Eleições presidenciais nos Estados Unidos

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As eleições presidenciais nos Estados Unidos decidem sobre o cargo do presidente e vice-presidente dos Estados Unidos.

Colégio eleitoral[editar | editar código-fonte]

O presidente se elege em uma assembleia formada por 538 delegados. Este número é igual a soma de 100 Senadores + 435 Deputados + 3 Delegados de Washington D.C., que não tem senadores mas sim delegados. Cada estado contribui com um número de delegados, cujo número é igual a soma de seus deputados mais seus senadores no Congresso. Exceto Washington D.C., que não tem senadores, mas sim três delegados.

Nas cédulas de votação, cada candidato a presidência leva junto do nome, o nome do vice-presidente e do partido afiliado. Mas esses votos não elegem de imediato o presidente, mas sim os Delegados que depois no colégio eleitoral, irão elegê-lo.

Procedimento da votação[editar | editar código-fonte]

Quando um cidadão vota no seu candidato, esta pessoa na verdade está votando para instruir o delegado de seu estado em quem votar no colégio eleitoral. Por exemplo, se um eleitor vota no candidato do Partido Republicano, realmente esta pessoa está ordenando ao delegado de seu estado para que vote no candidato republicano no Colégio Eleitoral. Assim, quando um candidato vence em um estado pelo voto popular, ele automaticamente ganha os votos de todos os delegados desse estado. Dessa forma, é possível um candidato ser derrotado nas urnas, mas ser eleito graças ao Colégio Eleitoral.

Esta situação já ocorreu cinco vezes na história norte-americana. A primeira foi em 1824, quando John Quincy Adams foi escolhido pela Câmara para ocupar a presidência;[1] a segunda se deu em 1876, elegendo o presidente Rutherford B. Hayes;[2] a terceira ocorreu em 1888, quando foi eleito presidente Benjamin Harrison;[3] a quarta foi no ano de 2000, quando George W. Bush obteve mais votos de delegados que seu oponente Al Gore, que ganhou nos votos populares;[4] e a última foi em 2016, quando Donald Trump venceu no colégio eleitoral, mas Hillary Clinton o superou no número de votos populares[5].[6][7][8]

Caso nenhum candidato obtenha mais de 270 votos no Colégio Eleitoral, a 12ª Emenda entra em vigor e a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decide quem será o novo presidente e o Senado dos Estados Unidos da América escolhe o vice. Cada delegação de congressistas de cada estado têm direito a um voto, e uma simples maioria de estados nomeia o vencedor.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Os críticos do sistema norte-americano enfatizam que mesmo um candidato perdendo nos votos populares, ao conseguir 270 votos, se elege presidente pelo colégio eleitoral. Teoricamente, um candidato pode perder em 39 estados, mesmo não obtendo um só voto dos delegados, e sem problemas, eleger-se presidente por ganhar o voto dos delegados dos 12 estados abaixo:

Votos no Colégio Eleitoral por estado.
Estado Delegados
Califórnia 55
Texas 38
Nova Iorque 29
Flórida 29
Ilinóis 21
Nova Jersey 20
Pensilvânia 20
Ohio 20
Michigan 18
Carolina do Norte 15
Geórgia 15
Virgínia 13
Total 293

Casos históricos[editar | editar código-fonte]

Historicamente, houve cinco casos em que um candidato não havia ganhado as eleições populares e se elegeu presidente:[6][7][8]

  • Em 1824, o candidato John Quincy Adams conquistou 113.122 votos populares, sendo que seu adversário, Andrew Jackson, ganhou no voto popular com 151.271. Como ambos não alcançaram o mínimo de votos no Colégio Eleitoral, a decisão de quem ocuparia a presidência foi tomada pela Câmara dos Representantes, que elegeu Quincy Adams como presidente.[1]
  • Em 1876, no total de votos no Colégio Eleitoral de 369, no mínimo era preciso 185 para ganhar. O candidato republicano, Rutherford B. Hayes, conquistou 4.036.298 votos populares e 185 votos dos delegados dos estados. Hayes se elegeu presidente. Seu adversário, o democrata Samuel J. Tilden ganhou no voto popular com 4.300.590 votos, mas só alcançou 184 votos no Colégio Eleitoral.[2]
  • Em 1888, no total de votos no Colégio Eleitoral de 401, no mínimo era preciso 201 para ganhar. O candidato republicano, Benjamin Harrison, conquistou 5.439.853 votos populares e 233 votos dos delegados dos estados. Harrison se elegeu presidente. Seu adversário, o democrata Grover Cleveland, ganhou no voto popular com 5.540.309 votos, mas só obteve 168 votos no Colégio Eleitoral.[3]
  • Em 2000, no total de votos no Colégio Eleitoral de 538, no mínimo era preciso 270 para ganhar. O candidato republicano, George W. Bush, conquistou 50.456.987 votos populares e 271 votos dos delegados dos estados, suficientes para ganhar a presidência. O democrata, Al Gore, ganhou no voto popular, com 51.003.926 votos, mas só obteve 266 votos no Colégio Eleitoral.[4]
  • Em 2016, no total de votos no Colégio Eleitoral de 538, no mínimo era preciso 270 para ganhar. O candidato republicano, Donald Trump, conquistou 62.125.175 votos populares e 306 votos dos delegados dos estados, suficientes para ganhar a presidência. A democrata, Hillary Clinton, ganhou no voto popular, com 63.940.497 votos, mas só obteve 232 votos no Colégio Eleitoral.[5]

Referências

  1. a b «Election of 1824» (em inglês). The American Presidency Project. Consultado em novembro de 2016. 
  2. a b «Election of 1876» (em inglês). The American Presidency Project. Consultado em novembro de 2016. 
  3. a b «Election of 1888» (em inglês). The American Presidency Project. Consultado em novembro de 2016. 
  4. a b «Election of 2000» (em inglês). The American Presidency Project. Consultado em novembro de 2016. 
  5. a b «Election of 2016» (em inglês). The American Presidency Project. Consultado em novembro de 2016. 
  6. a b «Por que nos EUA o voto é indireto e como funciona o Colégio Eleitoral?». BBC. 8 de novembro de 2016. Consultado em novembro de 2016. 
  7. a b «Entenda como funciona o sistema eleitoral americano». G1. 8 de novembro de 2016. Consultado em novembro de 2016. 
  8. a b «Hillary Clinton lost the election but is winning the popular vote» (em inglês). 10 de novembro de 2016. Consultado em novembro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]