Escola Médico-Cirúrgica de Goa

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Colégio Médico de Goa
Goa Medical College
Fundação 5 de novembro de 1842 (174 anos)
Tipo de instituição Pública
Localização Bambolim, Goa, ÍndiaÍndia
Presidente Pradip G. Naik
Afiliações Universidade de Goa
Página oficial www.gmcmec.gov.in
Prédio recuperado em Goa (Foto: Abril/2005)

O Colégio Médico de Goa[1] é uma escola superior pública de medicina mantida pelo governo de Goa, na Índia. É uma das faculdades médicas mais antigas da Ásia[2][3][4]. É atualmente uma instituição orgânica da Universidade de Goa[5], sendo sua mais antiga unidade.

Foi criada em 1842 e havia sido planeada pelo Físico-mor Matheus Cesário Rodrigues Moacho. Esta Escola foi criada por Portaria do Governador Conde das Antas, de 5 de Novembro de 1842.

Desde a sua fundação até 1963, quando passou a ser administrada pela Universidade de Mumbai, formaram-se pela Escola Médico-Cirúrgica de Goa 1.327 médicos e 469 farmacêuticos. Desde 1986 é uma instituição orgânica da Universidade de Goa.

Os médicos formados pela Escola de Goa contribuíram, sobretudo no Ultramar, para a sanidade destas províncias, tanto no combate às epidemias como nas companhas coloniais, como no auxílio às populações indígenas. A Metrópole reconheceu e prestou as devidas honras aos pioneiros da colonização cientifica em terras portuguesas da África e de Ásia.

História[editar | editar código-fonte]

As origens desta escola remontam ao início no século XVII quando o Vice-Rei D. Cristóvão de Sousa Coutinho dirigiu à Metrópole um pedido de "dois ou três Mestres para ensinar medicina a muitos naturais, que são mui agudos e com facilidade a aprenderiam".

De facto, desde as últimas décadas do século XVI que Goa era conhecida como o "cemitério dos portugueses", na expressão do Vice–Rei Conde de Alvor. A insalubridade da Velha Cidade era manifesta, dada a densidade da população a que se juntavam a falta de higiene e de assistência médica. Até essa altura, eram raros os médicos em Goa.

O percurso do ensino de medicina em Goa teve início em 1801, quando foi dado início a Aula de Medicina e Cirurgia, pelo conhecido físico-mor António José de Miranda e Almeida, formado em Coimbra. Esse curso funcionou até 1815, quando o médico abandonou Goa.[6][7]

No entanto, foi somente em 5 de Novembro de 1842 que a Escola Médico-Cirúrgica de Goa deu seu arranque definitivo. A instituição manteve-se em operação inclusive após 11 de Dezembro de 1851[8], quando, por meio de um relatório ministerial e decreto anexo, o governo colonial extinguiu algumas escolas médicas sobrevivendo somente a de Goa.[9].

Quando da ocupação indiana de Goa, a Escola passou a ser administrada pela Universidade de Mumbai. Originalmente localizada em Panjim, em uma estrutura de origem portuguesa, foi transferida para Alto-Bambolim em 1993. O colégio está sob a administração da Universidade de Goa desde 1986.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A Escola de Goa mantém, em sua estrutura orgânica, as seguintes instituições:

  • Hospital Universitário (Bambolim)
  • Instituto de Psiquiatria e Comportamento Humano (Bambolim)
  • Hospital de Tuberculose e Doenças Respiratórias Cunha (St. Inez)
  • Centro Rural de Saúde e Treinamento (Mandur)
  • Centro de Saúde Urbana (St. Cruz)

Cursos[editar | editar código-fonte]

São oferecidos cursos de bacharelado ao lado de vários cursos de mestrado e doutorado. Alguns cursos de especialização também são concedidos.

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  1. Goa Medical College. Goa University. Acesso: 09/05/17
  2. Faridah Abdul Rashid. Research on the Early Malay Doctors 1900–1957 Malaya and Singapore. [S.l.]: Xlibris Corporation. pp. 27–. ISBN 978-1-4691-7243-9. Consultado em 6 de abril de 2013 
  3. Narendra K. Wagle; George Coehlo (1995). Goa: Continuity and Change. [S.l.]: University of Toronto, Centre for South Asian Studies. p. 33. ISBN 978-1-895214-12-3. Consultado em 6 de abril de 2013 
  4. The Hindu Weekly Review. [S.l.]: K. Gopalan. Janeiro de 1968. p. 19. Consultado em 6 de abril de 2013 
  5. «Home». GOA MEDICAL COLLEGE 
  6. Bastos, Cristiana. Hospitais e sociedade colonial: Esplendor, ruína, memória e mudança em Goa. Revista Ler História, 2010
  7. Rodrigues, Eugénia (2012). «Moçambique e o Índico: a circulação de saberes e práticas de cura» (PDF). Universidade de Lisboa 
  8. Taimo, Jamisse Uilson (2010). «Ensino Superior em Moçambique: História, Política e Gestão» (PDF). Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba 
  9. «Os Portugueses no Congo: Lição 6 - Cultura, educação e ensino em Angola». ReoCities Athens. Consultado em 28 de abril de 2016