Eleições (JNE), Roberto Burneo, substituindo-os por autoridades simpáticas ao partido que invalidariam a eleição. Diversos candidatos presidenciais, em sua maioria de direita, incluindo Rafael López Aliaga, Wolfgang Grozo, Herbert Caller, Álex Gonzales e Francisco Diez-Canseco, passaram a defender a anulação do pleito.[138][139] López Aliaga organizou uma manifestação em frente ao JNE exigindo a anulação da eleição.[140] Durante um discurso, López Aliaga proferiu declarações homofóbicas e afirmou que estupraria Roberto Burneo com uma tartaruga caso as eleições não fossem anuladas.[141] Ele acusou as autoridades eleitorais de promoverem fraude para favorecer a classificação de Keiko Fujimori ao segundo turno e também convocou uma "insurgência" caso o pleito não fosse invalidado.[142][143]

Após essas declarações, López Aliaga passou a ser alvo de denúncia criminal por suposta incitação à desordem civil apresentada perante o Ministério Público.[144] Além dos protestos, López Aliaga ofereceu 20 mil sóis peruanos (aproximadamente 6 mil dólares à época) a quem apresentasse elementos que corroborassem suas alegações de fraude eleitoral.[145] Keiko Fujimori, que anteriormente havia proposto uma aliança política com López Aliaga por meio de um pacto de não agressão, declarou que disponibilizaria todos os representantes de seu partido para auxiliá-lo em eventual apuração dos fatos.[146] A iniciativa poderia ter como objetivo impedir que Roberto Sánchez avançasse ao segundo turno. Sánchez respondeu às ofertas de López Aliaga afirmando que "se houver dúvidas sobre este processo, elas devem ser sustentadas com provas perante as autoridades, e não mediante pagamento de subornos".[147] O chefe da ONPE, Piero Corvetto, renunciou ao cargo em meio à controvérsia e passou a ser investigado em razão da condução do primeiro turno das eleições.[148]

Segundo turno

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Roberto Sánchez assumiu a liderança inicial da apuração, provocando uma forte queda no mercado acionário peruano.[149] Não obstante, com a apuração em andamento, o Wall Street Journal declarou Keiko Fujimori vencedora em 11 de junho, afirmando que, apesar de liderar por apenas 50,002% dos votos válidos, analistas consideravam sua vitória estatisticamente inevitável.[150] A agência Reuters observou que os cerca de 3% dos votos ainda pendentes correspondiam a cédulas contestadas, concentradas principalmente na região metropolitana de Lima, tradicional reduto eleitoral de Fujimori.[151] No dia seguinte, os jornais The Times e The Daily Telegraph publicaram reportagens indicando que Fujimori estava prestes a ser eleita presidente.[152][153] A Reuters também destacou que ações de empresas mineradoras peruanas listadas nos Estados Unidos, como a Companhia de Minas Buenaventura, registraram forte valorização após Fujimori retomar a liderança, enquanto o sol peruano estabilizou-se após a queda inicial.[154] Em 15 de junho, a revista Americas Quarterly, publicação da Sociedade das Américas e do Conselho das Américas, também passou a considerar Fujimori como vencedora da disputa eleitoral.[155]

Com 99,85% das urnas apuradas, Keiko Fujimori alcançou uma vantagem considerada irreversível em 23 de junho, com 50,11% dos votos válidos contra 49,88% de Sánchez. A diferença, de aproximadamente 43 mil votos, tornou-se matematicamente irreversível diante dos cerca de 26,2 mil votos ainda por apurar. Apesar disso, Sánchez declarou não reconhecer o resultado parcial e afirmou que houve irregularidades no processamento das atas consulares, alegando a existência de "fraude em curso", além de convocar mobilizações em defesa da "democracia."[156][157] A organização civil Transparência afirmou que não encontrou qualquer situação que comprometesse a integridade do processo eleitoral, incluindo a votação no exterior. Em declaração pública, a entidade rejeitou "categoricamente" acusações de fraude sem evidências e quaisquer tentativas de desconhecer os resultados oficiais, destacando que a observação abrangeu cidades como Buenos Aires, Madrid, Santiago e Nova York, entre outras.[158]

Referências

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