Enquidu

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Enquidu
Estátua de Enquidu
Outro(s) nome(s) Enquindu, Eabani, Enquita
Reino Uruque
Cônjuge(s) Samate

Enquidu[1] (Enkidu; 𒂗𒆠𒆕 EN.KI.DU3, "criação de Enqui") é um personagem lendário e literário da mitologia mesopotâmica, sendo uma das figuras centrais da Epopeia de Gilgamés, compilada no segundo milênio a.C..

Mitologia[editar | editar código-fonte]

Enquidu aparece na obra suméria Gilgamés e Aga como principal guerreiro do rei de Uruque, Gilgamés, na sua luta contra Aga de Quis. O caráter de Enquidu na Epopeia de Gilgamés, porém, é muito diferente, sendo apresentado nessa obra como inseparável amigo de Gilgamés e tratado como igual por este. Sua criação parte da vontade dos deuses: vendo que os cidadãos de Uruque vivem sob a tirania do seu rei, os deuses decidem enviar ao mundo dos homens um ser igual em força a Gilgamés. Aruru (um dos nomes da deusa Ninursague), cria Enquidu a partir do barro. Este é um homem selvagem, criado por animais e ignorante dos costumes humanos. Enquidu libera os animais apanhados nas armadilhas dos caçadores e estes queixam-se às autoridades. Samate, uma prostituta do templo de Istar, é então enviada à floresta para atrair Enquidu. Samate o seduz, e assim começando assim o processo de aproximação de Enquidu à civilização: os animais selvagens, que antes aceitavam placidamente sua companhia, agora fogem dele.

Enquidu acompanha Samate a Uruque, onde trava uma feroz luta com Gilgamés. Os dois, porém tornam-se amigos inseparáveis e passam por muitas aventuras. Uma das façanhas realizadas pelos dois é dar morte ao Touro Celestial, um terrível animal enviado pelos deuses incitados por Istar. Enquidu é castigado com uma doença que termina causando-lhe a morte. A perda trágica do amigo emociona profundamente Gilgamés, e o inspira a iniciar uma empreitada em busca da imortalidade. Durante sua busca - destinada a terminar em fracasso - Gilgamés encontra e conversa com Enquidu em um sonho. Então, ele conta sobre a desolação do inframundo, o mundo dos mortos.

Referências

  1. Spalding 1973, p. 127-129.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Spalding, Tassilo Orpheu. Dicionário das mitologias europeias e orientais. São Paulo: Cultrix 
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