Escambo

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Escambo(PB), permuta (PE, PB), troca direta ou, simplesmente, troca é a transacção ou contrato em que cada uma das partes entrega um bem ou presta um serviço para receber da outra parte um bem ou serviço em retorno em forma de Crédito, sem que um dos bens seja moeda. Isto é, sem envolver dinheiro ou qualquer aplicação monetária aceita ou em circulação. Por exemplo, um agricultor com um marceneiro pratica escambo trocando dois cestos de frutas por uma cadeira, ou pela instalação de uma cerca em seu terreno.[1][2][3][1][4][5]

História[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

O escambo foi utilizado durante os primórdios da colonização portuguesa do Brasil, uma vez que os índios brasileiros não conheciam qualquer forma de moeda.[6]

Antes da escravização indígena nas lavouras, os primeiros contatos entre portugueses e nativos se caracterizavam pela troca de produtos e serviços por outras mercadorias: o escambo. Um navegador francês chamado Gonneville, que esteve na colônia entre 1503 e 1504, afirmava que os indígenas trocavam diversos artigos que interessavam aos europeus, como pele de animais, plumagens, madeira etc., por “pentes, facas, machados e outras bugigangas, quinquilharias e coisas de baixo preço”.
Para os europeus, os povos nativos adotavam um comportamento tolo e incompreensível, pois aceitavam objetos de pouco valor em troca de objetos valiosos na Europa, como o pau-brasil. Mas seria mesmo um disparate? Para tentar responder a essa pergunta, deve-se considerar a enorme travessia marítima que os portugueses faziam para chegar à América. Corriam diversos riscos e enfrentavam enormes dificuldades para obter uma simples madeira, usada para tingir tecidos de vermelho. Não ocorria a eles próprios questionarem se, para os nativos seu comportamento também não poderia ser visto como tolo e sem sentido? Além disso, se para o europeu um espelho não representava quase nada, para o indígena era um objeto útil, valioso, que ele não podia fabricar. [7]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Apesar da monetização da sociedade moderna, o escambo continua fazendo parte do cotidiano, como quando um amigo oferece a outro consertar seu computador em troca de uma carona, ou uma criança na escola oferece uma bolacha de seu lanche em troca de uma bala do seu colega e/ou apresenta algo em forma de Crédito, promessa de futuro pagamento. E chega a ser parte importante da economia em regiões menos desenvolvidas ou que aderem a certas tradições ou princípios, a exemplo de comunidades indígenas.[1]

A prática do escambo vem se revitalizando com a Internet, através de sítios na web para troca on-line de mercadorias e serviços.[4] A troca empresarial, como por exemplo a utilização do Bitcoin, também vem ganhando espaço, com estimativas atribuindo a ela a circulação em valor equivalente ao de bilhões de dólares anuais.[5] O escambo também tem a tendência de ser utilizado em países onde a moeda oficial está a desvalorizar,[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Museu de Valores do Banco Central». Banco Central do Brasil. Consultado em 31 de dezembro de 2013. Texto extraído da revista: "As Muitas Faces da Moeda" do Centro Cultural do Banco do Brasil. 
  2. Diego Antonelli (20 de julho de 2013). «Do pau-brasil ao real». Gazeta do povo. Consultado em 31 de dezembro de 2013 
  3. Diana Luz Pessoa de Barros. Os discursos do descobrimento: 500 e mais anos de discursos. EdUSP; 2000. ISBN 978-85-314-0589-1. p. 147.
  4. a b Monica Campi (2 de junho de 2011). «Consumo colaborativo é o novo escambo 2.0». Info Exame. Consultado em 31 de dezembro de 2013 
  5. a b «Escambo volta à moda e movimenta US$ 10 bi». Estadão.com. 16 de março de 2003. Consultado em 31 de dezembro de 2013 
  6. JOHN HEMMING; CARLOS EUGENIO MARCONDES DE MOURA. Ouro Vermelho:A Conquista dos Índios Brasileiros Vol. 27. EdUSP; 2007. ISBN 978-85-314-0960-8. p. 83.
  7. CLÁUDIO VICENTINO: Projeto Radix — História — 7° ano. São Paulo: Scipione, 2009. ISBN 978-852627327-6. p. 203.
  8. Anelise Infante (20 de janeiro de 2012). «Crise traz de volta a prática de escambo na Europa». BBC Brasil. Consultado em 31 de dezembro de 2013 
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