Emiliano Perneta

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Emiliano Perneta
Nome completo Emiliano David Perneta
Nascimento 3 de janeiro de 1866
Curitiba[1], Paraná
Morte 19 de janeiro de 1921 (55 anos)
Curitiba, Paraná
Nacionalidade brasileiro(a)
Ocupação Poeta
Principais trabalhos Ilusão (1934) e Pena de Talião (1914)

Emiliano David Perneta (Curitiba, 3 de janeiro de 1866Curitiba, 19 de janeiro de 1921) foi um poeta brasileiro e um dos fundadores do Simbolismo no Brasil. Irmão de Júlio Perneta, Emiliano é considerado o maior poeta paranaense em seu tempo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Francisco David e Christina Maria dos Santos Perneta, nasceu em um sítio na zona rural de Curitiba[2] (região que a partir de 1992 passou a ser o município de Pinhais). Seu sobrenome originou-se de um apelido de seu pai, o comerciante Francisco David Antunes, que era conhecido como o "perneta".[3]

Foi abolicionista, tendo feito palestras em defesa dos ideais libertários. Publicou artigos políticos e literários, assim como passou a incentivar, em Curitiba, a leitura de Baudelaire. Em seu início de carreira, foi influenciado pelo parnasianismo. Publicou seus primeiros poemas em "O Dilúculo", de Curitiba, em 1883.

Mudou-se para São Paulo em 1885, onde fundou, em 1888, a Folha Literária, com Afonso de Carvalho, Carvalho Mourão e Edmundo Lins. No mesmo ano publicou "Músicas", de versos parnasianos, e o panfleto "Carta à Condessa D'Eu". Foi também diretor da Vida Semanária, com Olavo Bilac, e colaborador do Diário Popular e Gazeta de São Paulo.

Republicano, no dia 15 de novembro de 1889 formou-se em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco[4], e como orador da turma fez um discurso inflamado em defesa da República, sem saber que a mesma havia sido proclamada horas antes no Rio de Janeiro.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1890, onde colaborou em vários periódicos. Em 1891, foi secretário da Folha Popular, na qual foram publicadas as manifestações iniciais do movimento simbolista, assinadas pelos poetas B. Lopes, Cruz e Sousa e Oscar Rosas.

Após residir, de 1893 a 1896, no interior de Minas Gerais, voltou ao Paraná e fixou-se definitivamente em Curitiba, passando a exercer o jornalismo, a advocacia e o magistério. Criou a revista simbolista Victrix em 1902.[5]

Em agosto de 1911 foi aclamado “príncipe dos poetas paranaenses”, na festa de lançamento de seu livro Ilusão, no Passeio Público[6]. Em 1913 publicou o libreto Papilio Innocentia, para a ópera do compositor suíço Léo Kessler, baseado no romance Inocência, do Visconde de Taunay.

Sua obra poética mais importante inclui Pena de Talião (1914) e Setembro (póstumo, em 1934).

Em 19 de dezembro de 1912, participou da fundação do Centro de Letras do Paraná[7], sendo seu presidente de 1913 a 1918.

Faleceu no dia 19 de janeiro de 1921, na pensão de Oto Kröhne, na Rua XV de Novembro, 84, em Curitiba.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Músicas (1888);
  • Carta à Condessa D'Eu (1889);
  • O Inimigo (prosa dramática - 1889);
  • Alegoria (prosa dramática - 1903);
  • Papilio Innocentia (libreto de ópera - 1913);
  • A Vovozinha (libreto de ópera infantil- 1917);
  • Ilusão (poemas – 1911);
  • Pena de Talião (1914);
  • Setembro (poemas – 1934) (póstumo).

Referências

  1. O grande poeta que tem Pinhais como berço - Emiliano Pernetta nasceu em 3 de janeiro de 1866 na chamada Várzea Grande, onde é atualmente a Vila Perneta, em Pinhais Site do Município de Pinhais - acessado em 9 de abril de 2015
  2. Emiliano Perneta (Curitiba PR 1866 - 1921) Site Escritas.org - acessado em 12 de abril de 2019
  3. Pilotto, Erasmo (1946). Emiliano. Curitiba: GERPA 
  4. «Emiliano Perneta». Consultado em 5 de fevereiro de 2010 
  5. «Verbete Emiliano Perneta - by Enciclopédia Mirador». Consultado em 5 de fevereiro de 2010 
  6. Curitiba de musas e símbolos Portal GRPCOM (Gazeta do Povo) - acessao em 3 de abril de 2011
  7. «página oficial do Centro de Letras do Paraná» 

Referências bibliograficas[editar | editar código-fonte]

  • MURICY, José Candido de A. Panorama do Conto Paranaense. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1979.
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