Engenho Velho de Brotas

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O Engenho Velho de Brotas é um bairro do subdistrito de Brotas, em Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia.[1]

Localização[editar | editar código-fonte]

Situado à margem Oeste do Dique do Tororó, ao Sul faz limite com o Garcia, Federação e Engenho Velho da Federação, ao norte com Brotas, Boa Vista de Brotas e Matatu, ao leste com Acupe, e ao oeste com o bairro que nomeia o Dique, Tororó. Conheça mais sobre o Engenho Velho de Brotas acessando o site http://www.nossoengenho.com.br

Características[editar | editar código-fonte]

É um dos mais populosos bairros da capital baiana, constituído, na sua parte mais antiga, de ruas estreitas que acompanham a irregularidade do solo - ali estando a parte mais elevada da cidade.

Suas principais vias públicas são as ruas Laurindo Régis, Almirante Alves Câmara, Padre Luis Filgueiras, a praça da Capelinha e a Praça dos Artistas - onde acontecem apresentações culturais. Os principais acessos ao bairro são: Rua Professor Aloísio de Carvalho Filho (Ladeira do Ogunjá), Rua Brígida do Vale, Rua Boa Vista de Brotas e Ladeira da Vila América. O Engenho Velho de Brotas margeia uma importante avenida de Salvador, a Avenida Vasco da Gama.

O bairro possui linhas que vão para o centro da cidade, Cidade Baixa, Região do Miolo de Salvador, e litoral. São elas:

  • Vila Rui Barbosa X Engenho Velho de Brotas R1 - 0233
  • Vila Rui Barbosa X Engenho Velho de Brotas R2 - 0234
  • Engenho Velho de Brotas X Rodoviária - 0518
  • Engenho Velho de Brotas X CAB/Sussuarana - 0518-01
  • Engenho Velho de Brotas X Lapa - 0514
  • Engenho Velho de Brotas X Acupe - 0501
  • Engenho Velho de Brotas X Itapuã - P007 (Durante o Verão)
  • Cosme de Farias/ Via Engenho Velho X Barra - 0506

O bairro sofreu a perda da linha Engenho Velho de Brotas X Barroquinha - 0512, diante das medidas tomadas pelo secretário de transportes na época, a justificativa feita foi que a 0512 fazia parte de um grupo de linhas de percurso longo, argumento inválido, pois existem linhas como a Santa Cruz X Barroquinha - 0710, que possui parte do percurso semelhante com o dobro ou talvez o triplo de distância da 0512. Moradores do bairro já fizeram protestos e abaixo-assinados pela volta da linha, pressionando a secretaria a rever o erro cometido ao retirar tais ônibus do Engenho Velho de Brotas.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Originalmente era um dos muitos engenhos que produziam o açúcar - principal riqueza do Brasil Colônia, que deu nome ao bairro, este engenho ocupava uma grande área que se estendia até o que hoje é o bairro do Engenho Velho da Federação.

Era neste bairro que estava localizada a Prefeitura Municipal do Salvador. Aí estava localizada a residência da família do poeta Castro Alves, amplo solar que tinha a vista para a Baía de Todos os Santos e que, ao longo do tempo, foi Hospital Psiquiátrico (chamado originalmente de São João de Deus e depois Juliano Moreira), sendo também mais recentemente a sede da Secretaria Municipal de Educação e Cultura - SMEC. Porém, atualmente o casarão encontra-se destruído internamente devido ao um incêndio que provocou danos em 70% de sua estrutura, tapumes foram colocados em volta da edificação e até hoje não foram feitas as recuperações deste importante símbolo do bairro. A SMEC agora localiza-se próxima a antiga sede no antigo colégio particular Jean Piaget.

Ali há uma grande concentração de população afrodescendente, oriunda da grande população de escravos que afluíram para a Bahia, ao tempo da escravidão.

Na segunda metade do século XX a porção oriental do bairro foi sendo urbanizada, com a construção de vários conjuntos habitacionais, dos quais os maiores são os Conjuntos Edgard Santos, Castro Alves, Prof. Magalhães Neto, Atenas, Clériston Andrade, César Araújo, Caravelas II, Solar Boa Vista e o Conjunto Flaviano Guimarães.

O bairro possui subdivisões (localidades) tais como: Bariri, Manguinhos, Capelinha, Ladeira do Inferno, Fim de Linha, Fim de Linha da Mangueira (local de retorno dos coletivos), etc.

Equipamentos urbanos[editar | editar código-fonte]

O principal ponto turístico e histórico do bairro é o Parque Solar Boa Vista.

Considerado o segundo bairro mais populoso de Salvador e também um conhecido gueto afrodescendente, a religião africana (o candomblé) é predominante na região, com terreiros respeitados e espalhados pelo bairro. Há também igrejas católicas e evangélicas.

A economia se baseia principalmente nas atividades terciárias (comércio bastante variado pertencente a habitantes do local, escolas, etc).

Os problemas são os mesmos de qualquer bairro de uma grande cidade, como coleta de lixo insuficiente, falta de saneamento básico adequado e habitações pobres.

Nos dias que antecedem a data comemorativa de Santa Luzia (13 de Dezembro) acontece uma festa de largo em homenagem a esta santa no fim de linha do bairro. É a principal festa do bairro.

Existem neste,algumas entidades beneficentes,como a NASPEC (núcleo assistencial ao pessoal com câncer), GRID (grêmio de reintegração do idoso e de deficientes (dando assistência também às crianças carentes do bairro), aos quais são dados cursos de costura, artesanato e culinária).

Também se localiza no bairro, a casa onde o fotógrafo, etnólogo e antropólogo Pierre Verger viveu de 1960 até a sua morte e onde hoje funciona a Fundação Pierre Verger. O acervo da FPV é formado por livros, negativos, objetos e documentos reunidos por Pierre Verger durante a sua vida.

A fundação criou ainda como anexo à sua sede, o Espaço Cultural Pierre Verger que busca ampliar a relação que o próprio Pierre Verger já tinha com as comunidades, buscando contribuir para a construção de uma consciência de cidadania a partir do potencial criativo e crítico desses jovens e crianças.

O Espaço Cultural Pierre Verger atende em sua grande maioria a crianças e adolescentes da Vila América/ Engenho Velho de Brotas e de comunidades vizinhas como Vasco da Gama, Federação, Engenho Velho da Federação, atraindo também pessoas de bairros mais distantes, procurando um maior envolvimento com expressões artísticas e com a trajetória de Verger, enquanto pesquisador e fotógrafo.

Dando ênfase à cultura afro-brasileira por meio das diversas linguagens artísticas, o Espaço Cultural oferece gratuitamente à comunidade oficinas de dança afro, percussão, capoeira, fotografia, artes plásticas, teatro, xadrez, corte e costura, coral, violão, estética afro, educação digital, cultural digital, esporte cidadão, entre outras. O Espaço Cultural Pierre Verger conta também com uma biblioteca comunitária , que possui um rico acervo para o público infanto-juvenil, voltada para o incentivo à leitura e à pesquisa.

A Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (DEAM) está também localizada neste bairro, atendendo especificamente, aos problemas relacionados ao sexo feminino; contudo, são prestados serviços a ocorrências no bairro e estes encaminhados para as devidas delegacias.

No Posto de Saúde Santa Luzia, os moradores da localidade recebem atendimento médico como: vacinação, ginecologia, pediatria, controle da pressão arterial e diabetes.

O bairro também conta com uma lavanderia comunitária.

O bairro é servido de escolas públicas: Colégio Estadual Cidade de Curitiba, Colégio Estadual Lêda Jesuíno dos Santos, Colégio Municipal João XXIII, Escola Maria Romana Calmon.

Ainda fazendo parte do Parque Solar Boa Vista, há o Cineteatro (o qual recebe o mesmo nome), onde são realizados shows musicais, peças teatrais, cursos de: capoeira, corte e costura, artesanato; além de palestras para a comunidade local, escolas e encontros para o desenvolvimento do bairro.

Na Ladeira do Ogunjá (Rua Professor Aloísio de Carvalho Filho) também se encontra o Cidade Mãe, e o CREA-BA: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia.

Referências