Enel Distribuição São Paulo

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Enel Distribuição São Paulo
Razão social Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A
Atividade Utilidade
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 1981 (41 anos)
Sede São Paulo, SP, Brasil
Área(s) servida(s) 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo
Proprietário(s) Enel Brasil
Presidente Max Xavier Lins
Empregados 5.939
Produtos Distribuição de energia elétrica
Empresa-mãe Enel
Lucro Lucro R$ 777,067 milhões (2019)[1]
Antecessora(s) Eletropaulo, Eletropaulo Metropolitana, AES Eletropaulo
Website oficial enel.com.br/pt-saopaulo

Anteriormente conhecida como Eletropaulo Metropolitana e AES Eletropaulo, a concessionária Enel Distribuição São Paulo realiza a distribuição de energia elétrica em 24 municípios da Grande São Paulo.

Agora privatizada, a companhia também foi conhecida pelo grande público como Eletropaulo, empresa estatal extinta.

História[editar | editar código-fonte]

Adquirida pela Enel Brasil em 4 de junho de 2018, a distribuidora é oriunda das empresas Light & Power Company Limited, Light - Serviços de Eletricidade SA e Eletropaulo.

Na ocasião, a companhia italiana pagou R$ 5,55 bilhões, o que representa 73,38% do capital total da concessionária paulista. A partir dessa data, entre outros acionistas, a americana AES e o BNDES, deixaram de fazer parte do quadro societário da Eletropaulo.

Chegando a possuir 93,3% do capital da empresa, a Enel Brasil realizou outras ofertas de aquisição de ações em 2018. Durante 2019, a companhia realizou novas operações com o intuito de aumentar o capital e a oferta pública de aquisição de ações, passando a deter 100% do capital da concessionária no final do mesmo ano. Dessa forma, as ações da Enel SP deixaram de ser negociadas no Novo Mercado da B3, mantendo o registro de companhia de capital aberto na categoria B.

A distribuidora atende quase 18 milhões de clientes no Brasil, espalhados entre os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás.

A conclusão e homologação da compra aconteceu no dia 3 de dezembro de 2018. Com alteração na estrutura acionária, a Eletropaulo Metropolitana passou a se denominar Enel Distribuição São Paulo.

A Enel Distribuição São Paulo obteve um lucro de R$ 777 milhões, versus um prejuízo de R$ 315,2 milhões da Eletropaulo em 2018, com melhoria dos indicadores de qualidade DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). Com uma nova oferta de ações, a Enel também adquiriu mais 1,48% do capital social e removeu as ações de emissão do segmento especial de listagem no Novo Mercado.

A companhia tem investido na expansão, fortalecimento e modernização dos seus ativos, com destaque na automação da rede elétrica, no crescimento dos canais digitais de atendimento e na expansão do parque elétrico (subestações e linhas de sub-transmissão e distribuição.[2]

Administração[editar | editar código-fonte]

  • Max Xavier Lins, Diretor Presidente
  • Vicenzo Ruotolo, Diretor de Operações de Infraestrutura e Redes;
  • Marcia Massotti de Carvalho, Diretora de Sustentabilidade;
  • Flavia da Silva Baraúna, Diretora de Serviços;
  • Janaína Savino Vilella Carro, Diretora de Comunicação;
  • Anna Paula Hiotte Pacheco, Diretora de Regulação;
  • Luiz Flavio Xavier de Sá, Diretor de Mercado;
  • VAGO, Diretor de Compras;
  • José Nunes de Almeida Neto, Diretor de Relações Institucionais;
  • Raffaele Enrico Grandi, Diretor de Administração, Finanças, Controle e Relações com Investidores;
  • Ana Claudia Gonçalvez Rabello, Diretor Jurídico;
  • Alain Rosolino, Diretor de Pessoas e Organização;
  • VAGO, Diretor de Engenharia e Construção.

Dados da Enel São Paulo[editar | editar código-fonte]

Entregando eletricidade para 7,5 milhões de clientes espalhados em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital paulista, a Enel Distribuição São Paulo é  a segunda maior distribuidora de energia elétrica do Brasil.[3]

Por ano, o consumo aproximado é de 42 mil gigawatts-hora (GWh) de energia para uma área de 4.526 km quadrados, o que equivale a 1,6 mil consumidores por quilômetro quadrado.[4]

Composto por 162 ETDs (estações transformadoras de distribuição), o sistema da Enel Distribuição São Paulo, totaliza 12,6 GVA de potência instalada, 44.132 quilômetros de linhas de distribuição e 1.835 quilômetros de linhas de transmissão.[5]

Área de concessão[editar | editar código-fonte]

A área de concessão da Enel Distribuição São Paulo engloba 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a Capital: São Paulo, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar, Santana de Parnaíba, Barueri, Osasco, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Cotia, Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Juquitiba, Diadema, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santo André, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá.

Projetos[editar | editar código-fonte]

Com inscrições até janeiro de 2021, a Enel Distribuição São Paulo lançou, em novembro de 2020, a Chamada Pública de Projetos (CPP) de Eficiência Energética 2020, que incentiva consumidores da companhia a apresentarem seus projetos de consumo eficiente de energia elétrica.

Em 2020 a Enel Distribuição São Paulo  também fechou uma parceria com o SENAI-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo), por meio da Plataforma de Inovação da Indústria para o desenvolvimento do “Plano imersivo para desenvolvimento de colaboradores com tecnologias digitais”.

A iniciativa visa a reformulação do plano de treinamento e desenvolvimento de colaboradores, considerando a inclusão da tecnologia de realidade virtual, inteligência artificial e uso de sensores biomédicos. A finalidade é analisar e traçar o comportamento dos colaboradores no decorrer das atividades do treinamento com o intuito de melhorar o nível de excelência operacional, diminuir riscos e acidentes durante a realização do trabalho.

Em janeiro de 2021, a companhia lançou o projeto Smart Meter, uma nova iniciativa de digitalização. Parcialmente custeado com recursos do Programa de P&D da Aneel, que irá destinar R$ 121 milhões à ação, a Enel instalará 300 mil medidores inteligentes dentro de sua área de concessão.[6]

A substituição de 150 mil medidores nos bairros de Pirituba e Perus, na capital paulista, até setembro de 2021, contemplam a primeira fase do projeto.

Enel na pandemia de COVID-19[editar | editar código-fonte]

A pandemia causada pelo coronavírus (COVID-19) impactou os negócios e serviços da Enel e, assim como diversas companhias, a distribuidora sentiu os efeitos da grande crise sanitária.

A Enel Distribuição São Paulo, por exemplo, obteve lucro líquido de 256 milhões de reais de janeiro a agosto de 2020, o que representou uma queda de 53,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com  o intuito de driblar os entraves que a pandemia gerou aos consumidores, a Enel tomou algumas medidas, como a interrupção do corte do fornecimento de energia em casos de inadimplência até determinados prazos, disponibilizou também uma biblioteca virtual aos clientes que aderiram à conta digital e ao agendamento virtual para os que precisassem de atendimento nas lojas físicas, para a resolução de alguns serviços.

Em todos os serviços realizados pelos trabalhadores da companhia, foram utilizados equipamentos de proteção individual e coletivos tradicionais. Além disso, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de máscara, luvas e álcool em gel, é constante em todas as atividades.

Uma parceria entre a Enel Distribuição São Paulo, Enel X e Riba, disponibilizou, em julho de 2020, quatro scooters elétricas que foram úteis na distribuição das marmitas às famílias atendidas pela Associação de Moradores de Paraisópolis.[7]

Capazes de realizar uma entrega diária de 2.400 marmitas, as scooters, além de serem adequadas à geografia da comunidade, são uma fonte de geração de trabalho e de renda, uma vez que os entregadores contratados residem na própria comunidade. Entre setembro e outubro do mesmo ano, a Enel Distribuição São Paulo fez a doação de 11 toneladas de verduras e legumes orgânicos para o projeto Bistrô Mãos de Maria.[8]

Localizado em Paraisópolis, o projeto, em parceria com a ONG Cidade Sem Fome, produz e distribui marmitas aos moradores da comunidade.

Os alimentos doados são resultado do projeto Enel Compartilha Hortas em Rede, responsável pela produção de alimentos orgânicos em uma horta localizada em um terreno da distribuidora na Zona Leste de São Paulo.

Referências

  1. Wellington Bahnemann (13 de março de 2011). «Lucro da AES Eletropaulo aumenta 16,5% em 2010». Agência Estado. Exame. Consultado em 4 de fevereiro de 2012 
  2. «ENEL BRASIL CELEBRA DOIS ANOS EM SP COM AVANÇO NA DIGITALIZAÇÃO DA REDE ELÉTRICA E CANAIS DE ATENDIMENTO». Abradee. 11 de dezembro de 2020. Consultado em 15 de janeiro de 2022 
  3. «ENEL DISTRIBUIÇÃO SÃO PAULO REGISTROU MAIS DE 1600 OCORRÊNCIAS COM PIPAS NA REDE ELÉTRICA ENTRE JANEIRO E NOVEMBRO DE 2021». Abradee. 14 de dezembro de 2021. Consultado em 11 de fevereiro de 2022 
  4. «Central de Resultados». Ri.eneldistribuicaosp. 26 de outubro de 2021. Consultado em 30 de janeiro de 2022 
  5. «Central de Resultados». Enel. 30 de abril de 2021. Consultado em 1 de fevereiro de 2022 
  6. «Com projeto-piloto Smart Meter, Enel SP instala 89 mil medidores inteligentes». Canal Energia. 17 de agosto de 2021. Consultado em 3 de dezembro de 2021 
  7. «ENEL X, EM PARCERIA COM A ENEL DISTRIBUIÇÃO SÃO PAULO E A RIBA, CRIA SISTEMA DE ENTREGAS DE MARMITAS NA COMUNIDADE DE PARAISÓPOLI». portal.connectedsmartcities. 30 de julho de 2020. Consultado em 4 de novembro de 2021 
  8. «Enel doa 11 toneladas de orgânicos para moradores de Paraisópolis». Ciclo Vivo. 27 de outubro de 2020. Consultado em 10 de fevereiro de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]