Elisa Lucinda

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Elisa Lucinda
Elisa Lucinda em setembro de 2011
Nome completo Elisa Lucinda dos Campos Gomes
Nascimento 2 de fevereiro de 1958 (58 anos)
Cariacica
Ocupação Atriz, poetisa, jornalista e cantora[1]
Outros prêmios
Trofeu Raça Negra (2010)[2]
IMDb: (inglês)

Elisa Lucinda dos Campos Gomes (Cariacica, 2 de fevereiro de 1958) é uma poeta, jornalista, cantora e atriz brasileira. A artista foi um dos galardoados com o Troféu Raça Negra 2010 em sua oitava edição, na categoria Teatro.[2] Também foi premiada no cinema pelo filme A última Estação, de Marcio Curi, no qual protagoniza o personagem Cissa. A estreia do filme foi no Festival de Brasília de 2012.

Além de conhecida pelos seus inúmeros espetáculos e recitais em empresas, teatros e escolas de todo o Brasil, Lucinda é admirada pela marca inconfundível de seu trabalho como atriz de telenovelas na Rede Globo, como Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida, Insensato Coração e Aquele Beijo, essa última no começo de 2012.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Disposta a seguir a carreira de atriz, Elisa Lucinda mudou-se para o Rio de Janeiro aos 27 anos para viver uma vila no bairro da Tijuca em 1986.[1] Trabalhou em algumas peças, como Rosa, um Musical Brasileiro, sob direção de Domingos de Oliveira, e Bukowski, Bicho Solto no Mundo, sob direção de Ticiana Studart. Integrou o elenco do filme A Causa Secreta, de Sérgio Bianchi.

Seu primeiro trabalho na televisão foi na telenovela Kananga do Japão, em 1989, na extinta TV Manchete.

Ecletismo[editar | editar código-fonte]

Em 2011, a poetisa foi entrevistada no programa online Filossofá - Desertores do Cotidiano, gravado em um sofá, em cima das dunas de Itaúnas, no Espírito Santo. Itaúnas é o lugar em que Elisa passa as férias e que mantém uma «Casa-Poema». Fez várias apresentações teatrais, com declamação de seus poemas, e algumas com a participação especial de Paulo José. No mesmo formato, apresentou em seguida Euteamo Semelhante.

A poeta é fundadora da «Casa-Poema», instituição sócio-educativa cujo método capacita vários profissionais através da poesia falada, desenvolvendo-os em sua capacidade de expressão e na sua formação cidadã. A atriz, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho tem desenvolvido o projeto «Palavra de Polícia, Outras Armas», onde ensina poesia falada a esses profissionais de segurança, alinhando-os aos princípios dos direitos humanos, removendo e transformando antigos modos operacionais em relação ao gênero e a raça. Elisa Lucinda é considerada a artista da sua geração que mais populariza poesia. Seu modo coloquial de se expressar, faz com que o mais complexo pensamento ganhe fácil compreensão. Junto com Geovana Pires ela criou a Companhia da Outra, grupo teatral que desenvolve sua linguagem de teatro essencial através da poesia.

Elisa Lucinda e Geovana Pires criaram a Companhia da Outra, grupo teatral que desenvolve sua linguagem de teatro essencial através da poesia. Convidada pela Funarte para representar o Brasil no Ano Brasil–Portugal, a artista realizou uma turnê em cinco cidades daquele país a partir em de outubro de 2012.[3] Na sua volta ao Brasil, recebeu um convite da presidente Dilma Rousseff para ser mestre de cerimônia, junto com o ator José de Abreu, na Ordem do Mérito Cultural, em Brasília.

Como cantora e intérprete, excursionou com o show A Letra que eu Canto, com o grande maestro e pianista, João Carlos Coutinho.

Livros[editar | editar código-fonte]

  • A Lua que menstrua (produção independente, 1992)
  • Sósia dos sonhos (produção independente)
  • O Semelhante (Ed. Record, 1995)
  • Eu te amo e suas estréias (Ed. Record, 1999)
  • A Menina Transparente (Ed. Salamandra)[nota 1]
  • Coleção Amigo Oculto (Ed. Record)[nota 2]
  • 50 Poemas Escolhidos pelo Autor (Edições Galo Branco, 2004)
  • Contos de Vista (Ed. Global, 2005)[nota 3]
  • A Fúria da Beleza (Ed. Record, 2006)[nota 4]
  • A Poesia do encontro – Elisa Lucinda e Rubem Alves (Ed. Papirus, 2008)
  • Parem de falar mal da rotina (Ed. Leya – Lua de papel, 2010)[1]
  • A Dona da Festa (Grupo Editorial Record/Galerinha Record, 2011)
  • Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada (Ed. Record, 2014)

CDs de poesias[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

  • 1990 - Barrela .... Mulher do Portuga (participação especial)[5]
  • 1994 - A Causa Secreta [6]
  • 1997 - O Testamento do Senhor Napumoceno .... Dona Jóia
  • 2001 - A Morte da Mulata .... Mulata
  • 2002 - Seja o que Deus Quiser
  • 2003 - As Alegres Comadres .... Mrs. Rocha
  • 2003 - Gregório de Matos

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Negra de olhos verdes, Elisa Lucinda é uma brasileira de origem ítalo-luso-africana, nascida em Cariacica, no Espírito Santo, um dos estados de maior diversidade étnica do país.[7] Elisa, que, em sua vida afetiva, casou com dois psicanalistas, em épocas diferentes, teve um único filho, Juliano, fruto da relação com um deles.[1]

Em 2012, foi homenageada pela escola de samba Independente de Boa Vista, do Carnaval de Vitória, a qual se localiza no município onde nasceu, Cariacica[8] .

Notas

  1. Recebeu o Prêmio Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ.
  2. Composta pelos livros: O órfão famoso (2002), Lili, a rainha das escolhas (2002), O menino inesperado (2002) e A Dona da Festa (2011)
  3. Primeiro livro de contos da autora.
  4. Primeiro livro de adultos para colorir.
  5. Sob o selo da gravadora Rob Digital.
  6. Sob o selo da gravadora Rob Digital.
  7. Com poemas da poeta paulista Sandra Falcone, participação de Miguel Falabella, direção e produção de Gerson Steves. O CD é resultado do espetáculo homônimo com roteiro e direção de Steves.
  8. Realização de Dakar Produções e Poesia Viva Produções. Criado (2004) especialmente para a comemoração dos 150 anos da Ferrovia para a Vale do Rio Doce. É o primeiro CD no qual Elisa canta.
  9. Primeiro cd pelo selo CCC – Centro Cultural Carioca.

Referências

  1. a b c d Fabiana Caso, Agência Estado (11 de dezembro de 2006). «Atriz, cantora e poetisa, Elisa Lucinda é 'concomitante'». Bem Paraná. Consultado em 5 de maio de 2013. 
  2. a b Da redação (20 de novembro de 2010). «Troféu Raça Negra 2010 - Conheça os vencedores». UOL Mais. Consultado em 5 de maio de 2013. 
  3. Adm. do site (2012). «Programação». Ano Brasil–Portugal. Consultado em 5 de maio de 2013. 
  4. Redação Rede Globo (18 de fevereiro de 2012). «Elisa Lucinda comemora sua primeira vilã em novelas». Globo.com. Consultado em fevereiro de 2012. 
  5. Cinemateca Brasileira, Barrela [em linha]
  6. Cinemateca Brasileira, A Causa Secreta [em linha]
  7. Da redação (24 de maio de 2011). «Espírito Santo é marcado por diversidade cultural». Revista ES Brasil. Consultado em 6 de maio de 2013. 
  8. G1 ES (24 de novembro de 2011). «Enredo da Boa Vista homenageia Elisa Lucinda no Carnaval de Vitória». 17h20. Consultado em 8 de janeiro de 2012.