Escola Austríaca

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A Escola Austríaca (também conhecida como Escola de Viena) é uma escola de pensamento econômico que enfatiza o poder de organização espontânea do mecanismo de preços. A Escola Austríaca afirma que a complexidade das escolhas humanas subjetivas faz com que seja extremamente difícil (ou indecidível) a modelação matemática do mercado em evolução e defende uma abordagem laissez-faire para a economia. Os economistas da Escola Austríaca defendem a estrita aplicação rigorosa dos acordos contratuais voluntários entre os agentes econômicos, e afirmam que transações comerciais devam ser sujeitas à menor imposição possível de forças coercitivas como as Governamentais e/ou Corporativistas. Seus membros defendem, por exemplo, o free banking (sistema bancário sem regulamentação e com emissão de moeda privada).[1]

A Escola Austríaca deriva seu nome de seus fundadores e adeptos iniciais predominantemente austríacos, incluindo Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk e Ludwig von Mises. Outros proeminentes economistas da Escola Austríaca do século XX incluem Henry Hazlitt, Israel Kirzner, Murray Rothbard, e o vencedor do Prémio de Ciências Económicas Friedrich Hayek.[2] Embora chamados de "austríacos", os atuais defensores da escola austríaca podem vir de qualquer parte do mundo. A Escola Austríaca foi influente no início do século XX e foi por um tempo considerada por muitos como sendo parte do pensamento econômico dominante (ou economia mainstream). Contribuições austríacas ao mainstream incluem ser uma das principais influências no desenvolvimento da teoria do valor neoclássica, incluindo a teoria do valor subjetivo em que se baseia, bem como as contribuições para o debate sobre o problema do cálculo econômico, que diz respeito à propriedades de alocação de uma economia planificada versus as propriedades de alocação de uma economia de livre mercado descentralizada.[3] Entre os principais influenciados está o presidente norte-americano Ronald Reagan[4] que afirmou que Milton Friedman, Friedrich Hayek e Ludwig von Mises formaram a "essência da sua agenda econômica como presidente",[5] chamada de Reaganomics.

A partir de meados do século XX em diante, foi considerada uma escola heterodoxa,[6][7] e atualmente contribui relativamente pouco para o pensamento econômico dominante.[8][9] No entanto, algumas afirmações de economistas da Escola Austríaca foram interpretados por alguns como avisos sobre a crise financeira de 2007-2009, que por sua vez levou ao interesse renovado em teorias da Escola.

Economistas da Escola Austríaca argumentam que o único meio de se chegar a uma teoria econômica válida é derivá-la logicamente a partir dos princípios básicos da ação humana, um método denominado Praxeologia. Este método sustenta que permite a descoberta de leis econômicas fundamentais válidas para toda a ação humana. Paralelamente a praxeologia, essas teorias tradicionalmente defendem uma abordagem interpretativa da história para abordar acontecimentos históricos específicos.[10] Além disso, enquanto economistas freqüentemente utilizam experimentos naturais, os economistas austríacos afirmam que testabilidade na economia é virtualmente impossível, uma vez que depende de atores humanos que não podem ser colocados em um cenário de laboratório sem que sejam alteradas suas possíveis ações. Economistas pertencentes ao mainstream acreditam que a metodologia adotada pela moderna economia austríaca carece de rigor científico;[11] Os críticos argumentam que a abordagem austríaca falha no teste de falseabilidade.[12][13]

A Escola Austríaca é uma escola heterodoxa,[14] isso significa que possuem pensamentos e teorias que não vão de acordo com as ideias da economia ortodoxa, pois se baseia no individualismo metodológico a tese de que os fenômenos sociais resultam exclusivamente das motivações e ações individuais.

A Escola Austríaca se originou em Viena no final do século XIX e início do século XX, algumas das principais contribuições foram de Carl Menger, Eugen Böhm von Bawerk e Friedrich von Wieser.[15] Estava em oposição à Escola Histórica em uma disputa metodológica.

Entre as primeiras contribuições da Escola Austríaca estão: a teoria subjetiva do valor, o marginalismo na teoria dos preços e o problema do cálculo econômico.[16]

Em 1974, no ano seguinte à morte de Mises, seu dícipulo, F. A. Hayek, recebeu um renovado impulso internacional ao desenvolvimento doutrinal da Escola Austríaca ao receber o Prêmio Nobel de Economia.[17]

Origens[editar | editar código-fonte]

A Escola Austríaca de Economia reúne em torno de si uma gama considerável de autores distribuídos ao longo de cinco ou mais gerações de economistas. O início dessa tradição de pesquisa acontece com a publicação do Grundsätze (Princípios da Economia), de Carl Menger, em 1871, o livro foi um dos primeiros tratados modernos a promover a teoria da utilidade marginal e o autor até então desconhecido que residia em Viena. Embora o marginalismo fosse geralmente influente, também havia uma escola mais específica que começou a se aglutinar em torno da obra de Menger, que veio a ser conhecida como "Escola de Psicologia", "Escola de Viena" ou "Escola Austríaca". Menger desde então tornou-se conhecido como o pai ou o fundador de um movimento específico no interior do pensamento econômico. A Escola Austríaca foi uma das três correntes fundadoras da revolução marginalista da década de 1870, com sua principal contribuição sendo a introdução da abordagem subjetivista na economia. A trajetória das ideias austríacas, desde essa época, pode ser traçada em seus aspectos gerais. Menger notabilizou-se pela sua exposição dos fundamentos da teoria do valor econômico, pela sua minuciosa descrição dos processos de produção e consumo e por um número de definições que viriam a ser incorporadas pela ortodoxia econômica no século XX. Mas Menger não se tornou muito conhecido à sua época, cabendo a dois seguidores, Böhm-Bawerk e Wieser, o papel de divulgadores de suas ideias para o público internacional. De fato, esses últimos tornaram-se muito respeitados na comunidade acadêmica e suas contribuições teóricas foram bastante aproveitadas na edificação de uma teoria do valor, da produção, dos ciclos econômicos e da lógica da escolha entre o início do século XX e os anos 30. Esses três economistas se tornaram o que é conhecido como a "primeira onda" da Escola Austríaca. Por essa época não havia uma clara distinção entre a tradição austríaca e a ortodoxia econômica que se firmara na Inglaterra, nos EUA e em outros países, mas a Escola Austríaca sempre guardou um afastamento da tradição marginalista e marshalliana que passou a predominar nesses meios.[18] Böhm-Bawerk escreveu extensas críticas a Karl Marx nas décadas de 1880 e 1890 como parte da participação dos austríacos na Methodenstreit do final do século XIX, durante a qual eles atacaram as doutrinas hegelianas da escola histórica.

Século XX (Vinte)[editar | editar código-fonte]

Frank Albert Fetter (1863–1949) foi um líder do pensamento austríaco, nasceu em 1863, na cidade de Peru, Indiana, Estados Unidos. Ele obteve seu PhD em 1894 na Universidade de Halle-Wittenberg (Alemanha) e, em seguida, foi nomeado Professor de Economia Política e Finanças em Cornell (Universidade localizada em Ithaca, Nova York) em 1901. Durante a década de 1920 Vários economistas austríacos importantes formaram-se na Universidade de Viena e posteriormente participaram de seminários privados realizados por Ludwig von Mises. Estes incluíram Gottfried Haberler,[19] Friedrich Hayek, Fritz Machlup,[20] Karl Menger (filho de Carl Menger),[21] Oskar Morgenstern,[22] Paul Rosenstein-Rodan,[23] Abraham Wald,[24] e Michael A. Heilperin,[25] entre outros, bem como o sociólogo Alfred Schütz.[26]

Posteriormente no Século XX (Vinte)[editar | editar código-fonte]

Em meados da década de 1930, a maioria dos economistas havia adotado o que consideravam as contribuições importantes dos primeiros austríacos.[27] Fritz Machlup citou a declaração de Hayek de que "o maior sucesso de uma escola é que ela deixa de existir porque seus ensinamentos fundamentais se tornaram parte do corpo geral do pensamento comumente aceito".[28] Em algum momento durante o meio do século 20, a economia austríaca foi desconsiderada ou ridicularizada pelos economistas convencionais porque rejeitou a construção de modelos e métodos matemáticos e estatísticos no estudo da economia.[29] O aluno de Mises, Israel Kirzner, lembrou que em 1954, quando Kirzner estava fazendo seu doutorado, não havia uma Escola Austríaca separada como tal. Quando Kirzner estava decidindo qual escola de pós-graduação cursar, Mises o aconselhou a aceitar uma oferta de admissão na Johns Hopkins porque era uma universidade de prestígio e Fritz Machlup lecionava lá.[30]

Contemporaneidade[editar | editar código-fonte]

O economista Leland Yeager discutiu a cisão do final do século 20 e se referiu a uma discussão escrita por Murray Rothbard, Hans-Hermann Hoppe, Joseph Salerno e outros em que eles atacam e depreciam Hayek. Yeager declarou: "Tentar abrir uma cunha entre Mises e Hayek sobre (o papel do conhecimento no cálculo econômico), especialmente para a depreciação de Hayek, é injusto com esses dois grandes homens, infiéis à história do pensamento econômico". Ele passou a chamar a fenda de subversiva para a análise econômica e a compreensão histórica da queda do comunismo do Leste Europeu[31]. Em um livro de 1999 publicado pelo Ludwig von Mises Institute[32], Hoppe afirmou que Rothbard era o líder da "corrente principal dentro da economia austríaca" e fez um contraste entre Rothbard com o ganhador do Prêmio Nobel Friedrich Hayek, que ele identificou como um empirista britânico e oponente de o pensamento de Mises e Rothbard. Hoppe reconheceu que Hayek era o economista austríaco mais proeminente dentro da academia, mas afirmou que Hayek era um oponente da tradição austríaca que ia de Carl Menger e Böhm-Bawerk através de Mises a Rothbard. O economista austríaco Walter Block diz que a Escola Austríaca pode ser distinguida de outras escolas de pensamento econômico por meio de duas categorias - teoria econômica e teoria política. De acordo com Block, embora Hayek possa ser considerado um economista austríaco, suas opiniões sobre a teoria política colidem com a teoria política libertária, que Block vê como parte integrante da Escola Austríaca[33]. Ambas as críticas de Hoppe e Block a Hayek se aplicam a Carl Menger, o fundador da Escola Austríaca. Hoppe enfatiza que Hayek, que para ele é da tradição empírica inglesa, é um oponente da suposta tradição racionalista da Escola Austríaca; Menger fez fortes críticas ao racionalismo em suas obras em veia semelhante à de Hayek[34]. Ele enfatizou a ideia de que existem várias instituições que não foram criadas deliberadamente, têm uma espécie de "sabedoria superior" e cumprem funções importantes para a sociedade[35]. Ele também falou sobre Burke e a tradição inglesa para sustentar essas posições[36]. Ao dizer que a teoria política libertária é uma parte integrante da Escola Austríaca e supondo que Hayek não seja um libertário, Block exclui Menger da Escola Austríaca também, já que Menger parece defender uma atividade estatal mais ampla do que Hayek - por exemplo, tributação progressiva e trabalho extensivo legislação[37]. Economistas da visão hayekiana são filiados ao Cato Institute, George Mason University (GMU) e New York University, entre outras instituições. Eles incluem Peter Boettke, Roger Garrison, Steven Horwitz, Peter Leeson e George Reisman. Economistas da visão Mises-Rothbard incluem Walter Block, Hans-Hermann Hoppe, Jesús Huerta de Soto e Robert P. Murphy, cada um dos quais é associado ao Mises Institute e alguns deles também a instituições acadêmicas[38]. De acordo com Murphy, uma "trégua entre (por falta de melhores termos) os austro-libertários GMU e os austro-libertários Auburn" foi assinada por volta de 2011[39].

Metodologia[editar | editar código-fonte]

Na literatura especializada, os ensaios de Jaffé e Streissler demonstraram que a tradição austríaca em Menger mantinha uma especificidade de conceitos e ideias de modo a não poder ser confundida com a abordagem de um William Stanley Jevons ou de um Leon Walras, nomes usualmente colocados ao lado de Menger como representantes do episódio conhecido como Revolução marginalista. Ao processo de separação de ideias entre Jevons, Walras e Menger, Jaffé cunhou a expressão “desomogeneização” (de-homogeneized) para indicar tratar-se de três tradições distintas que se filiam a diferentes técnicas de análise e pedigrees filosóficos, e como conseqüência cada qual focaliza a Economia de um modo bem particular.[18]

A escola austríaca baseia-se no conceito filosófico de individualismo (em oposição ao conceito de colectivismo), sendo a sua visão aristotélica/racionalista da economia divergente das teorias económicas neo-clássicas actualmente dominantes, baseadas numa visão platónica/positivista da economia.

A escola austríaca considera o Individualismo metodológico como única fonte válida para a determinação de teorias económicas, ou seja, dada a complexidade e infinitos fatores que influenciam as decisões económicas dos vários indivíduos numa sociedade, a única forma válida de explicar essas decisões é estudar quais os princípios fundamentais que regem todas as ações humanas. À aplicação formal do Individualismo metodológico dá-se o nome de praxeologia. Esta visa definir leis económicas válidas para qualquer ação humana, ou seja, preocupa-se em analisar quais os conceitos e implicações lógicas por detrás das preferências e escolhas dos indivíduos, considerando verdadeiras apenas as leis económicas que são válidas independentemente do tempo ou lugar em que se aplicam.

A praxeologia levou à definição axiomas como, por exemplo, de que o homem age sempre com a intenção de aumentar o seu conforto ou reduzir seu desconforto, respeitando sempre uma escala ordinal de necessidades que nem sempre são objectivas ou racionais.

Utilizando o mesmo axioma, concluem alguns, que um mercado livre da influência estatal é a forma mais eficiente de suprir as diversas necessidades que surgem numa sociedade, dada, segundo esses, a incapacidade do Estado em interpretar correctamente e suprir com eficiência as necessidades em constante mutação dos diferentes indivíduos que compõem uma sociedade.

Os críticos geralmente argumentam que a economia austríaca carece de rigor científico e rejeita os métodos científicos e o uso de dados empíricos na modelagem do comportamento econômico.[40]. Alguns economistas descrevem a metodologia austríaca como sendo a priori ou não empírica[41]. Eu

Individualismo Metodológico[editar | editar código-fonte]

Menger elaborou um tratado sobre a essência e os métodos das ciências sociais, que defende que as escolhas individuais influenciam os resultados dos mercados que devem também serem explicados com uma ótica subjetivista, ou seja, a economia, a priori, deve analisar pensamentos e avaliações individuais, porque são essas coisas que antecedem como base para as escolhas. Nesse sentido, o individualismo metodológico faz críticas ao excesso de quantificações, ao holismo e à macroeconomia. [42] Ou seja, todos os fenômenos econômicos, segundo a Escola Austríaca, são resultados das escolhas subjetivas dos indivíduos e seu conhecimento individual, tempo, expectativa e outros fatores subjetivos. Essa abordagem é denominada individualismo metodológico que diferente de outras escolas de pensamento que analisam os grupos sociais, neste, o foco analisado é o indivíduo [43].

Ludwig von Mises e a Economia de mercado[editar | editar código-fonte]

O economista, historiador, lógico e sociólogo Ludwig von Mises é um nome de grande destaque para a Escola Austríaca, isso deve-se à sua contribuição para que houvesse um impulso definitivo para o ressurgimento do pensamento a partir do século XX [44]. Influenciado por um seminário de e Böhm-Bawerk, Mises percebeu que era preciso aplicar a visão subjetivista da economia sob o âmbito da moeda e do crédito, pensando nisso que, em 1912, Mises publica o livro A teoria da moeda e do crédito[45], além disso, nessa obra, Mises também apresenta, de forma introdutória, a teoria do ciclos econômicos. Rapidamente essa obra se tornou referência para as principais universidades no campo monetário da Europa continental[46]. Na década seguinte, o pensamento econômico de Margaret Thatcher e Ronald Reagan foram influenciados indiretamente pelo pensamento da Escola Austríaca[47].

Núcleo[editar | editar código-fonte]

  • Individualismo metodológico: este preceito, compartilhado pela teoria neoclássica, busca a explicação dos fenômenos econômicos na ação dos indivíduos, e não em entidades coletivas, como por exemplo faz o historicismo. Rejeita-se da mesma forma conceitos e agregados macroeconômicos que não sejam fundamentados na ação individual. A ação humana individual é o ponto de partida para a EA.[48]
  • Subjetivismo Metodológico: o subjetivismo da EA não se limita as preferências do consumidor, mas parte da noção de ação humana baseada em planos individuais, que incorpora também as expectativas e o conhecimento geral dos agentes econômicos, como conjecturas empresariais. Os meios e fins dos planos individuais têm sua origem na mente dos agentes, são imaginados e definidos pelas pessoas. É um subjetivismo "

Gostos e preferências: os preços dos produtos são influenciados pela demanda, que é controlada pela preferência dos seus possíveis consumidores. Custo de oportunidade: custo atrelado à decisão de não escolher um produto. Trata-se dos benefícios abandonados em razão da escolha de outra mercadoria com o objetivo de se alcançar mais vantagens. Marginalismo: o valor dos produtos e serviços é obtido por seus valores não necessariamente utilitários, mas pela satisfação que traria. Ou seja, o valor marginal seria a subjetiva satisfação que esse bem traria. Estrutura temporal da produção e do consumo: a escolha de economizar é passageira em referência ao póstero consumo. Investimentos são realizados com o objetivo de alcançar maiores lucros uma vez que levaria mais tempo para obtenção desse ganho. Machlup adicionou dois princípios aos de Mises;

Soberania do consumidor: apenas o total afastamento do governo na economia garantiria a plena liberdade dos consumidores de tomar suas próprias decisões e influenciar ativamente as questões de demanda de produção e consumo e a livre competição de mercado.

Individualismo político: a liberdade econômica garante a liberdade política. Se medidas restritivas forem aplicadas na economia, a autodeterminação dos indivíduos seria perdida. Isso se deve porque o Estado sempre teria que aplicar mais providências para atenuação do desequilíbrio econômico causado por suas próprias interferências.

epistêmico": as expectativas, o conhecimento das preferências, dos bens e as conjecturas empresariais são conhecimento falível e conjectural, imaginados pelos agentes, não sendo "dados" de antemão ao economista. A relação entre o conhecimento individual e as realidades objetivas do mercado faz parte dos problemas estudados pela EA.[48]

  • Análise de Processo: os austríacos não centram sua análise nas propriedades de um estado de equilíbrio, mas sim no processo de trocas que levaria ou não a tal estado. Estuda a ação humana fora do equilíbrio. A análise de processo parte das conjecturas empresariais, cuja implementação leva a erros que surgem das ações baseadas em conhecimento imperfeito e prossegue estudando os mecanismos de correção de erros. A EA estuda a ordem espontânea do mercado, que surge da interação de indivíduos que agem conforme seus planos independentes, baseados em conhecimento imperfeito e sujeito a mudanças inesperadas.[48]
  • Complexidade: A EA identifica na diversidade micro a causa fundamental de vários fenômenos econômicos. Suas teorias evitam utilizar agregados homogêneos, apontando em vez disso para as relações estruturais entre os elementos diferenciados de tais agregados: enfatiza-se a estrutura do capital em detrimento de sua quantidade total, os movimento relativos nos preços são mais importantes do que o estudo do "nível dos preços", o conhecimento e expectativas variam conforme o agente e o sistema de preços é visto como um sistema complexo de adaptação a mudanças frequentes e desconhecidas pelos agentes, formando uma ordem espontânea auto-organizável.[48]
  • Heurística Positiva: orientada por estes preceitos básicos, a EA desenvolve teorias nas seguintes direções: tornar os fenômenos inteligíveis em termos de ação humana proposital, em especial o estudo de planos individuais; traçar consequências não intencionais da ação humana; lidar com as consequências da passagem do tempo e da imperfeição do conhecimento, como o estudo da inconsistência de planos; desenvolver teorias sobre a aquisiçao de conhecimento por parte dos agentes; estabelecer as condições para se admitir a existência de uma tendência ao equilíbrio; estabelecer as condições em que ocorrem desequilíbrio, como na teoria de ciclos; construir teorias com relações estruturais entre seus elementos, que deem conta da diversidade e complexidade do fenômeno estudado.[48]
  • Heurística Negativa: paralelamente a este programa positivo, os austríacos seguem regras negativas como: não construir teorias que estabeleçam relações causais entre agregados e médias, sem fazer referência a ações humanas individuais; não construir teorias nas quais as ações humanas são completamente determinadas por situações externas, negando-se alguma autonomia a mente humana; não utilizar teorias que admitem conhecimento perfeito ou optimamente imperfeito; não desconsiderar diversidade individual dos agentes e o realismo das hipóteses (rejeita-se o instrumentalismo metodológico).[48]

Individualismo político: a liberdade econômica garante a liberdade política. Se medidas restritivas forem aplicadas na economia, a autodeterminação dos indivíduos seria perdida. Isso se deve porque o Estado sempre teria que aplicar mais providências para atenuação do desequilíbrio econômico causado por suas próprias interferências.

Um keynesiano recomendaria a intervenção do governo durante uma recessão para inserir gastos na economia, no entanto, o centro da teoria macroeconômica austríaca afirma que o "ajuste fino" do governo por meio de aumentos e reduções na oferta de moeda orquestrada, é a causa dos ciclos de negócios, devido ao efeito diferenciado das mudanças nas taxas de juros provenientes em estágios diferentes da estrutura de produção[49]. O economista austríaco Thomas Woods apoia ainda mais esse ponto de vista, alegando que não é o consumo, mas sim a confecção que deve ser enfatizada. Um país não pode progredir consumindo e, portanto, desperdiçando todos os seus recursos. Em vez disso, a produção é o que concede o consumo como uma possibilidade primordial, uma vez que um produtor não estaria trabalhando para nada, se não fosse pelo desejo de consumir[50].

Contribuições Econômicas[editar | editar código-fonte]

Oportunidade de Custo Artigo principal: Custo de oportunidade Friedrich von Wieser O custo de oportunidade representa as vantagens perdidas quando alguém escolhe um produto em vez de outro. Entender essas oportunidades permite que as decisões sejam tomadas de forma mais elevada. Definido como "a relação básica entre escassez e escolha"[51] o custo de oportunidade permite a eficiência na maneira como os bens são administrados.[52] Capital e Interesse: Eugen Böhm von Bawerk diz que a preferência temporal e a oferta demanda definem as taxas de juros e os lucros.[53]. Ele afirma que a lei da utilidade marginal implica na clássica lei de custos.[54] Inflação: Para Mises, a inflação é um aumento na quantidade de dinheiro que leva a uma queda no poder de compra do dinheiro.[55] Inflation, as this term was always used everywhere and especially in this country, means increasing the quantity of money and bank notes in circulation and the quantity of bank deposits subject to check. But people today use the term "inflation" to refer to the phenomenon that is an inevitable consequence of inflation, that is the tendency of all prices and wage rates to rise. The result of this deplorable confusion is that there is no term left to signify the cause of this rise in prices and wages. There is no longer any word available to signify the phenomenon that has been, up to now, called inflation [...] As you cannot talk about something that has no name, you cannot fight it. Those who pretend to fight inflation are in fact only fighting what is the inevitable consequence of inflation, rising prices. Their ventures are doomed to failure because they do not attack the root of the evil. They try to keep prices low while firmly committed to a policy of increasing the quantity of money that must necessarily make them soar. As long as this terminological confusion is not entirely wiped out, there cannot be any question of stopping inflation.[56]. Hayek diz que o aumento da inflação explora a diferença entre um aumento na quantia de dinheiro e o aumento nos preços de produtos: É dito que a inflação apaziguada não ajuda na questão do desemprego, somente se estiver acelerada.[57] Problemas das economia: No livro Road to Serfdom, Hayek afirma que o planejamento das economias é ineficaz, já que sem os sinais de preço, a forma de produção não alcançaria uma maior eficiência.[58] Para Hayek, os recursos se organizariam de maneira natural pela influência do mercado, uma vez que um indivíduo não teria a capacidade de regular os preços apenas com base em suas finitas capacidades.[59] Mises diz que como o governo estaria no controle dos preços em um governo socialista, estes não refletiriam o valor real dos bens na economia, pois é impossível controlá-la de maneira não natural " a atividade econômica racional é impossível em uma comunidade socialista".[60] Ciclos do Negócio: Hayek afirma que a emissão de crédito com taxas mais baixas oferecidas pelos bancos aumentaria os investimentos em processos de produção, gerando uma melhora artificial no ciclo da economia. A má destinação desses recursos geraria uma ¨quebra¨.[61] Bancos Centrais: De acordo com Ludwig von Mises, os bancos centrais permitem que os bancos comerciais financiem empréstimos com taxas de juros artificialmente baixas, induzindo assim uma expansão insustentável do crédito bancário e impedindo qualquer redução subsequente, defendendo um padrão ouro para limitar o crescimento nos meios fiduciários[62]. Friedrich Hayek teve um entendimento diferente, não se salientando no ouro, mas focando na regulação do setor bancário por meio de um banco central forte[63]

Criticismo[editar | editar código-fonte]

Criticismo Geral: Os economistas alegam que os economistas austríacos modernos são demasiadamente contrários ao uso da matemática e da estatística na economia[64]. A oposição austríaca à matematização se dá apenas à teorização econômica, pois eles argumentam que a conduta humana é muito variável para que modelos matemáticos circundantes sejam verdadeiros ao longo do tempo e do contexto. Os austríacos, em contrapartida, apoiam a pesquisa da preferência revelada por meio da matematização para sustentar negócios e finanças[65]. O economista Paul Krugman afirmou que eles desconhecem as falhas em seu próprio pensamento porque os austríacos não usam "modelos explícitos"[66]. O economista Benjamin Klein criticou o trabalho metodológico do economista austríaco Israel M. Kirzner. Enquanto exaltava Kirzner por realçar as limitações na metodologia usual, Klein pretextou que Kirzner não fornecia uma alternativa viável para a metodologia econômica[67]. O economista Tyler Cowen escreveu que a teoria do empreendedorismo de Kirzner pode, em última análise, ser restringida a um arquétipo de busca neoclássico e, portanto, não segue a tradição subjetivista radical da praxeologia austríaca. Cowen alega que os agenciadores de Kirzner podem ser modelados em termos de pesquisa convencionais[68]. O economista Jeffrey Sachs explicaa que, entre os países desenvolvidos, aqueles com altas taxas de tributação e altos gastos com bem-estar social têm melhor performance na maioria das medidas de desempenho econômico em comparação com países com baixas taxas de tributação e baixos gastos sociais. Ele conclui que Friedrich Hayek estava impreciso ao declarar que altos níveis de gastos do governo lesionam a economia e "um estado de bem-estar social generoso não é um caminho para a servidão, mas sim para a justiça, igualdade econômica e competitividade internacional"[69]. O economista austríaco Sudha Shenoy respondeu argumentando que os países com amplos setores públicos aumentaral mais lentamente[70]. O economista Bryan Caplan testemunhou que Mises foi criticado por desmasiar a força de seu caso ao descrever o socialismo como "impossível" ao invés de algo que precisaria determinar instituições não mercantis para lidar com a ineficiência[71].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]