Escola Doméstica de Natal

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A Escola Doméstica de Natal, fundada em 1 de setembro de 1914, faz parte de um complexo de ensino, como sua primeira instituição escolar. Todo o complexo de ensino, sem fins lucrativos, o qual hoje também engloba o Colégio Henrique Castriciano e a [[FARN] (criada em 2000), Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, é mantido pela Liga de Ensino do Rio Grande do Norte, fundada em 1911. O fundador da ED, como a Escola Doméstica de Natal é também reconhecida, foi o poeta, político e arauto da educação feminina Henrique Castriciano, o qual por anos e anos viajou pela Europa na tentativa de colher informações para uma escola doméstica, a qual teria como objetivo valorizar o cotidiano familiar e fazê-lo no plano da integração social da mulher.

Os moldes da escola[editar | editar código-fonte]

Henrique Castriciano, seu idealizador, defendia um modelo educacional europeu, que encontrou na Suíça, de fundamentação laica, o que era inovador em relação às instituições tradicionais de ensino na época, predominantemente, de cunho religioso. Na Escola Doméstica os costumes culturais deveriam ser preservados, considerando-se o contexto de mudanças, de reestruturação econômica e de modernização. Assim, a Escola Doméstica foi adaptada ao contexto rural do Rio Grande do Norte, com aulas de noção de agricultura, pecuária, por exemplo. A Escola Doméstica foi baseada no cientificismo e solidamente apoiada nos conhecimentos da psicologia e da sociologia.

Hoje ainda representa uma escola feminina e privada, que recebe alunas de classe média alta da capital potiguar, do interior e de outros estados, em regime regular integral (até a 6ª série) e de internato (a partir da 5ª série). Atendendo hoje cerca de 800 alunas, e com seus 90 anos de fundação completados em 2004, a ED hoje é uma escola que marca a cultura Norte Riograndense.

Em sua criação[editar | editar código-fonte]

A especialidade da Escola Doméstica era o trabalho voltado somente para mulheres, onde a atividade doméstica da mulher deveria ser ressaltada. Os saberes transmitidos às alunas sinalizavam para o aprendizado do referencial teórico associado ao prático, com conhecimento baseado nos afazeres corriqueiros de uma dona de casa. Dessa forma, a mulher aprenderia a fazer o gerenciamento prudente do lar e o balanço mensal de seus gastos. Além da atividade doméstica da mulher, de desempenho no lar, a preparação para o Magistério e o ingresso em escolas de Ensino Superior. Continha em seu currículo escolar princípios Higienistas e Positivistas. E tinha especial preocupação em formar mulheres com fortes valores morais da época, num ambiente de cooperativismo e respeito às regras de etiqueta.

A Psicologia na Escola Doméstica[editar | editar código-fonte]

Em 1919, foi criado o Instituto de Puericultura na Escola Doméstica, fundado pelo médico Varela Santiago. O primeiro curso de Puericultura do Rio Grande do Norte seria oferecido nesta instituição, representando uma inovação na educação deste estado, e tinha como tema a Psicologia experimental aplicada à educação infantil. Este curso era ministrado no próprio laboratório de puericultura da escola. Entre 1923 e 1925, ocorreu a implantação da disciplina Psicologia Pedagógica, na qual eram ministrados conteúdos como: o desenvolvimento infantil, as escalas psicométricas, a formação dos hábitos, a organização nervosa, a educação moral e estética. Na década de 1940 surgiria a disciplina de Psicologia Geral, que seria ensinada na escola até o início dos anos 1970, administrada pelo educador e intelectual Antônio Fagundes. Porém, na década de 1970 chegaria o fim do ensino da Psicologia na Escola Doméstica de Natal. Esta, a partir da década de 1990, passaria a contar com psicólogos escolares em seu quadro profissional.

Nos dias de hoje[editar | editar código-fonte]

O modelo permanece até hoje, com as transformações exigidas pela evolução social. Assim, atualmente, a escola funciona com jovens desde um ano de idade até o ensino médio. Até a Educação Infantil, as turmas permanecem mistas, no Colégio Henrique Castriciano. Após a primeira série do Fundamental, os pais podem optar pela matricula na escola só para meninas. Até a quarta série, o currículo é o mesmo da escola mista. A partir da quinta série, até o final do Ensino Médio, entra em cena modelo destinado à formação doméstica das alunas.

Diretoria[editar | editar código-fonte]

Dona Noilde Ramalho, permaneceu no cargo de 1945 até o dia 25 de dezembro de 2010 - mais de meio século. Foi sucedida por Dona Margarida Cabral, que também feleceu , atualmente a diretora é a Lucilla Ramalho .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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