Japumim

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Japumim é uma localidade do município de Goiana, Pernambuco.

Foi um engenho de açúcar no século XVI, considerada uma das primeiras construções do município [1].

O Engenho[editar | editar código-fonte]

Em terras vastas e férteis, situadas na várzea do Rio Capibaribe Mirim o colono Diogo Dias, morador da Vila de Nossa Senhora da Conceição, fundou no ano de 1570 um engenho de açúcar, a que chamou de Japumim. Construiu também uma casa grande, uma capela e levou para fazer o povoamento cerca de seiscentas pessoas.

Sabendo que índios da região poderiam querer invadir suas terras, mandou cavar extensos valados, levantar fortins e providenciou uma artilharia. Posteriormente Diogo Dias adentrou o mundo da agro-indústria açucareira, do qual em pouco tempo já estava remetendo algum produto para os depósitos no Recife.

Nas proximidades do Engenho Japumim animadas com seu progresso, foram aparecendo outras fábricas que embora menores, desenvolveram-se com rapidez suficiente para invadir em um prazo curto de tempo, o vale do Itapirema, incluindo-o afinal no contexto geográfico da futura Goiana. Começa aí a história dessa cidade, incontestavelmente um dos aglomerados comunitários mais antigos do Brasil e hoje uma das principais cidades de Pernambuco.

Vale dizer que anos depois o Japumim acabou sendo destruído pelos índios numa batalha sangrenta, fato que não faz com que mude a concepção de inúmeros historiadores que Goiana tenha começado a surgir nesse engenho.

Marco Zero[editar | editar código-fonte]

Com o nome de Pontas de Roma, o marco foi assentado em terras do Engenho Japomim pelo interventor Hélio Albuquerque e indica o local onde nasceu o povoado de Goiana. O marco zero é composto pelo que restou de duas colunas de uma antiga construção local. Todo ano no dia de São Pedro ocorre uma procissão fluvial partindo desse engenho.

Monumento[editar | editar código-fonte]

Formado por duas colunas, sem capitel, é um exemplo da arquitetura do estilo grego. Observa-se na sua estrutura uma recordação àqueles que tombaram ao campo das batalhas em defesa da cidade porque há uma das colunas partida no meio.

Foi erguido nas terras do antigo Engenho Japomim (que pertenceu ao fundador da cidade, Diogo Dias) pela Comissão Municipal das Comemorações juntamente com a colaboração do Interventor Federal, para comemorar o aniversário dos quatrocentos anos de Goiana, no ano de 1970.

Referências[editar | editar código-fonte]

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