Eletroforese

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Eletroforese é o movimento de partículas dispersas em relação a um fluido sob a influência de um campo elétrico espacialmente uniforme. [1] [2] [3] [4] [5] [6] Este fenômeno eletrocinético foi observada pela primeira vez em 1807, por Ferdinand Frédéric Reuss, da Universidade de Moscou. [7] Reuss notou que a aplicação de um campo elétrico constante fazia com que partículas de argila, dispersas em água, migrassem. Esse fenômeno é, em última instância, causado pela presença de uma interface carregada entre a superfície da partícula e o fluido circundante.

A eletroforese é utilizada como uma técnica de separação de moléculas, segundo a mobilidade, em um campo elétrico. É a base de uma série de técnicas analíticas utilizadas em bioquímica para a separação de moléculas por tamanho, carga ou afinidade de ligação.

A migração dessas moléculas carregadas eletricamente ocorre quando as estas são dissolvidas ou suspensas em um eletrólito, através do qual passa uma corrente elétrica. Esta técnica de separação foi desenvolvida pelo químico Arne Tiselius para o estudo de proteínas em soro. Por este trabalho, Tiselius ganhou o prêmio Nobel de Química,em 1948.

O método, denominado 'solução livre', era bastante limitado devido à instabilidade do aparelho, e mais significativamente, pelos efeitos de difusão e aquecimento gerados pelo campo elétrico, os quais comprometiam a resolução (a separação) dos compostos. Estes efeitos foram minimizados com a introdução de suporte (gel ou papel) que ajudou a conter o movimento livre dos analitos, de forma que o efeito da difusão fosse diminuído. Entretanto este sistema oferecia um baixo nível de automação, tempos de análise longos e, após a separação, a detecção era feita visualmente.

Referências

  1. Lyklema, J. (1995). Fundamentals of Interface and Colloid Science. vol. 2 [S.l.: s.n.] p. 3.208. 
  2. Hunter, R.J. (1989). Foundations of Colloid Science Oxford University Press [S.l.] 
  3. Dukhin, S.S.; B.V. Derjaguin (1974). Electrokinetic Phenomena J. Willey and Sons [S.l.] 
  4. Russel, W.B.; D.A. Saville; W.R. Schowalter (1989). Colloidal Dispersions Cambridge University Press [S.l.] 
  5. Kruyt, H.R. (1952). Colloid Science. Volume 1, Irreversible systems Elsevier [S.l.] 
  6. Dukhin, A.S.; P.J. Goetz (2002). Ultrasound for characterizing colloids Elsevier [S.l.] 
  7. Reuss, F.F. (1809). "Sur un nouvel effet de l'électricité galvanique". Mem. Soc. Imperiale Naturalistes de Moscow [S.l.: s.n.] 2: 327. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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