Embraer EMB-111

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EMB-111 Bandeirante Patrulha
P-95 "Bandeirulha"
Avião
P-95A
Descrição
Tipo / Missão Aeronave militar de patrulha, com motores turboélice, bimotor monoplano
País de origem  Brasil
Fabricante Embraer
Período de produção 1976-1981?
Tripulação 5
Especificações
Dimensões
Comprimento 14,91 m (48,9 ft)
Envergadura 15,95 m (52,3 ft)
Altura 4,83 m (15,8 ft)
Área das asas 29,1  (313 ft²)
Alongamento 8.7
Peso(s)
Peso vazio 5 150 kg (11 400 lb)
Peso carregado 7 000 kg (15 400 lb)
Propulsão
Motor(es) 2 x Pratt & Whitney Canada PT6A-34
Potência (por motor) 750 hp (559 kW)
Performance
Velocidade máxima 420 km/h (227 kn)
Alcance (MTOW) 2 703 km (1 680 mi)

O Embraer EMB-111 "Bandeirante Patrulha", também conhecido pelo apelido de "Bandeirulha", foi criado a partir do avião de transporte leve Bandeirante e tem como função o patrulhamento marítimo.[1]

O projeto foi apresentado à Força Aérea Brasileira no ano de 1975, como um substituto para os obsoletos B-69 Neptune, produzidos pela Lockheed no início da década de 50. Em 1976 foi feita uma encomenda de doze unidades para a FAB, entregues entre os anos de 1977 e 1979, denominadas como P-95.

A versão possui calibragem de auxílios à navegação, com capacidade para até cinco passageiros – dois pilotos, um operador de radar e dois observadores. Equipado com dois motores turboélice Pratt & Whitney PT6A-34, de 750 SHP, pode atingir a velocidade de cruzeiro de 385 km/h. Seu tanque de combustível tem maior capacidade do que o Bandeirante convencional, e por isso, possui maior autonomia de voo.

O nariz do Bandeirante foi modificado, coberto pelo radome de fibra de vidro que protege a antena de seu radar AN/APS – 128, para vigilância costeira, busca, salvamento, navegação, e apoio na elaboração de carta meteorológica. O radar é capaz de detectar um alvo de 150 m² a cerca de 100 quilômetros de distância, mesmo em mares agitados. Estas características foram essenciais para uma das primeiras missões do Bandeirulha na FAB: descobrir barcos pesqueiros clandestinos nas linhas de cardume da costa norte do Brasil. Para as buscas noturnas, o Bandeirulha possui ainda um potente farol na asa direita.

Em 1977 a Armada do Chile recebeu a primeira unidade desta versão, de uma encomenda de seis aeronaves, entregues nos anos seguintes. Estas possuíam um sistema completo de anticongelamento no bordo de ataque das asas.[2]

Em 1981, um EMB-111 foi fornecido à Força Aérea do Gabão. Ao final da década de 1980, mais dez unidades foram encomendadas pela FAB, sendo denominadas P-95B.[3]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O Bandeirante Patrulha foi desenvolvido em cima da plataforma do já existente Bandeirante, seu alcance foi expandido com o uso de tanques na ponta das asas, cada um com capacidade de 318 litros de combustível, semelhantes ao do avião de treinamento Xavante.

A instalação dos cabides subalares e dos tanques de combustível exigiu que fosse feito um reforço significativo da estrutura na junção da asa com o trem de pouso.

Como resultado direto do aumento do alcance, o peso máximo de decolagem da aeronave aumentou para 7 000 kg.[4]

Participação na Guerra das Malvinas[editar | editar código-fonte]

Em 1982, durante a guerra das Malvinas, e devido ao avançado estado de obsolescência de seus aviões Neptune, a Armada de la República Argentina (ARA) viu-se sem meios de patrulha marítima adequados para sua necessidade. A FAB então alugou para a Armada, dois "Bandeirulhas". Os dois aviões foram operados no auge da guerra, a partir de maio, e devolvidos à FAB ao término do conflito.[5]

Modernização[editar | editar código-fonte]

Em 2015 iniciou-se um processo de modernização do Bandeirante Patrulha. Novos painéis digitais substituíram os originais. Além disso, novos radares Seaspray 5000E aumentaram a capacidade de alcance e precisão na detecção de embarcações, podendo agora acompanhar até 200 alvos, simultaneamente.

Com o processo de atualização, a aeronave passou a ser denominada P-95M.[6][7][8]

Operadores[editar | editar código-fonte]

Unidades que operam o EMB-111 no País:[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]