Rui Vilar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Emílio Rui Vilar)
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:
Emílio Rui Vilar
Ministro(a) de Portugal Portugal
Período I Governo Constitucional
  • Ministro dos Transportes
    e Comunicações
Antecessor(a) -
Sucessor(a) Manuel Ferreira Lima
Vida
Nascimento 17 de maio de 1939 (76 anos)
Porto
Dados pessoais
Profissão Jurista/Gestor e Administrador de Empresas

Emílio Rui da Veiga Peixoto Vilar GCCGCIHComMAI (Porto, 17 de Maio de 1939) é um jurista e gestor e administrador de empresas português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jurista de formação, licenciou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1961, tendo integrado o CITAC - Círculo de Inicação Teatral da Academia de Coimbra[1] . Impedido de ingressar no Ministério Público por interferência da PIDE[2] , foi em seguida cumprir o serviço militar em Angola, durante a Guerra do Ultramar[3] . Em 1966, de novo em Portugal, iniciou a sua carreira no Banco Português do Atlântico, chegando aos quadros directivos desta instituição em 1969.

Primeiro presidente da Direção da SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, eleito em 1970, estreou-se na política durante o período revolucionário, logo após o golpe de 25 de abril de 1974. Começou, assim, por ser Secretário de Estado do Comércio Externo e Turismo do I Governo Provisório, tornando-se, sucessivamente, Ministro da Economia dos II e III Governos Provisórios. Depois é designado vice-governador do Banco de Portugal, em 1975. Entretanto, no ano seguinte, é eleito Deputado à Assembleia da República, pelo PS, deixando o cargo para integrar o I Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares, como Ministro dos Transportes e Comunicações. Quando o governo acaba, em 1978, regressa à função de vice-governador do BdP, até que em 1985 é nomeado presidente do Conselho de Gestão do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa. Fica apenas um ano nessa função, aceitando a designação que o governo de Aníbal Cavaco Silva lhe faz, para diretor-geral da Comissão das Comunidades Europeias, em Bruxelas.

Retoma a sua carreira no setor bancário em 1989, ano em que é nomeado presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos. Permanece no cargo até 1995 e acumula-o com a presidência do Grupo Europeu dos Bancos de Poupança, de 1991 a 1994. Mais tarde, entre 2001 e 2002 preside ao Conselho de Administração da Galp.

Emílio Rui Vilar teve, paralelamente, diversas responsabilidades na área da gestão cultural, quer no setor público quer privado. Presidiu à Comissão de Fiscalização do Teatro Nacional de São Carlos, de 1980 a 1986, foi comissário-geral de Portugal na Europália '91, na Bélgica, de 1989 a 1992, vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, entre 1989 e 1990 e administrador da sociedade Porto 2001, em 1999. Entre 2002 e 2012 cumpriu dez anos como presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e, simultaneamente, da Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation, empresa que detém aquela instituição (cargos nos quais foi substituído por Artur Santos Silva, em 2 de maio de 2012[4] ).

No mesmo ano de 2012 foi anunciado como presidente do Conselho de Administração e, simultaneamente, CEO da REN[5] .

Funções governamentais exercidas[editar | editar código-fonte]

  • Ministro da Economia dos II e III Governos Provisórios (1974-1975)
  • Secretário de Estado do Comércio Externo e Turismo do I Governo Provisório (1974)
  • Ministro dos Transportes e Comunicações (1976-1978)

Condecorações[6] [editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Desde 2002 é casado com a professora, escritora e ex-ministra da Educação Isabel Alçada.

Precedido por
-
Ministro dos Transportes e Comunicações
I Governo Constitucional
Sucedido por
Manuel Ferreira Lima

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.