Energia solar no Brasil

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Potencial solar do território brasileiro

Do total matriz energética brasileira, menos de 0,75% é produzido através sistemas solares fotovoltaicos. De acordo com dados de 2018, o equivalente a 1,19 GW de potência instalada[1].[2]

O Brasil recebe uma insolação (número de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano, sendo que na região Nordeste há uma incidência média diária entre 4,5 a 6 kWh. É o país com a maior taxa de irradiação solar do mundo.[3]

Leilões[editar | editar código-fonte]

O governo brasileiro realizou dois leilões exclusivos para energia solar. O primeiro foi realizado a nível nacional, em outubro de 2014, e resultou na contratação de 890 MW, sendo que o valor final atingiu R$ 215,12 / MWh. O segundo, realizado em agosto de 2015, terminou com a contratação de 833,80 MW, a um valor médio de R$ 301,79 / MWh. Outro leilão deve ocorrer em novembro de 2015.[4]

Em dezembro de 2017, a energia solar foi a grande vencedora do leilão realizado, com a contratação de 172,6 MW médios, envolvendo investimento de R$ 3,8 bilhões, e uma potência de 790 megawatts-pico (MWp). O preço médio da fonte foi de R$ 145,68/MWh, deságio de 55,7% em relação ao máximo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).[5]

No leilão realizado em abril de 2018, as usinas solares também responderam pela maior parte da contratação, com 806,6 MW em capacidade, com preços entre R$ 117 e R$ 118, contra um recorde anterior de R$ 143,50 reais, e com deságio de cerca de 60 %.

Em 2018, estavam em construção empreendimentos que acrescentariam 588 MW de energia solar à matriz energética brasileira, no Ceará, Bahia, Minas Gerais e Paraíba; e outros com capacidade total de 880 MW estavam a espera de a construção ser iniciada.[1]

Usinas Solares[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2011 foi inaugurada no município de Tauá, no sertão do Ceará, a MPX Tauá, primeira usina solar fotovoltaica a gerar eletricidade em escala comercial no Brasil. A usina tem capacidade inicial de geração de 1 megawatt.[6]

Até 2017, a maior usina solar do país era a Usina Solar Cidade Azul, construída pela Tractebel Energia, composta por 19.424 painéis solares e estando localizada em uma área de 10 hectares às margens da BR-101, no município de Tubarão, estado de Santa Catarina, e gerando energia 3 MW, suficiente para abastecer cerca de 2.500 residências. O projeto faz parte de um investimento de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).[7][8]

No ano de 2017, entraram em operação as usinas Complexo Solar Lapa (BA), com 158 MW, Parque Solar Ituverava (BA), com 254 MW, e o Parque Solar Nova Olinda (PI), com 292 MW, consideradas as maiores usinas de geração solar da América Latina.[9]

Em dezembro de 2017, entram em operação o Complexo Fotovoltaico Floresta (86 MW) e Complexo Fotovoltaico Assu (30 MW), no Rio Grande do Norte. [10]

Em fevereiro de 2018, entra em operação o Complexo Solar Guaimbê, no estado de São Paulo, com 150 MW de potência instalada.[10]

Em março de 2018, foi inaugurado o Parque Solar Horizonte (BA), com 103 MW.[11]

Em agosto de 2018, a Usina Solar Pirapora, em Minas Gerais, se torna a maior usina solar do país, com potência instalada de 321 MW.[10]

Em outubro de 2018, entraram em operação as Usinas Solares Angico I e Malta, na Paraíba, em total de 54 MW. [12][13][10]

Geração distribuída (descentralizada)[editar | editar código-fonte]

A geração descentralizada, aquela gerada pelos sistemas instalados nos telhados das residências, é outra maneira de produzir energia através da luz solar. Em janeiro de 2013, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou a Norma Resolutiva 482/2012, que estabeleceu regras para a micro (até 100 kW) e a mini geração (entre 100 kW e 1.000 kW) e permitiu, em tese, que consumidores possam gerar sua própria energia e trocar o excedente por créditos por descontos em futuras contas de luz.[4]

A partir de 1° Março 2016 entrou em vigor a Resolução Normativa 687/15 oferecendo maiores incentivos para o mercado da geração distribuída.

  • Estabelecimento das modalidades de autoconsumo remoto e geração compartilhada: abrindo as portas para a geração em terrenos afastados do local de consumo (mas ainda na área da mesma distribuidora) e para vizinhos que queiram participar do sistema de compensação de energia;
  • Possibilidade de compensação de créditos de energia entre matrizes e filiais de grupos empresariais;
  • Sistemas de geração distribuída condominiais (pessoas físicas e jurídicas)

O potencial máximo permitido na geração distribuída para o fonte solar foi ampliado para 5 MW. Os créditos de energia elétrica podem ser utilizados dentro do prazo de 60 meses.[14]

De acordo com a Aneel, o número de sistemas deste tipo implantados passou de 8 (de janeiro a março de 2013) para 725 (entre abril e junho de 2015), sendo 681 sistemas fotovoltaicos, 4 biogás, 1 biomassa, 11 solar/eólica, 1 hidráulico e 27 eólicos. O número é baixo em relação a países europeus que recebem menos irradiação solar que o Brasil.[4]

Em dezembro de 2018, a geração distribuída já contava com 490.000 kw em operação provenientes de 48.550 usuários.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «BIG - Banco de Informações de Geração». www2.aneel.gov.br. Consultado em 29 de abril de 2018 
  2. Global Market Outlook for Photovoltaics until 2017 Arquivado novembro 6, 2014 no WebCite pg. 15
  3. Brazilian Atlas for Solar Energy Resource: SWERA Results
  4. a b c Carta Capital, ed. (3 de setembro de 2015). «Por que a energia solar não deslancha no Brasil». Consultado em 26 de outubro de 2015 
  5. «Leilão de energia A-4 tem deságios altos e contrata 228,7 MW médios». Valor Econômico 
  6. Globo News, ed. (25 de agosto de 2011). «A hora e a vez da energia solar». Consultado em 26 de outubro de 2015 
  7. G1, ed. (20 de dezembro de 2014). «Brasil aumenta investimentos para a geração de energia solar». Consultado em 26 de outubro de 2015 
  8. Kiara Domit (21 de agosto de 2014). «Maior usina solar do Brasil». Diário Catarinense. Consultado em 22 de setembro de 2014 
  9. «Conheça os maiores parques solares do Brasil - Sharenergy». Sharenergy. 20 de dezembro de 2017 
  10. a b c d «Geração mensal de energia solar» (PDF) 
  11. thunders. «Parque solar Horizonte entra em operação na Bahia» 
  12. «ONS/geração solar mensal» (PDF) 
  13. «AES Tietê conclui compra do Complexo Solar Guaimbê por R$ 607 milhões - Money Times». Money Times 
  14. «RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 687,» (PDF). AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. 24 de novembro de 2015 
  15. http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp

Ligações externas[editar | editar código-fonte]