Escala N

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Escala N
Um modelo de locomotiva da Bachmann na escala N com um lápis para comparação de tamanho.
Um modelo de locomotiva da Bachmann na escala N com um lápis para comparação de tamanho.
Medidas
Escala 9 mm
Relação 1:160
Características
Padrões NEM (Europa),
NMRA (E.U.A.)
Modelo 9 mm
Protótipo 1.435 mm bitola padrão
Site http://www.nmra.org/
Portal Transporte

A escala N, é uma escala comumente usada para trens de brinquedo e ferromodelismo. A denominação bitola N normalmente se refere apenas à distância entre os trilhos, nesse caso, de 9 mm. No Reino Unido no entanto, o termo designa uma outra relação de escala, portanto, a bitola N britânica se refere à relação 1:148, apesar da bitola dos trilhos usada ter os mesmos 9 mm.

Características[editar | editar código-fonte]

Com uma razão de 1:160, a escala N é aproximadamente metade da HO (1:87), permitindo aos hobbystas construir pistas usando menos espaço, ou pistas maiores usando o mesmo espaço de escalas maiores. Apesar da escala N ser pequena, ela não é a menor. Existem ainda disponíveis no comércio, a escala Z (1:220) e a escala T (1:450 ou 1:480). A escala N é geralmente considerada compatível com a escala 1:144, que é normalmente utilizada em jogos de miniaturas.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Um modelo em escala N da Kato da locomotiva elétrica Re 460 da SBB, equipado com o engate "Rapido" da Arnold.
Modelo em escala N de uma locomotiva de manobras SW8.

Apesar de trens e acessórios em escalas similares existirem desde 1927, a escala N "moderna" com as características comerciais atuais, foi lançada pela companhia Arnold de Nuremberg em 1962, e já em 1964 os fabricantes definiram um padrão, não só para a escala em si, mas também para a voltagem e para os contatos. Além disso, a Arnold permitiu que muitas das suas soluções (como os engates da linha "Rapido") fossem usadas por outros fabricantes.

A escala N tem uma grande quantidade de fãs e seguidores mundo a fora, fazendo com que os fabricantes produzam uma enorme variedade de modelos. A popularidade da escala N só é superada pela escala HO. No Japão no entanto, devido às conhecidas limitações de espaço, a escala N é a mais popular. A escolha pela escala N nem sempre é devido a limitações de espaço, e sim para permitir o desenvolvimento de dioramas mais complexos.

A Austrália, é outro país em que a escala N se tornou a mais popular ao longo dos anos. Os hobbystas australianos utilizam basicamente modelos baseados em protótipos europeus e Norte americanos, pois por muitos anos, os fornecedores locais não tinham modelos de protótipos locais na escala N. A criação de modelos sobre protótipos locais, é hoje uma pequena indústria em ascensão, tornando o ferromodelismo em escala N australiano, mais popular a cada ano.

A pista e os componentes da escala N, também são usados em conjunto com escalas maiores para modelar ferrovias de bitola menor. Modelos na escala N em pistas na escala Z são usados para modelar escalas métricas (Nn3). Outras adaptações para modelagem de pistas de bitola mais estreitas são feitas, em processos artesanais. Pistas na escala Nn18, usam pistas na escala T e adaptações para representar as bitolas mais estreitas. Trens e estruturas na escala N, são usadas em pistas na escala HO para criar uma perspectiva forçada, fazendo parecer que o objeto ou o trem secundário, está mais distante do que realmente está.

Padrões[editar | editar código-fonte]

Um diorama em escala N.
Um modelo britânico em escala N, feito pela Peco de uma locomotiva a vapor LMS 4-6-0 "Jubileu".
Foto de uma seção de pista em escala N mostrando a mão de um homem para comparação de tamanho.
Vista em close de um modelo em escala N da locomotiva Southern Pacific GS-4 #4432 feito pela Con-Cor.

Padrões úteis tanto para os hobbystas quanto para os fabricantes, são estabelecidos e mantidos pela MOROP na Europa e pela NMRA na América do Norte. Esses padrões, são geralmente os mesmos para os principais elementos, mas podem diferir em elementos secundários. Os padrões de rodas e pistas, no entanto, são ligeiramente diferentes, fazendo com que os fabricantes não sigam nenhum dos padrões nesses quesitos.

As locomotivas da escala N são alimentadas por motores de corrente contínua que aceitam no máximo 12 Volts de tensão. Nos controles tradicionais, a velocidade do trem é determinada pela voltagem aplicada aos trilhos. A direção, é determinada pela polaridade selecionada para aplicar aos trilhos. Desde o final do século 20, um número crescente de entusiastas começou a usar sistemas de controle digital para determinar a velocidade e direção de seus trens. Isso se deve em parte à tecnologia de circuitos integrados e novos motores, que demandam muito pouca corrente (normalmente 0,2 amperes).

O primeiro padrão acordado para os engates ficou conhecido como "Rapido" da fabricante Arnold; que por sua vez foi produzido sob licença de um fabricante da escala TT, a Rokal. A maior parte dos fabricantes desenvolveu suas próprias versões para evitar problemas de patentes, sendo todos eles, no entanto, compatíveis entre si.

O sistema de engates "Rapido" funciona bem, mas é difícil de usar para o desengate automático, além de ser relativamente grande para a escala. Nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália ele foi suplantado pelo engate de contato magnético, originalmente feito pela Micro-Trains. Os "engates MT" (como eles eram conhecidos), são mais delicados e próximos da relação da escala N que os engates "Rapido". Além disso eles podem ser abertos por um magneto colocado sob a pista. Outros fabricantes como a Atlas e a Kato, estão fabricando engates desse tipo.

Os hobbystas europeus, têm a opção de converter os engates dos seus modelos em estoque para o sistema "Profi-Coupler" da Fleischmann, para uma operação mais suave, mas a maior parte dos modelos do catálogo em escala N, vai continuar sendo fabricado com os engates "Rapido", um desenho que é muito robusto e fácil de moldar. Modelos mais modernos na escala N usam um conector padrão NEM, o que permite o uso de diferentes desenhos de engates, permitindo simplesmente desconectar o engate antigo e conectar um novo de desenho diferente. No reino unido, já é prática corrente entre os vendedores fornecer conectores NEM em substituição aos originais.

Variantes[editar | editar código-fonte]

A escala N possui algumas variantes nas relações da escala, dependendo do protótipo que se deseja reproduzir e do país em questão.

No Reino Unido, a relação de 1:148 é usada em modelos produzidos comercialmente. No Japão, a relação 1:150 é usada para modelar protótipos das bitolas: 1.067 e 1.372 mm, enquanto a relação 1:160 é usada para modelar protótipos de bitola padrão (1.435 mm). Nos Estados Unidos e Europa, a relação 1:160 é usada independentemente da bitola do protótipo sendo modelado. Todas essas escalas dos modelos, rodam sobre a mesma bitola de pista (9 mm). Isso significa que a pista é um tanto estreita para as relações 1:148 e 1:150, mas a diferença é considerada irrelevante, apesar de existirem algumas pistas com bitola customizada apropriada fabricadas artesanalmente.

Na Grã-Bretanha, alguns modelos na escala N usam a relação 1:152. No início, a escala N era conhecida também por "OOO" ou "Triplo O" em referência as escalas: O e OO, que também usava a relação de 1:152.

Escala 2 mm

Uma certa quantidade de hobbystas do Reino Unido, usam a escala 2 mm para modelar protótipos de bitola padrão.

Escala OOO

Uma certa quantidade de hobbystas do Reino Unido, também usam a Escala OOO para modelar protótipos de bitola padrão.

Um diorama de ferrovia japonesa em escala N, nesse caso na proporção 1/150.
Escala N australiana

Os hobbystas australianos, convivem com algumas variações na bitola das pistas, e estão buscando soluções na escala N com fornecedores locais e também com fornecedores chineses.

Escala N japonesa

Para adaptar a escala N à proporção das bitolas dos protótipos sendo modelados no Japão (1.067 mm), foi adotada a relação 1:150. Só houve necessidade de adotar a relação padrão de 1:160, quando foi lançado o Shinkansen, na bitola padrão (1.435 mm).

Pistas famosas[editar | editar código-fonte]

Um trilho de bitola N.

Stuttgart Hbf[editar | editar código-fonte]

O alemão Wolfgang Frey começou a construir uma pista em escala N na estação central de Stutgart em 1978. Trinta anos depois, o projeto, conhecido como "Stuttgart Hbf" alcançou o considerável tamanho de 750 m2. O projeto é uma réplica exata daquela estação e seus arredores na década de 1970.

Pacific Desert Lines[editar | editar código-fonte]

O projeto conhecido como "Pacific Desert Lines",[1] localizado no San Diego Model Railroad Museum, possui 111,5 m2 de área, e é levado à cabo continuamente, por um grupo de modelistas voluntários. Destacam-se nessa maquete, reproduções de pontos conhecidos da cidade, como: o San Diego Santa Fe Depot,[2] o

Clinchfield[editar | editar código-fonte]

O projeto conhecido como "Clinchfield", foi construído em 1978 por Gordon Odegard. Apesar de relativamente pequeno (1,83 por 3,96 m), ele se destaca por outros quesitos: 1) ele é muito portátil devido à sua construção modular; 2) mostrou o potencial de grandes cenários em relação à escala da pista (1:160); 3) usou técnicas de construção revolucionárias para a época, envolvendo o uso de alumínio e isopor para reduzir o peso; e 4) era muito fiel à época sendo modelada. O projeto Clinchfield é um dos mais famosos já construídos em escala N dos Estados Unidos, tendo recebido várias premiações.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Pacific Desert Lines - General Information». sdsons.org. Consultado em 28 de junho de 2015 
  2. Peters, Pete (23 de fevereiro de 2009). «PDL Gallery Two». SDSONS. Consultado em 28 de junho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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