Entrincheiramento de Iguape

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Entrincheiramento de Iguape
Outeiro do Bacharel visto da barra do Icapara
Brazilian States.PNG
Construção (1534)
Estilo Entrincheiramento
Conservação Desaparecido
Aberto ao público Não

O Entrincheiramento de Iguape localizava-se em Iguape, a cerca de setenta quilômetros ao norte de Cananeia, no litoral do atual estado brasileiro de São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

A povoação de Iguape, estabelecida pelo desertor espanhol tenente Ruy García de Moschera nas primeiras décadas do século XVI, era habitada por náufragos e desertores espanhóis do rio da Prata, aliados a Cosme Fernandes, o chamado "bacharel de Cananeia".

Em 1534, a propósito do massacre dos oitenta integrantes da entrada de Pero Lobo pelos Carijós às margens do rio Iguaçu, pouco depois de partirem de Cananeia (1 de setembro de 1531), Pero de Góis intimou os espanhóis a entregarem o bacharel de Cananeia e a prestarem obediência ao rei de Portugal e ao governador Martim Afonso de Sousa em trinta dias, sob pena de morte e de confisco de bens. Moschera respondeu que não reconhecia a jurisdição da Coroa portuguesa, uma vez que se encontrava em terras de Castela, criando-se, então, um impasse.

Na iminência do ataque português, Moschera e o bacharel, apoiados por duzentos indígenas flecheiros, capturaram um navio corsário francês que, pouco antes, aportara em Cananeia em busca de provisões, apoderando-se, então, de suas armas e munições. Em seguida, fizeram cavar uma trincheira em frente à povoação de Iguape, no sopé do morro atualmente conhecido como Outeiro do Bacharel, guarnecendo-a com quatro das peças de artilharia do navio francês. Na sequência, dispuseram vinte espanhóis e 150 indígenas emboscados no manguezal da foz da barra de Icapara, aguardando a força portuguesa.

Esta, composta por oitenta homens, ao desembarcar, foi recebida pelo fogo da artilharia, sendo desbaratada. Na retirada, os sobreviventes foram surpreendidos pelas forças espanholas emboscadas na foz da barra, onde os remanescentes pereceram, sendo gravemente ferido o seu capitão, Pero de Góis, por um tiro de arcabuz. Vitoriosos, no dia seguinte os espanhóis embarcaram no navio francês e atacaram a vila de São Vicente, a qual saquearam e incendiaram, levando, inclusive, o livro do Tombo, deixando-a praticamente destruída e matando dois terços dos seus habitantes. Os agressores fugiram, em seguida para o sul, abandonando Iguape.

Aníbal Barreto (1958) menciona o episódio do saque de São Vicente por Moschera, porém datando-o de 1537 (op. cit., p. 258).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368p.
  • BUENO, Eduardo. Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. 288 p. il. ISBN 8573022523
  • GARRIDO, Carlos Miguez. Fortificações do Brasil. Separata do Vol. III dos Subsídios para a História Marítima do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1940.
  • Luz Soriano, Simão José da. Historia da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal, comprehedendo a historia diplomatica, militar e politica d'este reino desde 1777 até 1834. Lisboa, Impr. Nacional, vol IV, 1870 p. 497.
  • SOUSA, Augusto Fausto de. Fortificações no Brazil. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo XLVIII, Parte II, 1885. p. 5-140.
  • YOUNG, Ernesto Guilherme. "Subsídios para a História de Iguape e seus Fundadores." Revista do IHGSP, vol VII, São Paulo, 1902 pp. 286–298.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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