Eleições legislativas na Itália em 2013

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As eleições legislativas na Itália que ocorreram entre 24 e 25 de Fevereiro de 2013 determinaram os membros do Parlamento, compreendido por 630 membros da Câmara dos Deputados e 315 membros do Senado. O líder do partido que obtiver a maioria em ambas as câmaras torna-se o novo primeiro-ministro do país. A coligação de centro-esquerda Itália. Bem Comum conquistou maioria dos Deputados, mas nenhuma corrente política conseguiu maioria no Senado. Esse empate gerado entre as duas coligações mais fortes, de Pier Luigi Bersani e Silvio Berlusconi, causou uma série de incertezas políticas e económicas. Nesse cenário, o terceiro colocado, Beppe Grillo, torna-se uma figura-chave para a formação do novo governo, mas este resiste em fazer uma aliança política.

Sistema eleitoral[editar | editar código-fonte]

A República da Itália utiliza o sistema parlamentarista, onde o líder do maior partido no Parlamento é o primeiro-ministro, responsável pelo governo. A Câmara dos Deputados possui 630 membros e o Senado tem 315 membros. Com um mandato de cinco anos, foram eleitos os membros dessas duas casas. O sistema eleitoral é de representação proporcional com listas de partidos que formam coligações. As atribuições para as casas legislativas são muito semelhantes, sendo que qualquer lei (com excepção do Orçamento) pode ser proposta pelo Senado ou a Câmara dos Deputados e votada da mesma forma. O governo precisa do apoio das duas casas para governar. Na Câmara dos Deputados são necessários 340 dos 630 lugares para se obter maioria. No Senado, essa definição é feita em cada uma das 20 regiões, a coligação vencedora em cada região recebe a garantia de 55% dos assentos.[1]

Contexto[editar | editar código-fonte]

No dia 11 de Novembro de 2011, Silvio Berlusconi renunciou ao cargo de primeiro-ministro que ocupava desde 2008. O principal motivo foi a falta de apoio político e o desgaste causado por diversas acusações e polémicas.[2] Em meio a crise económica, o presidente da República Giorgio Napolitano nomeou o professor de economia Mario Monti para ocupar o cargo vago.[3] Após aprovar o orçamento italiano para o ano de 2013, ao mesmo tempo que havia perdido o apoio do partido de seu antecessor, o primeiro-ministro Mario Monti renunciou em 21 de dezembro de 2012.[4] Tal acontecimento fez com que o presidente dissolvesse o Parlamento e convocasse novas eleições, enquanto Monti governa interinamente.[5]

Campanha eleitoral[editar | editar código-fonte]

A partir do momento em que o tecnocrata e actual primeiro-ministro Mario Monti decidiu se candidatar em 25 de Dezembro de 2012, o processo eleitoral foi caracterizado pela peculiaridade da utilização essencial da média e redes sociais na disputa, não havendo um contacto directo com os políticos e eleitores. A única excepção é o comediante Beppe Grillo, que apesar de possuir o blog mais seguido no país e com 800 mil seguidores no Twitter, fez questão de lotar as praças italianas com vários comícios. Berlusconi iniciou contando aos telespectadores e ouvintes de rádio sobre sua vida pessoal e carreira, bem como tendo uma namorada conhecida em várias revistas; prosseguindo com o lançamento de seu programa eleitoral em diversas médias locais. Berlusconi confrontou com o jornalista Michele Santoro durante uma das entrevistas mais vistas. O favorito das eleições, Pier Luigi, preferiu fazer vários pequenos actos por toda a Itália, afastado de grandes eventos.[6]

De acordo com as pesquisas eleitorais realizadas pela agência Ansa, a 8 de Fevereiro, percebeu-se que a coligação de centro-esquerda "Itália. Bem Comum", representada por Pier Luigi Bersani, estava na liderança com 33,6%. Em segundo colocado aparecia o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi com 28,5%. No entanto, devido a grande quantidade de indecisos, as eleições podem tomar outros rumos além do que se prevê: sete milhões não sabem em quem votar, e onze milhões de italianos cogitam a possibilidade de não comparecer. Ainda conquistariam cadeiras no Parlamento os seguintes partidos menores: o MoVimento 5 Estrelas(chefiado pelo comediante Beppe Grillo) com 18,1% dos votos; a coligação do actual primeiro-ministro Mario Monti com 13,6%; e a Revolução Civil (chefiada pelo ex-procurador anti-máfia Antonio Ingroia) com 4,1%.[7]

Análise eleitoral[editar | editar código-fonte]

Muitas das especulações com relação à eleição se confirmaram. O resultado entre os dois principais partidos, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, ficaram na margem de diferença de 1%. Apesar disso, Pier Luigi Bersani conseguiu a maioria dos deputados, mas nenhuma liderança política obteve maioria no Senado. O comediante genovês Beppe Grillo surpreendeu obtendo a terceira colocação com 25%. O actual primeiro-ministro Mario Monti ficou na quarta colocação com 10%.[8]

Resultados Oficiais[editar | editar código-fonte]

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Itália (19 das 20 regiões)[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % +/- Deputados +/-
Partido Democrático 8 646 043 25,43 Baixa7,75
292 / 617
Aumento81
Esquerda, Ecologia e Liberdade 1 089 231 3,20 Novo
37 / 617
Novo
Centro Democrático 167 328 0,49 Novo
6 / 617
Novo
Partido Popular Sul Tirolês 146 800 0,43 Aumento0,02
5 / 617
Aumento3
Itália. Bem Comum (Total) 10 049 393 29,55 Baixa4,04
340 / 617
Aumento127
O Povo da Liberdade 7 332 134 21,56 Baixa15,82
97 / 617
Baixa175
Liga Norte 1 390 534 4,09 Baixa4,21
18 / 617
Baixa42
Irmãos de Itália 666 765 1,96 Novo
9 / 617
Novo
Outros (partidos com menos de 1%) 534 167 1,58
0 / 617
Centro-direita (Total) 9 923 600 29,18 Baixa17,63
124 / 617
Baixa216
MoVimento 5 Estrelas 8 691 406 25,56 Novo
108 / 617
Novo
Escolha Cívica 2 823 842 8,30 Novo
37 / 617
Novo
União dos Democratas-Cristãos e de Centro 608 321 1,79 Baixa3,83
8 / 617
Baixa28
Futuro e Liberdade 159 378 0,47 Novo
0 / 617
Novo
Com Monti pela Itália (Total) 3 591 541 10,56 Novo
45 / 617
Novo
Revolução Civil 765 189 2,25 Novo
0 / 617
Novo
Agir para Parar o Declínio 380 044 1,12 Novo
0 / 617
Novo
Outros 604 582 1,75
0 / 617
Votos Inválidos 1 265 171 3,59 Baixa0,15
Total 35 270 926 100
617 / 617
Eleitorado/Participação 46 905 154 75,20 Baixa5,31
Fonte [9]

Vale de Aosta[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % +/- Deputados +/-
Coligação Vale de Aosta 18 376 25,37 Baixa12,47
1 / 1
Aumento1
União Valdostana Progressista 18 191 25,11 Novo
0 / 1
Novo
Autonomia, Liberdade e Democracia 14 340 19,80 Baixa19,32
0 / 1
Baixa1
MoVimento 5 Estrelas 13 403 18,50 Novo
0 / 1
Novo
Irmãos de Itália 3 051 4,21 Novo
0 / 1
Novo
Liga Norte 2 384 3,29 Aumento0,19
0 / 1
Estável
União dos Democratas-Cristãos e de Centro 1 355 1,87 -
0 / 1
-
Agir para Parar o Declínio 748 1,03 Novo
0 / 1
Novo
Outros 588 0,81
0 / 1
Votos Inválidos 4 733 6,13 Aumento0,17
Total 77 169 100
1 / 1
Eleitorado/Participação 100 277 76,96 Baixa2,23
Fonte [10]

Estrangeiro[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % +/- Deputados +/-
Partido Democrático 287 975 29,30 Baixa3,18
5 / 12
Baixa1
Com Monti pela Itália 181 041 18,42 Novo
2 / 12
Novo
O Povo da Liberdade 145 751 14,83 Baixa16,07
1 / 12
Baixa3
Movimento Associativo dos Italianos no Estrangeiro 140 868 14,33 Aumento6,00
2 / 12
Aumento1
MoVimento 5 Estrelas 95 173 9,68 Novo
1 / 12
Novo
União Sul-Americana dos Emigrantes Italianos 43 918 4,47 Novo
1 / 12
Novo
Itália pela Liberdade 22 348 2,27 Novo
0 / 12
Novo
Esquerda, Ecologia e Liberdade 17 434 1,77 Novo
0 / 12
Novo
Revolução Civil 16 033 1,63 Novo
0 / 12
Novo
União dos Italianos na América do Sul 11 330 1,15 Novo
0 / 12
Novo
Agir para Parar o Declínio 10 195 1,04 Novo
0 / 12
Novo
Outros 10 815 1,10
0 / 12
Votos Inválidos 121 108 10,97 Aumento1,29
Total 1 103 989 100
12 / 12
Eleitorado/Participação 3 494 687 31,59 Baixa7,92
Fonte [11]

Senado da República[editar | editar código-fonte]

Itália (18 das 20 regiões)[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % +/- Senadores +/-
Partido Democrático 8 400 851 27,44 Baixa6,25
105 / 301
Baixa11
Esquerda, Ecologia e Liberdade 911 486 2,98 Novo
7 / 301
Novo
O Megafone - Lista Crocetta 138 564 0,45 Novo
1 / 301
Novo
Outros (partidos com menos de 1%) 234 536 0,77
0 / 301
Itália. Bem Comum (Total) 9 685 437 31,63 Baixa2,06
113 / 301
Baixa3
O Povo da Liberdade 6 828 994 22,30 Baixa15,87
98 / 301
Baixa43
Liga Norte 1 328 534 4,34 Baixa3,72
17 / 301
Baixa8
Irmãos de Itália 590 645 1,93 Novo
0 / 301
Novo
Grande Sul 122 262 0,40 Novo
1 / 301
Novo
Outros (partidos com menos de 1%) 535 217 1,74
0 / 301
Centro-direita (Total) 9 405 652 30,72 Baixa16,60
116 / 301
Baixa52
MoVimento 5 Estrelas 7 286 550 23,80 Novo
54 / 301
Novo
Com Monti pela Itália 2 797 734 9,14 Novo
18 / 301
Novo
Revolução Civil 551 064 1,80 Novo
0 / 301
Novo
Outros 891 464 2,93
0 / 301
Votos Inválidos 1 133 449 3,57 Baixa0,20
Total 31 751 350 100
301 / 301
Eleitorado/Participação 42 270 824 75,11 Baixa5,29
Fonte [12]

Trentino - Alto Ádige[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % +/- Senadores +/-
Partido Democrático - Partido Popular Sul Tirolês 175 278 32,17 Aumento4,42
4 / 7
Aumento2
Partido Popular Sul Tirolês 97 141 17,83 Baixa0,03
2 / 7
Estável
Partido Democrático 8 797 1,61 Baixa1,87
0 / 7
Estável
Itália. Bem Comum (Total) 281 216 51,61 Aumento2,52
6 / 7
Aumento2
O Povo da Liberdade - Liga Norte 85 297 15,66 Baixa12,52
1 / 7
Baixa2
MoVimento 5 Estrelas 82 499 15,14 Novo
0 / 7
Novo
Os Libertários 42 084 7,72 Aumento3,25
0 / 7
Estável
Os Verdes 12 808 2,35 -
0 / 7
-
Revolução Civil 11 262 2,07 Novo
0 / 7
Novo
Agir para Parar o Declínio 8 795 1,61 Novo
0 / 7
Novo
Escolha Cívica 7 646 1,41 Novo
0 / 7
Novo
Outros 13 217 2,43
0 / 7
Votos Inválidos 30 451 5,29 Baixa0,17
Total 575 275 100
7 / 7
Eleitorado/Participação 707 666 81,29 Baixa3,14
Fonte [13]

Vale de Aosta[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % +/- Senadores +/-
Coligação Vale de Aosta 24 609 37,04 Baixa4,35
1 / 1
Estável
Autonomia, Liberdade e Democracia 20 430 30,75 Baixa6,65
0 / 1
Estável
MoVimento 5 Estrelas 13 760 20,71 Novo
0 / 1
Novo
Liga Norte 2 608 3,93 Aumento0,98
0 / 1
Estável
A Direita 2 014 3,03 -
0 / 1
-
União dos Democratas-Cristãos e de Centro 1 594 2,40 -
0 / 1
-
Agir para Parar o Declínio 814 1,23 Novo
0 / 1
Novo
Outros 610 0,92
0 / 1
Votos Inválidos 5 280 7,36 Aumento2,30
Total 71 719 100
1 / 1
Eleitorado/Participação 93 040 77,08 Baixa2,42
Fonte [14]

Estrangeiro[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % +/- Senadores +/-
Partido Democrático 274 732 30,69 Baixa2,33
4 / 6
Aumento2
Com Monti pela Itália 177 402 19,82 Novo
1 / 6
Novo
O Povo da Liberdade 136 052 15,20 Baixa18,66
0 / 6
Baixa3
Movimento Associativo dos Italianos no Estrangeiro 120 290 13,44 Aumento5,83
1 / 6
Estável
MoVimento 5 Estrelas 89 562 10,01 Novo
0 / 6
Novo
União Sul-Americana dos Emigrantes Italianos 38 223 4,27 Novo
0 / 6
Novo
Italianos pela Liberdade 15 260 1,70 Novo
0 / 6
Novo
Revolução Civil 14 134 1,58 Novo
0 / 6
Novo
União dos Italianos na América do Sul 10 811 1,21 Novo
0 / 6
Novo
Outros 18 693 2,09
0 / 6
Votos Inválidos 114 762 11,36 Aumento1,31
Total 1 009 921 100
6 / 6
Eleitorado/Participação 3 149 501 32,07 Baixa8,25
Fonte [15]

Resultados por Distrito Eleitoral[editar | editar código-fonte]

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Distrito

Eleitoral

% D % D % D % D % D % D % D % D % D % D % D % D D Votantes
M5S PD PdL SC LN SEL RC FdI UDC FiD CD SVP
Piemonte 1 29,2 4 26,6 11 17,6 3 10,4 2 3,3 1 3,7 2 2,5 - 2,0 - 1,0 - 1,2 - 0,3 - - - 23 1 389 249
Piemonte 2 25,8 4 23,4 10 22,1 3 10,8 2 6,4 1 2,2 1 1,6 - 3,2 1 1,4 - 1,4 - 0,2 - - - 22 1 267 959
Lombardia 1 20,5 6 27,7 21 20,7 5 11,2 3 8,7 2 3,0 2 1,8 - 1,5 1 0,9 - 2,1 - 0,2 - - - 40 2 376 777
Lombardia 2 18,4 6 23,0 20 20,6 7 10,9 4 17,8 6 1,9 2 1,4 - 1,5 - 1,3 - 2,0 - 0,2 - - - 45 2 619 106
Lombardia 3 21,2 2 27,5 8 21,8 2 8,7 1 10,9 1 2,1 1 1,6 - 1,9 1 1,3 - 1,7 - 0,3 - - - 16 938 046
Trentino-Alto Ádige 14,6 1 16,7 3 10,9 1 13,1 1 4,2 - 3,8 1 1,4 - - - 0,8 - 1,0 - - - 24,2 5 12 629 748
Veneto 1 25,6 6 20,4 13 19,3 5 10,0 2 10,9 3 1,7 1 1,3 - 1,7 - 1,7 1 2,4 - 0,2 - - - 31 1 843 145
Veneto 2 27,5 4 22,9 9 17,7 2 10,2 2 10,0 2 2,0 1 1,4 - 1,3 - 1,3 - 2,1 - 0,2 - - - 20 1 194 009
Friuli-Veneza Júlia 27,2 2 24,7 6 18,6 1 10,8 1 6,7 1 2,5 1 2,1 - 1,8 - 1,6 - 1,7 - 0,3 - - - 12 744 206
Ligúria 32,1 3 27,7 9 18,7 2 8,4 1 2,3 - 3,1 1 2,1 - 1,4 - 1,1 - 1,1 - 0,3 - - - 16 957 394
Emília-Romanha 24,7 7 37,1 28 16,3 5 7,9 2 2,6 1 2,9 2 1,9 - 1,4 - 1,1 - 1,3 - 0,2 - - - 45 2 740 478
Toscana 24,0 5 37,5 23 17,5 4 6,9 2 0,7 - 3,8 2 2,7 - 1,8 1 1,2 - 1,0 - 0,3 1 - - 38 2 284 716
Úmbria 27,2 2 32,1 5 19,5 1 7,9 1 0,6 - 3,2 - 2,5 - 2,8 - 1,3 - 0,8 - 0,3 - - - 9 543 881
Marche 32,1 3 27,7 9 17,5 2 8,4 1 0,7 - 3,0 1 2,2 - 2,2 - 1,8 - 1,1 - 0,4 - - - 16 956 257
Lazio 1 28,5 8 27,1 21 20,6 6 7,1 2 0,1 - 4,2 3 2,7 - 2,6 1 1,3 1 0,8 - 0,3 - - - 42 2 483 915
Lazio 2 26,9 3 21,9 7 28,8 3 6,0 1 0,3 - 3,0 1 2,2 - 3,2 1 2,1 - 0,5 - 0,3 - - - 16 949 876
Abruzzo 29,9 3 22,6 6 23,8 3 6,4 1 0,2 - 3,1 1 3,3 - 3,6 - 1,8 - 0,6 - 0,6 - - - 14 810 590
Molise 27,7 - 22,6 2 21,1 - 8,5 - 0,2 - 5,6 - 3,4 - 5,9 - 1,7 - 0,9 - 0,7 - - - 2 204 712
Campânia 1 23,2 5 21,8 14 29,8 7 6,5 1 0,2 - 3,5 1 3,0 - 2,1 1 2,5 1 0,3 - 0,7 1 - - 32 1 565 441
Campânia 2 21,1 4 21,9 12 28,2 6 6,9 2 0,4 - 3,2 2 2,2 - 3,9 1 4,7 1 0,4 - 0,9 - - - 28 1 552 583
Apúlia 25,5 8 18,5 15 28,9 9 7,8 2 0,1 - 6,6 5 2,4 - 1,6 1 2,1 1 0,4 - 1,5 1 - - 42 2 306 638
Basilicata 24,3 1 25,7 3 19,1 1 7,9 - 0,1 - 5,9 1 2,4 - 2,4 - 2,6 - 0,6 - 2,6 - - - 6 330 812
Calábria 24,9 4 22,4 9 23,8 4 5,5 - 0,3 - 4,2 1 2,9 - 1,4 - 4,1 1 0,3 - 1,8 1 - - 20 997 905
Sicília 1 34,6 6 18,7 10 26,2 6 5,2 1 0,2 - 2,1 1 3,7 - 1,3 - 2,7 1 0,3 - 0,6 - - - 25 1 227 651
Sicília 2 32,7 7 18,6 10 26,8 6 5,1 1 0,2 - 2,0 1 3,2 - 1,8 - 2,9 1 0,4 - 0,9 1 - - 27 1 405 186
Sardenha 29,7 4 25,2 8 20,4 3 6,0 1 0,1 - 3,7 1 2,8 - 1,8 - 2,8 - 0,4 - 0,6 1 - - 18 950 646
Itália 25,6 108 25,4 292 21,6 97 8,3 37 4,1 18 3,2 37 2,3 - 2,0 9 1,8 8 1,1 - 0,5 6 0,4 5 617 35 270 926

Formação do Governo[editar | editar código-fonte]

As lideranças europeias que acompanhavam os resultados ficaram preocupados, vista que a Itália possui a terceira maior economia da zona do euro. A França e Alemanha pediram que houvesse a continuidade das reformas e austeridade.[8]

No dia 1 de Março, o presidente da República Giorgio Napolitano afirmou que não pretende convocar novas eleições para a solução do impasse.[16] Em entrevista ao jornal La Repubblica, Bersani afirmou que "com absoluta certeza: a ideia de uma grande coligação não existe e nunca vai existir".[17]

Em meados de Março, a Itália já possuía os dois líderes parlamentares: Laura Boldrini foi escolhida como presidente da Câmara dos Deputados, com 52 anos, membro do partido Esquerda, Ecologia e Liberdade, ex-porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados; e, Pietro Grasso foi escolhido para presidir o Senado, membro do Partido Democrático, representa uma figura de destaque contra a máfia.[18]

Finalmente, em Abril de 2013, o impasse político em Itália, chegava ao fim, graças a um acordo histórico entre o partido de centro-esquerda, o Partido Democrático e, o partido de centro-direita, O Povo da Liberdade[19]. Este acordo iniciou a um governo de grande coligação, pela primeira vez na história de Itália, com o centro-esquerda, o centro-direita e o centro (Escolha Cívica), a participarem na coligação[20]. O governo foi, inicialmente, liderado por Enrico Letta, com o número dois a ser Angelino Alfano[21], mas, em 2014, Letta é substituído por Matteo Renzi, que mantém a mesma coligação de governo[22].

Referências

  1. «Entenda as eleições na Itália». BBC Brasil. IG. 24 de fevereiro de 2013. Consultado em 26 de fevereiro de 2013 
  2. «Berlusconi renuncia e põe fim à era marcada por escândalos». IG. 12 de novembro de 2011. Consultado em 17 de fevereiro de 2013 
  3. «Mario Monti aceita oficialmente cargo de premiê da Itália». IG. 16 de novembro de 2011. Consultado em 17 de fevereiro de 2013 
  4. «Premiê italiano Monti renuncia; eleições devem ocorrer em fevereiro». IG. 21 de dezembro de 2012. Consultado em 17 de fevereiro de 2013 
  5. «Itália marca eleições parlamentares para fevereiro após renúncia». IG. 22 de dezembro de 2012. Consultado em 17 de fevereiro de 213  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. Cristina Cabrejas (17 de fevereiro de 2013). «Campanha eleitoral italiana é travada na televisão e esquece os comícios». UOL. Consultado em 17 de fevereiro de 2013 
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