Entremés

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Lope de Rueda, um dos percusores do entremés

O entremés é uma peça dramática jocosa de apenas um ato, protagonizada por personagens das classes populares, que costumam ser representados durante o século de ouro espanhol, isto é, no final do século XVI até o século XVIII. Acabou sendo proibida em 1780. Posteriormente seria substituído pelo chamado estilo teatral sainete. Na Europa, seu equivalente é a farsa, cuja denominação na Espanha se aplicou a qualquer tipo de representação teatral. A palavra entremés se origina do francês[1].

Evolução histórica[editar | editar código-fonte]

A evolução histórica do estilo se divide nas seguintes etapas:[2][3]

Nascimento[editar | editar código-fonte]

Se enquadram nessa etapa autores entremeses primitivos como Lope de Rueda e Juan de Timoneda. O espetáculo se baseava fundamentalmente no entretenimento, no entanto, também criticava a sociedade de época. Os dramaturgos mais representativos do período eram: Lope de Rueda, Miguel de Cervantes e Calderón de la Barca.

Esplendor[editar | editar código-fonte]

O entremés atingiu seu auge na segunda metade do século XVI a meados de XVII. São os autores mais originais Miguel de Cervantes, Luis Quiñones de Benavente e Francisco de Quevedo, seguidos por outros autores assíduos do gênero que escreveram nessa época: Alonso de Castillho Solórzano, Alonso Jerónimo de Salas Barbadillo, Antonio Hurtado de Mendoza, Luis Vélez de Guevara e muitos outros.

Popularidade[editar | editar código-fonte]

Durante sua existência inicial, o entremés obteve grande popularidade, com uma grande produção de peças do gênero. Contudo, ao longo do tempo, as premissas passaram a ser repetitivas, começando a decadência pelo esgotamento das ideias. Porém, alguns entremeses conseguem variar seus estilos, criando um subgênero denominado comédia burlesca. Alguns autores mais importantes desse período foram Jerónimo de Cáncer e Agustín Moreto. Engloba a segunda metade do século XVII

Decadência[editar | editar código-fonte]

O gênero começa a cair no esquecimento no início do século XVIII, e acaba por desaparecer em 1778, quando os teóricos do iluminismo o proibiram por sua vulgaridade, não se enquadrando nos princípios estéticos do Neoclassicismo. Ainda surgem autores renomados do entremés, como Francisco Castro, Antonio de Zamora, Manuel de León Marchante, Juan de La Hoz e Mota, etc. Todavia, é substituído pelo sainete, de caráter mais intenso e menos lírico, com diálogos mais desenvolvidos e com menos números cantados. No novo gênero, acabam se destacando Ignacio González del Castillo e Ramón de la Cruz.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Eugenio Asensio, Itinerario del entremés. desde Lope de Rueda a Quiñones de Benavente. Con cinco entremeses inéditos de D. Francisco de Quevedo. Madrid: Gredos, 1971.
  • Emilio Cotarelo y Mori, Bosquejo histórico del entremés, la loa, el baile, la jácara y la mojiganga, hasta mediados del siglo XVIII. Madrid: Nueva Biblioteca de Autores Españoles, 1911. Tomos XVII y XVIII.
  • Antología del entremés (desde Lope de Rueda hasta Antonio de Zamora). Siglos XVI y XVII. Selección, estúdio preliminar y notas de * * * * Felicidad Buendía. Madrid: Aguilar, 1965.Ferrer, é I. M. Lope De Rueda: Estúdio Histórico-Crítico De La Vida Y Obras De Este Autor. Madrid: Tip. de J. Poveda, 1899. Print.
  • Pérez de León, Vicente. “Sobre la realidad improvisada en el teatro breve del Siglo de Oro.” Hispania 87.1 (2004):13-21. Web. 20 Nov. 2011.

Referências[editar | editar código-fonte]