Escalada

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Escaladora Alexandra Balakireva no IFSC Boulder Worldcup Vienna 2010

Escalada ou varapa[nota 1] é a atividade onde usa-se as mãos, pés ou qualquer outra parte do corpo para subir um objetos íngremes. É feita para locomoção, recreação, competição, em negócios que dependem dela, em resgates de emergência e operações militares. A escalada é praticada em ambientes internos e externos, em desníveis naturais e em estruturas artificiais. A altura varia de alguns metros para blocos de bouder ou muros para escalada artificial, até centenas de metros para as paredes rochosas.

Atualmente, além de uma estilo de vida ela se tornou uma atividade desportiva e estará presente nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio no Japão.

Esta técnica também pode ser utilizada no alpinismo segundo as dificuldades encontradas no terreno.

História[editar | editar código-fonte]

Na origem, a escalada aparece como uma actividade derivada do montanhismo e utilizada como treino para corridas de alpinismo. A escalada como pratica desportiva aparece no século XIX em Dresden na Alemanha de Leste, e no ("Lake District") na Inglaterra

Durante um século o material evolui ao ritmo da capacidade do escalador e vice-versa e a cada época corresponde uma classificação do nível de dificuldade. Existem várias escalas de graduação sendo as mais conhecidas as escalas de Fontainebleau e de Hueco Tanks. Na primeira a classificação progrediu da seguinte maneira: 1913, nível 5 ; 1917, nível 6 ; 1970, nível 7 ; 1983, nível 8 ; 1991, nível 9... O aparecimento dos muros de escalada a partir de 1960 um real impulso ao conhecimento desta prática como à sua evolução desta disciplina.
No Brasil utiliza-se um tipo de graduação mista, numa combinação entre números,letras e algarismos romanos, que acompanha sensivelmente a escala francesa (Fontainebleau). Exemplos: 6 ( grau geral da via), VIIc (grau do lance mais difícil), A2 (grau do lance em artificial, se existente), E3 (grau da exposição da via), D3 (duração estimada da via) e 500 metros (tamanho da via).

Escalada numa cascata de gelo

Práticas e termos[editar | editar código-fonte]

Distinguem-se diferentes práticas segundo o local, o terreno, o método utilizado e o tipo de equipamento nos SNE Sítios Naturais de Escalada, do francês Sites Naturels d'Escalade.[1].

Entre as diferentes variedades de escalada há duas classificada de "extrema" ou "radical". É o caso da chamada solo e a da cascata de gelo, da imagem ao lado.

Equipamento[editar | editar código-fonte]

Na escalada, o princípio de adaptação ao meio utiliza dois equipamentos de base: o sapato de escalada, o chamada pé de gato e o carbonato de magnésio, para secar a transpiração das mãos e aumentar a aderência, mas este equipamento é extremamente básico, na realidade poucos podem se permitir atacar uma parede só assim equipados [2].

Na realidade, não só na escalada, mas nos desportos deste tipo na montanha, o equipamento habitual, que deve ser garantido por um controle de qualidade internacional, é composto por dois tipos de material; o de segurança e o auxiliar.

Equipamento de segurança[editar | editar código-fonte]

É este o equipamento de base para um escalador usado, tanto nas paredes artificiais como na natureza, e é composto por: sapatos de escalada, corda [nota 2], arnês/cadeirinhas, mosquetões, freios/blocantes, etc. - que impedem a queda do escalador no caso de imprevistos. Também é aconselhável ter um transmissor de localização pessoal para ser usado em situações de emergência.[3][4][5][6][7][8]

Equipamento auxíliar[editar | editar código-fonte]

Utilizado na escalada de montanha necessita uma certa experiência e conhecimentos de utilização na conquista das vias de escalada e são os: capacete, piolet, pitões, crampons, mosquetões, mochila, costura de escalada, gri-gri, camalot, fitas, friends, nuts, etc.

Material de orientação[editar | editar código-fonte]

Na montanha a mudança rápida das condições climatéricas exigem roupa adequada para qualquer tipo de situação, e além do equipamento de segurança e auxiliar próprio a cada actividade, deve-se partir com um bom mapa da região, uma bússola para a orientação, e de um transferidor para medidas e marcação de ângulos e direcções, pois o nevoeiro ou uma nuvem no cimo de uma montanha podem tapar por completo a visibilidade.

Tipos de escalada[editar | editar código-fonte]

Escalada livre vs artificial[editar | editar código-fonte]

Escalada em parede artificial

Escalada livre[editar | editar código-fonte]

Na escalada livre, a corda e outros equipamentos só servem para se assegurar a segurança do escalador. As saliências do terreno são os únicos apoios para progredir na ascensão, logo o escalador só usa os seus próprios meios (mãos e pés) para poder progredir na parede.

Escalada artificial[editar | editar código-fonte]

Na escalada artificial o material serve não só para segurar o desportista mas também para o ajudar na progressão, utilizando os pontos de segurança para se içar ou passar situações difíceis. Esses pontos de segurança podem distar entre si desde pouco mais de 1 metro até distâncias superiores a 15 metros ("grau de exposição"), determinada por aquele que abriu a via, e que não deve ser alterada sem o consentimento do mesmo,por questões de ética.

Muros de escalada[editar | editar código-fonte]

O termo geralmente empregue para designar este tipo de muro de treino é o (EAE) - Estrutura Artificial de Escalada - em francês Structure Artificielle d'Escalade (SAE). Este tipo de escalada, feitas de estruturas artificias em madeira ou betão, é empregada principalmente como local de treino, ou nas regiões planas e/ou cidades desprovidas de SNE, pelo que muitas vezes se encontrem dentro de salas (indoor) e raramente no exterior.

Boulder[editar | editar código-fonte]

A escalada de boulder consiste em subir uma rocha ou um muro de treino em que se privilegia mais a força física de explosão em detrimento da resistência física. Regra geral, os problemas de bloco envolvem poucos passos. É comum o recurso a crashpads para minimização dos efeitos de uma possível queda do escalador.

Escalada desportiva[editar | editar código-fonte]

A escalada de falésia (desportiva) consiste em escalar vias em rocha - raramento, muro de treino - com uma altura considerável, onde é privilegiada a resistência física do atleta. Em geral, a escalada de falésia é feita com recurso a vários equipamentos de segurança.

Escalada móvel[editar | editar código-fonte]

Existem escaladas conhecidas como móveis, pela não existência de pontos fixos de segurança colocados na parede (grampos), pelo que é da competência do escalador criar os seus próprios pontos de segurança com recursos de materiais especiais: camalot, nuts, etc.

Solo[editar | editar código-fonte]

Em qualquer um destes tipos de escalada acima mencionados (escalada livre ou artificial), regra geral, o escalador encontra-se preso por uma corda dinâmica. Há, no entanto quem prefira não usar qualquer tipo de segurança. É o que se chama "solo".

Técnicas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Técnicas de escalada

A técnica empregue na escalada ou no alpinismo depende do terreno onde a correspondente actividade é praticada mas há duas ou três que "fizeram história" como a ascensão em livre, a Fissura Knubel, a primeira invernal, etc.

Cotação[editar | editar código-fonte]

No alpinismo ou na escalada, a cotação de montanha é, como o seu nome indica, a classificação de uma via de montanha, em função das dificuldades encontradas no itinerário escolhido.

Riscos[editar | editar código-fonte]

Desporte a risco, o conhecimento das técnicas da escalada é obrigatório a todos que desejam praticá-lo, dando preferência para cursos homologados pelas associações ou federações de escalada, como: FEMERJ, FEMESP, AGUIPERJ, CLUBES EXCURSIONISTAS, etc.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Varapa . Empregue como substantivo comum desde 1898 Varappe (palavra francesa), é um corredor rochoso do monte Salève perto de Genebra, onde os alpinistas se costumavam encontrar.
  2. A corda utilizada é do tipo dinâmica pois tem uma certa elasticidade não só para amortecer a queda, mas também para não se romper com o choque

Referências

Ligação externas[editar | editar código-fonte]