Energia solar no Brasil

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Potencial solar do território brasileiro

Do total matriz energética brasileira, menos de 0,0008% é produzido através sistemas solares fotovoltaicos, de acordo com dados de 2015.[1] O Brasil recebe uma insolação (número de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano, sendo que na região Nordeste há uma incidência média diária entre 4,5 a 6 kWh. É o país com a maior taxa de irradiação solar do mundo.[2]

Em agosto de 2011 foi inaugurada no município de Tauá, no sertão do Ceará, a MPX Tauá, primeira usina solar fotovoltaica a gerar eletricidade em escala comercial no Brasil. A usina tem capacidade inicial de geração de 1 megawatt.[3] A maior usina solar do país, construída pela Tractebel Energia, é composta por 19.424 painéis solares e está localizada em uma área de 10 hectares às margens da BR-101, no município de Tubarão, estado de Santa Catarina, e gera energia 3 MW, suficiente para abastecer cerca de 2.500 residências. O projeto faz parte de um investimento de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).[4][5]

Leilões[editar | editar código-fonte]

O governo brasileiro realizou dois leilões exclusivos para energia solar. O primeiro foi realizado a nível nacional, em outubro de 2014, e resultou na contratação de 890 MW, sendo que o valor final atingiu R$ 215,12 / MWh. O segundo, realizado em agosto de 2015, terminou com a contratação de 833,80 MW, a um valor médio de R$ 301,79 / MWh. Outro leilão deve ocorrer em novembro de 2015.[6]

Geração descentralizada[editar | editar código-fonte]

A geração descentralizada, aquela gerada pelos sistemas instalados nos telhados das residências, é outra maneira de produzir energia através da luz solar. Em janeiro de 2013, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou a Norma Resolutiva 482/2012, que estabeleceu regras para a micro (até 100 kW) e a mini geração (entre 100 kW e 1.000 kW) e permitiu, em tese, que consumidores possam gerar sua própria energia e trocar o excedente por créditos por descontos em futuras contas de luz.[6]

A partir de 1° Março 2016 entrou em vigor a Resolução Normativa 687/15 oferecendo maiores incentivos para o mercado da geração distribuída.

  • Estabelecimento das modalidades de autoconsumo remoto e geração compartilhada: abrindo as portas para a geração em terrenos afastados do local de consumo (mas ainda na área da mesma distribuidora) e para vizinhos que queiram participar do sistema de compensação de energia;
  • Possibilidade de compensação de créditos de energia entre matrizes e filiais de grupos empresariais;
  • Sistemas de geração distribuída condominiais (pessoas físicas e jurídicas)

O potencial máximo permitido na geração distribuída para o fonte solar foi ampliado para 5 MW. Os créditos de energia elétrica podem ser utilizados dentro do prazo de 60 meses.[7]

De acordo com a Aneel, o número de sistemas deste tipo implantados passou de 8 (de janeiro a março de 2013) para 725 (entre abril e junho de 2015), sendo 681 sistemas fotovoltaicos, 4 biogás, 1 biomassa, 11 solar/eólica, 1 hidráulico e 27 eólicos. O número é baixo em relação a países europeus que recebem menos irradiação solar que o Brasil.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Global Market Outlook for Photovoltaics until 2017 pg. 15
  2. Brazilian Atlas for Solar Energy Resource: SWERA Results
  3. Globo News, ed. (25 de agosto de 2011). «A hora e a vez da energia solar». Consultado em 26 de outubro de 2015 
  4. G1, ed. (20 de dezembro de 2014). «Brasil aumenta investimentos para a geração de energia solar». Consultado em 26 de outubro de 2015 
  5. Kiara Domit (21 de Agosto). «Maior usina solar do Brasil». Diário Catarinense. Consultado em 22 de Setembro  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  6. a b c Carta Capital, ed. (3 de setembro de 2015). «Por que a energia solar não deslancha no Brasil». Consultado em 26 de outubro de 2015 
  7. «RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 687,» (PDF). AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. 24 DE NOVEMBRO DE 2015.  Verifique data em: |data= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]