Ensino médio no Brasil

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Escola Estadual Alberto Giovannini, instituição pública de ensino médio em Coronel Fabriciano, em Minas Gerais

No Brasil, o ensino médio (antigamente chamado de ensino de segundo grau) corresponde desde 1996 à etapa do sistema de ensino equivalente à última fase da educação básica, cuja finalidade é o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, bem como a formação do cidadão para etapas posteriores da vida.[1] A Lei nº 9394, de 31 de dezembro de 1996, denominada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelece sua regulamentação específica e uma composição curricular mínima obrigatória.

Os estudantes devem ter concluído o ensino fundamental antes de serem autorizados a inscrever-se no ensino médio. O ensino médio dura três anos. O mínimo é de 2200 horas de aula ao longo de três anos. A grade curricular do ensino médio compreende as disciplinas de português (incluindo o idioma português e as literaturas portuguesa e brasileira), língua estrangeira (inglês geralmente, também espanhol e, hoje muito raramente, francês.), história, geografia, arte, matemática, física, química, educação física e biologia. Recentemente, filosofia e sociologia, que foram proibidos durante a ditadura militar (1964-1985), tornaram-se obrigatórios novamente.

Segundo o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)[2] de 2013, cujo resultado foi divulgado em setembro de 2014, o ensino médio no Brasil atingiu nota 3,7, abaixo da meta do Governo do Brasil e da média dos países desenvolvidos (6,0). A taxa de reprovação e abandono beira os 30% no 1º ano. 1,7 milhão de jovens entre 15 a 17 anos – correspondente à faixa etária regular do ensino médio – estão fora da escola.[3][4][5]

Até 1967, o ensino médio era dividido em três cursos e compreendia o curso científico, o curso clássico e o curso normal. Na sequência, resolveu-se mudá-lo e passar a chamá-lo de curso colegial, também dividido, sendo que os três primeiros anos eram iguais para todos e, posteriormente, quem quisesse fazer o antigo Normal e o Clássico tinha de fazer mais um ano.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Como lidar com a etapa final da formação: http://educarparacrescer.abril.com.br/listas/ensino-medio-691727.shtml
  2. «Site Oficial do Ideb (Inep/Mec)» 
  3. JÔNATAS DIAS LIMA (5 de setembro de 2014). «Ideb 2013: Ensino médio piora em 16 estados e fica abaixo da meta prevista pelo governo». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 24 de setembro de 2014 
  4. MAURI KÖNIG E BRUNA KOMARCHESQUI (1 de julho de 2014). «Educação: Exclusão na pré-escola afeta também o ensino médio». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 24 de setembro de 2014 
  5. JACIR J. VENTURI (11 de setembro de 2014). «O ensino médio continua ruim, mas pode melhorar». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 24 de setembro de 2014