Eric Nepomuceno

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Eric Nepumoceno
Nascimento 1948 (69 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Autor, jornalista e tradutor

Eric Nepomuceno (Rio de Janeiro, 1948) é um autor, jornalista e tradutor brasileiro. Traduziu para o português obras de importantes autores latino-americanos, como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e principalmente Gabriel Garcia Marques, pelo qual é mais conhecido, entre outros.[1] Suas traduções renderam-lhe três Prêmios Jabuti, além de outro recebido por seu trabalaho investigativo sobre o massacre de Eldorado dos Carajás.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Lauro Xavier Nepomuceno e Luisa de Arruda Nepomuceno, Eric nasceu no Rio de Janeiro mas cresceu em São Paulo. Estudou no Colégio Dante Alighieri, onde chegou a escrever para o jornal escolar. Começou no jornalismo como revisor no jornal O Estado de S. Paulo, mas foi no Jornal da Tarde, que ingressou no começo da década de 1970, que se estabeleceu na profissão. Eric cursou três cursos universitários mas nunca os completou. Ainda assim, considera seu período no Jornal da Tarde como o "melhor curso possível de jornalismo". Em fevereiro de 1973, Eric foi mandando como correspondente do jornal para Buenos Aires, onde seus artigos contra a ditadura brasileira na impressa local fizeram com que não pudesse retornar. Começou a trabalhar então na revista Crisis, do escritor Eduardo Galeano, período esse que Eric classifica como sua "pós-graduação em jornalismo". [2]

Em 1976, a revista Veja contratou-o como correspondente internacional, de modo que Eric cobriu os principais desdobramentos políticos ocorridos na América Latina durante o período, até 1983, quando retornou ao Brasil para trabalhar no Jornal da Globo, da emissora homônima.[2] Abandonou o jornalismo diário em 1986 e, desde então, escreve apenas ocasionalmente para veículos diversos.[3]

Eric alcançou o segundo lugar no Prêmio Jabuti de 1993, com a tradução de Doze Contos Peregrinos,[4] obtendo ainda a mesma colocação em 1993 com As Armas Secretas,[5] e terceiro lugar em 2010, pela tradução de Cem anos de Solidão.[6] Além, ficou em segundo lugar na categoria reportagem no prêmio de 2008 com o livo O Massacre, que trata do massacre de Eldorado dos Carajás.[7]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Memórias de um setembro na praça, 1979.
  • Quarenta dólares e outras histórias. 1987
  • Hemingway na Espanha, 1991
  • Coisas do Mundo, 1994.
  • A palavra nunca, 1997
  • Quarta-feira, 1998
  • O Massacre, 2008[8]

Referências

  1. {{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0503200618.htm%7Ctitulo='Memórias de Minhas Putas Tristes'|data=5 de março de 2006|acessodata=30 de dezembro de 2016|publicado=[[Folha de S.Paulo]|ultimo=|primeiro=|citacao=Eric mesmo admite: é mais conhecido como tradutor de Gabo, o colombiano Prêmio Nobel de Literatura em 1982, do que como escritor.}}
  2. a b «Perfil Depoimento Eric Nepomuceno». Memória do Jornalismo Brasileiro. Consultado em 30 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2016 
  3. «ENTREVISTA SIMULTÂNEA Eric Nepomuceno». Tiro de Letra. Consultado em 30 de dezembro de 2016 
  4. «Prêmio 1993». Prêmio Jabuti. Consultado em 30 de dezembro de 2016 
  5. «Prêmio 1995». Prêmio Jabuti. Consultado em 30 de dezembro de 2016 
  6. «Prêmio 2010». Prêmio Jabuti. Consultado em 30 de dezembro de 2016 
  7. «Os vencedores do Prêmio Jabuti». O Globo. 23 de setembro de 2008. Consultado em 30 de dezembro de 2016. Na área dos livros de reportagem, [...] "O massacre", de Eric Nepomuceno (Planeta do Brasil) e "Bar Bodega: um crime de imprensa", de Carlos Dorneles (Globo) ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. 
  8. «Eric Nepomuceno». Companhia das Letras. Consultado em 30 de dezembro de 2016