Emmeline Pankhurst

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Westminster emmeline pankhurst statue 1.jpg

Emmeline Pankhurst, nascida Emmeline Goulden, (Manchester, 14 de julho de 1858Londres, 14 de junho de 1928) foi uma das fundadoras do movimento britânico do sufragismo. O nome da "Sra. Pankhurst", mais do que qualquer outro, está associado com a luta pelo direito de voto para mulheres de classe média alta[1] no período imediatamente antes da primeira guerra mundial.

Em 1879 casou com Richard Marsden Pankhurst, um advogado. O Sr. Pankhurst era já um apoiante do movimento das sufragistas, e tinha sido o autor da legislação Married Women's Property Acts (Lei da propriedade da mulher casada), de 1870 e 1882. Em 1889, a Sra. Pankhurst fundou a Liga do Franchise das mulheres. A campanha não seria interrompida pela morte do marido em 1898. Em 1903 fundou a melhor conhecida união social e política da mulher (WSPU), um movimento militante cujos membros incluíramm a famosa Annie Kenney, a "mártir" do sufragismo; Emily Davison e a compositora Dame Ethel Smyth. Foi juntada no movimento por suas filhas, Christabel e Sylvia, ambas fariam uma contribuição substancial à campanha em maneiras diferentes.

As tácticas da Sra. Pankhurst para atrair a atenção ao movimento tiveram como resultado o emprisionamento por diversas vezes, mas por causa de seu perfil elevado, não passou as mesmos privações como outras colegas sufragistas (embora experimentasse alimentação forçada após greve de fome). A liderança da campanha não agradou a todos, e houve separatismo dentro do movimento em consequência. A autobiografia, Minha própria história, foi publicado em 1914. Morreu em 1928, tendo atingido a maior de seus objetivos: o direito de voto para as mulheres no Reino Unido.

Pluma Branca[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 1914, no início da Primeira Guerra Mundial, o almirante Charles Fitzgerald fundou a Ordem da Pluma Branca com o apoio da proeminente escritora Mary Augusta Ward. A organização era destinada a envergonhar homens que não se alistavam no exército, persuadindo mulheres a presenteá-los com uma pluma branca se eles não estivessem utilizando uniforme[2]. Isto foi acompanhado por algumas proeminentes feministas e sufragistas da época, tais como Emmeline Pankhurst. Elas, além de distribuir as plumas brancas, também pressionaram para instituir um projeto universal involuntário, que incluiu aqueles que careciam de votos devido a ser demasiado jovem ou não possuir a propriedade. Ironicamente, a maioria dos soldados que foram à guerra nessa época também não tinham direito ao voto.[3]

A Sra. Pankhurst viajou por todo o país, fazendo discursos pró-recrutamento. Suas apoiadoras entregaram a pluma branca a cada homem jovem que elas encontrassem vestindo roupas civis e se reuniam no Hyde Park com cartazes dizendo: “Prendam todos eles’. (Trecho do diário de Sylvia Pankhurst, "The Suffragette Movement")

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Suffragette Humbug | Socialist Standard, June 1908». www.worldsocialism.org. Consultado em 2016-01-28. 
  2. «Cidade britânica encontra símbolo raro da Primeira Guerra». Terra. 11 de Novembro de 2011. Consultado em 23 de Janeiro de 2016. 
  3. Oppermann, Álvaro. «Sufrágio Universal: Eleições - Guia do Estudante». guiadoestudante.abril.com.br. Consultado em 2016-01-28.