Engenharia geográfica

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A engenharia geográfica é o ramo da engenharia que se ocupa do estudo e execução de trabalhos na área da geografia, especialmente daqueles relacionados com a topografia, geodesia, hidrografia, cartografia, fotogrametria, sistemas de informação geográfica e cadastro.

Os termos engenharia geoespacial e engenharia cartográfica, assim como engenharia topográfica e engenharia de agrimensura, são também usados como designações alternativas da engenharia geográfica em geral ou, ocasionalmente, como designação das suas especialidades que se ocupam especificamente da cartografia, da topografia e da agrimensura. A engenharia hidrográfica é a especialidade da engenharia geográfica que se ocupa especificamente da hidrografia.

Áreas de atuação[editar | editar código-fonte]

Os Engenheiros Geógrafos ou Engenheiros Cartógrafos trabalham nas áreas de sistemas de informação geográfica (SIG), topografia, cartografia, cadastro e fotogrametria, áreas que actualmente recorrem de forma intensiva à tecnologia (cartografia digital, detecção remota, recurso a satélites e sistemas de posicionamento global – GPS, etc.) e que exigem destes profissionais uma grande capacidade de adaptação à inovação e a ambientes pluridisciplinares, dada a vasta aplicação dos seus conhecimentos.

O engenheiro geógrafo ou engenheiro cartógrafo desenvolve trabalho, de forma directa ou indirecta, em áreas como:

Cabe ao engenheiro geógrafo ou engenheiro cartógrafo planejar, organizar, especificar a metodologia, projetar, dirigir e fiscalizar a execução de levantamentos topográficos, levantamentos geodésicos, levantamentos batimétricos, levantamentos gravimétricos, levantamentos fotogramétricos, interpretações de imagens para elaboração de cartas e a preparação do material para a impressão com símbolos, legendas, formatos e cores.

Áreas do conhecimento[editar | editar código-fonte]

Algumas cadeiras relacionadas ao curso são:

Formação[editar | editar código-fonte]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, a licenciatura em engenharia geográfica foi criada na Universidade de Lisboa, no ano de 1921, sendo hoje também ministrada nas universidades do Porto e Coimbra. Faz parte do grupo das licenciaturas em engenharia acreditadas pela Ordem dos Engenheiros. Recentemente foi re-organizada, de acordo com o Processo de Bolonha, em dois ciclos de preparação: um 1º ciclo, com uma duração de 3 anos (6 semestres) e um 2ºciclo com uma duração de 2 anos (4 semestres). O bom aproveitamento dos planos de estudos de ambos os ciclos confere o grau de mestre em engenharia geográfica. Mais recentemente, a engenharia geográfica vem sendo reformulada como engenharia geoespacial em Portugal.[1]

Engenharia Topográfica tem por fim o planejamento e realização de trabalhos topográficos, como a execução de levantamentos planimétricos e nivelamentos topográficos, a execução de implantação de obras, o cálculo de volumes de aterro e escavação de obras de engenharia, a realização de trabalhos de Fotogrametria e a implantação e manutenção de Sistemas de Informação Geográfica. Até há relativamente pouco tempo não havia formação de nível superior na área da topografia em Portugal. A execução dos serviços topográficos era realizada por topógrafos de escolaridade variada, com conhecimentos adquiridos de diversos modos.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os primeiros engenheiros geógrafos foram formados no Instituto Militar de Engenharia (IME) do Rio de Janeiro.[2]

O primeiro curso de engenharia cartográfica (EC) foi criado em 1965 na UERJ, e atualmente existem oito instituições de ensino superior que oferecem esse curso na graduação: IME, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Rio Grande do Sul), Universidade Federal de Pernambuco (Pernambuco), Universidade Estadual Paulista (São Paulo) e Universidade Federal do Paraná (Paraná).

Os Engenheiros Agrimensores (EA) são necessários em canteiros de obra, acompanhamento e monitoramento de áreas rurais e construções urbanas, além de construção de rodovias, ferrovias, hidrovias, barragens, loteamentos,minerações entre outras obras. O período de formação universitária da engenharia de agrimensura é, em média, de cinco anos podendo se estender em caso de especializações ou atualização tecnológica do instrumental.

É importante ressaltar que as atribuições profissionais de EC e EA não são exatamente as mesmas. A Engenharia Cartográfica e de Agrimensura (alternativamente, Engenharia de Agrimensura e Cartográfica) é o resultado da fusão dos dois cursos acima no Brasil, a partir de uma redução de títulos de Engenharia sugerida pelo CONFEA e pelo MEC.[3] Outras nomenclaturas foram sugeridas para a fusão dos cursos: Engenharia Geomática e Engenharia de Geomensura. Embora tal medida ainda não tenha sido oficializada, algumas universidades brasileiras já começaram a adotar a nova nomenclatura. As demais universidades continuam com a formação clássica, com bacharelados em Engenharia cartográfica ou Engenharia de agrimensura, separadamente. Alguns profissionais da área não aprovam tal medida, alegando que a carga horário e conteúdo de ambos os cursos ficarão prejudicadas pela fusão.[carece de fontes?]

A relação completa de instituições brasileiras de ensino superior, dividia por denominação do curso, é:

Engenharia cartográfica
Engenharia de agrimensura
Engenharia cartográfica e de agrimensura (ou de agrimensura e cartográfica)

Potenciais empregadores[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Empresas que recorrem a sistemas de informação geográfica, topografia, cartografia, cadastro, imagens de satélite, nomeadamente empresas de construção cívil, na área do ambiente, transportes e navegação (marítima ou aérea), agricultura, florestas, pescas, minérios, energia, telefones, água, gás, etc. Autarquias, Comissões de Coordenação, Instituto Geográfico Português, Centro Nacional de Informação Geográfica, Instituto Nacional de Gestão Agrária, Forças Armadas e outras entidades do sector público.

Brasil[editar | editar código-fonte]

A Engenharia Cartográfica é uma atividade de interesse estatal. A DSG, a DHN, o IBGE e o INCRA são os órgãos da União que mais atuam neste ramo da Engenharia no Brasil. Também outras estatais de nível nacional, estadual ou muncipial possuem este profissional em seus quadros.

Atua em empresas privadas das áreas de topografia, cartografia, cadastro, construção civil, meio ambiente, transportes e navegação (marítima ou aérea), agricultura, florestas, pescas, minérios, energia etc.

A Engenharia Cartográfica também é uma área oficial de Perícia, utilizada na solução de crimes relacionados à ocupação do solo, como em "grilagens", danos ambientais, invasões, etc.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]