Enel Distribuição São Paulo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Enel Distribuição São Paulo
Razão social Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A
Atividade Utilidade
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 1999 (22 anos)
Sede São Paulo, SP, Brasil
Área(s) servida(s) 24 municípios do Estado do São Paulo
Proprietário(s) Enel Brasil
Presidente Max Xavier Lins
Empregados 7.355
Produtos Distribuição de energia elétrica
Empresa-mãe Enel
Lucro Lucro R$ 777,067 milhões (2019)[1]
Antecessora(s) Eletropaulo, Eletropaulo Metropolitana, AES Eletropaulo
Website oficial [1]

A Enel Distribuição São Paulo, anteriormente Eletropaulo Metropolitana e AES Eletropaulo, é uma empresa concessionária de distribuição de energia elétrica com atuação no estado do São Paulo, e com sede em Barueri. Também foi conhecida apenas como Eletropaulo, uma empresa estatal extinta, da qual a Enel Distribuição São Paulo era parte antes de ser privatizada.

História[editar | editar código-fonte]

Originário das empresas Light & Power Company Limited, Light - Serviços de Eletricidade SA e Eletropaulo, no dia 4 junho de 2018, a Enel Brasil comprou 73,38% das ações da Eletropaulo, por R$ 5,55 bilhões. Com o negócio, realizado por meio de leilão na B3, o grupo europeu se tornou líder na distribuição de energia elétrica na América Latina, atendendo 17 milhões de clientes no Brasil. Deste modo, a Enel passou a atuar nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás.

A partir desse dia, a americana AES e o BNDES, entre outros acionistas, deixaram de fazer parte da estrutura societária da Eletropaulo. A Enel Brasil realizou outras ofertas de aquisição de ações em 2018, chegando a ter 93,3% do capital da empresa.

A compra foi concluída e homologada em 3 de dezembro de 2018. Com a mudança em sua estrutura acionária, a Eletropaulo Metropolitana passou a se denominar Enel Distribuição São Paulo desde dezembro de 2018.

Ainda em 2019, a Enel São Paulo registrou um lucro de R$ 777 milhões, versus R$ 315,2 milhões de prejuízo da Eletropaulo em 2018[2], com melhoria dos indicadores de qualidade DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), sendo uma das fornecedoras de energia que mais evoluíram no período. A Enel também fez nova oferta de ações, adquirindo mais 1,48% do capital social e removendo as ações de emissão do segmento especial de listagem no Novo Mercado.

Dados da Enel São Paulo[editar | editar código-fonte]

Atualmente[quando?], a Enel São Paulo é considerada a maior distribuidora de energia elétrica da América Latina, entregando eletricidade para 7,2 milhões de clientes em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, de acordo com dados divulgados em 2018 pela Agência Brasil [3]. Nessa região, a distribuidora atende, ao todo, mais de dezoito milhões de pessoas, concentradas em oito milhões de unidades consumidoras. Também conta com 5.939 colaboradores próprios ao final do terceiro trimestre de 2020 e 20.720 colaboradores contratados. O consumo anual aproximado é de 42 mil gigawatts-hora (GWh) de energia e a área de concessão da empresa é de 4.526 km quadrados, o que equivale a 1,6 mil consumidores por quilômetro quadrado.

O sistema de distribuição da Enel São Paulo é formado por 163 estações transformadoras de distribuição (ETD), totalizando 12,6 GVA de potência instalada, 1,7 mil quilômetros de circuito de subtransmissão (138/88 kV) e uma rede de aproximadamente 311 mil quilômetros de condutores aéreos, além de três mil quilômetros de condutores subterrâneos e 1,2 milhão de postes.

Área de concessão[editar | editar código-fonte]

A área de concessão da Enel Distribuição São Paulo engloba 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a Capital: São Paulo, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar, Santana de Parnaíba, Barueri, Osasco, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Cotia, Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Juquitiba, Diadema, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santo André, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá.

Projetos[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2020, a Enel Distribuição São Paulo lançou a Chamada Pública de Projetos (CPP) de Eficiência Energética 2020[4], com inscrições até janeiro de 2021, que incentiva consumidores da concessionária a apresentarem projetos de consumo eficiente de energia elétrica. A Enel Distribuição São Paulo, ainda em 2020, fechou uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (SENAI-SP), por meio da Plataforma de Inovação da Indústria, para o desenvolvimento do “Plano imersivo para desenvolvimento de colaboradores com tecnologias digitais”. A iniciativa prevê a remodelagem do plano atual de treinamento e desenvolvimento de colaboradores, considerando a inserção da tecnologia de realidade virtual, associada a novas funcionalidades como a inteligência artificial e uso de sensores biomédicos, para avaliar e traçar o comportamento dos colaboradores, no decorrer das atividades do treinamento, a fim de melhorar o nível de excelência operacional, mitigar riscos e acidentes de trabalho.

Enel na pandemia de COVID-19[editar | editar código-fonte]

A pandemia por coronavírus impactou os negócios e serviços do mundo todo e a Enel sentiu os efeitos da crise sanitária global. A Distribuidora São Paulo da concessionária registrou lucro líquido de 256 milhões de reais nos nove primeiros meses de 2020, o que significou uma queda de 53,1% em relação a igual período do ano passado.[5] No entanto, para driblar os entraves gerados para os consumidores, a concessionária tomou algumas medidas como a suspensão do corte do fornecimento de energia por inadimplência até determinados prazos, disponibilidade de biblioteca virtual para clientes que aderiram à conta digital e agendamento virtual para os que precisassem de atendimento nas lojas, para a resolução de alguns serviços. A concessionária na região São Paulo também investiu R$ 684 milhões na modernização, expansão, digitalização e manutenção da rede elétrica nos 24 municípios de sua área de concessão, entre os meses de janeiro a setembro de 2020. No período, foram realizadas ações para melhorar o fornecimento de energia e reduzir o número de consumidores impactados em caso de interrupção no fornecimento, que vão desde a instalação de dispositivos com religamento automático até podas de árvores em conflito com a rede elétrica. Todos os serviços foram executados por trabalhadores utilizando todo os equipamentos de proteção individual e coletivos tradicionais, além de máscara, luvas e álcool em gel, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).[6]

Referências

  1. Wellington Bahnemann (13 de março de 2011). «Lucro da AES Eletropaulo aumenta 16,5% em 2010». Agência Estado. Exame. Consultado em 4 de fevereiro de 2012 
  2. «Enel SP reverte prejuízo e lucra R$ 777 milhões em 2019». Valor Econômico. Consultado em 9 de dezembro de 2020 
  3. «Enel anuncia R$ 3,1 bi em distribuição de energia em São Paulo». Agência Brasil. 3 de dezembro de 2018. Consultado em 9 de dezembro de 2020 
  4. ABCdoABC, Portal do. «Enel São Paulo lança chamada pública de projetos de Eficiência Energética 2020». www.abcdoabc.com.br. Consultado em 9 de dezembro de 2020 
  5. «Lucro líquido da Enel São Paulo cai 53% nos 9 primeiros meses do ano com pandemia». Money Times. 3 de novembro de 2020. Consultado em 9 de dezembro de 2020 
  6. ABCdoABC, Portal do. «Enel SP investe R$ 684 milhões em melhorias e manutenção na rede elétrica». www.abcdoabc.com.br. Consultado em 9 de dezembro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]