Escola Paulista de Medicina

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Escola Paulista de Medicina
EPM
Prédio Octávio de Carvalho
Universidade Universidade Federal de São Paulo
Fundação 26 de junho de 1933 (88 anos)
Tipo de instituição Faculdade
Localização São Paulo, São Paulo Brasil
Site sp.unifesp.br/epm/

A Escola Paulista de Medicina (EPM), atualmente pertencente à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), foi fundada em 1933[1] por 31 médicos e dois engenheiros, os quais tinham como objetivo criar um segundo curso de Medicina no Estado de São Paulo e também construir um Hospital próprio para o curso. Conhecida como "Paulista" pelos estudantes de medicina, localiza-se no bairro da Vila Clementino, zona sul da capital Paulista. Possui conceito 5 no ENADE[2], nota máxima, além de outros indicadores, como QS Rankings[3], que mostram a qualidade de ensino e excelência da instituição. Atualmente, o sistema de ingresso nesse curso é pela modalidade "misto", ou seja, o processo seletivo é feito pela nota bruta do ENEM somado com a nota de uma prova organizada pela VUNESP. Anualmente oferece 121 vagas para o curso, tendo como estimativa para a conclusão da graduação em 6 anos, divididos em: 1º e 2º ano de Ciclo Básico, 3º e 4º ano de Ciclo Profissionalizante e 5º e 6º ano de internato[4].

Edifício Leitão da Cunha


História[editar | editar código-fonte]

Imagem aérea do Hospital São Paulo em 1948

No início, a Escola Paulista de Medicina se sustentava com os recursos dos seus sócios fundadores, além das mensalidades de seus estudantes, já que ainda não era uma entidade pública. Os médicos fundadores eram de diversas faculdades de medicina do Brasil e do exterior, como da Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Palermo (Itália) e Faculdade de Medicina de Nápoles (Itália)[1]. Junto com a fundação da Escola, criaram a Sociedade Cível Escola Paulista de Medicina (atualmente Associação Paulista para o Desenvolvimento de Medicina SPDM), a fim de auxiliar no desenvolvimento de atividades médicas[5]. Necessitando de um Hospital próprio para o ensino da medicina, foi lançada em 1936 a pedra fundamental do Hospital São Paulo, o primeiro hospital-escola do Brasil, sendo então inaugurado em 1940. Na cerimônia de lançamento da estaca fundamental, o poeta Guilherme de Almeida recitou "Aí está, germinada e prosperada a semente; aí está, florescido o ideal; aí está, frutificado o empreendimento! Aí está a Escola Paulista de Medicina. A árvore boa, em boa hora, sob um bom signo, numa boa terra e por boas mãos plantada"[6]. Em 31 de maio de 1938, ano de formatura da primeira turma da Escola Paulista de Medicina, Getúlio Vargas, presidente do Brasil, sancionou o decreto n. 2.703, reconhecendo a instituição[7].

Vinte anos após a fundação da Escola, ela começou a passar por uma séria crise financeira. Uma maneira de contornar esse problema foi a federalização da instituição, ocorrida em 21 de janeiro de 1956, pela lei lei no. 2.712 - de 1956[8], sancionada pelo então presidente do Brasil Nereu Ramos. Pelo acordo, apenas a Escola Paulista de Medicina iria ser federalizada, sendo que o Hospital São Paulo ainda iria pertencer à Sociedade Cível Escola Paulista de Medicina[6], tornando se Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) em 1960[9].

Símbolo da Escola Paulista de Medicina

Tempos depois, em 26 de dezembro de 1994, a Escola Paulista de Medicina foi transformada em Universidade Federal de São Paulo, conforme a lei n. 8.957 de 15 de dezembro de 1994[10]. Participaram do evento diversas autoridades, como o reitor da Universidade de São Paulo, Flavio Fava de Moraes, o reitor da Universidade Federal de São Carlos, Newton Lima Neto e o ministro da educação e desporto Murílio Hingel. A cerimônia ocorreu às 20 horas no Teatro Marcos Lindenberg, segundo andar do edifício dos anfiteatros da Escola Paulista de Medicina[11].

O símbolo da EPM é composto pelo Jequitibá[12], árvore nativa da Mata Atlântica que representa o estado de São Paulo, enrolado por uma serpente. O tradicional símbolo da medicina é bastão de Asclépio com uma cobra enrolada, entretanto, na adaptação, a serpente enlaça o tronco do Jequitibá. O uso da árvore representa: a longevidade, já que essa planta pode viver por mais de um século, o crescimento reto e consolidado da instituição, pelo fato do tronco do Jequitibá crescer de forma reta e para o alto, e também o seu local de origem, São Paulo[6]. A cor verde faz referência à cor da medicina, além de estar estampado o ano de fundação da Escola.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Prédio de pesquisa II (Nestor Schor)

A Escola Paulista de Medicina possui diversas instalações que auxiliam no ensino de seus estudantes. Com mais de 60 cursos de pós-graduação, 33 cursos de mestrados e 31 cursos de doutorados, as atividades do Campus São Paulo/EPM se apresentam em diversos locais no bairro da Vila Clementino. A estrutura física abrange grandes edifícios de pesquisas, como o de Ciências Biomédicas, de Pesquisa I, de Pesquisa II (Prof. Dr. Nestor Schor) e o Instituto Nacional de Farmacologia e Biologia Molecular (Infar). Além disso, há os edifícios destinados às ações didáticas, como o Lemos Torres, Leitão da Cunha, Costabile Galucci e a Biblioteca Central. Os prédios abrigam diversos laboratórios, como de anatomia, histologia, embriologia, técnica operatória, informática e simulação de casos médicos[13].

O curso de Medicina da EPM usa diversos hospitais e UBS para o ensino dos alunos, entretanto, as principais unidades utilizadas são: o Hospital São Paulo (hospital universitário da UNIFESP), o Hospital Universitário 2 (HU2), Hospital do Rim[14], ambulatórios da UNIFESP espalhados pela Vila Clementino, Amparo Maternal[15], GRAACC[16] e o Instituto do Sono.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b «História da Fundação à Federalização da Escola Paulista de Medicina (EPM) documentada». Escola Paulista de Medicina - EPM. Consultado em 23 de junho de 2021 
  2. «e-MEC - Sistema de Regulação do Ensino Superior». emec.mec.gov.br. Consultado em 23 de junho de 2021 
  3. «Universidade Federal de São Paulo». Top Universities (em inglês). Consultado em 23 de junho de 2021 
  4. «Campus São Paulo - Medicina - Integral: informações» 
  5. A formação médica na Unifesp : excelência e compromisso social. Lucia de Oliveira Sampaio, Nildo Alves Batista, Rosana Fiorini Puccini. [Place of publication not identified]: [s.n.] 2008. OCLC 1096785739 
  6. a b c Rodrigues, Jaime; Nemi, Ana Lúcia Lana; Lisboa, Karen Macknow; Biondi, Luigi (2008). A Universidade Federal de São Paulo aos 75 anos: ensaios sobre história e memória (em Portuguese). [S.l.: s.n.] OCLC 982228915 
  7. «Portal da Câmara dos Deputados». www2.camara.leg.br. Consultado em 23 de junho de 2021 
  8. «L2712». www.planalto.gov.br. Consultado em 23 de junho de 2021 
  9. «Transformação da Sociedade Civil Escola Paulista de Medicina em Sociedade (hoje Associação) Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) em 1960» (PDF) 
  10. «L8957». www.planalto.gov.br. Consultado em 23 de junho de 2021 
  11. «25anos_Unifesp.epub». Google Docs. Consultado em 23 de junho de 2021 
  12. «Jequitibá». basilio.fundaj.gov.br. Consultado em 23 de junho de 2021 
  13. «Sobre o Campus». Campus São Paulo - UNIFESP. Consultado em 23 de junho de 2021 
  14. «Quem Somos». Hospital do Rim. Consultado em 24 de junho de 2021 
  15. «Associação Amparo Maternal | Quem somos». amparomaternal Copia. Consultado em 24 de junho de 2021 
  16. «Ensino e Parcerias». GRAACC. Consultado em 24 de junho de 2021