Empreendedorismo

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Imagem de Steve Jobs - empreendedor e fundador da Apple Inc.

Empreendedorismo[1][2] é o processo de iniciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes. É um termo muito usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou produtos novos, normalmente envolvendo inovações e riscos.

Pessoas como Bill Gates e Steve Jobs são consideradas empreendedoras por ter inovado no ramo da tecnologia, como no desenvolvimento de Sistema Operacionais, no caso de Bill Gates.

O empreendedorismo está muito relacionado na questão de inovação, onde têm determinado objetivo de criar algo novo dentro de um setor ou criar um novo, diversas startups por exemplo, inovam dentro de um setor existente. Uma grande startup hoje que teve inovações dentro de um setor existente, é a Uber, que deu novas possibilidades no mercado dos táxis.

Conceito[editar | editar código-fonte]

O conceito "Empreendedorismo" foi popularizado pelo economista Joseph Schumpeter, em 1945, como a base de sua teoria da Destruição Criativa. Segundo Schumpeter, o empreendedor é alguém versátil, que possui as habilidades técnicas para saber produzir, e capitalista, que consegue reunir recursos financeiros, organizar as operações internas e realizar as vendas da sua empresa[3]. De fato, Schumpeter chegou a escrever que a medida para uma sociedade ser considerada capitalista é saber se ela confia seu processo econômico ao homem de negócios privado.[4]

Mais tarde, em 1967, com Kenneth E. Knight, e em 1970, com Peter Drucker, foi introduzido ao empreendedorismo a ideia da necessidade de arriscar em algum negócio para montar organização. Já em 1985, com Gifford Pinchot III, foi introduzido o conceito de intra-empreendedor, ou seja, uma pessoa empreendedora, mas que trabalha dentro de uma organização[5].

Para Frank (1967) e Peter Drucker (1970), o empreendedorismo se refere a assumir riscos. Schumpeter amplia o conceito afirmando que " o empreendedor é a pessoa que destrói a ordem econômica existente graças a introdução no mercado de novos produtos/serviços, pela criação de novas formas de gestão ou pela exploração de novos recursos, materiais e tecnologia". Assim, os empreendedores "não são simplesmente provedores de mercadorias ou de serviços, mas fontes de energia que assumem riscos em uma economia em constante transformação e crescimento.” (CHIAVENATO, 2007, p.18).

Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso Robert D. Hisrich, em seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.

Definição[editar | editar código-fonte]

Empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. O papel do empreendedor é identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em um negócio lucrativo.

Em 1993, Regina Silvia Pacheco, faz um dos primeiros usos da palavra "empreendedorismo" na língua portuguesa[6], se referindo às novas estratégias econômicas adotadas, até então, em cidades estrangeiras.

O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto.

Mario Manhães Mosso, porém, volta à definição original de empreendedor, do grego, condutor, mostrando que o empreendedorismo tem mais chances de sucesso através do empresarismo, quer dizer, não basta o gosto por assumir riscos, é importante um comportamento de empresário, que organiza, planeja e estuda profundamente o assunto para ter uma atividade com sucesso consistente. Por isso ele distingue empreendedorismo de empresarismo, e afirma que a mistura é mais saudável e promissora.[7]

Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás. No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade. [8] De acordo com dados do Global Entrepreneurship Monitor, em 2011 o Brasil tinha 27 milhões de adultos entre 18 e 64 anos que já possuíam ou estavam começando seu próprio negócio – o que representa 1 empreendedor a cada 4 adultos brasileiros. Esses dados levaram o Brasil a uma posição destacada de terceiro país mais empreendedor dentre os 54 países estudados. Outro dado interessante encontrado pelo Ipea, uma agência do governo, é que 37 milhões de trabalhos no Brasil estavam associados a negócios acima de 10 funcionários.[9]


Tipos de empreendedores[editar | editar código-fonte]

Facebook Q&A on Entrepreneurship

Os empreendedores podem ser muito diferentes um dos outros, por conta disso podemos classificá-los em diversos “tipos” de empreendedores. Isso dificulta a nomeação porem mostra que qualquer pessoa pode ser um empreendedor independente de suas características. Segue abaixo vários tipos de empreendedores: Texto explicando sobre tipo de empreendedores no geral.[10]

Empreendedor nato[editar | editar código-fonte]

O Empreendedor Nato (Mitológico), que é geralmente os mais conhecidos e reverenciados. Normalmente são pessoas que começaram a trabalhar desde de muito cedo, com poucas condições e acabaram criando grandes empresas. Como desde muito jovens esses empreendedores iniciaram a sua jornada de trabalho acabaram adquirindo a habilidade de negociação e venda. São visionários, otimistas, estão sempre à frente de seu tempo e comprometem-se 100% para realizar os seus sonhos.[11]

Empreendedor que aprende[editar | editar código-fonte]

O empreendedor que aprende pode ser caracterizado por ser aquele que ao se deparar com uma oportunidade de negócio, decide aprender a gerir seu próprio empreendimento. Normalmente são aquelas pessoas que, quando menos esperava, se deparou com uma oportunidade de negócio e tomou a decisão de mudar o que fazia na vida para se dedicar ao próprio negócio, então ele se caracteriza pelo inesperado. Muitas vezes esse tipo de empreendedor, imaginava que seria sempre um empregado, e não gostava de assumir riscos, mas quando surge a oportunidade, ele se vê entusiasmado. E então vem a tomada de decisão, que para esse tipo de empreendedor pode levar um pouco mais de tempo para que ele possa decidir, mas ele acaba assumindo o risco e criando seu próprio negócio, ou fazendo algum tipo de parceria ou sociedade, é o caso clássico de quando a oportunidade “bate na porta”.[12] Um ponto importante a se levantar é que o empreendedor que aprende necessita que surge uma oportunidade, sua característica é de ter uma maior cautela que os demais empreendedores, e por isso quando ele se depara com a oportunidade ele não assume o risco imediatamente, mas sim depois de ver as possibilidades e viabilidade do negócio ou ideia.[13]

Empreendedor serial[editar | editar código-fonte]

O empreendedor serial é aquele que cria um negócio para vendê-lo, dessa forma, o capital ganho com essa ideia inicial é utilizado para criar outro, vendê-lo novamente e criar algo novo sempre, tornando-se uma atividade cíclica. Assim, a venda é parte do fim de um empreendimento e o começo de um novo.[14][15]


Empreendedor corporativo[editar | editar código-fonte]

O empreendedor corporativo tem ganhado importância nos últimos anos, devido ao crescimento de multinacionais e a necessidade de inovação e de continuarem evoluindo. São executivos que se destacam e que buscam crescer dentro da empresa, trazendo bons frutos para a organização. Possuem grande conhecimento em ferramentas administrativas e sabem gerenciar uma equipe com excelência, também são considerados ótimos vendedores e negociadores, pois, sabem vender a sua ideia e trabalhar em situações limitadas, onde a empresa não dá toda a liberdade para o empreendedor agir. É considerado o perfil ideal para se trabalhar em grandes empresas, inclusive são muito procurados por tais organizações. Esse tipo de empreendedor sabe desenvolver seu networking dentro e fora da empresa, para trazer pessoas a equipe e também gerar novas oportunidades. Na maioria das veses são pessoas que sabem se autopromover e são muito confiantes, adorando trabalhar com grandes metas e que geram grandes recompensas.[16]

Empreendedor social[editar | editar código-fonte]

O empreendedor social vem de qualquer setor que seja sem fins lucrativos, possuindo as características dos empreendedores tradicionais de criatividade, visão e determinação. Buscam a inovação social no lugar do dinheiro, através do emprego e focalização na inovação, almejando o benefício social que ela pode trazer. Além, de utilizarem de suas experiências organizacionais e empresariais para ajudar os outros. Os empreendedores sociais podem trabalhar em negócios éticos, órgãos governamentais, públicos, voluntários e comunitários.[17][18]

Empreendedor por necessidade[editar | editar código-fonte]

Empreendedores por necessidade são aqueles que iniciaram um empreendimento autônomo por não possuírem melhores opções para o trabalho e precisam abrir um negócio a fim de gerar renda para si e suas famílias. O empreendedorismo por necessidade.é evidentemente, aquele que está visivelmente menos fadado ao sucesso, embora existam sim alguns casos de sucesso, a grande maioria desses emprendedores entram no mercado totalmente despreparados, sem conhecimento dos verdadeiros riscos, e totalmente expostos ao fracasso.[19]

Empreendedor herdeiro[editar | editar código-fonte]

O empreendedor herdeiro é motivado desde cedo à empreender. Ele tem a missão de continuar o legado da família, administrando a empresa e os recursos nela envolvidos à fim de que o empreendimento se sustente por mais tempo. Atualmente é comum que executivos sejam contratados para gerir empresas familiares, mas o empreendedor herdeiro sempre acompanha de perto as atividades a fim de dar suas impressões e sugestões. O perfil de empreendedor herdeiro não é único, existem os tipos mais inovadores, que tendem a buscar medidas diferentes das que estão atuando na empresa e que são mais visionários. Por outro lado, existem o tipo mais conservador, que tende a manter as coisas como estão e tem uma gestão muito mais próxima da gestão anterior.[20]

Empreendedor normal[editar | editar código-fonte]

O empreendedor normal (planejado) é aquele que busca se capacitar, preocupando-se com os próximos passos da organização, minimizando os riscos, que possui clara visão do futuro e de duas metas para a organização. O planejamento aumenta a capacidade do negócio ser bem sucedido, logo, o empreendedor normal seria o mais completo e uma referência a ser seguida, mas que não representa uma quantidade expressiva de empreendedores na prática.[21]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Empreendedorismo». Consultado em 25/02/2016. 
  2. «Aumenta o empreendedorismo no Brasil». 
  3. Castor, B.V,J., Zugman, F, Dicionário de Termos de Estratégia Empresarial, Editora Atlas, p89-91, 2009
  4. McCraw, T.K., Prophet of Innovation, Harvard University Press, p7-9, 2007
  5. Pinchot III, G. (1985). Intrapreneurship. New York, NY: Harper & Row.
  6. PACHECO, Regina Silvia Viotto Monteiro. (1993). "Iniciativa Econômica Local: A Experiência do ABC.". Parceria Público-Privado-Cooeração Financeira e organizacinal entre o Setor Privado e Administrações Públicas Locais.: 221-236. São Paulo: Summus.
  7. MOSSO, Mario Manhães. Pequena Empresa e Empreendedorismo – Eternamente Fênix. Rio de Janeiro, Qualitymark, 2010, p. 246.
  8. ARMOND, E. P. R. A. C. Empreendedorismo. IESDE Brasil S. A. Curitiba, 2012.
  9. <<Um espírito para a empresa>>[1] 13 de Setembro de 2016.
  10. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m
  11. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m
  12. GONZAGA, Carlos Alberto Marçal. Empreendedorismo e desafios socioambientais. 2015.
  13. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m
  14. Artigo: Recomeço aos 100 milhões. Revista: EXAME. Editora: Abril. Edição: Nov. 27, 2013 p. 38.
  15. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m
  16. HASHIMOTO, M.Espírito empreendedor nas organizações: aumenta a competitividade através do intra empreendedorismo. São Paulo:Saraiva,2005.
  17. Livro: Empreendedorismo social no Brasil: atual configuração, perspectivas e desafios. Editora: Revista FAE Centro Universitário. Ano: 2004. Autor: Edson Marques Oliveira. Volume 7, número 2, p.9-18.
  18. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m
  19. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m
  20. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m
  21. Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Português
  • Vôo do Camaleão, O (2006), Scortecci Editora, J.Caetano M. N.
  • VENTURA, Gregorio Borges. Projeto empresa junior : inserindo o universitario no mercado de trabalho. Montes Claros, MG: Unimontes, 2000.
  • Segredo de Luisa, O (2008) - GMT - Dolabela, Fernando
  • Boa idéia! E agora? Plano de negócio (2000) - Editora de Cultura - Dolabela, Fernando
  • Empreender fazendo a diferença (2004) - Fundamento - Gerber, Michael E.
  • Mito do empreendedor - Revisitado (1996) - Saraiva - Gerber, Michael E.
  • Espirito empreendedor nas organizaçoes (2005) - Saraiva - Hashimoto, Marcos
  • Empreendedorismo: empreendedores e proprietários-gerentes de pequenos negócios (1999)- Revista de Administração, São Paulo v.34, nº2, p.05-28 Filion, Louis Jacques
  • CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 1994.
  • DEGEN, Ronald Jean. O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. São Paulo: McGraw-Hill, 1989.
  • EMPINOTTI, Moacir. Os valores e serviços da pessoa humana. PortoAlegre: EDIPUCRS, 1994.
  • GERBER, Michael E. O mito do empreendedor: como fazer de seu empreendimento um negócio bem sucedido. São Paulo: Saraiva, 1996.
  • GERBER, Michael E. Empreender fazendo a diferença. São Paulo: Fundamento Educacional, 2004.
  • LEITE, Emanuel. O fenômeno do empreendedorismo: criando riquezas. Recife: Bagaço, 2000.
  • LEZANA, A. G.R. & TONELLI, A. Novos empreendedores nas escolas técnicas. Módulo 1 – O empreendedor. São Paulo: Instituto Uniemp, 1995.
Outras línguas'
  • Cantillon, R. Essai sur la Nature du Commerce in Général. 1759
  • Drucker, P. (1970) "Entrepreneurship in Business Enterprise", Journal of Business Policy, vol 1, 1970.
  • Knight, K. (1967) "A descriptive model of the intra-firm innovation process", Journal of Business of the University of Chicago, vol 40, 1967.
  • Pinchot, G. (1985) Intrapreneuring, Harper and Row, New York, 1985.
  • Schumpeter, J. (1950) Capitalism, Socialism, and Democracy, 3rd edition, Harper and Row, New York, 1950.