Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

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Correios
Sede dos Correios em Brasília.
Razão social Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
CorreiosPar
Tipo Empresa de capital fechado
Slogan Soluções que aproximam
Indústria Correio
Gênero Empresa pública
Fundação 25 de janeiro de 1663 (Correio-Mor)

20 de março de 1969 (ECT)

Sede Brasília,  Brasil
Proprietário(s) Governo Federal do Brasil
Presidente Guilherme Campos[1]
Empregados 125.337 [2]
Produtos
Lucro Baixa R$ 2 bilhões (2016)[3]
Faturamento Aumento R$ 16,666 bilhões (2013)[4]
Website oficial www.correios.com.br

Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou, simplesmente, Correios, é uma empresa pública federal responsável pela execução do sistema de envio e entrega de correspondências no Brasil.

A Constituição Federal do Brasil prevê a exclusividade da união sobre a entrega de correspondências de interesse específico do destinatário e esse serviço reservado só pode ser prestado, exclusivamente, pelo operador encarregado pela sua universalização, a ECT, como forma de financiar a prestação dos serviços deficitários aos cidadãos. A legislação brasileira prevê o monopólio somente nos serviços de: carta; cartão postal; correspondência agrupada e telegrama.[5]

A ECT tem origem com a criação do cargo de Correio-mor das cartas do mar em 1663. Em 1980, a empresa criou em Brasília o Museu Postal e Telegráfico da ECT. Atualmente denomina-se Museu Nacional dos Correios e de acordo com a página oficial[6] tem mais de um milhão de peças da história postal, telegráfica e filatélica brasileira. Em 25 de janeiro de 2013, o serviço postal oficial brasileiro fez 350 anos e, para celebrar a data, lançou selos e logomarca alusivas ao evento.[7]

O Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) é um fundo de pensão que gerencia a previdência complementar dos funcionários da Correios. É o maior fundo de pensão em número de participantes no país.[8]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Edifício Sede da ECT, em Brasília

Os Correios tiveram sua origem no Brasil em 25 de janeiro de 1663, com a criação do Correio-Mor no Rio de Janeiro, então capital da Colônia. Em 1931 o decreto 20.859, de 26 de dezembro de 1931[9] funde a Diretoria Geral dos Correios com a Repartição Geral dos Telégrafos e cria o Departamento dos Correios e Telégrafos.[10] A ECT foi criada a 20 de março de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações mediante a transformação da autarquia federal que era, então, Departamento de Correios e Telégrafos (DCT). A mudança não representou apenas uma troca de sigla, foi seguida por uma transformação profunda no modelo de gestão do setor postal brasileiro, tornando-o mais eficiente.[11]

Nos anos que se seguiram, vários serviços foram sendo incorporados ao portfólio da empresa. Além dos tradicionais serviços de cartas, malotes, selos e telegramas, entre os novos serviços podem ser destacados os pertencentes à família SEDEX, serviço de encomendas expressas. Ao todo são mais de cem produtos e serviços oferecidos pela maior empregadora do Brasil (no início de 2008 com mais de 109 mil empregados próprios, além dos terceirizados), sendo a única empresa a estar presente em todos os municípios do país, com uma vasta rede de unidades próprias e franqueadas.[11] Diversos dos produtos e serviços da ECT podem ainda ser adquiridos pela internet.

Modernização[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1990, discutiu-se a possibilidade de uma modernização da empresa. A proposta do novo sistema postal estava baseada no aumento da oferta de serviços, na modernização tecnológica e na consolidação e ampliação do papel social dos Correios como agente prestador de serviços públicos. Para isso, o Ministério das Comunicações do Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso desenvolveu um projeto para o setor postal brasileiro que foi implantado a partir de 1997, denominado Reforma Estrutural do Setor Postal Brasileiro (RESP). As diretrizes acionadas na elaboração da reestruturação postal abarcavam os seguintes aspectos[12]:

  1. Reforma Regulamentar do Setor Postal: definição de um novo modelo de exploração dos serviços postais no Brasil, envolvendo questões fundamentais como serviços universais, monopólio, controle da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, órgão regulador, etc.;
  2. Reforma comercial e organizacional da ECT: modernização da empresa, (...) preparando-a para atuar em um novo contexto regulamentar a ser implantado no setor;
  3. Serviços Financeiros Postais: a utilização da infraestrutura de atendimento da ECT para que, em parceria com o Sistema Financeiro Nacional, sejam prestados serviços financeiros básicos à parcela da sociedade atualmente não atendida pela rede bancária, isto é, a população rural e a população urbana de baixa renda.

As propostas foram apresentadas na Nova Lei Postal, que tramitou, sem ser aprovada, até o início de 2003, quando foi arquivada. Durante os anos 2000, novamente os Correios foram alvo de propostas de mudanças e modernização, retomando, em alguns aspectos, o que fora planejado na década de 1990. A empresa, ao longo dos anos 2000, esteve no epicentro do escândalo do "Mensalão" e apresentou problemas operacionais que foram divulgados como a "crise dos Correios". Apesar disso, a estatal foi palco de diversas inovações em seus processos gerenciais e comerciais[1][13].

Logotipos[editar | editar código-fonte]

Produtos e serviços postais e filatélicos[editar | editar código-fonte]

Carro do SEDEX.
Um Telegrama do Brasil datado de 10 de abril de 1972.

Produtos e serviços de conveniência[editar | editar código-fonte]

  • Achados e Perdidos
  • Agenda
  • Caixas para embalagens
  • Camisas da Griffe Via Postal
  • Canal virtual de compras CorreiosNet Shopping
  • Cartão telefônico
  • Certificado digital
  • Consulta de proteção ao crédito
  • Envelope
  • Emissão, regularização e atualização de CPF
  • Quebra-cabeças
  • Recebimento de Contas
  • Serviços bancários (Banco postal)
  • Seguro DPVAT
  • Venda de consórcio

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Correios (ed.). «Diretoria Executiva». Consultado em 5 de novembro de 2017 
  2. Correios (ed.). «Principais números». Consultado em 5 de novembro de 2017 
  3. G1, ed. (4 de janeiro de 2017). «Correios têm novo prejuízo de R$ 2 bilhões e recebem aval para PDV». Consultado em 5 de novembro de 2017 
  4. Correios, ed. (2013). «Demonstrações financeiras 2013» (PDF). Consultado em 4 de novembro de 2017 
  5. Decreto-Lei nº 509/69, ratificado pela Lei nº 6.538/78
  6. Correios (ed.). «Sobre o Museu». Consultado em 5 de novembro de 2017 
  7. Correios, ed. (2013). «Revista especial Correios 350 anos». Consultado em 5 de novembro de 2017 
  8. Postalis (ed.). «Sobre». Consultado em 5 de novembro de 2017 
  9. Decreto nº 20.859, de 26 de Dezembro de 1931 Cria o Departamento dos Correios e Telégrafos pela fusão da Diretoria Geral dos Correios com a Repartição Geral dos Telégrafos e aprova o regulamento da nova organização administrativa. Acesso em 16/03/2013. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-20859-26-dezembro-1931-503678-publicacaooriginal-1-pe.html
  10. BARROS NETO, João Pinheiro de.Administração Pública no Brasil: uma breve história dos correios. São Paulo; annablume, 2004. ISBN 8574194476
  11. a b Correios (ed.). «História». Consultado em 5 de novembro de 2017 
  12. Teixeira, Tadeu Gomes (Dezembro de 2014). «O sistema postal brasileiro em transformação: propostas e mudanças na regulação do mercado e na reestruturação do modelo organizacional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (1994-2011». Revista de Administração Pública. 48 (6): 1355–1380. ISSN 0034-7612. doi:10.1590/0034-76121470. Consultado em 3 de novembro de 2017 
  13. TEIXEIRA, Tadeu Gomes (2016). Os Correios e as Políticas Governamentais: mudanças e permanências (PDF). Salvador: UFBA. 280 páginas. Consultado em 3 de novembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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