Escândalo dos Correios

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O chamado escândalo dos Correios ocorreu em maio de 2005, no Brasil, após denúncias de irregularidades praticadas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios).

A crise iniciou-se quando a revista Veja publicou uma reportagem baseada nas gravações de uma fita de vídeo que mostrava o então chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios e Telégrafos, Maurício Marinho, negociando propina com um suposto empresário interessado em participar de uma licitação, e mencionando ter o respaldo do deputado federal Roberto Jefferson, do PTB do Rio de Janeiro.

A fita foi gravada por Joel Santos Filho, advogado curitibano e cuja mão aparece no vídeo, a mando do empresário Arthur Wascheck Neto, que estava tendo seus interesses contrariados. As imagens flagraram Maurício Marinho não apenas recebendo dinheiro para fim de licitação fraudulenta, mas ainda sugerindo a existência de esquema de corrupção proveniente de políticos.[1] O objetivo da gravação ainda é polêmico pois o autor não denunciou o vídeo.[1] Joel Santos Filho foi contratado para obter provas do privilégio de determinadas empresas nas licitações dos Correios, porém as 4 visitas feitas sendo 3 delas gravadas nunca foram denunciadas. Somente a última gravação é que foi entregue a Jairo Martins(ex-agente da Abin e dono da pasta com a câmera oculta), que repassou a fita ao repórter da Veja Policarpo Júnior, sem mencionar o nome do autor das gravações.[2][3](Joel Santos Filho lancou uma série de questionamentos em relação à sua prisão e a violação dos seus direitos perante a ação do Poder).

Roberto Jefferson inicialmente mencionado pelo funcionário público dos correios, Mauricio Marinho, a princípio negou sua participação na corrupção interna da empresa, porém, quando pressionado, pensando ter sido 'rifado' pelo PT e ignorando a armação de Carlinhos Cachoeira, denunciou outro esquema de corrupção que o deputado do PDT Miro Teixeira chamava de mensalão, revelação que levou à eventual descoberta de outro esquema de corrupção intitulado Valerioduto, ainda mais forte que alimentava o investigado.

Para investigar estas denúncias iniciais, foi criada a CPI dos Correios.

A Polícia Federal investigou o escândalo dos Correios, sendo que o Inquérito Policial presidido pelo Delegado de Polícia Federal Daniel de A. França dos Anjos, indiciou diversas pessoas, inclusive o ex-deputado federal Roberto Jefferson. A revista Veja publicou trechos do Relatório da Polícia Federal e chamou de primorosa a investigação realizada pela PF.

O inquérito policial gerou uma denúncia criminal em que todos os indiciados foram denunciados pelo MPF.

Hoje, 40 indiciados por crimes do Escândalo do Mensalão a partir da CPI dos Correios aguardam julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.[4]

Referências

  1. a b «Wascheck diz que corrupção nos Correios ocorre nos contratos firmados». Folha de S.Paulo. 23 de junho de 2005. Consultado em 12 de abril de 2020 
  2. «Joel Santos Filho e a gravacao de Mauricio Marinho». 2005 
  3. «Jairo Martins: espião ou "jornalista investigativo"?». Brasil 247. 24 de maio de 2012. Consultado em 12 de abril de 2020 
  4. «Denúncia oficial» (PDF). Consultado em 18 de janeiro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 15 de outubro de 2011 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]