Elizângela

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Elizângela
Elizângela
Nome completo Elizângela do Amaral Vergueiro
Nascimento 11 de dezembro de 1955 (62 anos)
Resende, RJ
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Atriz
Cantora
Apresentadora
Produtora
Atividade 1962–presente
Outros prêmios
IMDb: (inglês)

Elizângela do Amaral Vergueiro[1] (Resende, 11 de dezembro de 1955)[2] é uma atriz, cantora e apresentadora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Caçula de três irmãs, seu pai era um executivo e sua mãe, dona de casa. Seus pais se separaram quando ela tinha 1 ano e meio, e assim, ela teve pouquíssimo contato com o pai. Sua mãe voltou a ser manicure e doceira após a separação, e teve que criar as três filhas sozinhas, com uma pequena pensão do ex-marido, onde passou muitas dificuldades. Passando por dificuldades, Elizângela, então, começou a trabalhar ainda criança, aos 8 anos de idade, ajudando a mãe a vender doces junto com as irmãs. Elizângela chegou à Cidade do Rio de Janeiro ainda criança. Sua mãe queria dar uma vida melhor as filhas e trocou o interior fluminense pela capital, onde teria mais chances de trabalho. Para criar as filhas, trabalhava em comércio. Elizângela e as irmãs viam o pai raramente, quando ele vinha a trabalho no Rio.[3]

Aos 18 anos, em 1972, casou-se pela primeira vez, com o engenheiro Jorge Humberto Moreira, que foi seu primeiro namorado. Com ele teve sua única filha, Marcelle, que nasceu em 1974. Ficaram casados por 7 anos, mas desentendimentos fizeram a relação terminar de forma tranquila. Tentou ficar amiga do ex-marido, e sofria por ver a filha apegada ao pai, e não queria separá-la dele. Fez um acordo, e ficou morando com o pai de sua filha por mais 3 anos, já que não queria que sua filha fosse criada longe do pai, pois sabe como isso é muito traumático e difícil. Eles conviveram como irmãos nesse período e Elizângela só saiu de casa com a filha porque ele casou-se novamente.[4]

Durante sua vida passou grandes dificuldades financeiras, inclusive para criar a filha adolescente. Nessa época ainda morava sozinha com a filha, e a Globo, emissora na qual trabalhava, não estava chamando para novos trabalhos. A pensão do ex-marido não era alta e só dava para o sustento da filha. Sem grandes trabalhos, acabou atuando em pequenas peças de teatro. Ela fez um teatral chamado Lar Doce Lar, até que o presidente da época, Fernando Collor, proibiu o teatro por causa da censura. Elizângela, então, por dívidas acumuladas e falta de pagamento, foi despejada de seu apartamento, e passou a morar com a mãe, economizando ao máximo para conseguir pagar o aluguel dela. Desesperada, mandou a filha ir morar com o pai, pois não queria a menina passando fome junto com ela e sua mãe. Após alguns meses vivendo de pequenas peças de teatro e passando necessidade para pagar o aluguel da mãe, deu a volta por cima e enfim conseguiu novos contratos de trabalho através de antigas amizades.

Financeiramente mais estável, voltou a morar sozinha com a filha. Neste período teve alguns namorados, e até então não pensava numa segunda união, até que conheceu um homem com quem decidiu viver junto. Seu segundo casamento foi com um empresário. O matrimônio durou 8 anos, até 2001. A separação foi amigável e se tornaram amigos após o término.[5]

Após essa separação, sua filha, que é bailarina, já estava casada, e Elizângela foi morar sozinha.[6] Atualmente vive sozinha em seu apartamento, está solteira e afirma estar muito bem e feliz.[7]. Afirmou não usar sobrenome em seu nome artístico pois, seguindo o conselho de um funcionário do departamento de elenco, Elizângela Vergueiro, com o qual iniciou sua carreira, ficaria muito longo.[8]

Carreira artística[editar | editar código-fonte]

Começou na televisão no Clube do Guri da TV Tupi Rio e em 1965 apresentou o programa Essa Gente Inocente na TV Excelsior do Rio. Na Globo Rio estreou em 1966 no Clube do Capitão Furacão, programa infantil da Globo Rio comandado por Pietro Mário. Começou a atuar em novelas nos anos 70.

Iniciou a carreira de cantora sem muita expectativa. Queria cantar por amor, adorava cantar, mas nunca pensou ser profissional. Todos elogiavam sua voz, e por isso decidiu tentar. A carreira de atriz estava instável, e decidiu lançar-se a novos rumos. Gravou um disco em 1978, o compacto simples/single intitulado "Elizângela", que continha as canções "Ele ou Você" e "Pertinho de Você", distribuído pela gravadora RCA para todo o Brasil e exterior. O single vendeu mais de um milhão de exemplares e a canção do compacto, "Pertinho de Você" ficou entre as mais tocadas por 52 semanas no Brasil e é recordista de audiência no ECAD. Elizângela ficou muito surpresa, e emocionada quando foi premiada como uma das melhores cantoras do país.[9] Após o estrondoso sucesso, a atriz sofreu pressão da indústria fonográfica e teve que decidir entre interpretar ou cantar, e resolveu desistir da carreira de cantora. "Era uma manipulação horrorosa. Queriam me forçar a entrar em um gênero e eu queria buscar meu estilo."[10]

Interpretou diversos personagens marcantes na televisão, entre eles a bela e mimada Patrícia de Locomotivas (1977), a dissimulada Mariúcha de Jogo da Vida (1982), a obsessiva Marilda de Roque Santeiro (1985), a extravagante Rosemary Pontes de Pedra sobre Pedra (1992), a suburbana Magnólia de Por Amor (1997), a divertida Noêmia de O Clone (2001), a chantagista Djenane de Senhora do Destino (2004), a interesseira Shirley Miranda de Cobras & Lagartos (2006), a cafetina misteriosa Cilene de A Favorita (2008) e a divertida Nicole no remake de Ti Ti Ti (2010).

De 1985 a 1992 ficou afastada da Rede Globo, que estava deixando muitos atores na famosa "geladeira", e muitos estavam se afastando dessa emissora. Elizângela, então, foi chamada para atuar na Rede Manchete, só que lá ficou pouco tempo e a novela que fez não deu um bom resultado e ela decidiu sair, como muitos atores, já que a emissora estava indo à falência. Nesse período passou grandes dificuldades financeiras, inclusive fome. Após meses vivendo de pequenas peças teatrais, recebeu um convite de Older Cazarré para viajar e apresentar peças de teatro, e foi o que a salvou de dias piores.[11]

Conseguiu voltar para a Globo pois Chico Anysio a chamou para participar de um quadro e ela foi conversar com os diretores, que pediram a sua volta para as novelas.[12] Em agosto de 2007 integrou o elenco do sucesso Os Monólogos da Vagina, de Eve Ensler com tradução, adaptação e direção de Miguel Falabella, dividindo o palco com Fafy Siqueira e Vera Setta, substituindo Tânia Alves. Fez sucesso ao interpretar a mãe super protetora Íntima, em Aquele Beijo.[13] Em 2016, transfere-se para a Rede Record, onde interpreta Milah na novela A Terra Prometida.[14]

Em 2017, volta para a Globo, onde viveu um dos grandes momentos de sua carreira, ao interpretar a sofrida Aurora Duarte, na novela A Força do Querer, de Glória Perez.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem
1971 O Cafona Dalva do Espírito Santos
Bandeira 2 Taís
1972 O Bofe Sandra
Caso Especial Episódio: "O Médico e o Monstro"
Episódio: "Somos Todos do Jardim de Infância"
1973 Cavalo de Aço Teresa Muniz (Teresinha)
Caso Especial Episódio: "Medéia"
1974 Episódio: "Feliz na Ilusão"
1975 Pecado Capital Emilene Batista
Cuca Legal Maria Lúcia Proença (Lu)
1976 O Casarão Mônica Esteves
O Feijão e o Sonho Aparecida Villar (Cidoca)
1977 Locomotivas Patrícia Mello
1978 Te Contei? Rita de Cassia Lobato (Ritinha)
1979 Os Trapalhões Vários personagens
Feijão Maravilha Adelaide
1980 Plumas & Paetês Sandra
1981 Jogo da Vida Mariúcha
1982 Paraíso Maria Rosa
1983 Voltei pra Você Lucinha
1984 Partido Alto Cidinha (Maria Aparecida)
1985 Roque Santeiro Marilda
1986 Tudo ou Nada Guadalupe
1992 Pedra sobre Pedra Rosemary Pontes
1993 Você Decide Episódio: "Sinuca de Bico"
1994 Éramos Seis Marion
As Pupilas do Senhor Reitor Teresa
1996 Malhação Zenaide "Zizi" Mendonça Antunes (Episódios: "9 de maio–10 de abril")
1997 Por Amor Magnólia Rosa de Lima
1998 Você Decide Episódio: "A Primeira Vez de Carlinhos"
1999 Suave Veneno Nazaré Gonçalves Pacheco
Zorra Total Vários personagens
2001 O Clone Noêmia Rachid
2004 Senhora do Destino Djenane Pereira / Edileuza Pereira
2005 A Lua me Disse Assunta
2006 Cobras & Lagartos Shirley Gelciara Miranda Café
2008 A Favorita Jucilene Maria Gonzaga (Cilene)
2010 Ti Ti Ti Daguijane Oliveira (Nicole)
2011 Aquele Beijo Íntima Maria Falcão (Intima)
2012 Salve Jorge Esma
2014 Segunda Dama Edinéia Ramos dos Santos [15]
Império Jurema Conceição dos Santos
2016 A Terra Prometida Milah
2017 A Força do Querer Aurora Duarte[16][17]

Como apresentadora[editar | editar código-fonte]

Ano Título
1964 A Outra Face do Artista
Jornal Infantil da Excelsior
1965 Essa Gente Inocente
1966–70 Capitão Furacão
1968 Show da Cidade
1970 Topo Gigio Especial

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1969 Quelé do Pajeú Marizolina
1970 O Enterro da Cafetina Rosa Maria
1971 Vale do Canaã Guaracy
1973 O Judoka Lúcia
2006 1972
2014 Pequeno Dicionário Amoroso 2 Lady Jane

Teatro[editar | editar código-fonte]

Ano Título[18]
1976 Tudo no Escuro
1980 Papo Furado
1981 A Bombinha e o Sonho
1983 Meninas S.A
1983 O Dia em que Alfredo Virou a Mão
1986 Trair e Coçar É só Começar
1987 Prima com Chantilly
1995 Viva Sem Medo Suas Fantasias Sexuais
1997 Bonifácio Bilhões
2000 Bodas de Papel
2004 Tem um Psicanalista na Nossa Cama
2005 A Vida Privada é uma Comédia
2013 A Partilha

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Trabalho Resultado Ref
1972 Troféu Imprensa Melhor Revelação Feminina O Cafona Indicado [19]
1973 Troféu Imprensa Melhor Revelação Feminina O Bofe Indicado [20]
2017 Melhores do Ano Melhor Atriz Coadjuvante A Força do Querer Indicado [21]
Troféu APCA Melhor Atriz Indicado [22]
2018 Prêmio Extra de Televisão Melhor Atriz Coadjuvante Pendente [23]

Enquetes Digitais[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Trabalho indicado Resultado Ref
2017 Prêmio Contigo! Online 2017 Melhor Atriz Coadjuvante A Força do Querer Pendente [24]

Referências

  1. Fábio Júnior (2013). «Elizângela: atriz da globo, novelas, biografia, mais informações». Dsconto. Consultado em 30 de abril de 2013 
  2. Carol Hungria (24 de outubro de 2005). «Elizângela». Memória Globo. Consultado em 5 de novembro de 2011 
  3. [[1]]
  4. [[2]]
  5. [[3]]
  6. [[4]]
  7. [[5]]
  8. Atriz Elizangela conta por que não usa sobrenome artístico ... - Veja mais em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2017/05/08/atriz-elizangela-conta-por-que-nao-usa-sobrenome-artistico.htm
  9. Alisson Gothz (11 de dezembro de 2009). «Parabéns, Elizângela!». Trash 80's. Consultado em 30 de setembro de 2011 
  10. Etienne Jacintho (1 de novembro de 2008). «'Eu me dou bem comigo', diz Elizângela». O Estado de S.Paulo. Estadão. Consultado em 30 de setembro de 2011 
  11. [[6]]
  12. [[7]]
  13. [[8]]
  14. «Confira o elenco da novela "A Terra Prometida"» 
  15. «A Segunda dama de Heloísa Périssé tem elenco e equipe definidos». Consultado em 22 de janeiro de 2014 
  16. «Mãe de Bibi da vida real diz se emocionar com A Força do Querer: "Elizangela está representando muito bem"». Observatório da Televisão. Consultado em 6 de Setembro de 2017 
  17. «Elizangela se emociona ao falar de Aurora de A Força do Querer: "Intenso demais"». Observatório da Televisão 
  18. «Lista de peças feitas por Elizangela». Todo Teatro Carioca. Consultado em 16 de setembro de 2017 
  19. «Lista de indicados e ganhadores de 1972». Chance de Gol. Consultado em 16 de setembro de 2017 
  20. «Lista de indicados e ganhadores de 1973». Chance de Gol. Consultado em 16 de setembro de 2017 
  21. «'Troféu Domingão 2017': vote nos seus artistas favoritos». Consultado em 3 de dezembro de 2017 
  22. @tvobservatorio, Redacao. «APCA indica os melhores da TV em 2017 | Observatório da TV». Observatório da Televisão. Consultado em 25 de novembro de 2017 
  23. «Conheça os indicados ao Prêmio Extra de TV e vote em seus preferidos de 2017». Extra. Consultado em 11 de março de 2018 
  24. «Vote no Prêmio CONTIGO! Online 2017» (html). Contigo!. 7 de dezembro de 2017. Consultado em 7 de dezembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]