Erik Erikson

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Erik Erikson
Nome completo Erik Homburger Erikson
Nascimento 15 de junho de 1902
Frankfurt
Morte 12 de maio de 1994 (91 anos)
Harwich
Nacionalidade  Alemanha e  Estados Unidos
Ocupação Psicologo
Principais trabalhos Teoria do desenvolvimento psicossocial
Prémios Prémio Pulitzer de Não Ficção Geral (1970)

Erik Homburger Erikson (Frankfurt, 15 de junho de 1902Harwich, 12 de maio de 1994) foi um psicanalista responsável pelo desenvolvimento da Teoria do Desenvolvimento Psicossocial na Psicologia e um dos teóricos da Psicologia do desenvolvimento.

Apesar de não ter um diploma de bacharel, Erikson atuou como professor em instituições importantes, incluindo Harvard, Universidade da Califórnia (UC Berkeley),[1] e Yale. Uma pesquisa 'Review of General Psychology' ', publicada em 2002, classificou Erikson como o 12º psicólogo mais citado do século XX.[2]

Erik Homburger Erikson nasceu em Frankfurt am Main, Alemanha, em 15 de Junho de 1902. Começou a sua vida como artista plástico. Em 1927, depois de estudar arte e viajar pela Europa, passou a lecionar em Viena a convite de Anna Freud, filha de Sigmund Freud. Sob orientação dela, submeteu-se à psicanálise e tornou-se, ele próprio, psicanalista, embora tenha tecido críticas à psicanálise por esta não ter em conta as interações entre o indivíduo e o meio, assim como por privilegiar os aspectos patológicos e defensivos da personalidade. No início da carreira, o interesse de Erikson esteve voltado para o tratamento de crianças e as suas concepções de desenvolvimento e de identidade influenciaram as pesquisas posteriores, nomeadamente sobre a adolescência. A si se deve a expressão "crise da adolescência".

Em 1933 emigrou para os Estados Unidos e naturalizou-se americano. Lecionou nas universidades de Harvard, Berkeley e Yale. Na década de 1930, tendo mesmo habitado na reserva dos índios Sioux, as suas experiências pessoais em antropologia, muito referidas nas suas obras, deram-lhe uma perspectiva social marcante. As investigações com os índios confrontaram-no com o sentimento de desenraizamento e de ruptura que estes experienciavam entre a história do seu povo e a cultura americana. Em 1936 transferiu-se para um centro de estudos de relações humanas e começou a estudar a influência de factores culturais no desenvolvimento psicológico.

Com base nessas pesquisas formulou a teoria segundo a qual as sociedades criam mecanismos institucionais que propiciam e enquadram o desenvolvimento da personalidade, embora as soluções específicas para problemas similares variem de cultura para cultura. Na década de 1940, Erikson concebeu o modelo que expôs em ´Infância e sociedade´ (1950). Erikson publicou livros sobre Martinho Lutero, Gandhi e Hitler e escreveu ensaios em que relaciona a psicanálise com a história, política, filosofia e teologia, tais como ´A história da vida e o momento histórico´ (1975).

Entre os anos de 1946 e 1953, Erik Erikson integrou temporariamente o grupo reunido sob o nome de Macy Conferences, contribuindo para a consolidação da teoria cibernética junto com outros cientistas renomados: Arturo Rosenblueth, Gregory Bateson, Heinz von Foerster, John von Neumann, Julian Bigelow, Kurt Lewin, Lawrence Kubie, Lawrence K. Frank, Leonard J. Savage, Margaret Mead, Molly Harrower, Norbert Wiener, Paul Lazarsfeld, Ralph W. Gerard, Walter Pitts, Warren McCulloch e William Ross Ashby; além de Claude Shannon e Max Delbrück.

Criador da expressão ´crise de identidade´, Erik Erikson morreu em 12 de maio de 1994, em Harwich, estado de Massachusetts. As suas concepções revolucionaram a psicologia do desenvolvimento, continuando, nos dias de hoje, a motivar investigações e reflexões várias.

Moratória Psicossocial[editar | editar código-fonte]

Erik Erikson foi autor do conceito de moratória psicossocial. Esta moratória é “um compasso de espera nos compromissos adultos”. É um período de transição e experimentação dos papéis que vão permitir um trabalho de elaboração interior. Também as caracteriza pelas necessidades socioculturais e institucionais.

“As instituições sociais amparam o vigor e a distinção da identidade funcional nascente, oferecendo aos que ainda estão aprendendo e experimentando um certo status da aprendizagem, uma moratória caracterizada por obrigações definidas e competições sancionadas, assim como por uma tolerância especial.”[3] Erik Erikson, 1976

Referências

  1. «Erik Erikson». Encyclopedia. 2018 
  2. Haggbloom et al. 2002.
  3. Psicologia 2ªParte, Porto Editora

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Stevens, Richard (1983). Erik Erikson: An Introduction. New York: St. Martin's Press. ISBN 978-0-312-25812-2  Verifique o valor de |url-access=registration (ajuda)
Predefinição:Long dash (2008). Erik H. Erikson: Explorer of Identity and the Life Cycle. Basingstoke, England: Palgrave Macmillan. ISBN 978-1-4039-9986-3 
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