Epsilon Phoenicis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
ε Phoenicis
Dados observacionais (J2000)
Constelação Phoenix
Asc. reta 00h 09m 24,64s[1]
Declinação -45° 44′ 50,71″[1]
Magnitude aparente 3,87[1]
Características
Tipo espectral K0III[1]
Cor (U-B) 0,84[1]
Cor (B-V) 1,02[1]
Astrometria
Velocidade radial -8,57 ± 0,19 km/s[2]
Mov. próprio (AR) 120,94 mas/a[3]
Mov. próprio (DEC) -180,44 mas/a[3]
Paralaxe 24,1983 ± 0,2855 mas[3]
Distância 134,8 ± 1,6 anos-luz
41,3 ± 0,5 pc
Magnitude absoluta 0,8
Detalhes
Raio 10[4] R
Gravidade superficial log g = 2,75 ± 0,10 cgs[5]
Luminosidade 59,8 ± 0,8[3] L
Temperatura 4854 ± 40[5] K
Metalicidade [Fe/H] = -0,03 ± 0,03[5]
Rotação v sin i = <1,5 km/s[2]
Outras denominações
ε Phoenicis, CD-46 18, FK5 3, GJ 9.1, HR 25, HD 496, HIP 765, SAO 214983.[1]
Epsilon Phoenicis
Phoenix constellation map.png

Epsilon Phoenicis (ε Phoenicis) é uma estrela na constelação de Phoenix. Tem uma magnitude aparente visual de 3,87,[1] sendo visível a olho nu em locais sem muita poluição luminosa. De acordo com sua paralaxe medida pela sonda Gaia, está a uma distância de 135 anos-luz (41,3 parsecs) da Terra.[3] Um componente do disco fino da Via Láctea, possui uma velocidade espacial, em relação ao sistema local de repouso, de (U, V, W) = (1, -30, 23) km/s.[6]

Esta estrela é uma gigante de classe K classificada com um tipo espectral de K0III,[1] o que signfica que é uma estrela evoluída que já abandonou a sequência principal. Uma estrela do red clump, está gerando energia pela queima de hélio no núcleo.[7] Seu diâmetro angular foi estimado em 2,26 ± 0,11 milissegundos de arco,[8] o que corresponde a um tamanho físico de 10 vezes o raio solar.[4] Epsilon Phoenicis está irradiando 60 vezes a luminosidade solar[3] de sua atmosfera externa a uma temperatura efetiva de 4 850 K,[5] o que lhe dá a coloração alaranjada típica de estrelas de classe K.[9] Seu conteúdo metálico é similar ao solar.[5][6]

Com base em uma diferença significativa entre seu movimento próprio nos catálogos Hipparcos e Tycho-2, esta estrela é considerada uma possível binária astrométrica, variando de posição devido a perturbações por uma estrela companheira.[10][11]

Referências

  1. a b c d e f g h i «* eps Phe -- High proper-motion Star». SIMBAD. Centre de Données astronomiques de Strasbourg. Consultado em 6 de dezembro de 2018 
  2. a b De Medeiros, J. R.; et al. (janeiro de 2014). «A catalog of rotational and radial velocities for evolved stars. V. Southern stars». Astronomy & Astrophysics. 561: A126, 4 pp. Bibcode:2014A&A...561A.126D. doi:10.1051/0004-6361/201220762 
  3. a b c d e f Gaia Collaboration: Brown, A. G. A.; Vallenari, A.; Prusti, T.; de Bruijne, J. H. J.; et al. (2018). «Gaia Data Release 2. Summary of the contents and survey properties». Astronomy & Astrophysics. 616: A1, 22 pp. Bibcode:2018A&A...616A...1G. arXiv:1804.09365Acessível livremente. doi:10.1051/0004-6361/201833051.  Catálogo Vizier
  4. a b Lang, Kenneth R. (2006), Astrophysical formulae, ISBN 3-540-29692-1, Astronomy and astrophysics library, 1 3 ed. , Birkhäuser . O raio (R*) é dado por:
  5. a b c d e Alves, S.; et al. (abril de 2015). «Determination of the spectroscopic stellar parameters for 257 field giant stars». Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. 448 (3): 2749-2765. Bibcode:2015MNRAS.448.2749A. doi:10.1093/mnras/stv189 
  6. a b Adibekyan, V. Zh.; et al. (junho de 2015). «Chemical abundances and kinematics of 257 G-, K-type field giants. Setting a base for further analysis of giant-planet properties orbiting evolved stars». Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. 450 (2): 1900-1915. Bibcode:2015MNRAS.450.1900A. doi:10.1093/mnras/stv716 
  7. Gontcharov, G. A. (novembro de 2008). «Red giant clump in the Tycho-2 catalogue». Astronomy Letters. 34 (11): 785-796. Bibcode:2008AstL...34..785G. doi:10.1134/S1063773708110078 
  8. Richichi, A.; Percheron, I.; Khristoforova, M (fevereiro de 2005). «CHARM2: An updated Catalog of High Angular Resolution Measurements». Astronomy and Astrophysics. 431: 773-777. Bibcode:2005A&A...431..773R. doi:10.1051/0004-6361:20042039 
  9. «The Colour of Stars». Australia Telescope, Outreach and Education. Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation. 21 de dezembro de 2004. Consultado em 6 de dezembro de 2018 
  10. Makarov, V. V.; Kaplan, G. H (maio de 2005). «Statistical Constraints for Astrometric Binaries with Nonlinear Motion». The Astronomical Journal. 129 (5): 2420-2427. Bibcode:2005AJ....129.2420M. doi:10.1086/429590 
  11. Eggleton, P. P.; Tokovinin, A. A. (setembro de 2008). «A catalogue of multiplicity among bright stellar systems». Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. 389 (2): 869-879. Bibcode:2008MNRAS.389..869E. doi:10.1111/j.1365-2966.2008.13596.x