Rui Vilar

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Emílio Rui Vilar
Ministro(a) de Portugal Portugal
Período I Governo Constitucional
  • Ministro dos Transportes
    e Comunicações
Antecessor(a) -
Sucessor(a) Manuel Ferreira Lima
Vida
Nascimento 17 de maio de 1939 (77 anos)
Porto
Dados pessoais
Profissão Jurista/Gestor e Administrador de Empresas

Emílio Rui da Veiga Peixoto Vilar GCCGCIHComMAI (Porto, 17 de Maio de 1939) é um jurista e gestor e administrador de empresas português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jurista de formação, licenciou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1961, onde foi ator do CITAC - Círculo de Inicação Teatral da Academia de Coimbra[1] .

Impedido de ingressar no Ministério Público por interferência da PIDE[2] , foi de seguida cumprir o serviço militar em Angola, durante a Guerra do Ultramar[3] . Em 1966, de novo em Portugal, iniciou a sua carreira no Banco Português do Atlântico, chegando aos quadros diretivos desta instituição em 1969.

Foi o primeiro presidente da Direção da SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, eleito em 1970, e estreou-se na política durante o período revolucionário, logo após o golpe de 25 de abril de 1974.

Começou no I Governo Provisório (Adelino da Palma Carlos), na qualidade de Secretário de Estado do Comércio Externo e Turismo, tornando-se, sucessivamente, Ministro da Economia dos II e III Governos Provisórios (Vasco Gonçalves). Depois seria designado vice-governador do Banco de Portugal, em 1975. Entretanto, no ano seguinte, é eleito Deputado à Assembleia da República, pelo Partido Socialista, deixando o cargo para integrar o I Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares, como Ministro dos Transportes e Comunicações. Quando o governo acaba, em 1978, regressa à função de vice-governador do BdP, até que em 1985 é nomeado presidente do Conselho de Gestão do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa. Fica apenas um ano nessa função, aceitando a designação que o governo de Aníbal Cavaco Silva lhe faz, para diretor-geral da Comissão das Comunidades Europeias, em Bruxelas.

Retoma a sua carreira no setor bancário em 1989, ano em que é nomeado presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos. Permanece no cargo até 1995 e acumula-o com a presidência do Grupo Europeu dos Bancos de Poupança, de 1991 a 1994. Mais tarde, entre 2001 e 2002, vai presidir ao Conselho de Administração da Galp.

Emílio Rui Vilar teve, paralelamente, diversas responsabilidades na área da gestão cultural, quer no setor público quer privado. Presidiu à Comissão de Fiscalização do Teatro Nacional de São Carlos, de 1980 a 1986, foi comissário-geral de Portugal na Europália '91, na Bélgica, de 1989 a 1992, vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, entre 1989 e 1990 e administrador da sociedade Porto 2001, em 1999.

Entre 2002 e 2012 cumpriu dez anos como presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e, simultaneamente, da Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation, empresa que institiu a Fundação; foi substituído em ambos os cargos pelo antigo banqueiro Artur Santos Silva, em 2 de maio de 2012[4] .

No mesmo ano de 2012 foi anunciado como presidente do Conselho de Administração e, simultaneamente, CEO da REN[5] .

Funções governamentais exercidas[editar | editar código-fonte]

  • Ministro da Economia dos II e III Governos Provisórios (1974-1975)
  • Secretário de Estado do Comércio Externo e Turismo do I Governo Provisório (1974)
  • Ministro dos Transportes e Comunicações (1976-1978)

Condecorações[6] [editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Desde 2002 é casado com a professora, escritora e ex-ministra da Educação Isabel Alçada.

Precedido por
-
Ministro dos Transportes e Comunicações
I Governo Constitucional
Sucedido por
Manuel Ferreira Lima

Referências

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