Emmanuel d'Alzon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde abril de 2017). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Emmanuel d'Alzon
Nome nativo Venerável Emmanuel d'Alzon
Nascimento 30 de agosto de 1810
Le Vigan
Morte 21 de novembro de 1880 (70 anos)
Nîmes
Cidadania França
Ocupação presbítero
Religião catolicismo

Emmanuel Joseph Marie Maurice Daudé d'Alzon (Le Vigan, 30 de agosto de 1810- Nîmes, 21 de novembro de 1880), foi vigário-geral da diocese de Nîmes, no sul da França e fundador da Congregação dos Agostinianos da Assunção (1845) e das Oblatas da Assunção (1864).[1]

Formação[editar | editar código-fonte]

Emmanuel d´Alzon estudou no seminário de Montpellier (1832-1833), posteriormente completou sua formação como autodidata em Roma.[1] Ligado desde a juventude aos ideais de liberdade de Lamennais, na antevéspera de sua ordenação foi-lhe mandado assinar, a pedido do Papa Gregório XVI e diante do Cardeal Vigário de Roma (Carlo Odescalchi), um ato de submissão formal às Encíclicas Mirari Vos (1832) e Singulari Nos (1834). Isso Equivalia a afirmar explicitamente que ele não mais compartilhava das ideias de Felicité de Lamennais e nem as defendia.[2] O padre obedeceu, como ele mesmo afirmará, qual um leão ferido, rugindo. Mais tarde ao referir-se ao episódio, em carta a um professor escreverá: "(...) É necessário sempre trabalhar para Roma, algumas vezes sem Roma, mas nunca contra Roma".[3]

Fundador[editar | editar código-fonte]

Na França de seu tempo, Emmanuel d´Alzon lamentava a falta de ordens religiosas que estivessem à altura das influências e das mentalidades da época. A seu ver, esta nova Ordem se distinguiria das já existentes pela aceitação de tudo o que é Católico, pela franqueza e pela liberdade. Em carta a Maria Eugênia de Jesus, fundadora das Religiosas da Assunção, ele explica suas intuições: "Não conheço nada melhor para fazer morrer o espírito próprio e o amor próprio que a aceitação de todo bem existente fora de mim. Não conheço nada que conquiste mais os homens de nosso tempo que a franqueza; e não conheço nada mais forte para lutar contra os inimigos atuais da Igreja que a liberdade".[4] Assim, na noite de Natal de 1845 Emmanuel toma o hábito religioso e dois dias depois inicia o noviciado com um leigo e outros quatro sacerdotes. Em 1850 professa os votos religiosos e juntamente com os irmãos que o acompanharam no noviciado constituem a Congregação dos Agostinianos da Assunção, conhecidos também como Padres Assuncionistas.

Obras Apostólicas[editar | editar código-fonte]

A 6 de junho de 1862, encontrando-se em peregrinação em Roma, foi chamado pelo Papa Pio IX que lhe pediu expressamente que sua jovem Congregação se dedicasse à Missão junto aos ortodoxos, de modo particular junto aos Búlgaros, a fim de que estes voltassem à fé Católica.[5] Da Bulgária a Congregação se estendeu à Romênia, Turquia, Grécia, Jerusalém e Rússia, compondo o que os assuncionistas chamaram de "Missão do Oriente" e, onde despenderam muito de suas forças.

Mais de uma vez foi-lhe proposto o Episcopado, mas ele declinará sempre, preferindo se consagrar à sua Congregação. Apostolo generoso e fecundo, lançou inumerosas iniciativas pastorais em sua diocese, em estreito laço com os sucessivos bispos: Mgr de Chaffoy (1822-1835), Cart (1837-1855), Plantier (1855-1875) e Besson (1875-1888). Pede demissão de seu cargo de Vigário Geral em 1878. Num ambiente fortemente marcado pelo galicanismo, permaneceu sempre fiel à Roma e ao papa, sendo considerado uma das mais eloquentes figuras do ultramontanismo.

Às suas duas Congregações designou alguns objetivos apostólicos: missões estrangeiras, missão entre os ortodoxos, educação católica segundo o espírito de Santo Agostinho, combate ao ateísmo, impressa e peregrinações. Quis lançar as bases morais de sua família religiosa na aceitação de tudo o que é Católico, na franqueza e na liberdade.[6]

O Papa João Paulo II reconheceu suas virtudes heroicas e o proclamou venerável aos 21 de novembro de 1991, 111 anos depois de sua morte.

Referências

  1. a b «Emmanuel d' Alzon». Encyclopædia Britannica 
  2. VV.AA. Momentos marcantes do caminho de Santidade de Emmanuel d´Alzon, Roma, p.24
  3. D´Alzon, Emmanuel. Lettres, p. 658.
  4. BERNOVILLE, Gaétan. Emmanuel d´Alzon: um promotor do Renascimento católico do século XIX, p.101
  5. Gaétan Bernoville. Emanuel d´Alzon: um promotor do Renascimento Católico do século XIX, p.157
  6. VV.AA. Momentos marcantes do caminho de santidade de Emmanuel d´Alzon. Roma, p. 35

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Manuel d'Alzon, por Gaetan Bernoville. Religiosos Asuncionistas, Santiago de Chile 1990.
  • Padre Manuel d’Alzon, un hombre para el Reino, por Fr. Contardo Miglioranza, Buenos Aires 2002.
  • Vie du P. Emmanuel d'Alzon, por Vailhé, Siméon. París, Maison de la Bonne Presse 1927.