Eric Voegelin

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Eric Voegelin
Erich Vögelin
Nascimento 3 de janeiro de 1901
Colônia, Alemanha
Morte 19 de janeiro de 1985
Palo Alto, Estados Unidos
Alma mater Universidade de Stanford
Universidade do Estado da Luisiana
Universidade de Munique
Escola/tradição Fenomenologia
Filosofia perene[1]
Principais interesses História, Ciência política, Filosofia da mente
Orientador(es) Hans Kelsen[2]
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Eric Voegelin (nascido Erich Hermann Wilhelm Vögelin; Colônia, 3 de janeiro de 1901Palo Alto, 19 de janeiro de 1985) foi um filósofo, historiador e cientista político alemão radicado nos Estados Unidos. Passou a maior parte da sua carreira acadêmica na Universidade do Estado da Luisiana, Universidade de Munique e na Universidade de Stanford.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Eric Hermann Wihelm Voegelin nasceu com o século XX, em Colônia. Tendo vivido em Viena de Áustria até 1938, emigra para os Estados Unidos da América nesse ano, ensinando na Universidade do Estado da Luisiana. Em 1958 vai lecionar em Munique, onde funda o Instituto de Ciências Políticas. Em 1969 regressa aos Estados Unidos, fixando-se na Califórnia.

A sua infância decorreu em Colónia, Oberkassel e Koenigswinter, à borda do Reno, no tranquilo ambiente familiar da casa de seus pais, Otto Stefan Voegelin, engenheiro civil de confissão luterana e Elizabeth Rülh, católica. Frequentou com sua irmã a escola elementar local. Em 1910 acompanha os pais para Viena, onde termina o último ano da escola elementar. Admitido no ensino liceal (Realgymnasium) recebeu uma apurada formação em línguas e ciências exatas.

Frequenta oito anos de latim, e seis de inglês, dois anos de italiano e aprende francês com um professor particular. A par desta orientação em estudos humanísticos, a excelente preparação em biologia, física e matemática, permite-lhe acompanhar ao longo da sua carreira as novidades teóricas nas ciências exactas. Hesitando sobre o curso a seguir, acaba por decidir-se por Ciência Política devido ao maior entusiasmo pelas ciências humanas bem como à falta de inclinação para se tomar funcionário público. Em 1919 é admitido na Faculdade de Direito da Universidade de Viena em cujos estudos jurídico-políticos pontificavam Othmar Spann e Hans Kelsen.

Span o introduziu no estudo da filosofia grega clássica e da filosofia idealista alemã. Muitos dos seus colegas do seminário de Spann irão aderir posteriormente ao nazismo, posição que sempre considerou inaceitável. Particular importância teve para Voegelin a recepção do pensamento de Hans Kelsen, criador da Teoria Pura do Direito, advogado, jurista proeminente e principal autor da Constituição Austríaca de 1920. Voegelin foi seu assistente, tendo frequentado regularmente os seus seminários na Faculdade de Direito onde travou amizade com Felix Kaufmann e Fritz Shreier e, em particular, com Alfred Schütz.[3]

Filosofia[editar | editar código-fonte]

Hans Kelsen foi orientador de Voegelin.

Em sua vida madura, Voegelin trabalhou para explicar a violência política endêmica do século XX, em uma abordagem peculiar da filosofia política, da história ou da consciência. Na visão de mundo de Voegelin, ele "culpou uma falsa interpretação utópica do cristianismo para gerar movimentos totalitários como o nazismo e o comunismo". Voegelin rejeitou quaisquer rótulos ideológicos ou categorizações que leitores e seguidores tentassem impor ao seu trabalho.[4]

Ao longo de sua vida, Voegelin publicou dezenas de livros, ensaios e resenhas. Um dos primeiros trabalhos foi “As Religiões Políticas”, de 1938. A obra versava sobre as ideologias totalitárias como “religiões políticas”, devido às suas semelhanças estruturais com a religião. Ele escreveu a série “Ordem e História” em vários volumes (em inglês), que começou a ser publicada em 1956 e permaneceu incompleta até o momento de sua morte, 29 anos depois do início da série. Suas palestras em Charles Walgreen de 1951, publicadas como “The New Science of Politics”, às vezes são vistas como um prolegômeno da série Ordem e História e continuam sendo seu trabalho mais conhecido. Ele deixou muitos manuscritos inéditos, incluindo uma história de ideias políticas, que desde então foi publicada em oito volumes. “Order and History” foi originalmente concebido como um exame de cinco volumes da história da ordem a partir da experiência pessoal de Voegelin sobre a desordem do seu tempo. Os três primeiros volumes, “Israel e Apocalipse”, “O Mundo da Polis”, e “Platão e Aristóteles”, apareceram em rápida sucessão em 1956 e 1957 e concentraram-se nas evocações de ordem do antigo Oriente Próximo e da Grécia.

Voegelin então encontrou dificuldades que retardaram a publicação de suas obras. Isto, combinado com seus deveres administrativos universitários e trabalhos relacionados ao novo instituto, ocasionou um delay de 17 anos entre o quarto e o terceiro volume. Suas novas preocupações foram indicadas na coleção alemã de 1966 “Anamnesis: Zur Theorie der Geschichte und Politik”. O quarto volume, “A Era Ecumênica”, apareceu em 1974. Ele rompeu com o padrão cronológico dos volumes anteriores, investigando simbolizações de ordem que variavam no tempo da Lista de Reis Sumerianos até Hegel. O trabalho no volume final, Em “Busca da Ordem”, ocupou os últimos dias de Voegelin e foi publicado postumamente, em 1987.

O trabalho de Voegelin não se encaixa facilmente em disciplinas comuns, embora alguns de seus leitores tenham encontrado semelhanças com obras contemporâneas, por exemplo, de Ernst Cassirer, Martin Heidegger e Hans-Georg Gadamer. Voegelin frequentemente inventa termos ou usa termos já estabelecidos de maneira peculiar. No entanto, existem padrões em seu trabalho com os quais o leitor pode rapidamente se familiarizar.

Entre as indicações de interesse crescente pelo trabalho de Voegelin está a bibliografia internacional de 305 páginas publicada em 2000 pelo Wilhelm Fink Verlag de Munique; a presença de centros de pesquisa dedicados em universidades dos Estados Unidos, Alemanha, Itália e Reino Unido; traduções recentes em idiomas que vão do português ao japonês; e a publicação de uma coleção de 34 volumes de suas obras primárias pela University of Missouri Press e várias obras primárias e secundárias oferecidas pelo Eric-Voegelin-Archiv da Universidade de Munique.

Teorias[editar | editar código-fonte]

O conceito de gnose[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 50, Voegelin lê as Origens do Totalitarismo da filósofa Hannah Arendt e lhe endereça algumas cartas a fim de comentar o trabalho da alemã. Essas cartas são respondidas por Arendt e depois se tornam uma resenha publicada na Review of Politics. Voegelin discorda então da forma como Arendt entende o totalitarismo e desenvolve uma nova forma de fazê-lo, por meio daquilo que conhecemos como gnose.[5]

Críticas ao nazismo[editar | editar código-fonte]

Depois da anexação da Áustria à Alemanha, em 1938, Voegelin foi imediatamente demitido pelos nazistas. Sua oposição a Adolf Hitler estava clara em quatro obras publicadas entre 1933 e 1938. Ele e sua esposa fugiram da Áustria em razão da expansão do nazismo e emigraram para os Estados Unidos, obtendo cidadania daquela nação em 1944. Voegelin lecionou por um ano no Departamento de Ciência Política da Universidade Harvard, dois anos na Universidade do Alabama.

Voegelin fez diversas conferências sobre Hitler e o nazismo na Universidade de Munique em 1964. Ao negar o lugar-comum da “culpa coletiva”, Voegelin apresentou o que chamou de instrumentos de diagnóstico, analisando a relação entre a igreja, a academia e o direito com o nazismo.[6]

Críticas ao marxismo[editar | editar código-fonte]

Eric Voegelin relata em seu livro "Reflexões Autobiográficas" que, induzido pela onda de interesse sobre a Revolução Russa de 1917, estudou "O Capital" de Marx e foi marxista entre agosto e dezembro de 1919. Porém, durante seu curso universitário, ao estudar disciplinas de teoria econômica e história da teoria econômica aprendera o que lhe parecia errado em Marx.

Voegelin afirma que Marx comete uma grave distorção ao escrever sobre Hegel. Como prova de sua afirmação cita os editores dos Frühschiften (Escritos de Juventude) de Karl Marx (Kröner, 1955), especialmente Siegfried Landshut, que dizem o seguinte sobre o estudo feito por Marx da "Filosofia do Direito" de Hegel:

"Ao equivocar-se deliberadamente sobre Hegel, se nos é dado falar desta maneira, Marx transforma todos os conceitos que Hegel concebeu como predicados da idéia em anunciados sobre fatos".

Para Voegelin, ao equivocar-se deliberadamente sobre Hegel, Marx pretendia sustentar uma ideologia que lhe permitisse apoiar a violência contra seres humanos afetando indignação moral e, por isso, Voegelin considera Karl Marx um mistificador deliberado. Afirma que o charlatanismo de Marx reside também na terminante recusa de dialogar com o argumento etiológico de Aristóteles. Argumenta que, por ter recebido uma excelente formação filosófica, Marx sabia que o problema da etiologia na existência humana era central para uma filosofia do homem e que, se quisesse destruir a humanidade do homem fazendo dele um "homem socialista", Marx precisava repelir a todo custo o argumento etiológico.

Segundo Voegelin, Marx e Engels enunciam um disparate ao iniciarem o Manifesto Comunista com a afirmação categórica de que toda a história social até o presente foi a história da luta de classes. Eles sabiam, desde o colégio, que outras lutas existiram na história, como as Guerras Médicas, as conquistas de Alexandre, o Grande, a Guerra do Peloponeso, as Guerras Púnicas e a expansão do Império Romano, as quais, decididamente nada tiveram de luta de classes.

Voegelin diz que Marx levanta questões que são impossíveis de serem resolvidas pelo "homem socialista". Também alega que Marx conduz a uma realidade alternativa, a qual não tem necessariamente nenhum vínculo com a realidade objetiva do sujeito. Segundo Voegelin, quando a realidade entra em conflito com Marx, ele descarta a realidade.[7]

Críticas ao tomismo[editar | editar código-fonte]

De acordo com Voegelin, é uma impossibilidade teórica submeter um mistério ritual, como a conversão, a uma interpretação em termos de metafísica tomista-aristotélica, como foi feito na doutrina da transubstanciação.

"A ascendência [deste caminho] remonta a antes da Reforma, até a invasão metafísica do período escolástico. A confusão iluminista dos símbolos, a inclinação gnóstica de estender a operação do intelecto ao domínio da fé e do mito, começa em problemas específicos do século doze, e entre os pecadores encontramos, talvez inesperadamente, até mesmo Santo Tomás.” [8]

Críticas a João Calvino[editar | editar código-fonte]

A História das Ideias Políticas contém uma requintada elaboração de Voegelin em relação à Reforma, ainda que sua observação sobre João Calvino ocorra em sua obra Nova Ciência da Política. Nela ele chama os Institutos de um “Alcorão gnóstico", um “gênero de literatura gnóstica”, do qual Calvino nos deu “o primeiro exemplar deliberadamente criado”. Voegelin propõe “Alcorão” como um termo técnico, mas refere-se, antes de mais, a um objeto histórico empírico. O termo técnico é inevitavelmente metafórico: quais são as características e funções concretas do Alcorão histórico, de modo que Voegelin poderia rotular outros textos “alcorânicos”.[9]

Críticas[editar | editar código-fonte]

No livro "Die Neue Wissenschaft der Politik" ("A Nova Ciência da Política") do filósofo e professor de Voegelin, Hans Kelsen, teoria da representação de Voegelin é criticada como militarista e antidemocrática.[10] Kelsen também analisa detalhadamente a teoria da gnose de Voegelin e prova que ela é baseada em interpretações idiossincráticas dos documentos da história citados para esse propósito. Depois de 2000, o debate Kelsen-Voegelin voltou a ser objeto de debate científico.[11]

Obras publicadas no Brasil[editar | editar código-fonte]

  • 1979 A Nova Ciência da Política. Brasília: UnB.
  • 2008 Reflexões Autobiográficas. São Paulo: É Realizações.
  • 2008 Hitler e os Alemães. São Paulo: É Realizações.
  • 2009 Anamnese: Da Teoria da História e da Política. São Paulo: É Realizações.
  • 2009 Ordem e História, vol. I: Israel e a Revelação. São Paulo: Edições Loyola.
  • 2009 Ordem e História, vol. II: O Mundo da Pólis. São Paulo: Edições Loyola.
  • 2009 Ordem e História, vol. III: Platão e Aristóteles. São Paulo: Edições Loyola.
  • 2010 Ordem e História, vol. IV: A Era Ecumênica. São Paulo: Edições Loyola.
  • 2010 Ordem e História, vol. V: Em Busca da Ordem. São Paulo: Edições Loyola.
  • 2012 História das Ideias Políticas - Vol. I: Helenismo, Roma e Cristianismo Primitivo. São Paulo: É Realizações.
  • 2012 História das Ideias Políticas - Vol. II: Idade Média até Tomás de Aquino. São Paulo: É Realizações.
  • 2013 História das Ideias Políticas - Vol. III: Idade Média Tardia. São Paulo: É Realizações.
  • 2014 História das Ideias Políticas - Vol. IV: Renascença e Reforma. São Paulo: É Realizações.
  • 2016 História das Ideias Políticas - Vol. V: Religião e a Ascensão da Modernidade. São Paulo: É Realizações.
  • 2017 História das Ideias Políticas - Vol. VI: Revolução e a Nova Ciência. São Paulo: É Realizações.
  • 2017 História das Ideias Políticas - Vol. VII: A Nova Ordem e a Última Orientação. São Paulo: É Realizações.
  • 2019 História das Ideias Políticas - Vol. VIII: A Crise e o Apocalipse do Homem. São Paulo: É Realizações.

Sobre Voegelin[editar | editar código-fonte]

  • Cleto, Marcelo de Souza. A ordem da participação:Eric Voegelin e a ontologia do ser finito. 2015. 164 f. Tese (Doutorado em Filosofia). Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2015. https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/11688
  • Cleto, Marcelo de Souza. A recepção brasileira de Eric Voegelin. Síntese, Revista de Filosofia. Belo Horizonte, v. 43, n. 136, p. 319-335, Mai./Ago., 2016. http://faje.edu.br/periodicos/index.php/Sintese/article/view/3562
  • Federici, Michael P. Eric Voegelin – A Restauração da Ordem. São Paulo: É Realizações, 2011. ISBN 978-85-8033-020-5
  • Henriques, Mendo Castro. Filosofia Política em Eric Voegelin - dos megalitos à era espacial (Livro + 3 DVDs). São Paulo: É Realizações, 2009. ISBN 9788588062689
  • Henriques, Mendo Castro. A Filosofia Civil de Eric Voegelin. São Paulo: É Realizações, 2010. ISBN 978-85-88062-82-5
  • Sandoz, Ellis. A Revolução Voegeliniana. São Paulo: É Realizações, 2010. ISBN 978-88062-81-8

Obras publicadas em outros países[editar | editar código-fonte]

  • 1928 Ueber die Form des amerikanischen Geistes. Tuebingen: J. C. B. Mohr (Paul Siebeck).
  • 1933 Rasse und Staat. Tuebingen: J. C. B. Mohr (Paul Siebeck). Die Rassenidee in der Geistesgeschichte von Ray bis Carus. Berlin: Junker & Duennhaupt.
  • 1936 Der Autoritaere Staat. Vienna: Springer.
  • 1938 Die politischen Religionen. Vienna: Bermann-Fischer. Reprint ed., 1939 with new Foreword, Stockholm: Bermann-Fischer.
  • 1952 The New Science of Politics: An Introduction (Nova Ciência Política: uma introdução). Chicago. University of Chicago Press.
  • 1956 Israel and Revelation. Baton Rouge: Louisiana State University Press. Vol. I of Order and History.
  • 1957 The World of the Polis. Baton Rouge: Louisiana State University Press. Vol. II of Order and History.
  • 1957 Plato and Aristotle. Baton Rouge: Louisiana State University Press. Vol. III of Order and History.
  • 1959 Die Neue Wissenschaft der Politik/Eine/Einfuehrung. Munich: Pustet. (Translation of The New Science of Politics.)
  • 1959 Wissenschaft, Politik, und Gnosis. Munich: Koesel.
  • 1966 Anamnesis: Zur Theorie der Geschichte and Politik. Munich: R. Piper & Co., Verlag.
  • 1968 Science, Politics, and Gnosticism. Chicago: Henry Regnery. (Translation of Wissenschaft, Politik, und Gnosis by William J. Fitzpatrick, with a Foreword to the American edition.)
  • 1968 La Nuova Scienza Política. Turin: Borla. (Tradução de The New Science of Politics, with an introduction by A. Del Noce.)
  • 1970 11 Mito del Mondo Nuovo. Milan: Rusconi. (Tradução de Wissenschaft, Politik, und Gnosis by Arrigo Munari, com uma introdução de Mario Marcolla.)
  • 1972 Anamnesis: Teoria della Storia e della Política. Milan: Guiffre. (Translation of Anamnesis.)
  • 1974 The Ecumenic Age. Baton Rouge: Louisiana State University Press. Vol. IV of Order and History.
  • 1975 From Enlightenment to Revolution. Edited by John H. Hallowell. Durham, N.C.: Duke University Press.
  • 1978 Anamnesis. Notre Dame, Ind. and London: University of Notre Dame Press. (Translated and edited by Gerhart Niemeyer, with a new Chapter I, "Remembrance of Things Past," para a Edição Americana).
  • 1980 Conversations with Eric Voegelin. Edited by Eric O'Connor. S. J. Montreal: Thomas More Institute. (Transcript of four lectures and discussions held in Montreal in 1965, 1967, 1970, and 1976.)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Notas e referências

  1. David R. Cole, The Political Philosophy of Eric Voegelin and His Followers, Edwin Mellen Press, 2008, p. iv.
  2. Christian Damböck (ed.), Influences on the Aufbau, Springer, 2015, p. 258.
  3. a b VOEGELIN, Eric; Reflexões Autobiográficas., Rio de Janeiro: É Realizações, 2008.
  4. McDonald, Marci (outubro de 2004). «The Man Behind Stephen Harper». CA. The Walrus. Consultado em 18 de janeiro de 2013 
  5. Voegelin, Eric (1989), Sandoz, Ellis; Weiss, Gilbert; Petropoulos, William, eds., The Collected Works, ISBN 0-8071-1826-5, Louisiana State University Press .
  6. McDonald, Marci (2004). «The Man Behind Stephen Harper». Consultado em 6 de abril de 2017 
  7. Voegelin, Eric (1996). Estudos de ideias políticas de Erasmo a Nietzsche. [S.l.]: Ática Press. ISBN 972617130X. Consultado em 2 de agosto de 2016 
  8. Eric Voegelin, History of Political Ideas: vol. IV, pp. 226–228, apud MITCHELL, [s.p.]
  9. https://voegelinview.com/calvin-gnosis-anti-philosophy-voegelins-intepretation-reformation-part/ calvin-gnosis-anti-philosophy-voegelins-intepretation-reformation-part
  10. Voegelin, Eric, 1901–1985., Arnold, Eckhart. (2004). A new science of politics : Hans Kelsen's reply to Eric Voegelin's „New science of politics“ : a contribution to the critique of ideology. [S.l.]: Ontos Verlag. ISBN 978-3-937202-50-1  Parâmetro desconhecido |Ort= ignorado (|local=) sugerido (ajuda)
  11. Eckhart Arnold (2013). Bedarf die politische Ordnung einer spirituellen Grundlage? Kelsens Kritik an Voegelins autoritärer politischer Theologie. [S.l.: s.n.] p. 19-42. ISBN 978-3-214-14755-6