Epidendrum cristatum

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Epidendrum cristatum Ruiz & Pav., Syst. Veg. Fl. Peruv. Chil. 243 (1798) (45306189824).jpg
Classificação científica
Superdomínio: Biota
Reino: Plantae
Sub-reino: Viridiplantae
Infrarreino: Streptophyta
Divisão: Tracheophyta
Subdivisão: Euphyllophyta
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Tribo: Epidendreae
Género: Epidendrum
Espécie: Epidendrum cristatum

Epidendrum cristatum é uma espécie de planta do grupo Epidendrum.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

A espécie foi decrita em 1798 por Hipólito Ruiz López.[1]

Os seguintes sinônimos já foram catalogados:[2]

  • Epidendrum alexandri Schltr.
  • Epidendrum bathyschistum Schltr.
  • Epidendrum calliferum Lem.
  • Epidendrum hexadactylum Barb.Rodr.
  • Epidendrum longovarium Barb.Rodr.
  • Epidendrum raniferum Lindl.
  • Epidendrum raniferum hexadactylum (Barb.Rodr.) Cogn.
  • Epidendrum raniferum lofgrenii Cogn.
  • Epidendrum raniferum luteum Lindl.
  • Epidendrum raniferum obtusilobum Cogn.
  • Epidendrum validum Schltr.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Epidendrum cristaum é uma orquídea muito grande, crescendo até 8 metros de altura.[3] Tal como acontece com outros membros do subgênero, os caules de E. cristatum não são inchados e são recobertos por bainhas tubulares fechadas que apresentam folhas dísticas, um pouco coriáceas, lanceoladas (até 3 cm de comprimento por 4 cm de largura) na parte superior do caule. A inflorescência paniculada terminal cresce através de várias espatas alargadas, dispostas em leque, que cobrem o pedúnculo.[4] As flores amarelo-esverdeadas geralmente têm marcas marrom-púrpura. As sépalas obtusas convexas oblongas podem crescer até 2,8 cm de comprimento, ligeiramente mais longo que as pétalas lineares. O labelo é adnado à coluna até seu ápice com formato que lembra um pente.

O número diplóide de cromossomos de E. cristatum 2 n=40, sendo o número de cromossomos haploides n=20.[5]

Forma de vida[editar | editar código-fonte]

É uma espécie epífita, rupícola, terrícola e herbácea.[2]

Conservação[editar | editar código-fonte]

A espécie faz parte da Lista Vermelha das espécies ameaçadas do estado do Espírito Santo, no sudeste do Brasil.[6]

Distribuição[editar | editar código-fonte]

A espécie é encontrada nos estados brasileiros de Amazonas, Bahia,[7][8] Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso,[9] Pará,[7] Paraná,[10] Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.[2] A espécie é encontrada nos domínios fitogeográficos de Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, em regiões com vegetação de campos rupestres, mata ciliar, floresta de terra firme e vegetação sobre afloramentos rochosos.[2]

É encontrada em outros países além do Brasil, como no distrito de El Carmen da Frontera, no Peru,[11] e em partes do México.[12][13]

Referências

  1. «Epidendrum cristatum». www.gbif.org (em inglês). Consultado em 18 de abril de 2022 
  2. a b c d «Epidendrum cristatum Ruiz & Pav.». floradobrasil2020.jbrj.gov.br. Consultado em 18 de abril de 2022 
  3. Schweinfurth. "Orchids of Peru" Fieldiana: Botany 30(2) 1959. p. 429
  4. H. G. Reichenbach Nr. 214 of "Orchides" in C. Müller, Ed. Walpers. Annales Botanices Systematicae 6(1861)372. Berlin. as E. raniferum
  5. page 251 of Leonardo P. Felix and Marcelo Guerra: "Variation in chromosome number and the basic number of subfamily Epidendroideae (Orchidaceae)" Botanical Journal of the Linnean Society 163(2010)234-278. The Linnean Society of London. downloaded October 2010 from http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1095-8339.2010.01059.x/pdf
  6. «IEMA - Espécies Ameaçadas». iema.es.gov.br. Consultado em 12 de abril de 2022 
  7. a b Azevedo, Cecília Oliveira de; van den Berg, Cássio (2007). «A família Orchidaceae no Parque Municipal de Mucugê, Bahia, Brasil». Hoehnea: 01–47. ISSN 0073-2877. doi:10.1590/S2236-89062007000100001. Consultado em 24 de abril de 2022 
  8. Bastos, Cláudia Araújo; van den Berg, Cássio (dezembro de 2012). «A família Orchidaceae no município de Morro do Chapéu, Bahia, Brasil». Rodriguésia: 883–927. ISSN 0370-6583. doi:10.1590/S2175-78602012000400010. Consultado em 24 de abril de 2022 
  9. Engels, Mathias Erich; Rocha, Lilien Cristhiane Ferneda (junho de 2017). «Dois novos registros de distribuição geográfica em Epidendrum (Orchidaceae) para o Centro-Oeste brasileiro». Rodriguésia (2): 779–782. ISSN 2175-7860. doi:10.1590/2175-7860201768228. Consultado em 24 de abril de 2022 
  10. Stancik, Juliane Franzen; Goldenberg, Renato; Barros, Fábio de (setembro de 2009). «O gênero Epidendrum L. (Orchidaceae) no Estado do Paraná, Brasil». Acta Botanica Brasilica: 864–880. ISSN 0102-3306. doi:10.1590/S0102-33062009000300028. Consultado em 24 de abril de 2022 
  11. «SciELO - Scientific Electronic Library Online». www.scielo.org.pe. Consultado em 24 de abril de 2022 
  12. «SciELO - Scientific Electronic Library Online». www.scielo.org.mx. Consultado em 24 de abril de 2022 
  13. Vargas-Rueda, Abel Felipe; Rivera-Hernández, Jaime Ernesto; Álvarez-Aquino, Claudia; Salas-Morales, Silvia Hortensia; Alcántara-Salinas, Graciela; Pérez-Sato, J. Antonio (2021). «Composición florística del bosque mesófilo de montaña perturbado y sus ecotonos en el Parque Nacional Cañón del Río Blanco, Veracruz, México». Acta Botanica Mexicana (em espanhol) (128). ISSN 2448-7589. doi:10.21829/abm128.2021.1715. Consultado em 24 de abril de 2022 
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