Equador (livro)

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Equador
Autor (es) Miguel Sousa Tavares
Idioma português
País  Portugal
Género romance
Linha de tempo da história 190 minutos
Editora Oficina do Livro
Clube do Autor
Lançamento 2003
Páginas 527
ISBN 989-555-013-8
Cronologia
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Anos Perdidos
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Equador é o título do primeiro romance do escritor e jornalista português Miguel Sousa Tavares, publicado em 2003 pela editora Oficina do Livro e reeditado em 2013 pela editora Clube do Autor.

A obra está traduzida em 10 línguas e já vendeu mais de 400 mil exemplares, tendo tido grande sucesso em Itália, França, Países Baixos, Sérvia e outros países, para além de Portugal[1] .

Resumo da obra[editar | editar código-fonte]

Quando, em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D. Carlos I a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservaria. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de São Tomé. Não esperava que o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças o lançassem numa rede de conflitos de interesses com a metrópole e não contava que a descoberta do amor lhe viesse a mudar a vida. O protagonista conhece o amor, quando está em São Tomé, como governador.

O anterior governador português de São Tomé era uma pessoa bem vista pelos donos das roças, pois pactuava com o monopólio e o uso da escravidão como força laboral, de modo ter os maiores rendimentos a preços mais baixos.

Isto merecia a atenção dos ingleses, que também tendo companhias que estavam no mercado do cacau e do café que sendo de qualidade um pouco inferior tinha a desvantagem de ser obtido com mão de obra paga o que aumentava o seu preço fazendo com que a venda destes mesmos produtos disponibilizados por Portugal fosse mais elevada. De modo a verificar se Portugal estaria a tentar controlar a escravatura então abolida por todas as nações a nível mundial um embaixador inglês é fixado em São Tomé. Luís Bernardo vai assim com uma missão quase impossível. Já em S. Tomé, estabelece então uma relação de respeito com o cônsul inglês, este cônsul enviado das índias para são Tomé por ter acabado de destruir uma carreira politica promissora devido ao seu vicio pelo jogo e como “despromoção” foi-lhe oferecido este cargo pois apesar de tudo era um homem correcto e respeitado, mas Luís Bernardo nunca esperaria se vir a apaixonar pela mulher do mesmo.

O cônsul não conseguia ver Luís Bernardo como um adversário pois gostava bastante dele, não percebia como ele aceitara este cargo de defesa de uma causa que seria bastante árdua de defender.

O personagem vê-se, então, confrontado com a hipocrisia humanística do governo, não do rei, este por saber que a administração era errada queria ter a oportunidade de a modificar, mas por ficar mal visto perante os conselheiros, burguesia e imprensa nada fazia, que apenas o enviaram para o arquipélago para “inglês ver” e não para alterar o modo de administração da ilha. Os ingleses na realidade estavam apenas preocupados com a concorrência que os produtos das colónias portuguesas faziam aos das suas, o seu próprio idealismo e as condições particulares da economia de São Tomé e Príncipe.

Em televisão[editar | editar código-fonte]

Em 2008, foi produzida uma série televisiva chamada Equador baseada neste livro, pelo canal de televisão TVI.

Acusação de plágio[editar | editar código-fonte]

Um blogue acusa o romance de plágio da obra Cette nuit la liberté (tradução portuguesa: "Esta noite a Liberdade" por Círculo de Leitores) de Dominique Lapierre e Larry Collins. Contudo os especialistas em literatura consideram essa acusação injusta, ridícula e sem sentido, porque só no princípio da obra é que pode haver algumas semelhanças, mas daí a ser plágio é um absurdo. Quanto ao autor, anunciou que iria processar o autor do referido blogue por difamação e acusou-o de se mover apenas por ódio e inveja.

Ganhou muitos prémios de Literatura.

Referências

  1. Equador ao vivo - Jornal Público (21/12/2008)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]