Erosão marinha

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Alguns segmentos da linha costeira Inglesa estão sujeitos a um nível de erosão elevado, como é visível neste desabamento de uma falésia em Norfolk.

Erosão marinha, erosão costeira ou abrasão marinha é a erosão provocada pela ação das águas do mar. Elas atuam sobre os materiais do litoral (linha de costa) desgastando-os através da sua ação química e da sua ação mecânica. O aspecto da linha de costa é variável de acordo com a natureza dos materiais rochosos que a constituem. De um modo em geral podemos detectar dois tipos de costa:

  • a costa de arriba - de natureza alta e escarpada
  • a costa de praia - baixa e arenosa.

A água do mar reage quimicamente com alguns materiais rochosos desgastando-os. A ação mecânica das águas faz-se sentir quando o mar atira contra a costa rochas de dimensões variáveis originando fraturas nas rochas do litoral.

A ação que o mar exerce sobre os continentes faz-se sentir aos seguintes níveis desgaste, transporte e deposição. A ação de desgaste está condicionada pelos seguintes fatores:

  • reações químicas entre a água e os materiais;
  • ação mecânica da água;
  • força e direção das rochas;
  • natureza das rochas - dureza, constituição química e coesão.

O desgaste origina materiais soltos, de dimensões muito variáveis que as correntes marítimas transportam, por vezes, a grandes distâncias. Quando a velocidade e força das correntes diminuem os materiais transportados são depositados.

Os processos de erosão costeira estão sendo intensificados em todo mundo por consequência da subida do nível do mar, que por sua vez é um produto do aquecimento global. A elevação da temperatura das águas provoca sua expansão térmica, fazendo com que aumentem seu volume e o nível do mar se eleve. O derretimento dos gelos, outro efeito do aquecimento, também é uma causa importante da subida do mar. As estimativas para o futuro variam significativamente, dependendo de como evoluirão as emissões de gases estufa geradores do aquecimento global. A subida do mar é inevitável, e de acordo com o IPCC os níveis poderão se elevar em até 1 metro até 2100, erodindo e transformando todos os litorais do mundo e alagando imensas regiões, causando transtornos e prejuízos para o homem e a biodiversidade em vasta escala. Nos cenários mais pessimistas, se o aquecimento for tal que provocar o derretimento do gelo da Groelândia, a elevação poderá chegar a 7 metros.[1] Devido a fatores localizados, o Polo Sul é um pouco mais resistente ao descongelamento, mas várias grandes áreas da Antártida já dão sinais claros de instabilidade e as previsões são de que devem degelar irreversivelmente dentro de 200 a 500 anos. Isso deve acrescentar de 1 a 2 metros a mais aos níveis do mar.[2]

Referências

  1. IPCC. "Summary for policymakers". In: IPCC. Climate Change 2014: Impacts,Adaptation, and Vulnerability. Part A: Global and Sectoral Aspects. Contribution of Working Group II to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change [Field, C. B. et al (eds.)]. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA, pp. 1-32
  2. Earth Observatory. "Decline of West Antarctic Glaciers Appears Irreversible". NASA, 16/05/2014