Emirado Islâmico do Afeganistão

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د افغانستان اسلامي امارت (pastó)
(Da Afġānistān Islāmī Amārāt)

Emirado Islâmico do Afeganistão
Bandeira do Afeganistão
Brasão de armas
Bandeira Brasão
Lema: لا إله إلا الله، محمد رسول الله
(Lā ʾilāha ʾillā llāh, Muhammadun rasūlu llāh)

Não há outro deus além de Alá; Maomé é o mensageiro de Deus. (Chahada)
Hino nacional: دا د باتورانو کور
Esta é a Casa dos Bravos[1][2][3][4]
Gentílico: afegão, afegã, afegane e afegânico

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Localização do Afeganistão
Capital Cabul
Línguas Pastó (Oficial)
Dari e outras línguas e dialetos do Afeganistão
Religião oficial Islamismo
Governo Emirado teocrático islâmico unitário
 - Emir[a] Hibatullah Akhundzada
 - Primeiro-ministro interino Mohammad Hassan Akhund
 - 1º Vice-primeiro-ministro interino Abdul Ghani Baradar
 - 2º Vice-primeiro-ministro interino Abdul Salam Hanaf
História  
 - Mohammad Omar proclamado Comandante dos Fiéis 3 de Abril de 1996 
 - Captura de Cabul 27 de Setembro de 1996 
 - Nome trocado para Emirado 29 de Outubro de 1997 
 - Invasão norte-americana 7 de Outubro de 2001 
 - Queda de Cabul 13 de Novembro de 2001 
 - Batalha de Tora Bora 17 de Dezembro de 2001 
 - Recaptura de Cabul 15 de Agosto de 2021 
 - Emirado Islâmico restaurado 19 de Agosto de 2021 
Área  
 - Total 587,578 km² 
População  
 - Estimativa para 2021 39,905,102 hab. 
Moeda Afegane (AFA)
Cód. telef. +93

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O Emirado Islâmico do Afeganistão é um emirado islâmico não reconhecido que foi estabelecido pela primeira vez em Setembro de 1996 pelos Talibãs, uma organização islâmica Deobandi que iniciou a sua governação do Afeganistão após a queda de Cabul em 1996. Em 2001, foi derrubada por uma coligação militar liderada pelos Estados Unidos, que invadiu o país após os ataques de 11 de Setembro, desencadeando a guerra de 20 anos no Afeganistão. Os Talibãs regressaram ao poder após a partida da maioria das forças da OTAN e a queda de Cabul em Agosto de 2021, e desde então têm o controlo de facto sobre a maior parte do país.[5]

História[editar | editar código-fonte]

História antiga[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do Afeganistão

Humanos viveram no que hoje é o Afeganistão há pelo menos 50 000 anos.[6] Assentos permanentes emergiram na região há cerca de 9 000 anos atrás,evoluindo gradualmente à Civilização do Vale do Indo (Xortugai), the Civilização do Oxo (Dasliji) e a Civilização de Helmande (Mundigaque) no terceiro milênio antes de Cristo.[7] Os povos indo-arianos migraram pela região da Báctria-Margiana para Gandara, seguidos pelo surgimento da Cultura de Iaz I da Idade do Ferro (cerca de 1500–1100 a.C.),[8] que tem sido intimamente associada à cultura retratada no Avestá, os antigos textos religiosos do Zoroastrismo.[9] A região, então conhecida como "Ariana", caiu perante os Persas Aquemênidas no século VI a.C., que conquistou as áreas a leste até além do Rio Indo. O macedônio Alexandre o Grande invadiu a região no século IV a.C. e se casou com Roxana em Báctria antes de invadir o vale do Rio Cabul, de onde ele enfrentou resistência das tribos aspásios. O Reino Greco-Báctrio se tornou o canto mais a leste do Mundo Helênico. Após a conquista pelos indianos do Império Máuria, o budismo e o hinduísmo floresceram na região por séculos. O imperador Canisca I, do Império Cuchana, que governou de suas capitais gêmeas de Capisa e Purusapura, desempenhou um papel importante na disseminação do budismo Maaiana à China e a Ásia Central. Várias outras dinastias budistas se originaram nesta região também, incluindo os quidaritas, heftalitas, alconitas, nezaques, zambis e xaís turcos.

Os muçulmanos levaram o Islã para Herate e Zaranje, controlados pelos Sassânidas, em meados do século VII, enquanto a islamização mais completa foi alcançada entre os séculos IX e XII sob as dinastias Safárida, Samânida, Gasnévida e Gúrida. Partes da região foram posteriormente governadas pelos impérios Corásmio, Calji, Timúrida, Lodi, Sur, Mogal e Safávida.[10] A história política do moderno estado afegão começou com o Império Hotaqui, cujo o fundador Miruais Cã declarou o sul do Afeganistão independente em 1709. Em 1747, Amade Xá Durrani estabeleceu o Império Durrani com sua capital em Candaar. Em 1776, a capital Durrani foi transferida para Cabul, enquanto Pexauar se tornou a capital de inverno até que esta caiu em batalha para os Siques em 1823. No final do século XIX, o Afeganistão tornou-se um Estado tampão no "Grande Jogo" entre os impérios Britânico e Russo.[11][12]

Na Primeira Guerra Anglo-Afegã, de 1839 a 1842, tropas britânicas, vindas da Índia, tomaram o controle do Afeganistão, mas acabaram sendo derrotados decisivamente. Após a Terceira Guerra Anglo-Afegã de 1919, o país conseguiu se tornar independente da influência estrangeira. Em 1926, o Afeganistão se tornou uma monarquia sob comando de Amanulá Cã. Contudo, em 1973, o rei Zair foi derrubado e uma república de partido único foi estabelecida. Em 1978, após um segundo golpe de estado, o Afeganistão se tornou um Estado socialista, que levou a nação a passar boa parte da década de 1980 envolvido na Guerra Afegã-Soviética contra os rebeldes mujahidins.

Estabelecimento e governo (1996–2001)[editar | editar código-fonte]

O Talibã e seu governo surgiu a partir do caos que se encontrava o Afeganistão após a invasão soviética. Começou como um movimento político-religioso fundamentalista islâmico composto de estudantes das madraças na região de Helmand e Candaar, no Afeganistão. Surpreendentemente pashtuns étnicos locais, misturaram códigos tribais dos Pashtunwali com elementos do ensinamento islâmico Deobandi para formar o movimento talibã, uma ideologia fundamentalista islâmica antiocidental, antimoderna e altamente restritiva que governaria o país.[13]

Espalhando de Candaar, o Talibã, por fim apreendeu Cabul em 1996. Até o final de 2000, o Talibã foi capaz de capturar 90% do país, além de fortalezas da oposição afegã ( a Aliança do Norte) principalmente encontradas na região nordeste da província de Badaquistão. O Talibã tentou impor uma interpretação estrita da lei islâmica, a Sharia, e depois foram apontados como partidários dos mujahideen, principalmente por abrigar rede de Osama bin Laden, a Al-Qaeda.

Durante a história de cinco anos do Emirado islâmico, grande parte da população experimentou restrições à sua liberdade e às violações dos direitos humanos. As mulheres eram proibidas de trabalhar, as meninas proibidas de frequentar escolas ou universidades. Aqueles que resistiram foram punidos imediatamente. Os comunistas foram sistematicamente erradicados e os ladrões foram punidos por amputar uma de suas mãos ou pés.

Os talibãs conseguiram quase erradicar a maior parte da produção de ópio em 2001,[14] que no entanto foi sempre uma importante fonte de rendimento para os senhores da guerra afegãos, e os Taliban não foram excepção.[15]

Após o tratamento duro do Talibã às etnias xiitas do Afeganistão, o Irã intensificou a assistência à Aliança do Norte. As relações com o Talibã se deterioraram ainda mais em 1998, após as forças talibãs tomarem o consulado iraniano em Mazar-e Sharif e executarem diplomatas iranianos. Na sequência deste incidente, o Irã quase entrou em guerra com o Talibã no Afeganistão, mas a intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas e dos Estados Unidos impediram uma iminente invasão iraniana.

Insurgência (2001–2021)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Insurgência talibã

O governo do Emirado Islâmico do Afeganistão chegou ao fim em 2001, após a invasão dos Estados Unidos. Em maio e junho de 2003, altos funcionários do Talibã proclamaram o Talibã reagrupado e pronto para a guerrilha para expulsar as forças dos EUA do Afeganistão[16]. No final de 2004, o então oculto líder do Talibã, Mohammed Omar, anunciou uma insurgência contra "a América e seus fantoches" (ou seja, as forças transitórias do governo afegão) para "reconquistar a soberania de nosso país".[17]

O apoio contínuo de grupos tribais e outros no Paquistão, o tráfico de drogas e o pequeno número de forças da OTAN, combinado com a longa história de resistência e isolamento, indicava que as forças e líderes do Talibã estavam sobrevivendo. Ataques suicidas e outros métodos terroristas não usados ​​em 2001 tornaram-se mais comuns. Observadores sugeriram que a erradicação da papoula, que prejudicou o sustento dos afegãos que viviam de sua produção, e as mortes de civis causadas por ataques aéreos, estimularam o ressurgimento. Esses observadores sustentaram que a política deveria se concentrar em "corações e mentes" e na reconstrução econômica, que poderia lucrar com a mudança da proibição para o produção de papoula para uso medicinal.[18]

Em 8 de fevereiro de 2009, o comandante das operações dos Estados Unidos no Afeganistão, general Stanley McChrystal, e outras autoridades disseram que a liderança do Talibã se encontrava na cidade de Quetta, no Paquistão. Em 2009, uma forte insurgência havia se consolidado, conhecida como Operação Al Faath, a palavra árabe para "vitória" tirada do Alcorão[19], na forma de guerrilha. O grupo tribal pashtun, com mais de 40 milhões de membros (incluindo afegãos e paquistaneses), tinha uma longa história de resistência às forças de ocupação, portanto o Talibã pode ter compreendido apenas uma parte da insurgência. A maioria dos combatentes do Talibã pós-invasão eram novos recrutas, a maioria oriundos de madraças locais.

Em julho de 2016, a revista americana Time estimou que 20% do Afeganistão estava sob controle do Talibã, com a província de Helmand no extremo sul do país como sendo seu reduto[20], enquanto que o comandante da coalizão internacional Resolute Support dos EUA, General Nicholson, em dezembro de 2016 afirmou que 10% do território afegão estava nas mãos do Talibã enquanto outros 26% eram disputados entre o governo afegão e vários grupos de insurgência[21].

Em 29 de maio de 2020, foi relatado que o filho de Mohamed Omar, Mullah Mohammad Yaqoob, estava agora atuando como líder do Talibã depois que vários membros da Shura de Quetta foram infectados com a COVID-19[22]. Foi previamente confirmado em 7 de maio de 2020 que Yaqoob havia se tornado chefe da comissão militar do Talibã, tornando-o o chefe militar dos insurgentes. Entre os infectados na Shura de Quetta, que continuou a realizar reuniões pessoais, estavam Hibatullah Akhundzada e Sirajuddin Haqqani, então comandantes das redes Talibã e Haqqani, respectivamente[23]. Depois de se recuperar, Hibatullah Akhundzada reassumiu seu papel como Líder Supremo do Talibã.

Retorno ao poder (2021–presente)[editar | editar código-fonte]

O Talibã iniciou uma ofensiva para recuperar o controle do país em maio de 2021.[24] A ofensiva foi simultânea à retirada das tropas americanas do país, que estava programada para ser concluída em 11 de setembro de 2021. Durante os meses de junho e julho, o Talibã obteve ganhos constantes no campo e em centros urbanos isolados. A partir de 6 de agosto, o Talibã começou a capturar centros urbanos (capitais províncias) e capturou a capital, Cabul, em 15 de agosto, encontrando apenas resistência limitada. À tarde, foi relatado que o presidente afegão Ashraf Ghani havia deixado o país, fugindo para o Tajiquistão ou o Uzbequistão. O vice-presidente Amrullah Saleh e o presidente da Câmara do Povo, Mir Rahman Rahmani, também teriam fugido para o Tajiquistão e o Paquistão, respectivamente. Após a fuga de Ghani, as forças leais restantes abandonaram seus postos e as Forças Armadas afegãs deixaram de existir de facto. Na noite de 15 de agosto, o Talibã ocupou o palácio presidencial, baixou a bandeira republicana afegã e ergueu sua própria bandeira sobre o palácio. No dia seguinte, o Talibã proclamou a restauração do Emirado Islâmico do Afeganistão[25].

Após a queda de Cabul, o presidente americano Joe Biden criticou os militares e o governo da República Islâmica do Afeganistão, particularmente o presidente Ashraf Ghani e o chefe do executivo Abdullah Abdullah, e os atacou por tolerarem a corrupção, a falta de vontade de negociar um acordo com o Talibã, e a falta de apoio geral da população, dizendo que não cabia aos Estados Unidos promover incessantemente a democracia liberal no país[26].

Direitos humanos no Emirato em 2021[editar | editar código-fonte]

Em 2021, Suhail Shaheen (porta-voz oficial do Emirato ) afirmou publicamente que as mulheres no Emirato têm o direito de trabalhar e ser educadas até ao nível universitário. Shaheen declarou que milhares de escolas continuam a funcionar após a conquista, e afirmou o compromisso do Emirato com os direitos das mulheres no que diz respeito à educação, trabalho e liberdade de expressão - dentro dos limites das regras islâmicas. Shaheen afirmou que todas as pessoas deveriam ser iguais, e que não deveria haver discriminação dentro do país. Ao contrário do período do anterior regime talibã, esperar-se-ia que as mulheres usassem o hijab mas não a burca, pois o hijab é exigido pelas regras islâmicas, de acordo com Shaheen. [27][28][29]

A situação no terreno, contudo, contradiz todo este discurso de moderação. [30] Perguntado sobre as declarações conciliatórias dos Talibãs que sugeriam um regime diferente do seu anterior, Joseph Borrell,representante da política externa da UE, ironizou: "Parece-me que são os mesmos de antes, mas falam melhor inglês".[31]

En 7 de Setembro de 2021, os Talibãs anunciaram um governo privisorio inteiramente masculinio, apenas composto por membros do movimento, e que incluía um ministro do Interior procurado pelo FBI. Está de volta o "Ministério para a propagação da virtude e prevenção do vício" que cuida que a Xaria seja estritamente observada.[32]

Reconhecimento internacional[editar | editar código-fonte]

1996–2001[editar | editar código-fonte]

Somente o Paquistão, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos reconheceram o governo talibã. O Estado não foi reconhecido pelas Nações Unidas. O Turquemenistão, no entanto, era conhecido por ter realizado reuniões oficiais e acordos com os ministros do governo talibã.

Uma das razões para essa falta de reconhecimento internacional foi o desprezo do Talibã pelo direito internacional, como demonstrado por suas ações ao assumir o poder. Por exemplo, um dos primeiros atos do Emirado Islâmico foi o assassinato do ex-presidente do Afeganistão Mohammad Najibullah. Antes do Talibã ter sequer tomado o controle da capital do Afeganistão, enviou uma equipe para prender, torturar, mutilar e matar Najibullah, deixando seu corpo pendurado em um poste de luz fora do palácio presidencial por dois dias. Como Najibullah estava hospedado no complexo das Nações Unidas em Cabul, isto era uma violação do direito internacional.[33] Como mais um exemplo, o regime talibã foi também fortemente criticado pelo assassínio de diplomatas iranianos no Afeganistão em 1998.[33][34]

2021-presente[editar | editar código-fonte]

Até a data atual, nenhum país reconheceu formalmente o Emirado Islâmico do Afeganistão como o sucessor legítimo da República Islâmica do Afeganistão.

Reações internacionais ao restabelecimento do Emirado Islâmico do Afeganistão em 2021[editar | editar código-fonte]

Governos nacionais[editar | editar código-fonte]
Organizações internacionais[editar | editar código-fonte]
  • Nações Unidas As Nações Unidas apelaram ao "estabelecimento, por meio de negociações inclusivas, de um governo unido, inclusivo e representativo com a participação plena, igual e significativa das mulheres". Ghulam M. Isaczai, o representante do Afeganistão nas Nações Unidas, que foi nomeado pela República Islâmica do Afeganistão, continuou a representar o país em uma reunião do Conselho de Segurança realizada em 16 de agosto de 2021[45].
  • União Europeia O Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança Josep Borrell, declarou que a UE terá para entrar em contato com as autoridades em Cabul, sejam elas quais forem. 'O Talibã venceu a guerra, então teremos que falar com eles, mas não expressamos nenhum plano de reconhecer o Emirado Islâmico do Afeganistão'[46].

Chefes de estado[editar | editar código-fonte]

Nome Retrato Duração de vida Mandato Partido político
Início da posse Fim da posse Duração da posse
Emirado Islâmico do Afeganistão (1996–2001)
Mulá
Mohammed Omar
Mullah Omar.jpg 1960–2013 27 de setembro de 1996 13 de novembro de 2001 5 anos, 47 dias Talibã
Emir e Comadante dos Fiéis; O Emirado Islâmico nunca alcançou amplo reconhecimento internacional, apesar de controlar cerca de 90% do território afegão; Deposto
Mulá
Mohammad Rabbani
No image.svg 1955–2001 27 de setembro de 1996 13 de abril de 2001 4 anos, 198 dias Talibã
Chefe do Conselho Supremo; Vice-Líder do Talibã; Morreu no escritório
Mulá
Abdul Kabir
No image.svg Nasceu em 1958 16 de abril de 2001 13 de novembro de 2001 211 dias Talibã
Chefe Interino do Conselho Supremo; Deposto
Emirado Islâmico do Afeganistão (2021–presente)
Mulá
Hibatullah Akhundzada
Mawlawi Hibatullah Akhundzada.jpg Nasceu em 1961 15 de agosto de 2021 No cargo 32 dias Talibã
Emir e Comadante dos Fiéis; O Emirado Islâmico não é atualmente reconhecido internacionalmente, apesar de controlar a maioria do território afegão

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. O título oficial é Miralmuminim (em português: Comandante dos Fiéis). A posição é muitas vezes referida em português como simplesmente "Emir".

Referências

  1. «BBCNazer.com | زندگى و آموزش | حرف های مردم: سرود ملی». www.bbc.co.uk. Consultado em 18 de agosto de 2021 
  2. mdweyal@gmail.com, Dr N. M. Weyal. «د ملي سرود تاریخ | روهي». Rohi.Af (em pastó). Consultado em 18 de agosto de 2021 
  3. «ملا فقیر محمد درویش د جهادي ترنم منل شوی سرخیل». نن ټکی اسیا (em pastó). 16 de janeiro de 2018. Consultado em 18 de agosto de 2021 
  4. Tharoor, Ishaan (19 de junho de 2013). «The Taliban's Qatar Office: Are Prospects for Peace Already Doomed». Time. ISSN 0040-781X. Consultado em 19 de agosto de 2021 
  5. Ellis-Petersen, Hannah (16 de agosto de 2021). «Taliban declares 'war is over in Afghanistan' as foreign powers exit Kabul». The Guardian (em inglês) 
  6. Ruchi Kumar (4 de fevereiro de 2020). «The Afghan artefacts that survived Taliban destruction». BBC. Consultado em 15 de agosto de 2021 
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  8. Anthony, David W. (2007). The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World. [S.l.]: Princeton University Press. p. 454. ISBN 978-0691058870 
  9. Mallory, J.P.; Adams, Douglas Q. (1997). Encyclopedia of Indo-European Culture illustrated ed. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 310. ISBN 1884964982 
  10. The Far East and Australasia 2003. [S.l.]: Psychology Press. 14 de junho de 2002. ISBN 9781857431339 
  11. Tomsen, Peter (2014), The Wars of Afghanistan, ISBN 978-1610392624, pp. 41–2 
  12. Rashid, Ahmed (2000), Taliban, ISBN 1-86064-417-1, p. 187 
  13. Rashid, Ahmed (2010). Taliban, Militant Islam, Oil and Fundamentalism in Central Asia 2ª ed. New Haven: Yale University Press. ISBN 978-0-300-16368-1 
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