Eleições legislativas na Grécia em 2009

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Flag of Greece.svg

As eleições legislativas gregas de 2009 ocorreram em 4 de outubro. Nelas foram escolhidos todos os 300 membros do Parlamento Helênico. As eleições deveriam ser convocadas até setembro de 2011, mas o primeiro ministro Kóstas Karamanlís anunciou no dia 2 de setembro que iria pedir ao presidente Károlos Papúlias para dissolver o Parlamento e convocar novas eleições. Assim sendo, o Parlamento foi dissolvido no dia 9 de setembro.

Contexto[editar | editar código-fonte]

Durante todo o seu governo, o primeiro ministro Karamanlis esteve sob forte oposição, principalmente dos jovens, o que se agravou durante os distúrbios de 2008. Os distúrbios foram gerados por uma grave crise econômica que assola o país e agravados pela morte de Aléxandros Grigorópulos, um estudante de 15 anos, durante confrontação com a polícia. Os distúrbios geraram uma grave crise política no governo, com grande parte da sociedade pedindo o afastamento de Karamanlis.

Na ocasião em que pediu para o presidente Papúlias dissolver o Parlamento, Karamanlís argumentou que queria obter mais quatro anos no cargo de primeiro-ministro para resolver os problemas econômicos da Grécia. A oposição, no entanto, o acusa de não ter conseguido lidar com as questões econômicas nem modernizar o país. Seu governo também foi atingido por uma série de escândalos de corrupção. Apenas dois dias antes do pleito, Karamanlís foi vítima de um atentado, quando uma bomba-relógio explodiu a apenas algumas centenas de metros do local onde ele fazia um comício. Ninguém ficou ferido [1] .

Resultado[editar | editar código-fonte]

O partido do primeiro-ministro Karamanlís, o direitista Nova Democracia perdeu 60 cadeiras no Parlamento, obtendo o pior resultado eleitoral de sua história. Já o Movimento Socialista Pan-helênico ganhou 60 cadeiras, totalizando 160, ou seja, mais da metade dos assentos do Parlamento, e seu líder Geórgios Papandréu deverá formar o novo governo. Em terceiro lugar veio o Partido Comunista de Aleka Papariga, que conquistou vinte e uma cadeiras, uma a menos que nas eleições de 2007. Outros dois partidos, a Concentração Popular Ortodoxa, de extrema-direita, e a Coalizão da Esquerda Radical, de extrema-esquerda, também conseguiram atingir a cláusula de barreira.

O voto é obrigatório no país, mas não há sanções legais para aqueles que não votam. Cerca de 71% dos cidadãos aptos a votar compareceram ao pleito, contra 74% em 2007.

Tabela de resultados[editar | editar código-fonte]

Partido Nº Votos % +/- Nº Deputados +/-
PASOK 3 012 542 43,9 Aumento5,8
160 / 300
Aumento58
Nova Democracia 2 295 719 33,5 Baixa8,3
91 / 300
Baixa61
Partido Comunista da Grécia 517 249 7,5 Baixa0,7
21 / 300
Baixa1
Concentração Popular Ortodoxa 386 205 5,6 Aumento1,8
15 / 300
Aumento5
SYRIZA 315 665 4,6 Baixa0,4
13 / 300
Baixa1
Verdes Ecologistas 173 589 2,5 Aumento1,4
0 / 300
=
Outros 156 097 2,2
0 / 300
Votos inválidos 186 185 2,6 Baixa0,1
Total 7 044 606 100 350
Eleitorado/Participação 9 929 065 71,0 Baixa3,1

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]