Encourados

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Portugal Encourados  
—  Freguesia portuguesa extinta  —
Igreja de Encourados
Igreja de Encourados
Encourados está localizado em: Portugal Continental
Encourados
Localização de Encourados em Portugal Continental
Coordenadas 41° 31' 51" N 8° 31' 56" O
Concelho primitivo Barcelos
Concelho (s) atual (is) Barcelos
Freguesia (s) atual (is) Areias de Vilar e Encourados
Extinção 28 de janeiro de 2013
Área
 - Total 4,40 km²
População (2011)
 - Total 514
    • Densidade 116,8 hab./km²
Freguesia de Encourados

Encourados foi uma freguesia portuguesa do concelho de Barcelos, com 4,40 km² de área²)[1] e 514 habitantes (2011)[2]. Densidade: 116,8 hab/km².

Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de Areias de Vilar, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Areias de Vilar e Encourados com sede em Areias de Vilar.[3]

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Encourados (1864 – 2011) [4]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
369 365 369 372 379 361 432 475 445 472 392 522 600 559 514
         Evolução da População desde 1864 até 2011                 Evolução dos Grupos Etários (2001 e 2011)                   

Evolução da  População  1864 / 2011; Variação da População  1864 / 2011; A População em 2001; A População em 2011;

História[editar | editar código-fonte]

Encourados, orago S. Tiago, era uma vigararia da apresentação do Reitor do convento de S. João Evangelista de Vilar de Frades. Esta Igreja veio ao padroado do convento em virtude da troca, feita em 1441 com o Arcebispo de Braga D. Fernando da Guerra, pela Igreja de Calvelo (Calvelo pertencia ao convento de Vilar de Frades pela renúncia do seu último abade Gonçalo Dias de Barros).

Encourados significa homens revestidos de couro, ou que vão à guerra protegidos pela Coura, gibão com abas.

Esta localidade vem nas Inquirições de D. Afonso II de 1220 com a designação – “De Santo Jacobo de Encoirados de Cauto de Martim”, nas Terras de Penafiel. Nelas se diz que o rei não tem aqui reguengo algum e não recebe qualquer foro; que esta Igreja tem sesmarias, Tibães 5 casais e Vilar de Frades 19 casais. Encourados era, como vimos, do couto de Martim, passando depois para o de Vilar de Frades.

Era aqui o solar da nobre e antiga família dos Encourados, hoje extinta ou antes diluído o seu sangue em outras não menos distintas. A casa solar desta família devia ter sido na Torre Velha. Este nome parece indicá-lo, além de que alguns vestígios de construções, que naquele lugar se viam há mais de meio século, levam-nos a acreditar na existência ali de alguns paços ou casas nobres.

Nesta povoação existem várias casas importantes entre as quais se podem destacar: a Casa de Encourados, perto da igreja Paroquial, a Casa da Portagem, a do Adro, a da Torre Velha e a de Barreiros. Esta última é considerada pelo povo como a casa do Sargento-Mor do romance, não obstante o autor daquele livro a ter situado em Areias de Vilar.

Desta casa actualmente apenas existe de interessante um portão em estilo clássico, tendo ao lado um escudo ou emblema que contém em chefe uma cruz aberta de campo e em contra-chefe cinco ciprestes, mal arrumados, sem qualquer outra peça, ornato ou distintivo.

Em volta da casa de Barreiros ainda vive gente com os nomes e alcunhas dos valentes soldados das Ordenanças dos coutos de Vilar e Manhente que figuram no romance. Esta admirável obra, levada já ao palco, esteve há alguns anos para ser filmada.

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Reza a lenda que, quando os franceses passaram por este povoado, em Março de 1809, acamparam no sítio das Barrocas. Deu-se nessa ocasião um facto que corre na tradição oral do povo.Um soldado, precisando de mantimentos, foi pedir ou exigir milho a um lavrador do lugar de Vilarinho. Este acedeu imediatamente ao pedido, mas quando o francês ia encher confiadamente o saco debruçado na tulha, o proprietário fazendo desta guilhotina, deixou cair a tampa sobre o pescoço do infeliz, matando-o.

Receoso porém da eventual reivindicação dos companheiros da vítima e para encobrir a sua façanha, lançou em seguida o cadáver dentro de um poço ali perto. Passadas as horas temerosas da invasão foi retirado o corpo da água e enterrado convenientemente. Ainda existe, naquele lugar, uma modesta cruz de pedra, que a piedade cristã levantou para comemorar este facto.

Resultados eleitorais para a Junta de Freguesia[editar | editar código-fonte]

Partidos % M % M % M % M % M % M % M % M % M
1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009
PPD/PSD 58,5 6 42,1 4 26,6 2 29,5 2 34,8 2 42,0 3 50,6 4 63,4 5 57,5 4
CDS-PP 37,2 3 55,3 5 65,0 5 68,1 5 62,1 5 44,7 4 40,9 3 19,8 1
PS 9,8 6,7 13,3 1 40,6 3

Referências

  1. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2012.1
  2. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 6 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de Dezembro de 2013 
  3. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.
  4. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
Ícone de esboço Este artigo sobre freguesias portuguesas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.