Embraer EMB-121 Xingu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa


NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Setembro de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Embraer Xingu - Um marco na história da Embraer, o primeiro turboélice pressurizado brasileiro

O Embraer EMB-121 Xingu é uma aeronave bimotor de médio porte para uso executivo, com motorização turboélice e cabine pressurizada, com capacidade para transportar confortavelmente seis ou sete passageiros em viagens interestaduais, desenvolvida e fabricada no Brasil a partir da década de 1970 pela então EMBRAER, que utilizou como base o projeto de asa do turboélice bimotor para transporte regional de passageiros Bandeirante. 1

O Embraer Xingu é o primeiro integrante do Projeto 12X da então EMBRAER, faz parte de uma família de aeronaves turboélices criada a partir da década de 1970 no Brasil. Ele é o primeiro fruto nacional de um trabalho de pesquisa, criação e desenvolvimento de aeronaves turboélices pressurizadas para uso executivo, uso militar e uso no transporte regional de passageiros, que incluiu, posteriormente, o EMB-120 Brasília.2 3

Na fase inicial de desenvolvimento do Projeto 12X os engenheiros da então EMBRAER contaram com o auxílio de engenheiros da United Technologies americana, especialmente no aspecto de usinagem química, técnica necessária para fabricação de aeronaves metálicas pressurizadas.4

História[editar | editar código-fonte]

O elegante design do Embraer Xingu foi criado pelos engenheiros da então EMBRAER, que aproveitaram o projeto das asas e a motorização Pratt & Whitney PT6A da aeronave turboélice EMB-110 Bandeirante (projetada para uso no transporte regional de passageiros), porém a fuselagem (incluindo a seção dianteira) e os estabilizadores vertical e horizontal do Embraer Xingu eram completamente novos.

Os conceitos técnicos relativos à então tecnologia inovadora de pressurização do Embraer Xingu foram utilizados como base para dar origem ao modelo turboélice para transporte de passageiros EMB-120 Brasília, um sucesso de vendas nos principais mercados mundiais.

Na prática, o Embraer Xingu era um projeto de aeronave quase completamente novo, um projeto próprio de aeronave executiva utilizada ainda hoje para transporte de passageiros por empresas de taxi-aéreo, por particulares, pela Força Aérea Brasileira e pela Força Aérea Francesa.

Entre as várias vantagens técnicas apresentadas pelos aviões de propulsão turboélice incluem-se a altitude mais elevada de cruzeiro e a velocidade mais elevada de cruzeiro. Somando as duas tecnologias, motorização turboélice e pressurização, obtém-se vantagens adicionais de maior conforto para os passageiros, incluindo a eliminação de eventuais dores de cabeça e enjôos após viagens de mais de um hora.

Mercado[editar | editar código-fonte]

A principal configuração executiva adotada pela então EMBRAER na cabine de passageiros do Xingu (separada da cabine de pilotagem com dois assentos para piloto e co-piloto) foi de seis ou sete confortáveis assentos, com porta lateral de acesso com escada embutida, corredor central na cabine de passageiros, e um conveniente toalete básico no fundo da cabine de passageiros.

A rigor, o Embraer Xingu nasceu por volta de 1976, mas a fase de testes e certificações das primeiras versões (incluindo os testes de pressurização) só foram concluídas no início da década de 1980. A velocidade de cruzeiro do Embraer Xingu nas primeiras versões (com hélices de três pás) é de cerca de 410 km / h e, em versões posteriores, é de cerca de 430 km/h.

O projeto das asas e fuselagem do Xingu, com a construção convencional em alumínio e ligas metálicas, foi certificado pelas autoridades aeronáuticas brasileiras e americanas entre o final da década de 1970 e início da década de 1980, incluindo o sistema de degelo dos bordos de ataque das asas.

Uma versão modificada, mais silenciosa do Xingu, o EMB-121A1 Xingu II, foi introduzida em 4 de setembro de 1981, com um motor mais potente (PT6A-135), e uma outra versão com fuselagem ligeiramente mais espaçosa (EMB-121B Xingu III), com motores PT6A-42, não chegou a ser produzida em série.

Ao final da produção do modelo, em agosto de 1987, a então EMBRAER havia produzido 106 unidades, sendo que 51 foram exportadas. Atualmente a Força Aérea Francesa tem o maior número de Embraer Xingu em atividade, com 43 aviões em serviço.

Na Força Aérea Brasileira, apenas o 6° ETA (Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo), sediado na Base Aérea de Brasília, possui Embraer Xingu. As três aeronaves em operação são utilizadas para transporte de autoridades governamentais e para apoio ao VI Comando Aéreo Regional.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Tripulação (civil): 1 piloto e 1 co-piloto
  • Tripulação (militar): 1 piloto, 1 co-piloto e 1 mecânico
  • Capacidade: 6 ou 7 passageiros
  • Comprimento: Aprox. 12,3 metros
  • Envergadura: Aprox. 15,5 metros
  • Peso máximo decolagem: Aprox. 5.670 kg
  • Peso Máximo de Pouso: Aprox. 5.340 kg
  • Capacidade dos tanques (QAV): 1.720 litros
  • Velocidade cruzeiro (PT6A-135): Aprox. 430 km/h
  • VMC (Velocidade Mínima Controle): Aprox. 178 km/h (embandeirado)
  • Vento cruzado (pouso e decolagem): Aprox. 46 km/h
  • Alcance: Aprox. 1.850 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas)
  • Teto de serviço: Aprox. 8.500 metros
  • Pista de pouso: Aprox. 1.300 metros (lotado / dias quentes / tanques cheios)
  • Motorização (potência): 2 X Pratt & Whitney PT6A (680 shp)

Versões[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]